A tese foi levantada ontem por Montanaro, ex-jogador de vôlei e atual dirigente do time do Sesi, durante a III Semana de Marketing Esportivo, que acontece na USP, em São Paulo, até a próxima quinta-feira. Monta defende a promoção dos atletas ao status de ídolos para que, com isso, os mais jovens se inspirem a praticar determinada modalidade esportiva.
Para ele, o melhor exemplo é do próprio vôlei, que desde os anos 80 passou a encontrar elementos para promover seus atletas e, consequentemente, a modalidade. Desde então, as gerações vão se renovando, assim como a idolatria pelos jogadores. Na palestra, Monta também lembrou do tênis, que deixou de aproveitar o boom da Era Guga.
Hoje, o mesmo tênis tem Thomaz Bellucci como grande expoente da modalidade. Está entre os 30 melhores do mundo, com solidez para ficar entre os top 20 ou top 10 por um bom tempo. Mas de nada adianta ter performance se a imagem do atleta não é bem trabalhada e, mais do que isso, se ele não tem carisma com o torcedor.
Foi o caso, por exemplo, de Rivaldo no futebol, esporte em que os ídolos são criados a todo instante pela imprensa. Com performance astronômica, mas sem tanto apelo com o público, Rivaldo sempre ficou à margem do sucesso comercial de um Ronaldo, um Ronaldinho, um Romário. O Santos, agora, tenta trabalhar a imagem de Neymar e Ganso para mantê-los no clube e, mais do que isso, formar uma nova geração de torcedores.
O esporte precisa detectar não apenas o talento para a prática do atleta. É preciso, também, saber trabalhar a imagem do esportista. Só assim o futuro das modalidades terá um sucesso maior.
Tempo Real
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Para que serve o COB?
No domingo, a “Folha de S. Paulo” publicou entrevista com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Moral da história de cerca de 1 hora de conversa com a repórter Mariana Bastos. O presidente do COB não sabe para que serve a entidade...
Pelo menos é isso que dá para compreender da resposta de Nuzman quando questionado sobre a péssima formação de atletas do país. Diz o mandatário do COB:
“O COB não tem atletas, não forma atletas. Não somos os responsáveis pelos resultados das confederações. Eu não tenho como entrar em uma confederação e dizer o que tem que fazer”.
Sim, é verdade. Há 15 anos Nuzman deixou por cima a presidência da Confederação Brasileira de Vôlei para presidir o COB. Na bagagem, o ouro inédito no masculino, em 1992, e a transformação de uma modalidade ao longo de 20 anos de gestão.
Só que, ao dizer que não é de competência do COB formar atletas (e não é mesmo!), Nuzman deixa de lembrar que há um detalhe ainda mais importante. Hoje, o atleta ou modalidade que tenha interesse em receber verba para um projeto, tem de passar pelo COB.
Ao longo dessa década e meia de gestão de Nuzman, o COB se transformou no grande pedágio do esporte brasileiro. Toda verba destinada às ditas modalidades olímpicas para antes nas mãos do comitê para, então, ser realocada conforme os interesses da entidade.
Esse pedágio faz com que o comitê decida em quais condições uma modalidade possa crescer no país. Conforme o interesse do COB o esporte ganha mais ou menos dinheiro.
Do jeito que está estruturado o esporte no Brasil atualmente, o único responsável pelo desempenho dos atletas no país é o COB. Não é função do comitê revelar, formar e desenvolver esportistas. Mas ao tomar para si toda a verba do esporte, o COB é o único em condições de definir de que forma uma modalidade pode existir.
Não adianta Nuzman querer tirar o corpo. Se é ele quem decide de que forma as confederações recebem a verba para trabalhar, indiretamente é ele quem define a formação de atletas no país.
O COB, na prática, serve como tomador de decisão da formação de atletas no Brasil. Caso estivéssemos num mundo ideal, a função do comitê seria apenas regulamentar a disputa de modalidades esportivas e ajudar no fomento do esporte. Mas isso, sem dúvida, não renderia o mesmo tanto de dinheiro, e de poder, para o presidente do comitê...
Pelo menos é isso que dá para compreender da resposta de Nuzman quando questionado sobre a péssima formação de atletas do país. Diz o mandatário do COB:
“O COB não tem atletas, não forma atletas. Não somos os responsáveis pelos resultados das confederações. Eu não tenho como entrar em uma confederação e dizer o que tem que fazer”.
Sim, é verdade. Há 15 anos Nuzman deixou por cima a presidência da Confederação Brasileira de Vôlei para presidir o COB. Na bagagem, o ouro inédito no masculino, em 1992, e a transformação de uma modalidade ao longo de 20 anos de gestão.
Só que, ao dizer que não é de competência do COB formar atletas (e não é mesmo!), Nuzman deixa de lembrar que há um detalhe ainda mais importante. Hoje, o atleta ou modalidade que tenha interesse em receber verba para um projeto, tem de passar pelo COB.
Ao longo dessa década e meia de gestão de Nuzman, o COB se transformou no grande pedágio do esporte brasileiro. Toda verba destinada às ditas modalidades olímpicas para antes nas mãos do comitê para, então, ser realocada conforme os interesses da entidade.
Esse pedágio faz com que o comitê decida em quais condições uma modalidade possa crescer no país. Conforme o interesse do COB o esporte ganha mais ou menos dinheiro.
Do jeito que está estruturado o esporte no Brasil atualmente, o único responsável pelo desempenho dos atletas no país é o COB. Não é função do comitê revelar, formar e desenvolver esportistas. Mas ao tomar para si toda a verba do esporte, o COB é o único em condições de definir de que forma uma modalidade pode existir.
Não adianta Nuzman querer tirar o corpo. Se é ele quem decide de que forma as confederações recebem a verba para trabalhar, indiretamente é ele quem define a formação de atletas no país.
O COB, na prática, serve como tomador de decisão da formação de atletas no Brasil. Caso estivéssemos num mundo ideal, a função do comitê seria apenas regulamentar a disputa de modalidades esportivas e ajudar no fomento do esporte. Mas isso, sem dúvida, não renderia o mesmo tanto de dinheiro, e de poder, para o presidente do comitê...
sábado, 21 de agosto de 2010
Cenas E Personagens Do Futebol
1- O Majestoso
Assim se definiu este grande clássico paulista, Corinthians e São Paulo. Pelo falecido jornalista Thomas Mazzoni, italiano de nascimento e brasileiro por adoção. Isso, li, foi lá pelos anos 40. E agora, já em outro século, mas com rivalidade mais acentuada, eis que temos um tabu, pois que há 9 jogos o tricolor não sabe o que é vencer o Corinthians.
Apesar dos desfalques e dúvidas, espero um Pacaembu lotado. É pena que o Corinthians não possa contar com Ronaldo Fenômeno e nem com um jogador demasiadamente importante para seu esquema, Dentinho, que nem sempre é devidamente reconhecido. E o tricolor deixa na “geladeira” Dagoberto, que está em baixa no Morumbi e não quer se transferir para a Ucrânia. Além disso, Fernandão sente dores musculares. Pode ser que jogue, pode ser que não.
De qualquer maneira, é o Majestoso.
2- Vasco e Fluminense
Que clássico! E clássico para casa cheia, pois os ingressos já estão se esgotando. De um lado o Flu, líder do Campeonato, dirigido por Muricy Ramalho e que talvez até tenha a estreia de Deco, sua mais recente grande contratação. Do outro, o Vasco, revigorado pelas contratações de Felipe, Éder Luís, Zé Roberto e pela grande fase de seu atual técnico Paulo César Gusmão. Este, ainda não foi derrotado no Campeonato, tanto dirigindo o Vasco como no papel de comandante do Ceará, clube que deixou invicto.
3- Santos e Atlético Mineiro
Outra grande partida, na Vila, com os torcedores provavelmente gritando ainda mais o nome de Neymar, o menino-craque, o talento de 18 anos que recusou os milhões de euros do Chelsea para ficar na Vila Belmiro em troca de sugestivo aumento de salário e plano de carreira.
Mas não será jogo fácil, creio. Nem um pouquinho. O Atlético Mineiro tem um belo elenco, um técnico competente (Luxemburgo) e tem tudo para fazer um grande clássico.
Que rodada, hein?
4- A convocação de Mano Menezes
Talvez eu esteja errado, ninguém é a voz da verdade, mas convocar jogadores e desfalcar seus clubes quando não se tem competição importante e sequer amistoso é estranho, não?
Os clubes brasileiros agradecem: só foram convocados jogadores que atuam no exterior para os treinos, só treinos, que ocorrerão em Barcelona, na primeira semana de setembro. Da lista de Mano Menezes, destaco as chances, merecidas, para Henrique (aquele que já jogou pelo Palmeiras e que o Barcelona se dá ao luxo de não aproveitar), para Sandro - um dos heróis do Inter campeão da Libertadores - e para Philippe Coutinho, ex-Vasco, agora na Inter de Milão.
É uma fase de observação, está na cara. Os clubes que se virem.
Assim se definiu este grande clássico paulista, Corinthians e São Paulo. Pelo falecido jornalista Thomas Mazzoni, italiano de nascimento e brasileiro por adoção. Isso, li, foi lá pelos anos 40. E agora, já em outro século, mas com rivalidade mais acentuada, eis que temos um tabu, pois que há 9 jogos o tricolor não sabe o que é vencer o Corinthians.
Apesar dos desfalques e dúvidas, espero um Pacaembu lotado. É pena que o Corinthians não possa contar com Ronaldo Fenômeno e nem com um jogador demasiadamente importante para seu esquema, Dentinho, que nem sempre é devidamente reconhecido. E o tricolor deixa na “geladeira” Dagoberto, que está em baixa no Morumbi e não quer se transferir para a Ucrânia. Além disso, Fernandão sente dores musculares. Pode ser que jogue, pode ser que não.
De qualquer maneira, é o Majestoso.
2- Vasco e Fluminense
Que clássico! E clássico para casa cheia, pois os ingressos já estão se esgotando. De um lado o Flu, líder do Campeonato, dirigido por Muricy Ramalho e que talvez até tenha a estreia de Deco, sua mais recente grande contratação. Do outro, o Vasco, revigorado pelas contratações de Felipe, Éder Luís, Zé Roberto e pela grande fase de seu atual técnico Paulo César Gusmão. Este, ainda não foi derrotado no Campeonato, tanto dirigindo o Vasco como no papel de comandante do Ceará, clube que deixou invicto.
3- Santos e Atlético Mineiro
Outra grande partida, na Vila, com os torcedores provavelmente gritando ainda mais o nome de Neymar, o menino-craque, o talento de 18 anos que recusou os milhões de euros do Chelsea para ficar na Vila Belmiro em troca de sugestivo aumento de salário e plano de carreira.
Mas não será jogo fácil, creio. Nem um pouquinho. O Atlético Mineiro tem um belo elenco, um técnico competente (Luxemburgo) e tem tudo para fazer um grande clássico.
Que rodada, hein?
4- A convocação de Mano Menezes
Talvez eu esteja errado, ninguém é a voz da verdade, mas convocar jogadores e desfalcar seus clubes quando não se tem competição importante e sequer amistoso é estranho, não?
Os clubes brasileiros agradecem: só foram convocados jogadores que atuam no exterior para os treinos, só treinos, que ocorrerão em Barcelona, na primeira semana de setembro. Da lista de Mano Menezes, destaco as chances, merecidas, para Henrique (aquele que já jogou pelo Palmeiras e que o Barcelona se dá ao luxo de não aproveitar), para Sandro - um dos heróis do Inter campeão da Libertadores - e para Philippe Coutinho, ex-Vasco, agora na Inter de Milão.
É uma fase de observação, está na cara. Os clubes que se virem.
Neymar, Bellucci e a profissionalização do atleta
Neymar ficará no Santos. Pelo menos por enquanto. O esforço de marketing que o clube fará para contar com o atleta é interessante. Visto como um grande passo por muitos, ainda tenho alguns pontos de interrogação sobre a sustentabilidade do projeto.
Os detalhes não foram todos revelados, mas parece que Neymar, além de receber um alto salário, terá uma linha de produtos vinculada a sua imagem e, ainda, uma propriedade no uniforme santista para negociar. Um plano legal, meio básico para vincular a imagem de um atleta a um clube, sem grandes novidades.
Mas será que Neymar está preparado para colocar em prática essas ideias?
Esse talvez seja o grande confrontamento que o esporte como negócio no Brasil tenha de vivenciar nos próximos anos. A aproximação dos grandes eventos esportivos faz com que as empresas decidam injetar mais dinheiro no esporte e isso, consequentemente, faz com que os atletas tenham potencialmente mais receita do que antes.
Só que, para justificar o investimento de uma grande empresa na imagem de um atleta, é preciso que ele entenda a importância de trabalhar ao lado de seu patrocinador. Daí o questionamento ao futuro do projeto com Neymar.
Ninguém em seu staff está preparado para isso. Recentemente, em evento da Gillette, o atacante do Santos disse que não tinha pelos para se barbear. Seu colega de time, Ganso, disse que não estava acostumado a usar o aparelho, afirmando que utilizava apenas o aparato elétrico, que não é produzido pela marca.
Mostra do caráter puro de ambos, mas que demonstra também uma absoluta falta de preparo para se comportar num evento comercial, algo que será cada vez mais corriqueiro para ambos.
E, ampliando a discussão, percebe-se que o problema é bem mais embaixo. Não há atleta hoje, entre as jovens promessas do esporte brasileiro, apto a aguentar o tranco de conciliar os compromissos profissionais com a vida de esportista.
Thomaz Bellucci, o maior nome do tênis desde Gustavo Kuerten, deu a prova disso ao simplesmente abandonar o uniforme da Topper e vestir Adidas na partida que custou sua participação dentro do Masters 1000 de Cincinnati. Agora, corre o risco de ser processado pelo antigo parceiro comercial.
Neymar continuar pelos gramados brasileiros é um bom sinal para o esporte no país. Só que, para isso, é preciso que os atletas amadureçam. Os exemplos recentes mostram que há um longo caminho para ser trilhado pelos marqueteiros na gestão da imagem dos atletas. Frutos do crescimento do esporte como negócio no Brasil.
Os detalhes não foram todos revelados, mas parece que Neymar, além de receber um alto salário, terá uma linha de produtos vinculada a sua imagem e, ainda, uma propriedade no uniforme santista para negociar. Um plano legal, meio básico para vincular a imagem de um atleta a um clube, sem grandes novidades.
Mas será que Neymar está preparado para colocar em prática essas ideias?
Esse talvez seja o grande confrontamento que o esporte como negócio no Brasil tenha de vivenciar nos próximos anos. A aproximação dos grandes eventos esportivos faz com que as empresas decidam injetar mais dinheiro no esporte e isso, consequentemente, faz com que os atletas tenham potencialmente mais receita do que antes.
Só que, para justificar o investimento de uma grande empresa na imagem de um atleta, é preciso que ele entenda a importância de trabalhar ao lado de seu patrocinador. Daí o questionamento ao futuro do projeto com Neymar.
Ninguém em seu staff está preparado para isso. Recentemente, em evento da Gillette, o atacante do Santos disse que não tinha pelos para se barbear. Seu colega de time, Ganso, disse que não estava acostumado a usar o aparelho, afirmando que utilizava apenas o aparato elétrico, que não é produzido pela marca.
Mostra do caráter puro de ambos, mas que demonstra também uma absoluta falta de preparo para se comportar num evento comercial, algo que será cada vez mais corriqueiro para ambos.
E, ampliando a discussão, percebe-se que o problema é bem mais embaixo. Não há atleta hoje, entre as jovens promessas do esporte brasileiro, apto a aguentar o tranco de conciliar os compromissos profissionais com a vida de esportista.
Thomaz Bellucci, o maior nome do tênis desde Gustavo Kuerten, deu a prova disso ao simplesmente abandonar o uniforme da Topper e vestir Adidas na partida que custou sua participação dentro do Masters 1000 de Cincinnati. Agora, corre o risco de ser processado pelo antigo parceiro comercial.
Neymar continuar pelos gramados brasileiros é um bom sinal para o esporte no país. Só que, para isso, é preciso que os atletas amadureçam. Os exemplos recentes mostram que há um longo caminho para ser trilhado pelos marqueteiros na gestão da imagem dos atletas. Frutos do crescimento do esporte como negócio no Brasil.
sábado, 14 de agosto de 2010
Felipão Ameaça, Neymar se Irrita e o Fenômeno é Ironizado.
Este é o Felipão que se conhece: não aceita mais derrotas sem luta, ameaça mudar quatro ou cinco jogadores e avisa que, de agora em diante, quem não mostrar o “sangue verde” (como ele definiu), está fora do grupo. Pinçando algumas frases de sua entrevista coletiva, algumas me chamam a atenção:
“Não vim para o Brasil, depois de 8 anos, para passar vergonha”
“Estou de saco cheio de perder. E de saco cheio também comigo mesmo”.
E houve outras, que vão de encontro ao que deseja a torcida do Palmeiras. Ou melhor, o que deseja, em parte, a torcida do Palmeiras, pois ela também quer um futebol mais ofensivo, mais criativo. Sem raça, não dá. Mas só com raça, também não.
Resta saber se mesmo antes da volta de jogadores importantes- Lincoln e Kleber- e da estréia de Valdívia, o ataque terá condições de realizar o desejo de Felipão e da torcida. Pois, convenhamos, com o que vem jogando Ewerton e com o que mostraram Tadeu e Max, o risco do goleiro inimigo em não fazer nenhuma defesa é grande.
A conferir neste sábado, no Pacaembu, no duelo com o Atlético Paranaense.
A propósito, uma observação e também uma pergunta: a observação é que considero injustas as primeiras críticas feitas a Luan, que não tem nem uma semana de Palmeiras, e que pelo menos tentou dribles e chutes quando entrou.
E a pergunta: não teria sido mais útil o Palmeiras reunir investidores para contratar um centroavante de ofício, ao invés de ficar sonhando com Ronaldinho Gaúcho? Já que é para investir...
(Viatri, do Boca Juniors, foi procurado. Preço: 9 milhões de dólares)
NEYMAR PERDEU A PACIÊNCIA
Leio que, em entrevista concedida em Santos, Neymar perdeu a paciência com os repórteres que perguntavam se ia mesmo ficar no Santos, se já tinha um acerto com o Chelsea: “Você é surdo?”- retrucou Neymar; eu já disse que o Neymar é do Santos, o Neymar é do Santos, Neymar é do Santos “- completou, citando-se na terceira pessoa. Só que, na mesma entrevista, respondeu que “quanto ao futuro não pode responder, pois o futuro a Deus pertence”.
Curioso, Wesley, embora sem irritação, deu a mesma resposta quando, após a derrota para o Avaí, lhe perguntaram sobre sua saída do Santos. E eis que, horas depois, ele não só foi tirado do time que enfrenta o Vitória, no Barradão, como está mais para o futebol europeu (o alemão Werder Bremen, o grande candidato, mas sem desprezar o Benfica que está com o bolso cheio depois de vender Ramires para o Chelsea) do que para continuar na Vila Belmiro.
É, pelo jeito, o Santos terá de lutar muito contra o desmanche.
ATÉ QUANDO, FENÔMENO ?
Ronaldo foi mais uma vez vetado para voltar ao time. Desta vez, pelo técnico Adílson Batista. Nós, que reverenciamos o Fenômeno, já estamos acostumados com a longa novela de ele voltar ou não à forma. Lá fora, porém, ao verem a foto de Ronaldo em seu último treino no Corinthians, alguns jornais- entre eles o argentino Olé- ironizaram a atual silhueta do maior artilheiro das Copas do Mundo.
Disseram até que, para estar acima do peso desse jeito, ele deve ter “comido os gols”.
“Não vim para o Brasil, depois de 8 anos, para passar vergonha”
“Estou de saco cheio de perder. E de saco cheio também comigo mesmo”.
E houve outras, que vão de encontro ao que deseja a torcida do Palmeiras. Ou melhor, o que deseja, em parte, a torcida do Palmeiras, pois ela também quer um futebol mais ofensivo, mais criativo. Sem raça, não dá. Mas só com raça, também não.
Resta saber se mesmo antes da volta de jogadores importantes- Lincoln e Kleber- e da estréia de Valdívia, o ataque terá condições de realizar o desejo de Felipão e da torcida. Pois, convenhamos, com o que vem jogando Ewerton e com o que mostraram Tadeu e Max, o risco do goleiro inimigo em não fazer nenhuma defesa é grande.
A conferir neste sábado, no Pacaembu, no duelo com o Atlético Paranaense.
A propósito, uma observação e também uma pergunta: a observação é que considero injustas as primeiras críticas feitas a Luan, que não tem nem uma semana de Palmeiras, e que pelo menos tentou dribles e chutes quando entrou.
E a pergunta: não teria sido mais útil o Palmeiras reunir investidores para contratar um centroavante de ofício, ao invés de ficar sonhando com Ronaldinho Gaúcho? Já que é para investir...
(Viatri, do Boca Juniors, foi procurado. Preço: 9 milhões de dólares)
NEYMAR PERDEU A PACIÊNCIA
Leio que, em entrevista concedida em Santos, Neymar perdeu a paciência com os repórteres que perguntavam se ia mesmo ficar no Santos, se já tinha um acerto com o Chelsea: “Você é surdo?”- retrucou Neymar; eu já disse que o Neymar é do Santos, o Neymar é do Santos, Neymar é do Santos “- completou, citando-se na terceira pessoa. Só que, na mesma entrevista, respondeu que “quanto ao futuro não pode responder, pois o futuro a Deus pertence”.
Curioso, Wesley, embora sem irritação, deu a mesma resposta quando, após a derrota para o Avaí, lhe perguntaram sobre sua saída do Santos. E eis que, horas depois, ele não só foi tirado do time que enfrenta o Vitória, no Barradão, como está mais para o futebol europeu (o alemão Werder Bremen, o grande candidato, mas sem desprezar o Benfica que está com o bolso cheio depois de vender Ramires para o Chelsea) do que para continuar na Vila Belmiro.
É, pelo jeito, o Santos terá de lutar muito contra o desmanche.
ATÉ QUANDO, FENÔMENO ?
Ronaldo foi mais uma vez vetado para voltar ao time. Desta vez, pelo técnico Adílson Batista. Nós, que reverenciamos o Fenômeno, já estamos acostumados com a longa novela de ele voltar ou não à forma. Lá fora, porém, ao verem a foto de Ronaldo em seu último treino no Corinthians, alguns jornais- entre eles o argentino Olé- ironizaram a atual silhueta do maior artilheiro das Copas do Mundo.
Disseram até que, para estar acima do peso desse jeito, ele deve ter “comido os gols”.
Maior torcida?
O Lance! divulga nesta semana os resultados de mais uma pesquisa feita com o Ibope. O levantamento, desde 1998, tem como objetivo mapear a relação do torcedor com os clubes. Quase sempre, o debate sobre o levantamento fica em torno de quem tem a maior torcida do país.
Mas será que a questão é ser o dono da maior torcida ou ter a torcida que mais consome? Vale lembrar que essa pesquisa é quantitativa. Ou seja, não mede a qualidade, mas sim a quantidade. Logo, o levantamento serve para saber quem tem o maior número de torcedor, sem se aprofundar um pouco mais sobre o comportamento dele em relação ao clube.
Para um veículo de mídia que só fala de esporte, saber como se divide o torcedor pelo país não vale apenas para fazer matérias, mas é também uma informação estratégica para eventuais lançamentos editoriais nos próximos anos.
Para os clubes, porém, saber quem é o dono da maior torcida não basta. É preciso aprofundar-se e conhecer, de fato, quem é o seu torcedor. Enquanto não se tem uma noção de quantas pessoas consomem a marca de um time, não se saberá qual é o potencial de negócios dele.
É esse o motivo pelo qual o futebol continua a vender apenas o espaço na camisa, em vez de projetos consistentes de marketing. Enquanto o clube conseguir apenas ver quem é que tem maior torcida, o atrativo que ele pode oferecer a um patrocinador se resumirá a quantas vezes ele aparece na mídia.
A pesquisa do Lance! é muito boa para saber um pouco mais sobre o perfil dos torcedores no país. Mas é muito pouco para quem quer oferecer um real projeto de marketing esportivo para um potencial patrocinador. Infelizmente, mais uma vez, os clubes vão se ater a esses números em vez de procurar conhecer melhor o seu torcedor.
E esse cenário só vai mudar quando as empresas exigirem mais do que a exposição de marca na camisa na hora de investir no futebol.
Mas será que a questão é ser o dono da maior torcida ou ter a torcida que mais consome? Vale lembrar que essa pesquisa é quantitativa. Ou seja, não mede a qualidade, mas sim a quantidade. Logo, o levantamento serve para saber quem tem o maior número de torcedor, sem se aprofundar um pouco mais sobre o comportamento dele em relação ao clube.
Para um veículo de mídia que só fala de esporte, saber como se divide o torcedor pelo país não vale apenas para fazer matérias, mas é também uma informação estratégica para eventuais lançamentos editoriais nos próximos anos.
Para os clubes, porém, saber quem é o dono da maior torcida não basta. É preciso aprofundar-se e conhecer, de fato, quem é o seu torcedor. Enquanto não se tem uma noção de quantas pessoas consomem a marca de um time, não se saberá qual é o potencial de negócios dele.
É esse o motivo pelo qual o futebol continua a vender apenas o espaço na camisa, em vez de projetos consistentes de marketing. Enquanto o clube conseguir apenas ver quem é que tem maior torcida, o atrativo que ele pode oferecer a um patrocinador se resumirá a quantas vezes ele aparece na mídia.
A pesquisa do Lance! é muito boa para saber um pouco mais sobre o perfil dos torcedores no país. Mas é muito pouco para quem quer oferecer um real projeto de marketing esportivo para um potencial patrocinador. Infelizmente, mais uma vez, os clubes vão se ater a esses números em vez de procurar conhecer melhor o seu torcedor.
E esse cenário só vai mudar quando as empresas exigirem mais do que a exposição de marca na camisa na hora de investir no futebol.
O que há de diferente no rodeio de Barretos
No próximo dia 19 começa o famoso rodeio internacional de touros na cidade de Barretos, interior de São Paulo. A despeito da discussão sobre a esportividade ou não de uma competição de rodeio, o que mais me chama a atenção no rodeio de Barretos é a organização do evento. Mais do que qualquer outra coisa, é curioso observar o conceito que está envolvido na concepção do rodeio e que pode ser transferido para a atividade esportiva que quisermos.
A competição esportiva em Barretos acontece durante os 11 dias de evento. Mas, paralelamente a ela, uma série de minieventos, envolvendo não apenas o esporte. Até mesmo a cantora Mariah Carey foi contratada para dar um show!
O resultado desse esforço de fazer um evento que vai muito além da competição esportiva é o que faz Barretos ser tão diferente. A partir do momento em que os organizadores transformam o rodeio no menor dos motivos para o torcedor comparecer ao evento, a chance de ele ser um sucesso é ainda maior. Afinal, ao criar um megaevento na cidade, Barretos atrai não apenas os fãs do esporte, mas cria uma situação que agrade uma família inteira.
No Brasil, o evento relacionado ao esporte teima em manter como único atrativo ao consumidor a disputa. Ela é a coisa mais valiosa que existe, sem dúvida. Mas, se não oferecer chance de relacionamento com outros tipos de público, a chance de se obter sucesso com isso é menor. Hoje, Barretos consegue, nos 11 dias de rodeio, um faturamento maior do que em qualquer outra data no ano. E a competição touro-peão é apenas um dos motivos para isso...
A competição esportiva em Barretos acontece durante os 11 dias de evento. Mas, paralelamente a ela, uma série de minieventos, envolvendo não apenas o esporte. Até mesmo a cantora Mariah Carey foi contratada para dar um show!
O resultado desse esforço de fazer um evento que vai muito além da competição esportiva é o que faz Barretos ser tão diferente. A partir do momento em que os organizadores transformam o rodeio no menor dos motivos para o torcedor comparecer ao evento, a chance de ele ser um sucesso é ainda maior. Afinal, ao criar um megaevento na cidade, Barretos atrai não apenas os fãs do esporte, mas cria uma situação que agrade uma família inteira.
No Brasil, o evento relacionado ao esporte teima em manter como único atrativo ao consumidor a disputa. Ela é a coisa mais valiosa que existe, sem dúvida. Mas, se não oferecer chance de relacionamento com outros tipos de público, a chance de se obter sucesso com isso é menor. Hoje, Barretos consegue, nos 11 dias de rodeio, um faturamento maior do que em qualquer outra data no ano. E a competição touro-peão é apenas um dos motivos para isso...
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Deola Livrou o Palmeiras de uma Goleada, Meu Deus!
Como disse Felipão após o jogo, quando anunciava que vai mudar o time e vários jogadores: “Pior não pode ficar”. Ah, e não pode mesmo, pois o Palmeiras foi um horror em sua derrota para o Vitória, no Barradão, por 2 a 0, nesta noite de quarta-feira em que deve ter mexido até com os bustos dos jogadores no Parque Antártica.
Pela tevê, não deu para ver direito, mas estou com a sensação de o uniforme do goleiro Lee, do Vitória, nem precisa passar pela ação da lavadeira- deve estar limpinho, talvez até engomado, pois não me lembro de ele ter tido trabalho em algum momento. Teve?
Na verdade, logo na estréia de seu novo técnico, Toninho Cecílio, o Vitória foi superior ao Palmeiras. E mesmo sem ser brilhante, mas tendo em Ramón um mestre das bolas paradas, já obrigara o goleiro do Palmeiras, Deola, a fazer boas defesas. E por um motivo básico: atacava, buscava o gol, enquanto o Palmeiras- na contramão do que a Seleção Brasileira apresentou na noite anterior- se defendia com 4 (quatro!) e aí a culpa de Felipão, pois como pretender que Ewerton e Tadeu, que já são normalmente péssimos, levassem algum perigo ao gol inimigo. Sem ser municiado, então, o que esperar dessa suposta dupla de área.
Bem, antes de entrar em outros detalhes, alguns talvez até mais dolorosos, o resumo do jogo foi esse. E um gol de Ramón, de falta. e outro de Max- contra- o Vitória está muito próximo de eliminar o Palmeiras da Copa Sul- Americana. Afinal, Kleber está suspenso, Valdívia nem foi inscrito na competição, Lincoln continua machucado.
E com que roupa vai o Palmeiras ao baile? Quem sabe...
Afinal, o futebol costuma pregar peças e os palestrinos, creio, ainda têm San Gennaro como esperança. Quem sabe?
OS DETALHES QUE PODEM DOER MAIS
1- Sinto muito, guerreiro Pierre, mas você tem sido um perigo contra o gol do Palmeiras. Não sei se pelas lesões sofridas, não sei se por algum tipo de desgaste, o volante que antes rouba a boa com naturalidade transformou-se em especialista em fazer faltas. E algumas bem perto da área. E cujas cobranças balançam as redes.
2- Armero, que joga na Seleção da Colômbia, não acerta um cruzamento, um chute. E ainda, afobado, também comete muitas faltas. É o típico caso do jogador que involuiu.
3- Ewerthon, que até faz um golzinho ou outro, por ironia até de bela feitura, foi um erro de contratação. Assim como Tadeu, talvez até pior do que o parceiro. Sem falar em Max, é claro, o Palmeiras não tem nenhum centroavante.
4- Felipão, com todo o respeito a seu passado de glórias (e eu acho que ele ainda vai acertar a mão), dá a impressão, a cada jogo, que precisa se readaptar ao futebol brasileiro. Inclusive na parte tática, pois a que vem usando está fora de moda- por aqui e no mundo.
E até na escalação vem sendo nada feliz. Qual o motivo de Tinga não começar jogando?
E com isso, o Palmeiras perde prestígio, perde dinheiro (em especial, se for eliminado da Copa Sul-Americana e ficar se debatendo no Brasileirão) deslustrando os esforços da gestão Beluzzo. E talvez até desanimando investidores.
Como disse Felipão: “pior não pode ficar”
O HERÓICO INTER
Com o Colorado, hoje em dia, não tem conversa; foi no gramado sintético de Guadalara, foi saindo perdendo do Chivas (cabeçada suave de Bautista que encobriu o goleiro Renan, que falhou mais uma vez, foi com tudo contra. E daí? Lá se foi o Inter a superar tudo, a virar o jogo, com o gol de empate de Giuliano e da vitória saindo numa tabelinha aérea de seus dois zagueiros, Índio e Bolívar. Cabendo a Bolívar as honras do gol.
Dono de elenco extremamente qualificado e de uma torcida apaixonada e que lhe dá mais de cem mil sócios torcedores, está quase com as duas mãos na Taça Libertadores. Creio que agora é só garantir em casa a façanha e já pensar no Mundial.
Grande Inter!
Pela tevê, não deu para ver direito, mas estou com a sensação de o uniforme do goleiro Lee, do Vitória, nem precisa passar pela ação da lavadeira- deve estar limpinho, talvez até engomado, pois não me lembro de ele ter tido trabalho em algum momento. Teve?
Na verdade, logo na estréia de seu novo técnico, Toninho Cecílio, o Vitória foi superior ao Palmeiras. E mesmo sem ser brilhante, mas tendo em Ramón um mestre das bolas paradas, já obrigara o goleiro do Palmeiras, Deola, a fazer boas defesas. E por um motivo básico: atacava, buscava o gol, enquanto o Palmeiras- na contramão do que a Seleção Brasileira apresentou na noite anterior- se defendia com 4 (quatro!) e aí a culpa de Felipão, pois como pretender que Ewerton e Tadeu, que já são normalmente péssimos, levassem algum perigo ao gol inimigo. Sem ser municiado, então, o que esperar dessa suposta dupla de área.
Bem, antes de entrar em outros detalhes, alguns talvez até mais dolorosos, o resumo do jogo foi esse. E um gol de Ramón, de falta. e outro de Max- contra- o Vitória está muito próximo de eliminar o Palmeiras da Copa Sul- Americana. Afinal, Kleber está suspenso, Valdívia nem foi inscrito na competição, Lincoln continua machucado.
E com que roupa vai o Palmeiras ao baile? Quem sabe...
Afinal, o futebol costuma pregar peças e os palestrinos, creio, ainda têm San Gennaro como esperança. Quem sabe?
OS DETALHES QUE PODEM DOER MAIS
1- Sinto muito, guerreiro Pierre, mas você tem sido um perigo contra o gol do Palmeiras. Não sei se pelas lesões sofridas, não sei se por algum tipo de desgaste, o volante que antes rouba a boa com naturalidade transformou-se em especialista em fazer faltas. E algumas bem perto da área. E cujas cobranças balançam as redes.
2- Armero, que joga na Seleção da Colômbia, não acerta um cruzamento, um chute. E ainda, afobado, também comete muitas faltas. É o típico caso do jogador que involuiu.
3- Ewerthon, que até faz um golzinho ou outro, por ironia até de bela feitura, foi um erro de contratação. Assim como Tadeu, talvez até pior do que o parceiro. Sem falar em Max, é claro, o Palmeiras não tem nenhum centroavante.
4- Felipão, com todo o respeito a seu passado de glórias (e eu acho que ele ainda vai acertar a mão), dá a impressão, a cada jogo, que precisa se readaptar ao futebol brasileiro. Inclusive na parte tática, pois a que vem usando está fora de moda- por aqui e no mundo.
E até na escalação vem sendo nada feliz. Qual o motivo de Tinga não começar jogando?
E com isso, o Palmeiras perde prestígio, perde dinheiro (em especial, se for eliminado da Copa Sul-Americana e ficar se debatendo no Brasileirão) deslustrando os esforços da gestão Beluzzo. E talvez até desanimando investidores.
Como disse Felipão: “pior não pode ficar”
O HERÓICO INTER
Com o Colorado, hoje em dia, não tem conversa; foi no gramado sintético de Guadalara, foi saindo perdendo do Chivas (cabeçada suave de Bautista que encobriu o goleiro Renan, que falhou mais uma vez, foi com tudo contra. E daí? Lá se foi o Inter a superar tudo, a virar o jogo, com o gol de empate de Giuliano e da vitória saindo numa tabelinha aérea de seus dois zagueiros, Índio e Bolívar. Cabendo a Bolívar as honras do gol.
Dono de elenco extremamente qualificado e de uma torcida apaixonada e que lhe dá mais de cem mil sócios torcedores, está quase com as duas mãos na Taça Libertadores. Creio que agora é só garantir em casa a façanha e já pensar no Mundial.
Grande Inter!
Nizan, Ronaldo e a vez dos grandes do marketing
O mercado de marketing esportivo, finalmente, se agita por conta da realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil nesta década. O publicitário Nizan Guanaes tornou-se sócio majoritário da Reunion. O atacante Ronaldo se associou ao grupo WPP para montar uma agência de marketing esportivo. O grupo frances Havas mapeia o mercado em busca de uma boa oportunidade de aquisição de uma agência para começar a atuar na área. A Octagon volta ao país, agora cuidando da conta de ativação do patrocínio da Ab-Inbev no futebol.
Mais detalhes estão em reportagem na Máquina do Esporte (confira clicando aqui). Mas o certo é que esse movimento era algo até certo ponto esperado (e um pouco tardio) por conta de o Brasil ter se tornado o foco do investimento no esporte pelos próximos seis anos, pelo menos.
Só que, num primeiro momento, os megaeventos farão também com que essas empresas busquem megaprojetos no país. Viveremos, pela próxima década, uma era de grandes ideias e muito dinheiro sendo investido no esporte. Esse mercado estará aberto apenas para esses gigantes. Se, até hoje, microempresas e algumas outras de médio porte dominaram os negócios no esporte brasileiro, agora chegou a vez de os grandes movimentarem ainda mais dinheiro.
A boa notícia é essa: a bola do marketing esportivo nunca esteve tão cheia. A má é que, a partir de 2017, ela vai murchar até encontrar seu ponto de equilíbrio, quando os grandes não serão tão grandes e os pequenos terão sido absorvidos.
Mais detalhes estão em reportagem na Máquina do Esporte (confira clicando aqui). Mas o certo é que esse movimento era algo até certo ponto esperado (e um pouco tardio) por conta de o Brasil ter se tornado o foco do investimento no esporte pelos próximos seis anos, pelo menos.
Só que, num primeiro momento, os megaeventos farão também com que essas empresas busquem megaprojetos no país. Viveremos, pela próxima década, uma era de grandes ideias e muito dinheiro sendo investido no esporte. Esse mercado estará aberto apenas para esses gigantes. Se, até hoje, microempresas e algumas outras de médio porte dominaram os negócios no esporte brasileiro, agora chegou a vez de os grandes movimentarem ainda mais dinheiro.
A boa notícia é essa: a bola do marketing esportivo nunca esteve tão cheia. A má é que, a partir de 2017, ela vai murchar até encontrar seu ponto de equilíbrio, quando os grandes não serão tão grandes e os pequenos terão sido absorvidos.
NBA em Londres é a síntese do esporte como negócio
A NBA anunciou recentemente que fará duas partidas de sua temporada regular na cidade de Londres, Inglaterra. É a primeira incursão fora dos EUA do maior campeonato de basquete do mundo sem ser em jogos amistosos. E é também a prova de como o americano sabe que, para que haja um grande evento esportivo, é preciso criar condições diferentes a seu público.
A realização dos jogos da NBA na Inglaterra é uma alternativa da liga para duas situações que estão no horizonte recente da competição.
Depois de fazer alguns jogos de pré-temporada na Inglaterra e ver as vendas de ingresso se esgotarem com quase seis meses de antecedência, a NBA percebeu que precisava não só sair dos EUA por meio da transmissão da temporada pela televisão. Nos últimos anos, com a crise financeira apertando o bolso do consumidor americano, os ginásios do basquete, quarto esporte na preferência da população, começaram a ter dificuldades para lotar. Já o torcedor inglês, carente de bons jogos de basquete, esgotou os bilhetes ansiosos pela grande liga em seu país.
Além da questão econômica, outro aspecto muito relevante e que explica a "fuga" da NBA para a Inglaterra é a operação comercial da liga com a Adidas. A partir desta próxima temporada, a fabricante alemã assumirá toda a operação de licenciamento de artigos de confecção da NBA para a Europa. Depois do sucesso desse tipo de operação na China, empresa e esporte decidiram reproduzir o modelo na Europa (a América do Sul está nos planos para os próximos anos). A ida para Londres significa, também, a ampliação dos negócios da liga em continente europeu.
Até hoje, apenas o americano entendeu que seu principal campeonato esportivo, independentemente de qual modalidade, não pode ficar restrito a seu país. Ele precisa cruzar fronteiras que vão além da transmissão internacional. A ida da NBA para Londres sintetiza esse pensamento. Quanto mais famosa a liga for no mercado europeu, maior serão as chances de os clubes da NBA se destacarem dos outros e maior a vantagem competitiva para que eles formem grandes times, com grandes atletas.
O esporte precisa entender que, tal qual no restante da economia, seu artigo também é para exportação. Ao longo do tempo nos acostumamos a ver empresas multinacionais. O futuro do esporte como negócio vai criar também a onda de matrizes e filiais no que diz respeito às instituições esportivas. E os americanos, para variar, já saíram na frente.
A realização dos jogos da NBA na Inglaterra é uma alternativa da liga para duas situações que estão no horizonte recente da competição.
Depois de fazer alguns jogos de pré-temporada na Inglaterra e ver as vendas de ingresso se esgotarem com quase seis meses de antecedência, a NBA percebeu que precisava não só sair dos EUA por meio da transmissão da temporada pela televisão. Nos últimos anos, com a crise financeira apertando o bolso do consumidor americano, os ginásios do basquete, quarto esporte na preferência da população, começaram a ter dificuldades para lotar. Já o torcedor inglês, carente de bons jogos de basquete, esgotou os bilhetes ansiosos pela grande liga em seu país.
Além da questão econômica, outro aspecto muito relevante e que explica a "fuga" da NBA para a Inglaterra é a operação comercial da liga com a Adidas. A partir desta próxima temporada, a fabricante alemã assumirá toda a operação de licenciamento de artigos de confecção da NBA para a Europa. Depois do sucesso desse tipo de operação na China, empresa e esporte decidiram reproduzir o modelo na Europa (a América do Sul está nos planos para os próximos anos). A ida para Londres significa, também, a ampliação dos negócios da liga em continente europeu.
Até hoje, apenas o americano entendeu que seu principal campeonato esportivo, independentemente de qual modalidade, não pode ficar restrito a seu país. Ele precisa cruzar fronteiras que vão além da transmissão internacional. A ida da NBA para Londres sintetiza esse pensamento. Quanto mais famosa a liga for no mercado europeu, maior serão as chances de os clubes da NBA se destacarem dos outros e maior a vantagem competitiva para que eles formem grandes times, com grandes atletas.
O esporte precisa entender que, tal qual no restante da economia, seu artigo também é para exportação. Ao longo do tempo nos acostumamos a ver empresas multinacionais. O futuro do esporte como negócio vai criar também a onda de matrizes e filiais no que diz respeito às instituições esportivas. E os americanos, para variar, já saíram na frente.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Polêmica e Correria no Empate entre Palmeiras e Corinthians
Para começar, esperava-se um Pacaembu lotado. Não aconteceu, eram muitos os lugares vazios. Depois, em campo, Corinthians e Palmeiras tentavam relembrar os velhos temos, com correria e disposição incomuns, alternando jogadas de boa técnica (mais raras) com as outras, mais freqüentes, de não admitir a derrota. Aí, sim, foi típica partida de Palmeiras e Corinthians, de rivalidade quase secular.
Antes de entrar nos lances polêmicos, vamos ao jogo em si. No começo, dirigido pelo técnico Adílson Batista- que fazia sua estréia- a equipe corintiana foi melhor, atacando mais e dono de maior autoconfiança, tanto que, em poucos minutos, cobrou quatro ou cinco escanteios (através de Bruno César) contra o Palmeiras. Não estava funcionando a armação palestrina, com Edinho e Pierre jogando juntos, o que significa, mais ou menos, atuarem clones, Pierre e Pierre, Edinho e Edinho.
Curiosamente, quando o Corinthians fez o gol- Jorge Henrique, em posição irregular-, depois de um rápido e mortal contra- ataque, quem se destravou, cresceu e ganhou coragem foi o Palmeiras. Em especial, graças a Kleber, o Gladiador, que jogava por ele, por Ewerton, pelo ataque inteiro. Um verdadeiro Gladiador!
Aproveitando o domínio, o Palmeiras marcou o seu gol de empate- a cabeçada foi de Kleber, o rebote do goleiro Júlio César e o estufar as redes teve a autoria de Edinho.
E no segundo tempo, em jogo cada vez mais corrido, Palmeiras e Corinthians disputaram partida equilibrada, sendo um pouco melhor a equipe palestrina, com a subida de produção de Márcio Araujo, Edinho e Vítor- este disputara um sofrível primeiro tempo.
No Corinthians, já se viu que Dentinho faz falta. Com sua ausência, Jorge Henrique teve de se desdobrar pelo ataque inteiro e quando Adílson trocou Bruno César por Defederico já se sabia que não iria acontecer mais nada de grandioso para o agora vice-líder do Campeonato.
Mas- até pelas polêmicas- das quais falo a seguir-, foi um jogo que prendeu a atenção o tempo inteiro.
AS POLÊMICAS
Houve várias neste clássico, que teve como árbitro Paulo César de Oliveira. E não foram lances fáceis, reconheço. Tanto que tive de recorrer ao tira-teima da Globo, para ter certeza (ou quase) sobre as principais dúvidas;
1- Foi irregular o gol do Corinthians: Jorge Henrique estava um passo na frente do últi zagueiro do Palmeiras, quando mandou a bola para o fundo as redes, depois de cruzamento de Bruno César.
2- Ewerthon estava em posição de impedimento nos três gols anulados do Palmeiras (dois marcados por ele e o outro por Lincoln), o que deu muita chiadeira. Mas, neste caso, a arbitragem estava correta.
3- Houve pênalti de Jucilei sobre Ewerton, naquele agarra- agarra- dentro da área, no primeiro tempo. A visão do árbitro poderia estar até encoberta por muitos jogadores à sua frente, mas bandeirinha está lá para isso.
4- Não ficou caracterizada a mão de Armero, em lance que os corintianos reclamaram pênalti, no começo do jogo.
Bem, assim foi. E assim o amigo tire a sua conclusão. E, é claro, dê a sua opinião.
O SANTOS E OS OUTROS CLÁSSICOS
Ainda falando da rodada, já que do São Paulo falei neste sábado, encontro o Santos. Quando entra, de novo, em fase boa, é assim mesmo: todo remendado, guardando os principais titulares para a decisão da Copa do Brasil, eis que o Santos venceu o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente por 2 a1, e é duro ganhar ali. Mais duro ainda quando, nos últimos minutos, o Santos teve dois pênaltis contra ele: um, o goleiro santista defendeu; o outro, o atacante do Grêmio chutou no travessão. É incrível, pois não?
Quanto aos clássicos que rolaram pelo Brasil, dos três, só houve um vencedor: o Cruzeiro, 1 a 0 sobre o Atlético, mesmo jogando em Sete Lagoas com toda a massa atleticana torcendo contra. É a fase, só que essa ao contrário do que vive o Santos é de doer.
Em Porto Alegre, mesmo que com poucos titulares, o Inter ganhou um ponto diante de um Grêmio desesperado pela situação na tabela e que teve até mais chances de marcar. Zero a zero.
Como em zero a zero também terminaram Vasco e Flamengo, no clássico do Rio. No geral foi um jogo morno, mas a se destacar a seqüência impressionante do goleiro vascaíno. Fernando Prass defendo três bolas seguidas, cara a cara, numa cena que faz lembrar a série de Rodolfo Rodriguez, em 1984, pelo Santos.
Antes de entrar nos lances polêmicos, vamos ao jogo em si. No começo, dirigido pelo técnico Adílson Batista- que fazia sua estréia- a equipe corintiana foi melhor, atacando mais e dono de maior autoconfiança, tanto que, em poucos minutos, cobrou quatro ou cinco escanteios (através de Bruno César) contra o Palmeiras. Não estava funcionando a armação palestrina, com Edinho e Pierre jogando juntos, o que significa, mais ou menos, atuarem clones, Pierre e Pierre, Edinho e Edinho.
Curiosamente, quando o Corinthians fez o gol- Jorge Henrique, em posição irregular-, depois de um rápido e mortal contra- ataque, quem se destravou, cresceu e ganhou coragem foi o Palmeiras. Em especial, graças a Kleber, o Gladiador, que jogava por ele, por Ewerton, pelo ataque inteiro. Um verdadeiro Gladiador!
Aproveitando o domínio, o Palmeiras marcou o seu gol de empate- a cabeçada foi de Kleber, o rebote do goleiro Júlio César e o estufar as redes teve a autoria de Edinho.
E no segundo tempo, em jogo cada vez mais corrido, Palmeiras e Corinthians disputaram partida equilibrada, sendo um pouco melhor a equipe palestrina, com a subida de produção de Márcio Araujo, Edinho e Vítor- este disputara um sofrível primeiro tempo.
No Corinthians, já se viu que Dentinho faz falta. Com sua ausência, Jorge Henrique teve de se desdobrar pelo ataque inteiro e quando Adílson trocou Bruno César por Defederico já se sabia que não iria acontecer mais nada de grandioso para o agora vice-líder do Campeonato.
Mas- até pelas polêmicas- das quais falo a seguir-, foi um jogo que prendeu a atenção o tempo inteiro.
AS POLÊMICAS
Houve várias neste clássico, que teve como árbitro Paulo César de Oliveira. E não foram lances fáceis, reconheço. Tanto que tive de recorrer ao tira-teima da Globo, para ter certeza (ou quase) sobre as principais dúvidas;
1- Foi irregular o gol do Corinthians: Jorge Henrique estava um passo na frente do últi zagueiro do Palmeiras, quando mandou a bola para o fundo as redes, depois de cruzamento de Bruno César.
2- Ewerthon estava em posição de impedimento nos três gols anulados do Palmeiras (dois marcados por ele e o outro por Lincoln), o que deu muita chiadeira. Mas, neste caso, a arbitragem estava correta.
3- Houve pênalti de Jucilei sobre Ewerton, naquele agarra- agarra- dentro da área, no primeiro tempo. A visão do árbitro poderia estar até encoberta por muitos jogadores à sua frente, mas bandeirinha está lá para isso.
4- Não ficou caracterizada a mão de Armero, em lance que os corintianos reclamaram pênalti, no começo do jogo.
Bem, assim foi. E assim o amigo tire a sua conclusão. E, é claro, dê a sua opinião.
O SANTOS E OS OUTROS CLÁSSICOS
Ainda falando da rodada, já que do São Paulo falei neste sábado, encontro o Santos. Quando entra, de novo, em fase boa, é assim mesmo: todo remendado, guardando os principais titulares para a decisão da Copa do Brasil, eis que o Santos venceu o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente por 2 a1, e é duro ganhar ali. Mais duro ainda quando, nos últimos minutos, o Santos teve dois pênaltis contra ele: um, o goleiro santista defendeu; o outro, o atacante do Grêmio chutou no travessão. É incrível, pois não?
Quanto aos clássicos que rolaram pelo Brasil, dos três, só houve um vencedor: o Cruzeiro, 1 a 0 sobre o Atlético, mesmo jogando em Sete Lagoas com toda a massa atleticana torcendo contra. É a fase, só que essa ao contrário do que vive o Santos é de doer.
Em Porto Alegre, mesmo que com poucos titulares, o Inter ganhou um ponto diante de um Grêmio desesperado pela situação na tabela e que teve até mais chances de marcar. Zero a zero.
Como em zero a zero também terminaram Vasco e Flamengo, no clássico do Rio. No geral foi um jogo morno, mas a se destacar a seqüência impressionante do goleiro vascaíno. Fernando Prass defendo três bolas seguidas, cara a cara, numa cena que faz lembrar a série de Rodolfo Rodriguez, em 1984, pelo Santos.
O Adeus de Hernanes. E a Conversa com Belluzzo.
Hernanes está ido para a Lazio. Seu adeus ao São Paulo acontecerá quando terminar a participação do tricolor na Libertadores da América. Trata-se de mais um talento que o futebol brasileiro perde - e sabe-se lá quantos outros sairão até o final da janela européia, no fim de agosto -, o que nos deixa mais pobres no exercício de oferecer espetáculo.
Percebo que a saída de Hernanes, que recheará os bolsos com o dinheiro dos italianos, ah, percebo que essa negociação nem está sendo tão lamentada quanto deveria. É uma questão de hábito, tantos são os valores que já deixaram nossos clubes para os mais variados mercados do mundo. Mercados, onde, muitas vezes, se valorizam ao extremo: por exemplo, Ramires, que saiu do Cruzeiro por quantia não muito alta, está prestes a trocar o Benfica pelo Chelsea, por verdadeira fortuna.
Particularmente, gosto muito do futebol e da postura de Hernanes. Volante de técnica refinada, capaz de arrematar bem com a perna direita e também com a esquerda, deveria ter feito parte da Seleção que foi à Africa do Sul. Ele joga muito mais do que Felipe Melo. E quanto à sua postura, sempre o vi comedido, nunca fora do eixo ou criando problemas.
Boa sorte, Hernanes!
A CONVERSA COM BELLUZZO
Bem, ela começou durante o programa No Pique, da CNT, do qual o presidente do Palmeiras foi o convidado especial. E continuou em uma cantina, num agradável jantar, com toda a equipe presente. E, como informação, o que houve de mais importante?
Num breve resumo, Belluzzo descartou qualquer possibilidade de ser desfeita a negociação com Valdívia ou que investidores estejam pulando fora do negócio. De um deles, Beluzzo disse que “tem até contrato assinado” (referindo-se ao empresário Osório Furlan, que teria comprado uma parte dos direitos de Valdívia), mostrando-se, digamos, chateado com as críticas feitas por companheiros da própria situação sobre o que foi gasto com a vinda do Mago.
Gosto de seu arrojo e concordo quando ele diz que investimentos como os que foram feitos com Felipão, Kleber e Valdívia podem gerar ações de marketing e resgatar a identificação e o gosto do palmeirense em freqüentar os estádios. E Belluzzo, embora com muita cautela, espera conseguir mais reforços para o time, embora, agora, sem gastar nada.
Discutiu-se muito a necessidade de um atacante, goleador. Foram citados vários nomes.
E não me surpreenderia se esse artilheiro vier da Argentina.
Percebo que a saída de Hernanes, que recheará os bolsos com o dinheiro dos italianos, ah, percebo que essa negociação nem está sendo tão lamentada quanto deveria. É uma questão de hábito, tantos são os valores que já deixaram nossos clubes para os mais variados mercados do mundo. Mercados, onde, muitas vezes, se valorizam ao extremo: por exemplo, Ramires, que saiu do Cruzeiro por quantia não muito alta, está prestes a trocar o Benfica pelo Chelsea, por verdadeira fortuna.
Particularmente, gosto muito do futebol e da postura de Hernanes. Volante de técnica refinada, capaz de arrematar bem com a perna direita e também com a esquerda, deveria ter feito parte da Seleção que foi à Africa do Sul. Ele joga muito mais do que Felipe Melo. E quanto à sua postura, sempre o vi comedido, nunca fora do eixo ou criando problemas.
Boa sorte, Hernanes!
A CONVERSA COM BELLUZZO
Bem, ela começou durante o programa No Pique, da CNT, do qual o presidente do Palmeiras foi o convidado especial. E continuou em uma cantina, num agradável jantar, com toda a equipe presente. E, como informação, o que houve de mais importante?
Num breve resumo, Belluzzo descartou qualquer possibilidade de ser desfeita a negociação com Valdívia ou que investidores estejam pulando fora do negócio. De um deles, Beluzzo disse que “tem até contrato assinado” (referindo-se ao empresário Osório Furlan, que teria comprado uma parte dos direitos de Valdívia), mostrando-se, digamos, chateado com as críticas feitas por companheiros da própria situação sobre o que foi gasto com a vinda do Mago.
Gosto de seu arrojo e concordo quando ele diz que investimentos como os que foram feitos com Felipão, Kleber e Valdívia podem gerar ações de marketing e resgatar a identificação e o gosto do palmeirense em freqüentar os estádios. E Belluzzo, embora com muita cautela, espera conseguir mais reforços para o time, embora, agora, sem gastar nada.
Discutiu-se muito a necessidade de um atacante, goleador. Foram citados vários nomes.
E não me surpreenderia se esse artilheiro vier da Argentina.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Uma Noite de Muita Emoção. E o Mercado Agitado.
O futebol brasileiro vai viver uma noite de muita emoção, noite para deixar os nervos à flor da pele. Pois que nesta- quarta-feira, simplesmente teremos o começo da decisão da Copa do Brasil (entre Santos e Vitória, na Vila Belmiro) e também o primeiro dos dois jogos para apontar o finalista brasileiro para o título da Libertadores da América, Inter ou São Paulo.
Começo pela Libertadores que, alías, teve na terça-feira o primeiro jogo da outra semifinal, com o mexicano Chivas não passando de um empate (1 a 1) diante do Universidad de Chile. O que dá vantagem aos chilenos que, que decidirão a vaga em casa.
Bem, por aqui, a tensão aumenta a cada minuto. Inter ou São Paulo?- eis a questão. Por jogar em seu estádio, ao lado de sua imensa torcida e por estar mostrando melhor futebol no momento, pode-se dizer que o Inter leva ligeira vantagem. Ligeira, eu diria, pois o tricolor tem time para que, nessas horas difíceis, o placar possa ser revertido. Por sinal, no ano passado, durante do Campeonato Brasileiro, o São Paulo vinha jogando mal, como agora, mas ao enfrentar o Inter, em Porto Alegre, começou uma reação que quase o levou ao tetracampeonato: começou perdendo, em poucos minutos, por 2 a 0, mas teve forças para reagir, empatar (2 a 2) e quase virar o jogo.
Em jogos desse tipo, o favoritismo, por um detalhe qualquer, fica só na teoria. Há quatro anos, por exemplo, quando era o campeão da Libertadores, o São Paulo enfrentou esse mesmo Inter no Morumbi, em busca do bicampeonato. E levava- como agora o faz o Inter- um ligeiro favoritismo. Ficou na teoria: o tricolor perdeu Josué (expulso) e os gaúchos ganharam o primeiro jogo (2 a 1), empatando depois em Porto Alegre (2 a 2), ficando com o título da Libertadores e no fim do ano, com o mundial..
Assim, em jogo desse tipo, quem ousa ser Nostradamus? Ou o polvo Paul?
NA VILA, OS ALEGRES MENINOS
A convocação para a Seleção Brasileira parece ter mudado o astral dos meninos da Vila. Na véspera do jogo, todos eles, em especial os convocados (Neymar. Robinho, Ganso e André) riam à toa, mesmo debaixo da forte chuva, pois que o sol já se abrira para eles na lista de Mano Menezes.
Em condições normais, com todo o respeito ao valente Vitória, o Santos é favorito. E muito favorito. E deve fazer força para confirmar essa tendência, pois que no jogo de volta, em Salvador, ah, nesse jogo tudo pode ser diferente, já que, no Barradão, o Vitória dificilmente é vencido.
E vale o título da Copa do Brasil. E uma vaga na Libertadores!
O MERCADO, MAIS AGITADO
Vamos entrar no mês derradeiro para compras e vendas de jogadores. Alguns bons negócios já saíram (Valdívia no Palmeiras, Ricardo Oliveira no São Paulo, André no Dínamo de Kiev, Diego Souza e Rever no Grêmio, Felipe no Vasco, etc.), mas vão saindo, mais, aos poucos: nesta terça-feira foi a vez de Washington sair do São Paulo para voltar ao Fluminense, enquanto o Flamengo a troca de um pentacampeão do mundo por outro, Kléberson por Gilberto Silva, além de anunciar Leandro Amaral.
Tenho a impressão de algum negócio de impacto está para ser anunciado, de compra ou venda, não por estes dias. Por agora, mais próxima está a contratação de Rivaldo- não aquele pentacampeão do Mundo-, o do Avaí, pelo Palmeiras. Felipão gostou de seu futebol.
Começo pela Libertadores que, alías, teve na terça-feira o primeiro jogo da outra semifinal, com o mexicano Chivas não passando de um empate (1 a 1) diante do Universidad de Chile. O que dá vantagem aos chilenos que, que decidirão a vaga em casa.
Bem, por aqui, a tensão aumenta a cada minuto. Inter ou São Paulo?- eis a questão. Por jogar em seu estádio, ao lado de sua imensa torcida e por estar mostrando melhor futebol no momento, pode-se dizer que o Inter leva ligeira vantagem. Ligeira, eu diria, pois o tricolor tem time para que, nessas horas difíceis, o placar possa ser revertido. Por sinal, no ano passado, durante do Campeonato Brasileiro, o São Paulo vinha jogando mal, como agora, mas ao enfrentar o Inter, em Porto Alegre, começou uma reação que quase o levou ao tetracampeonato: começou perdendo, em poucos minutos, por 2 a 0, mas teve forças para reagir, empatar (2 a 2) e quase virar o jogo.
Em jogos desse tipo, o favoritismo, por um detalhe qualquer, fica só na teoria. Há quatro anos, por exemplo, quando era o campeão da Libertadores, o São Paulo enfrentou esse mesmo Inter no Morumbi, em busca do bicampeonato. E levava- como agora o faz o Inter- um ligeiro favoritismo. Ficou na teoria: o tricolor perdeu Josué (expulso) e os gaúchos ganharam o primeiro jogo (2 a 1), empatando depois em Porto Alegre (2 a 2), ficando com o título da Libertadores e no fim do ano, com o mundial..
Assim, em jogo desse tipo, quem ousa ser Nostradamus? Ou o polvo Paul?
NA VILA, OS ALEGRES MENINOS
A convocação para a Seleção Brasileira parece ter mudado o astral dos meninos da Vila. Na véspera do jogo, todos eles, em especial os convocados (Neymar. Robinho, Ganso e André) riam à toa, mesmo debaixo da forte chuva, pois que o sol já se abrira para eles na lista de Mano Menezes.
Em condições normais, com todo o respeito ao valente Vitória, o Santos é favorito. E muito favorito. E deve fazer força para confirmar essa tendência, pois que no jogo de volta, em Salvador, ah, nesse jogo tudo pode ser diferente, já que, no Barradão, o Vitória dificilmente é vencido.
E vale o título da Copa do Brasil. E uma vaga na Libertadores!
O MERCADO, MAIS AGITADO
Vamos entrar no mês derradeiro para compras e vendas de jogadores. Alguns bons negócios já saíram (Valdívia no Palmeiras, Ricardo Oliveira no São Paulo, André no Dínamo de Kiev, Diego Souza e Rever no Grêmio, Felipe no Vasco, etc.), mas vão saindo, mais, aos poucos: nesta terça-feira foi a vez de Washington sair do São Paulo para voltar ao Fluminense, enquanto o Flamengo a troca de um pentacampeão do mundo por outro, Kléberson por Gilberto Silva, além de anunciar Leandro Amaral.
Tenho a impressão de algum negócio de impacto está para ser anunciado, de compra ou venda, não por estes dias. Por agora, mais próxima está a contratação de Rivaldo- não aquele pentacampeão do Mundo-, o do Avaí, pelo Palmeiras. Felipão gostou de seu futebol.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Na Despedida de Mano, um Corinthians Líder. E a Novela Valdívia...
Não poderia ter sido diferente, após o belo trabalho por ele realizado, a despedida de Mano Menezes do Corinthians. Mano foi levantado nos braços pelos jogadores, num sinal claro de que era querido no grupo, depois da vitória sobre o Guarani, por 3 a 1, retomando o Corinthians a condição de líder do Campeonato Brasileiro (o Flu, de Muricy Ramalho, perdeu a liderança ao empatar com o Botafogo, 1 a 1 neste domingo).
Seria injusto Mano Menezes ir para a Seleção sem que visse o Corinthians no topo da tabela, como a coroar o tempo de glórias que viveu, levando o time de volta à elite do futebol brasileiro e, ainda por cima, sagrando-se, no ano passado, campeão paulista (invicto) e campeão da Copa do Brasil.
Antes de Mano não tinham tanta fama e nem custaram muito dinheiro jogadores como Chicão, André Santos, Cristian, Jorge Henrique, Elias e outros, numa prova de que evoluíram- muito- nas mãos de criterioso técnico. Treinador que também soube lidar, sim, com o astro maior Ronaldo que, embora fizesse biquinho, jamais deixou de ficar 10, 15 dias em regime da mais pura concentração.
Como num ato de justiça maior, quem decidiu esse jogo para o Corinthians contra o Guarani? Outra descoberta de mano Menezes, que estava lá no Santo André, esse jovem canhoto Bruno César, autor de um belo gol de falta e outro, de cabeça, para completar o marcador.
Mano Menezes foi estrategista e garimpeiro de novos talentos. Que assim seja na Seleção!
VALDÍVIA, ÚLTIMO CAPÍTULO?
São tantas as nuances dessa novela que nem ouso cravar o desfecho. Apenas mato a informação no peito e chuto, de primeira, assim como a recebi: neste domingo, às oito e meia da noite, ouvi de fonte confiável que, embora as negociações estivessem difíceis e as longas conversas mudado de rumo, Valdívia será do Palmeiras.
Mas não mais pela metade de seus direitos federativos, e sim por cem por cento, o que torna cara a sua contratação.
Já disse que a fonte é confiável, mas nem assim ouso cravar a informação como definitiva. Aliás, pelo que se tem visto, inclusive no empate deste domingo contra o Ceará (zero a zero), o Palmeiras precisa bem mais do que Valdívia, pois, pelo menos, é urgente a vinda de um centroavante e de um zagueiro.
E então, suponhamos que dê zebra nessa volta de Valdívia. Não seria mais aconselhável investir o dinheiro em um zagueiro, um meia-canhoto (Vagner, ex- Cruzeiro, por exemplo) e num goleador de respeito?
Talvez fosse mais negócio.
Seria injusto Mano Menezes ir para a Seleção sem que visse o Corinthians no topo da tabela, como a coroar o tempo de glórias que viveu, levando o time de volta à elite do futebol brasileiro e, ainda por cima, sagrando-se, no ano passado, campeão paulista (invicto) e campeão da Copa do Brasil.
Antes de Mano não tinham tanta fama e nem custaram muito dinheiro jogadores como Chicão, André Santos, Cristian, Jorge Henrique, Elias e outros, numa prova de que evoluíram- muito- nas mãos de criterioso técnico. Treinador que também soube lidar, sim, com o astro maior Ronaldo que, embora fizesse biquinho, jamais deixou de ficar 10, 15 dias em regime da mais pura concentração.
Como num ato de justiça maior, quem decidiu esse jogo para o Corinthians contra o Guarani? Outra descoberta de mano Menezes, que estava lá no Santo André, esse jovem canhoto Bruno César, autor de um belo gol de falta e outro, de cabeça, para completar o marcador.
Mano Menezes foi estrategista e garimpeiro de novos talentos. Que assim seja na Seleção!
VALDÍVIA, ÚLTIMO CAPÍTULO?
São tantas as nuances dessa novela que nem ouso cravar o desfecho. Apenas mato a informação no peito e chuto, de primeira, assim como a recebi: neste domingo, às oito e meia da noite, ouvi de fonte confiável que, embora as negociações estivessem difíceis e as longas conversas mudado de rumo, Valdívia será do Palmeiras.
Mas não mais pela metade de seus direitos federativos, e sim por cem por cento, o que torna cara a sua contratação.
Já disse que a fonte é confiável, mas nem assim ouso cravar a informação como definitiva. Aliás, pelo que se tem visto, inclusive no empate deste domingo contra o Ceará (zero a zero), o Palmeiras precisa bem mais do que Valdívia, pois, pelo menos, é urgente a vinda de um centroavante e de um zagueiro.
E então, suponhamos que dê zebra nessa volta de Valdívia. Não seria mais aconselhável investir o dinheiro em um zagueiro, um meia-canhoto (Vagner, ex- Cruzeiro, por exemplo) e num goleador de respeito?
Talvez fosse mais negócio.
O sim de Mano e o novo dilema de Ricardo Teixeira
Mano Menezes disse sim. E a decisão atropelada da CBF sobre o novo técnico da seleção brasileira finalmente teve um final. Agora, é hora de focar o outro problema. A Copa do Mundo de 2014.
Problema que não existiria para a CBF se o seu presidente tivesse seguido o discurso que adota na hora de escolher um treinador. Para Ricardo Teixeira, o técnico do time nacional tem de ser exclusivamente da seleção. Não pode acumular cargos.
Curiosamente, a decisão vem de uma pessoa que é presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014. E que, por conta disso, tem deixado de lado uma e outra decisão importante a ser tomada. A seleção era a bola da vez até a definição do treinador. Agora, teoricamente as atenções se voltam para a organização do Mundial.
Desde 2008 o Brasil já poderia ter definido o seu comitê e estaria trabalhando para fazer uma Copa organizada e próxima da perfeição. Agora, finalmente, os cargos e contratados começam a sair. Com dois anos e meio de atraso.
O novo dilema de Ricardo Teixeira é a Copa de 14, como ele gosta de dizer. Só que esse pepino já está nas mãos dele, por vontade própria, desde novembro de 2007...
Problema que não existiria para a CBF se o seu presidente tivesse seguido o discurso que adota na hora de escolher um treinador. Para Ricardo Teixeira, o técnico do time nacional tem de ser exclusivamente da seleção. Não pode acumular cargos.
Curiosamente, a decisão vem de uma pessoa que é presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014. E que, por conta disso, tem deixado de lado uma e outra decisão importante a ser tomada. A seleção era a bola da vez até a definição do treinador. Agora, teoricamente as atenções se voltam para a organização do Mundial.
Desde 2008 o Brasil já poderia ter definido o seu comitê e estaria trabalhando para fazer uma Copa organizada e próxima da perfeição. Agora, finalmente, os cargos e contratados começam a sair. Com dois anos e meio de atraso.
O novo dilema de Ricardo Teixeira é a Copa de 14, como ele gosta de dizer. Só que esse pepino já está nas mãos dele, por vontade própria, desde novembro de 2007...
A Ferrari está vermelha de vergonha
Que saudade da disputa verdadeira da F1 quando o resultado não era definido por uma ordem vinda dos boxes, pelo rádio.
Que saudade da época em que havia uma briga pelas melhores volta, estratégia e piloto, pela troca mais rápida de pneus. Disputa de verdade de uma escuderia contra outra e mais, dentro da própria equipe. Lembram de Senna vs Prost, Piquet x Mansell ?
Senna trabalhava para ele, Prost queria sempre vencer, idem para o grande Nelson e o inglês Nigel.
Alguém pode explicar que tipo de esporte é este em que um tem a obrigação de deixar o outro ultrapassar ou ganhar ? Que tipo de piloto é aquele que aceita tal submissão ? Que graça tem tudo isso ? Sinceramente, uma vergonha!
O episódio Massa-Alonso mancha o histórico nome da Ferrari, arranha o glamour criado pela marca ao longo dos anos, sem falar no respeito pela competitividade esportiva que coloca em dúvida se a F1 deve ser chamada de esporte ou apenas mesmo de ¨circo¨, onde tudo é encenação. A construtura italiana já havia se envolvido na preferência pelo queridinho Schumacher, preterindo Barrichello durante anos e insiste no modelo.
Que a Ferrari fique um pouco mais vermelha, de vergonha, e admita fazer um esporte de verdade.
Que saudade da época em que havia uma briga pelas melhores volta, estratégia e piloto, pela troca mais rápida de pneus. Disputa de verdade de uma escuderia contra outra e mais, dentro da própria equipe. Lembram de Senna vs Prost, Piquet x Mansell ?
Senna trabalhava para ele, Prost queria sempre vencer, idem para o grande Nelson e o inglês Nigel.
Alguém pode explicar que tipo de esporte é este em que um tem a obrigação de deixar o outro ultrapassar ou ganhar ? Que tipo de piloto é aquele que aceita tal submissão ? Que graça tem tudo isso ? Sinceramente, uma vergonha!
O episódio Massa-Alonso mancha o histórico nome da Ferrari, arranha o glamour criado pela marca ao longo dos anos, sem falar no respeito pela competitividade esportiva que coloca em dúvida se a F1 deve ser chamada de esporte ou apenas mesmo de ¨circo¨, onde tudo é encenação. A construtura italiana já havia se envolvido na preferência pelo queridinho Schumacher, preterindo Barrichello durante anos e insiste no modelo.
Que a Ferrari fique um pouco mais vermelha, de vergonha, e admita fazer um esporte de verdade.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
E a Seleção Voltou para Mano Menezes.
Depois de um dia inteiro de idas e vindas, com o convite da CBF a Muricy Ramalho e a recusa do Fluminense em liberar seu treinador, a Seleção Brasileira voltou a ficar nas mãos de Mano Menezes. Aliás, como estava claro no meio da semana, com Mano assumindo a Seleção e muito provavelmente sendo contratado Adílson Batista para ocupar o seu lugar no Corinthians.
E o que era a tendência- e que deixou de ser pela convocação feita a Muricy- voltou a figurar como a mais provável, com quase certeza de ser consumada, pois a CBF oficializou na noite desta sexta-feira o convite a Mano. Está prevista para a manhã deste sábado a resposta do técnico corintiano, que acredito, será positiva, inclusive pelo que foi revelado, não existe multa em seu contrato se for para a Seleção Brasileira.
Diante dos últimos acontecimentos, porém, sempre é bom ter um pouco de cautela em dar como certa qualquer contratação. Muricy foi um bom exemplo disso.
Se consumada- como escrevo também em outro espaço do UOL- creio ser uma ótima escolha. Quem pode contestar o trabalho de Mano Menezes? Além de ter ido muito bem no Grêmio, onde foi vice-campeão da Libertadores da América e o comandante do time em sua volta à elite do futebol brasileiro, foi muito grande o seu sucesso à frente do Corinthians: além de levar o Timão em sua volta à Primeira Divisão, ganhou o título de campeão paulista (invicto) e também a Copa do Brasil de 2009.
Mano é firme, seguro e sem perder a calma diante da imprensa e de pressões de torcida, sabendo mesclar jogadores consagrados (como Ronaldo Fenômeno) a talentos emergentes.
Enfim, uma ótima escolha! Se consumada, é claro...
E o que era a tendência- e que deixou de ser pela convocação feita a Muricy- voltou a figurar como a mais provável, com quase certeza de ser consumada, pois a CBF oficializou na noite desta sexta-feira o convite a Mano. Está prevista para a manhã deste sábado a resposta do técnico corintiano, que acredito, será positiva, inclusive pelo que foi revelado, não existe multa em seu contrato se for para a Seleção Brasileira.
Diante dos últimos acontecimentos, porém, sempre é bom ter um pouco de cautela em dar como certa qualquer contratação. Muricy foi um bom exemplo disso.
Se consumada- como escrevo também em outro espaço do UOL- creio ser uma ótima escolha. Quem pode contestar o trabalho de Mano Menezes? Além de ter ido muito bem no Grêmio, onde foi vice-campeão da Libertadores da América e o comandante do time em sua volta à elite do futebol brasileiro, foi muito grande o seu sucesso à frente do Corinthians: além de levar o Timão em sua volta à Primeira Divisão, ganhou o título de campeão paulista (invicto) e também a Copa do Brasil de 2009.
Mano é firme, seguro e sem perder a calma diante da imprensa e de pressões de torcida, sabendo mesclar jogadores consagrados (como Ronaldo Fenômeno) a talentos emergentes.
Enfim, uma ótima escolha! Se consumada, é claro...
Reviravolta na Seleção: CBF Paga Multa de Muricy mas isto é Suficiente?
A confusão está estabelecida: o Fluminense não liberou Muricy Ramalho, pois o tem sob contrato, e agora voltam as especulações sobre quem será o novo senhor da Seleção Brasileira. Pode- e deve- ser o próprio Muricy, embora ele tenha a fama de cumprir, sempre, os seus acordos.
Se não fosse ele, quem seria o técnico a comandara Seleção?
Quem?
Para começar, soa estranha essa teimosia de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, em exigir que o novo técnico assuma imediatamente uma Seleção que neste ano nada tem de importante. Apenas alguns amistosos. Ou a CBF pagaria a multa ao Flu, para não ter que voltar atrás no caso Muricy? Parece que não é essa a intenção.
E então, por que essa exigência? Ou pensa Teixeira que um simples aceno da CBF é capaz de fazer um técnico ignorar seu contrato, seu compromisso com o time que dirige, com a torcida que nele confia? Não vejo motivo para desfalcar um clube, em pleno Campeonato Brasileiro, pois que só no ano que vem é que teremos algo de útil pela frente. A Copa do Mundo, então, só em 2014.
Há quem diga ter sido jogo de cena esse encontro no elegante clube de golfe, o Itanhangá. Na pior das hipóteses, que antes de convidar o técnico, o presidente da CBF, com toda a sua experiência, deveria pelo menos, sondar o clube de Muricy para saber se aconteceria a liberação. Sabe-se, por exemplo, que não é das melhores as relações entre o presidente da CBF e o presidente do Flu, Roberto Horcades, por este ter votado em Fábio Koff e não em Kleber Leite, o candidato de Teixeira, nas eleições do Clube dos 13.
IMBROGLIO À VISTA
Segundo uma fonte, Teixeira já teria sondado o Corinthians- antes do convite feito a Muricy- tentando saber se o presidente Andrés Sanchez, seu aliado, não se incomodaria de liberar Mano Menezes para a Seleção. Teria de ser já, imediatamente. A idéia não teria sido simpática a Andrés, com o Corinthians na ponta da tabela, mas em janeiro, quem sabe?
Teixeira, porém inflexível, passou a ter outros nomes na cabeça. E agora, que já tinha escolhido outro técnico, desejaria um treinador de ponta ser lembrado para agora - abandonando contrato e clube- ser a segunda opção entre os eleitos oficiais do presidente da CBF?
Sei lá. Estamos todos atentos. Mas ou presidente da CBF deixa a teimosia de lado e confere a um técnico- tampão os poderes sobre esses amistosos desse ano, ou teremos, repito, novo imbróglio à vista.
Mais um.
Se não fosse ele, quem seria o técnico a comandara Seleção?
Quem?
Para começar, soa estranha essa teimosia de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, em exigir que o novo técnico assuma imediatamente uma Seleção que neste ano nada tem de importante. Apenas alguns amistosos. Ou a CBF pagaria a multa ao Flu, para não ter que voltar atrás no caso Muricy? Parece que não é essa a intenção.
E então, por que essa exigência? Ou pensa Teixeira que um simples aceno da CBF é capaz de fazer um técnico ignorar seu contrato, seu compromisso com o time que dirige, com a torcida que nele confia? Não vejo motivo para desfalcar um clube, em pleno Campeonato Brasileiro, pois que só no ano que vem é que teremos algo de útil pela frente. A Copa do Mundo, então, só em 2014.
Há quem diga ter sido jogo de cena esse encontro no elegante clube de golfe, o Itanhangá. Na pior das hipóteses, que antes de convidar o técnico, o presidente da CBF, com toda a sua experiência, deveria pelo menos, sondar o clube de Muricy para saber se aconteceria a liberação. Sabe-se, por exemplo, que não é das melhores as relações entre o presidente da CBF e o presidente do Flu, Roberto Horcades, por este ter votado em Fábio Koff e não em Kleber Leite, o candidato de Teixeira, nas eleições do Clube dos 13.
IMBROGLIO À VISTA
Segundo uma fonte, Teixeira já teria sondado o Corinthians- antes do convite feito a Muricy- tentando saber se o presidente Andrés Sanchez, seu aliado, não se incomodaria de liberar Mano Menezes para a Seleção. Teria de ser já, imediatamente. A idéia não teria sido simpática a Andrés, com o Corinthians na ponta da tabela, mas em janeiro, quem sabe?
Teixeira, porém inflexível, passou a ter outros nomes na cabeça. E agora, que já tinha escolhido outro técnico, desejaria um treinador de ponta ser lembrado para agora - abandonando contrato e clube- ser a segunda opção entre os eleitos oficiais do presidente da CBF?
Sei lá. Estamos todos atentos. Mas ou presidente da CBF deixa a teimosia de lado e confere a um técnico- tampão os poderes sobre esses amistosos desse ano, ou teremos, repito, novo imbróglio à vista.
Mais um.
Copa no Brasil ou em São Paulo?
O noticiário que toma conta da Copa do Mundo é o mesmo. São Paulo, a cidade, ainda não tem seu estádio para o Mundial definido. A grande mídia relata o encontro de Ricardo Teixeira com Alberto Goldman e Gilberto Kassab, respectivamente governador paulista e prefeito paulistano.
Mas e a Copa no Brasil?
A questão da Copa, até agora, virou uma estúpida discussão por São Paulo ter ou não um estádio. Não nos preocupamos em lembrar que o país que quer ser a quinta maior economia do mundo até 2016 não tem sequer uma infraestrutura urbana suficiente para dar vazão à demanda interna, o que dirá a um estouro da boiada que é uma Copa do Mundo...
Não é só São Paulo que não tem condições, seja de estádio ou de infraestrutura. Qualquer cidade no Brasil não pode abrigar uma Copa.
Isso é se conformar em ser medíocre, algo que não condiz com uma nação que almeja ser a quinta maior do mundo, que se orgulha de ter, cada vez mais, empresas multinacionais, que se orgulha de ter sido uma das únicas a não sofrer abalo com crise financeira e tudo o mais que politicamente é bem explorado para mostrar um Brasil, felizmente, nunca antes tão bom na sua história.
Esse é o país que acha tudo isso lindo mas que, na hora de sediar um grande evento esportivo, mira sua atenção para a África do Sul, e não para a Alemanha. País que tenta maquiar seu problema de infraestrutura de transporte propondo uma "maravilhosa" solução de setorizar o evento, desperdiçando um imenso potencial turístico. País que discute recurso público ou privado na construção de estádio quando o buraco está lá embaixo ainda, na questão de como fazer para dar boa condição de vida para a população.
Conseguiu-se desviar o foco do problema.
Não se questiona por que as obras de infraestrutura das cidades ainda não começaram, mas sim se a cidade de São Paulo tem ou não um estádio. O Brasil vai sediar uma Copa do Mundo e ela será boa, talvez muito boa. Mas não será excelente. Estará longe de ser "a melhor".
Isso acontece simplesmente porque não sabemos a demanda de uma Copa do Mundo, não estudamos para buscar capacitação, não elevamos o debate sobre como fazer a Copa do Mundo para um padrão nacional.
Preferimos ser o Brasil que sempre resolve as questões na canetada. Só que o país que quer ser a quinta maior potência econômica do mundo não pode se dar ao luxo de pensar que, na base do "no final dá certo", conseguirá fazer uma Copa do Mundo decente. Infelizmente o nosso parâmetro será a África do Sul, país comparativamente muito mais pobre, muito menos alfabetizado, muito menos seguro, com infraestrutura muito mais precária, etc.
E isso mostrará para o mundo que o Brasil continua a ser a eterna promessa de um país do futuro. Quando era a hora de ser a bola da vez, para ser o país da liderança mundial. A Copa, assim como os Jogos Olímpicos, serviriam para pensarmos o Brasil como, de fato, um país e usar a "desculpa" desses eventos para transformar a nossa realidade.
O Brasil está, em cada uma das 12 cidades, com diferentes problemas, deixando a oportunidade escapar entre seus dedos. Estádio é uma das dificuldades, mas reforma de malha viária, melhoria no transporte público e mais um monte de obras de infraestrutura demandam investimentos muito maiores e mais necessários para o país.
Mas e a Copa no Brasil?
A questão da Copa, até agora, virou uma estúpida discussão por São Paulo ter ou não um estádio. Não nos preocupamos em lembrar que o país que quer ser a quinta maior economia do mundo até 2016 não tem sequer uma infraestrutura urbana suficiente para dar vazão à demanda interna, o que dirá a um estouro da boiada que é uma Copa do Mundo...
Não é só São Paulo que não tem condições, seja de estádio ou de infraestrutura. Qualquer cidade no Brasil não pode abrigar uma Copa.
Isso é se conformar em ser medíocre, algo que não condiz com uma nação que almeja ser a quinta maior do mundo, que se orgulha de ter, cada vez mais, empresas multinacionais, que se orgulha de ter sido uma das únicas a não sofrer abalo com crise financeira e tudo o mais que politicamente é bem explorado para mostrar um Brasil, felizmente, nunca antes tão bom na sua história.
Esse é o país que acha tudo isso lindo mas que, na hora de sediar um grande evento esportivo, mira sua atenção para a África do Sul, e não para a Alemanha. País que tenta maquiar seu problema de infraestrutura de transporte propondo uma "maravilhosa" solução de setorizar o evento, desperdiçando um imenso potencial turístico. País que discute recurso público ou privado na construção de estádio quando o buraco está lá embaixo ainda, na questão de como fazer para dar boa condição de vida para a população.
Conseguiu-se desviar o foco do problema.
Não se questiona por que as obras de infraestrutura das cidades ainda não começaram, mas sim se a cidade de São Paulo tem ou não um estádio. O Brasil vai sediar uma Copa do Mundo e ela será boa, talvez muito boa. Mas não será excelente. Estará longe de ser "a melhor".
Isso acontece simplesmente porque não sabemos a demanda de uma Copa do Mundo, não estudamos para buscar capacitação, não elevamos o debate sobre como fazer a Copa do Mundo para um padrão nacional.
Preferimos ser o Brasil que sempre resolve as questões na canetada. Só que o país que quer ser a quinta maior potência econômica do mundo não pode se dar ao luxo de pensar que, na base do "no final dá certo", conseguirá fazer uma Copa do Mundo decente. Infelizmente o nosso parâmetro será a África do Sul, país comparativamente muito mais pobre, muito menos alfabetizado, muito menos seguro, com infraestrutura muito mais precária, etc.
E isso mostrará para o mundo que o Brasil continua a ser a eterna promessa de um país do futuro. Quando era a hora de ser a bola da vez, para ser o país da liderança mundial. A Copa, assim como os Jogos Olímpicos, serviriam para pensarmos o Brasil como, de fato, um país e usar a "desculpa" desses eventos para transformar a nossa realidade.
O Brasil está, em cada uma das 12 cidades, com diferentes problemas, deixando a oportunidade escapar entre seus dedos. Estádio é uma das dificuldades, mas reforma de malha viária, melhoria no transporte público e mais um monte de obras de infraestrutura demandam investimentos muito maiores e mais necessários para o país.
sábado, 10 de julho de 2010
Na Copa, a Grande Final. Por Aqui, Adeus e Novidades.
E chegamos, enfim ao ponto final desta Copa do Mundo, na África do Sul; neste domingo, Espanha e Holanda decidem o título e a honra de ser campeã do mundo pela primeira vez. E no sábado, alemães e uruguaios lutam pelo consolo do terceiro lugar.
Falando da final, não cravo a vitória espanhola como o polvo Paul- que não errou nenhuma profecia até agora- mas creio, sim, que a Espanha levará a campo um ligeiro favoritismo, guiada por envolvente toque de bola, principalmente quando a bola está nos pés de Iniesta e Xavi, e por estar revigorada após bater os temidos alemães.
No entanto, quem há de desprezar a Holanda? Sem perder há quase dois anos, com cem por cento de aproveitamento nesta Copa, a Holanda pode não ter o talento de outras épocas (quando contava com Cruiff e Neskeens, depois Gullit e Van Basten) mas é equipe de qualidade, sim, inflamada por seus dois principais astros, Sneijder (em minha opinião, o melhor da Copa até agora) e o carequinha Robben.
De qualquer maneira, teremos um verdadeiro campeão. Será uma final justa.
NO ADEUS AO PALESTRA, FESTA E UM GOSTINHO AMARGO
A torcida do Palmeiras fez a sua parte, comparecendo em bom número ao Parque Antártica- que levava o nome de Palestra Itália-, enfrentando preços nada convidativos.
É preciso reconhecer, também, que o marketing palestrino preparou uma bela festa. O que faltou, então? Só para variar, faltou o time corresponder dentro de campo, perdendo para um diferente Boca Juniores (sem Riquelme, sem Palermo,vindo de uma péssima colocação no Campeonato Argentino), por 2 a 0, gols quer tiveram origem em bola parada. Gols que valem do mesmo jeito.
E daí, despedida com derrota dá nisso mesmo:um gostinho tão amargo...
KEIRRISON, GAÚCHO...
O Mercado da Bola tem muitas tentativas e pelo menos uma confirmação: Keirrison, ao que tudo indica, conseguiu sua liberação da Fiorentina, do Barcelona e de tudo que tem direito para acertar mesmo com o Santos. Acredito que ele, na Vila Belmiro, seja de novo o goleador de quem tanto se esperava.
E no Rio, se dá como muito provável mesmo a contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo. Por aqui, tive a informação de boa fonte, que a volta de Ronaldinho está efetivamente próxima de acontecer.
Enfim, uma boa notícia para este Fla que vem sofrendo tanto com agruras de fora do campo.
Falando da final, não cravo a vitória espanhola como o polvo Paul- que não errou nenhuma profecia até agora- mas creio, sim, que a Espanha levará a campo um ligeiro favoritismo, guiada por envolvente toque de bola, principalmente quando a bola está nos pés de Iniesta e Xavi, e por estar revigorada após bater os temidos alemães.
No entanto, quem há de desprezar a Holanda? Sem perder há quase dois anos, com cem por cento de aproveitamento nesta Copa, a Holanda pode não ter o talento de outras épocas (quando contava com Cruiff e Neskeens, depois Gullit e Van Basten) mas é equipe de qualidade, sim, inflamada por seus dois principais astros, Sneijder (em minha opinião, o melhor da Copa até agora) e o carequinha Robben.
De qualquer maneira, teremos um verdadeiro campeão. Será uma final justa.
NO ADEUS AO PALESTRA, FESTA E UM GOSTINHO AMARGO
A torcida do Palmeiras fez a sua parte, comparecendo em bom número ao Parque Antártica- que levava o nome de Palestra Itália-, enfrentando preços nada convidativos.
É preciso reconhecer, também, que o marketing palestrino preparou uma bela festa. O que faltou, então? Só para variar, faltou o time corresponder dentro de campo, perdendo para um diferente Boca Juniores (sem Riquelme, sem Palermo,vindo de uma péssima colocação no Campeonato Argentino), por 2 a 0, gols quer tiveram origem em bola parada. Gols que valem do mesmo jeito.
E daí, despedida com derrota dá nisso mesmo:um gostinho tão amargo...
KEIRRISON, GAÚCHO...
O Mercado da Bola tem muitas tentativas e pelo menos uma confirmação: Keirrison, ao que tudo indica, conseguiu sua liberação da Fiorentina, do Barcelona e de tudo que tem direito para acertar mesmo com o Santos. Acredito que ele, na Vila Belmiro, seja de novo o goleador de quem tanto se esperava.
E no Rio, se dá como muito provável mesmo a contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo. Por aqui, tive a informação de boa fonte, que a volta de Ronaldinho está efetivamente próxima de acontecer.
Enfim, uma boa notícia para este Fla que vem sofrendo tanto com agruras de fora do campo.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Profecias, o Baile da Espanha e o Mercado da Bola...
Ah, não ouso mais brincar com as profecias desse polvo, o Paul, que não errou nenhuma previsão nesta Copa do Mundo. Meio como brincadeira, vá lá, embora o futebol sempre carrega suas superstições, mas digamos que era preciso ter muitos tentáculos para cravar, na lata, a vitória da Espanha sobre a Alemanha.
Tratava-se de um clássico do futebol, é verdade, e como já disse o filósofo da bola, Dadá Maravilha, “clássico é clássico e vice- versa”. Nem é o caso de classificar a vitória espanhola como zebra, longe disso. Afinal, a atual campeã da Europa é a Espanha e ganhou esse título por derrotar na final a mesma Alemanha que acabou de vencer, agora pela Copa do Mundo, por 1 a 0. Gol de Puyol.
O que surpreendeu foi o baile que a Espanha deu na Alemanha. Irreconhecível (terão tremido os seus jovens talentos?), a equipe alemã foi totalmente dominada pelo refinado toque de bola de Iniesta, Xabi Alonso e Xavi, parecendo totalmente imobilizada. O primeiro chute da Alemanha aconteceu aos 30 minutos de jogo- muito pouco, quase nada, para um time que impressionou o mundo como que já se chamava de “futebol total”.
E, curioso, gol que levou a Espanha à finalíssima diante da Holanda, nasceu da forma que não se esperava: de cabeça, escorando com fúria a bola que veio de um escanteio, através de Puyol: este jogador, já com 32 anos, tem apenas l metro e 78 de altura- o que parecia pouco para subir mais do que os jovens e grandalhões zagueiros alemães.
Nada mais justo para quem soube procurar o ataque e jogar melhor.
A TAÇA DA EUROPA E O PRIMEIRO TÍTULO
Na verdade, teremos no domingo dois acontecimentos inéditos. Um deles é o de que, seja quem for campeã, Holanda ou Espanha, é a primeira vez na História das Copas que uma seleção européia se consagra campeã em disputa fora de seu continente.
E o outro é que será a primeira vez- para a Espanha ou Holanda- que uma dessas seleções vai levantar o caneco, eles, espanhóis e holandeses, que jamais foram campeões do mundo.
Inédito, pois não?!
O NOSSO MERCADO DA BOLA
Enquanto a bola rola na Copa, os clubes brasileiros se agitam em negociações, pois o Campeonato estará de volta já, já. Nenhuma contratação bombástica foi efetuada (Felipão foi a mais badalada), mas, nos últimos dias, alguns movimentos chamaram a atenção:
1- O almoço de Ronaldinho Gaúcho com a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim; creio que seria melhor o Fla para Ronaldinho (se o Milan liberar) do que para o futebol paulista. O Palmeiras já teve interesse nele, é verdade, mas ouço de torcedores que a preferência entre ele e Valdívia (que deve chegar) é muito maior para o chileno.
2- Felipe: não sei qual será o futuro do goleiro que sairia do Corinthians e que agora, frustrada a ida para o Genoa, volta a treinar no Parque São Jorge. É que o Corinthians já contratou outro goleiro, o paraguaio Bobadilla, e não parece muito interessado em manter Felipe- que, por sua vez, já disputou sete partidas pelo Brasileirão e não poderá jogar por outra equipe da Série A. É a chamada sinuca de bico.
3- O pacote do Cruzeiro: alguns jogadores foram contratados e, entre eles, destaco o habilidoso meia argentino (que joga no Universidad do Chile), Montillo, e o veloz atacante que está chegando do Atlético Paranaense, Walisson.
4- Ilsinho de volta ao São Paulo? Bom jogador. Que se saiba, porém, que há algum tempo não é lateral-direito.
5- Tinga, enfim do Palmeiras: depois de longa novela, esse jogador de 19 anos e muita habilidade, foi contratado. Tem um belo potencial.
6- Keirrison, quase no Santos: uma bela notícia para a torcida santista, pois finalizar esse centroavante sabe. E muito bem. Ao lado de Neymar e Ganso, é provável que Keirrison recupere o prestígio perdido.
E agora, fim de Copa, o Mercado deve se agitar bem mais!
Tratava-se de um clássico do futebol, é verdade, e como já disse o filósofo da bola, Dadá Maravilha, “clássico é clássico e vice- versa”. Nem é o caso de classificar a vitória espanhola como zebra, longe disso. Afinal, a atual campeã da Europa é a Espanha e ganhou esse título por derrotar na final a mesma Alemanha que acabou de vencer, agora pela Copa do Mundo, por 1 a 0. Gol de Puyol.
O que surpreendeu foi o baile que a Espanha deu na Alemanha. Irreconhecível (terão tremido os seus jovens talentos?), a equipe alemã foi totalmente dominada pelo refinado toque de bola de Iniesta, Xabi Alonso e Xavi, parecendo totalmente imobilizada. O primeiro chute da Alemanha aconteceu aos 30 minutos de jogo- muito pouco, quase nada, para um time que impressionou o mundo como que já se chamava de “futebol total”.
E, curioso, gol que levou a Espanha à finalíssima diante da Holanda, nasceu da forma que não se esperava: de cabeça, escorando com fúria a bola que veio de um escanteio, através de Puyol: este jogador, já com 32 anos, tem apenas l metro e 78 de altura- o que parecia pouco para subir mais do que os jovens e grandalhões zagueiros alemães.
Nada mais justo para quem soube procurar o ataque e jogar melhor.
A TAÇA DA EUROPA E O PRIMEIRO TÍTULO
Na verdade, teremos no domingo dois acontecimentos inéditos. Um deles é o de que, seja quem for campeã, Holanda ou Espanha, é a primeira vez na História das Copas que uma seleção européia se consagra campeã em disputa fora de seu continente.
E o outro é que será a primeira vez- para a Espanha ou Holanda- que uma dessas seleções vai levantar o caneco, eles, espanhóis e holandeses, que jamais foram campeões do mundo.
Inédito, pois não?!
O NOSSO MERCADO DA BOLA
Enquanto a bola rola na Copa, os clubes brasileiros se agitam em negociações, pois o Campeonato estará de volta já, já. Nenhuma contratação bombástica foi efetuada (Felipão foi a mais badalada), mas, nos últimos dias, alguns movimentos chamaram a atenção:
1- O almoço de Ronaldinho Gaúcho com a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim; creio que seria melhor o Fla para Ronaldinho (se o Milan liberar) do que para o futebol paulista. O Palmeiras já teve interesse nele, é verdade, mas ouço de torcedores que a preferência entre ele e Valdívia (que deve chegar) é muito maior para o chileno.
2- Felipe: não sei qual será o futuro do goleiro que sairia do Corinthians e que agora, frustrada a ida para o Genoa, volta a treinar no Parque São Jorge. É que o Corinthians já contratou outro goleiro, o paraguaio Bobadilla, e não parece muito interessado em manter Felipe- que, por sua vez, já disputou sete partidas pelo Brasileirão e não poderá jogar por outra equipe da Série A. É a chamada sinuca de bico.
3- O pacote do Cruzeiro: alguns jogadores foram contratados e, entre eles, destaco o habilidoso meia argentino (que joga no Universidad do Chile), Montillo, e o veloz atacante que está chegando do Atlético Paranaense, Walisson.
4- Ilsinho de volta ao São Paulo? Bom jogador. Que se saiba, porém, que há algum tempo não é lateral-direito.
5- Tinga, enfim do Palmeiras: depois de longa novela, esse jogador de 19 anos e muita habilidade, foi contratado. Tem um belo potencial.
6- Keirrison, quase no Santos: uma bela notícia para a torcida santista, pois finalizar esse centroavante sabe. E muito bem. Ao lado de Neymar e Ganso, é provável que Keirrison recupere o prestígio perdido.
E agora, fim de Copa, o Mercado deve se agitar bem mais!
Brasil cogita a estupidez de setorizar Copa
A Copa do Mundo de 2014 deverá dividir o Brasil em quatro. O presidente Ricardo Teixeira acaba de revelar que se estuda a chance de "fatiar" o país em diferentes regiões para melhor atender à demanda de transporte e evitar grandes deslocamentos dos torcedores durante o Mundial.
Se a proposta de fato vingar, o Brasil cometerá um dos maiores erros no que diz respeito a saber fazer dinheiro e faturar com uma Copa do Mundo.
Até 1994, o Mundial era "setorizado". Cada grupo ficava numa única sede. Até então, a Copa acontecia em países relativamente pequenos, com facilidade e agilidade de deslocamento entre as diferentes cidades-sedes. Quando o Mundial foi para os Estados Unidos, país de dimensão continental tal qual o Brasil, acabou-se esse história de que um time ficava numa única sede.
E o raciocínio americano foi simples, lógico e claro. Deixar um torcedor cerca de duas semanas num mesmo lugar é estúpido do ponto de vista turístico. Se ele vai para o país da Copa, não pode ficar "confinado" a um único lugar. Tem de viajar, conhecer diferentes regiões, pagar pela passagem, hospedagem, consumo...
Desde então, até mesmo a Copa de 2002, dividida entre Japão e Coreia do Sul, contou com deslocamento entre países de torcedores.
Ao fatiar o país em quatro, o Brasil assume sua incompetência no que diz respeito à infraestrutura de transporte. Sem estradas decentes, sem malha ferroviária e com aeroportos sucateados, o país não conseguirá atender à demanda de uma Copa do Mundo.
Durante quase dois anos, as cidades, com a conveniência do Comitê Organizador Local, preferiram fazer balão de ensaio político em vez de trabalhar para organizar, decentemente, o Mundial.
Fatiar o país, além de atestado de incompetência, é de uma burrice tremenda no que diz respeito a aumentar a receita com o turismo. Além de perder uma grande oportunidade de mostrar o quão diverso, e rico, é o Brasil.
Se a proposta de fato vingar, o Brasil cometerá um dos maiores erros no que diz respeito a saber fazer dinheiro e faturar com uma Copa do Mundo.
Até 1994, o Mundial era "setorizado". Cada grupo ficava numa única sede. Até então, a Copa acontecia em países relativamente pequenos, com facilidade e agilidade de deslocamento entre as diferentes cidades-sedes. Quando o Mundial foi para os Estados Unidos, país de dimensão continental tal qual o Brasil, acabou-se esse história de que um time ficava numa única sede.
E o raciocínio americano foi simples, lógico e claro. Deixar um torcedor cerca de duas semanas num mesmo lugar é estúpido do ponto de vista turístico. Se ele vai para o país da Copa, não pode ficar "confinado" a um único lugar. Tem de viajar, conhecer diferentes regiões, pagar pela passagem, hospedagem, consumo...
Desde então, até mesmo a Copa de 2002, dividida entre Japão e Coreia do Sul, contou com deslocamento entre países de torcedores.
Ao fatiar o país em quatro, o Brasil assume sua incompetência no que diz respeito à infraestrutura de transporte. Sem estradas decentes, sem malha ferroviária e com aeroportos sucateados, o país não conseguirá atender à demanda de uma Copa do Mundo.
Durante quase dois anos, as cidades, com a conveniência do Comitê Organizador Local, preferiram fazer balão de ensaio político em vez de trabalhar para organizar, decentemente, o Mundial.
Fatiar o país, além de atestado de incompetência, é de uma burrice tremenda no que diz respeito a aumentar a receita com o turismo. Além de perder uma grande oportunidade de mostrar o quão diverso, e rico, é o Brasil.
A Copa é dos pelados. E, cada vez mais, do Mundo
Primeiro veio a promessa de Diego Armando Maradona. Depois, o par de atrizes de Larissa Riquelme chamou a atenção para a torcida cada vez mais crescente da equipe paraguaia, que para muitos foi a derrota mais sentida da Copa. E, agora, a cidade de Johanesburgo vai receber um grande "peladaço" amanhã, quinta-feira, período de folga de jogos pré-decisão do Mundial, num protesto contra o uso de pele animal em roupas. Candice Brink, modelo, estará pintada com a cor da bandeira da África do Sul e nada mais.
Nos últimos três dias, ativistas contra abusos aos animais estiveram em frente ao centro de imprensa de Johanesburgo entregando panfletos para o "grande dia". Jornalistas de mais de 150 países passaram pelos jovens que entregavam o "media alert".
A transformação da Copa do Mundo da África do Sul no Mundial dos Pelados tem toda a razão de ser. Larrisa Riquelme, por exemplo, até conseguiu patrocínio para seu generoso decote. Isso só foi possível graças à repercussão mundial que passou a existir por conta de suas nada discretas aparições durante os jogos paraguaios na Copa. Da mesma forma, a mídia dava, a cada espirro de Maradona, cobertura digna de pandemia de gripe para o caso.
Ao lado dos Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo é um evento feito para a mídia. E isso tem as suas consequências. Em 2010 foi a hora de os pelados aparecerem. Antes, em Pequim, os ativistas pelos direitos humanos souberam usar a presença mundial da mídia para chamarem a atenção. O que esperar para 2014?
Nos últimos três dias, ativistas contra abusos aos animais estiveram em frente ao centro de imprensa de Johanesburgo entregando panfletos para o "grande dia". Jornalistas de mais de 150 países passaram pelos jovens que entregavam o "media alert".
A transformação da Copa do Mundo da África do Sul no Mundial dos Pelados tem toda a razão de ser. Larrisa Riquelme, por exemplo, até conseguiu patrocínio para seu generoso decote. Isso só foi possível graças à repercussão mundial que passou a existir por conta de suas nada discretas aparições durante os jogos paraguaios na Copa. Da mesma forma, a mídia dava, a cada espirro de Maradona, cobertura digna de pandemia de gripe para o caso.
Ao lado dos Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo é um evento feito para a mídia. E isso tem as suas consequências. Em 2010 foi a hora de os pelados aparecerem. Antes, em Pequim, os ativistas pelos direitos humanos souberam usar a presença mundial da mídia para chamarem a atenção. O que esperar para 2014?
domingo, 4 de julho de 2010
O Chocolate Alemão . E o Tango de Maradona! E deu Espanha.
Os alemães varreram os sonhos argentinos, mais parecia um vendaval. Foi um tal de não dar espaços e conter o atual melhor do mundo, Messi, e ainda encontrar buracos na defesa argentina com uma facilidade de impressionar: 4 a 0.
E foi justo. Ou até pouco.
A máquina alemã nem tomou conhecimento da fama da Argentina e impressionou o mundo, tanto pela rapidez ao marcar seu primeiro gol (Mueller, aos 3 minutos, no mais rápido gol desta Copa até agora), como pela habilidade em construir os outros três, aos dribles e na velocidade, quase sempre pelo lado direito da defesa inimiga, dando a Klose a rara oportunidade de marcar mais dois gols, tendo apenas o trabalho de empurrar a bola para as redes (o outro gol foi marcado por Friederich).
Fácil demais. E agora, Klose, às vezes contestado pelos próprios alemães por não ser exatamente um craque, já superou Pelé na arte de fazer gols em Copas (14 a 12) e está a um passo de se igualar a Ronaldo Fenômeno (15 gols) no topo dos maiores artilheiros em todos os tempos.
Confesso que não esperava tamanha superioridade alemã. Poderia ganhar, é claro, mas desse jeito? Pois aconteceu. E inspirou Dieguito Maradona que, desta vez, na obrigatória entrevista coletiva, interpretou o papel do argentino triste e desiludido.
Como a se exercitar a compor um tango, Dieguito resumiu a questão:
“Já não tenho forças para mais nada”.
E daqui a pouco lá virá ele, junto os comandados, nos fazer companhia na triste viagem da volta. E sem ter mais nada o que falar.
MAIS UMA VEZ, VILLA. E DEU ESPANHA...
Foi um jogo mais duro do que se esperava. Muito mais! A Espanha, atual campeã da Europa, teve muito mais tempo a bola nos pés, mas esbarrou quase até o final na valente (e competente) marcação paraguaia, deixando no ar suspense e emoção: iríamos, para uma inesperada, prorrogação?
Podia até ser já que acontecera de tudo. Depois de um primeiro tempo sem graça, no segundo, de repente, o jogo pegou fogo: o grandalhão Cardoso, que joga no português Benfica, perdeu pênalti, numa bela defesa de Casillas; na jogada seguinte, em pênalti sofrido por David Villa, foi a vez do goleiro paraguaio Villar defender. Emoção pura.
Mas, enfim, o talento prevaleceu. Em grande jogada de Iniesta, Pedro chutou na trave direita paraguaia e, no rebote, o iluminado David Villa (que já tem 5 gols marcados nesta Copa), não perdoou e decretou a vitória espanhola.
Ao Paraguai, restou consolo de ter sido valente, com a emoção tomando conta de Cardozo, o artilheiro que chorou o pênalti perdido; para a Espanha, sobrou a alegria, é claro, mas também o alerta para descobrir a causa do que a tem feito jogar menos do que se espera.
Afinal, quem a aguarda, agora, é a Alemanha. E aí amigo, é Seleção para assustar qualquer outra!
E foi justo. Ou até pouco.
A máquina alemã nem tomou conhecimento da fama da Argentina e impressionou o mundo, tanto pela rapidez ao marcar seu primeiro gol (Mueller, aos 3 minutos, no mais rápido gol desta Copa até agora), como pela habilidade em construir os outros três, aos dribles e na velocidade, quase sempre pelo lado direito da defesa inimiga, dando a Klose a rara oportunidade de marcar mais dois gols, tendo apenas o trabalho de empurrar a bola para as redes (o outro gol foi marcado por Friederich).
Fácil demais. E agora, Klose, às vezes contestado pelos próprios alemães por não ser exatamente um craque, já superou Pelé na arte de fazer gols em Copas (14 a 12) e está a um passo de se igualar a Ronaldo Fenômeno (15 gols) no topo dos maiores artilheiros em todos os tempos.
Confesso que não esperava tamanha superioridade alemã. Poderia ganhar, é claro, mas desse jeito? Pois aconteceu. E inspirou Dieguito Maradona que, desta vez, na obrigatória entrevista coletiva, interpretou o papel do argentino triste e desiludido.
Como a se exercitar a compor um tango, Dieguito resumiu a questão:
“Já não tenho forças para mais nada”.
E daqui a pouco lá virá ele, junto os comandados, nos fazer companhia na triste viagem da volta. E sem ter mais nada o que falar.
MAIS UMA VEZ, VILLA. E DEU ESPANHA...
Foi um jogo mais duro do que se esperava. Muito mais! A Espanha, atual campeã da Europa, teve muito mais tempo a bola nos pés, mas esbarrou quase até o final na valente (e competente) marcação paraguaia, deixando no ar suspense e emoção: iríamos, para uma inesperada, prorrogação?
Podia até ser já que acontecera de tudo. Depois de um primeiro tempo sem graça, no segundo, de repente, o jogo pegou fogo: o grandalhão Cardoso, que joga no português Benfica, perdeu pênalti, numa bela defesa de Casillas; na jogada seguinte, em pênalti sofrido por David Villa, foi a vez do goleiro paraguaio Villar defender. Emoção pura.
Mas, enfim, o talento prevaleceu. Em grande jogada de Iniesta, Pedro chutou na trave direita paraguaia e, no rebote, o iluminado David Villa (que já tem 5 gols marcados nesta Copa), não perdoou e decretou a vitória espanhola.
Ao Paraguai, restou consolo de ter sido valente, com a emoção tomando conta de Cardozo, o artilheiro que chorou o pênalti perdido; para a Espanha, sobrou a alegria, é claro, mas também o alerta para descobrir a causa do que a tem feito jogar menos do que se espera.
Afinal, quem a aguarda, agora, é a Alemanha. E aí amigo, é Seleção para assustar qualquer outra!
E Estamos de Volta para Casa. Mas Qual Casa?
O pior é perder assim, do jeito que o Brasil perdeu para a Holanda: cometendo a crônica dos erros anunciados (não era o que se temia de Felipe Melo, por exemplo?), deixando-se dominar pelos nervos, pelo adversário e pelas próprias deficiências- estas, já conhecidas, antes de a Copa começar, pois não tínhamos nenhum jogador tipo cerebral no meio do campo e nem jogo pelas pontas, quase num insulto às nossas tradições de sempre contar com figura do meia-armador que já não há e com o jogo com pontas que que não existem.
É duro perder assim. Sendo inferior ao adversário. É duro perder vendo na Holanda, virtudes que já tivemos, pois Sneider (autor de um gol e meio) é mais ou menos esse armador que o Brasil já teve, assim como Robben, embora drible apenas com a perna esquerda, é também o ponta que sempre assusta ao ficar pela direita- como rezava-e até melhor- a cartilha do nosso futebol.
Também é difícil, eu sei, saber que o Brasil, apesar de tudo isso, poderia ter liquidado o jogo no primeiro tempo. Não demorou muito para que Robinho, lançado em profundidade por Felipe Melo (na única boa jogada deste meio-campista), apanhasse a bola na corrida, acertando belo chute, direto para as redes holandesas. Depois, parecia até jogo fácil: a Seleção Brasileira destruía com facilidade a iniciativa da Holanda e, ainda mais, conseguia chances de gol, sem chances de contra-ataques para o inimigo.
Nosso goleiro, Júlio César, não teve o menor trabalho nesse primeiro tempo. Depois, ah, depois tudo mudou. Como num pesadelo. Feito um apagão. Foi só a Holanda conseguir o empate, num cruzamento em que Felipe Melo atrapalhou Júlio César e- afobado- desviou a bola contra suas próprias redes, que o mar virou sertão e o sertão virou mar: a Holanda passou a dominar o jogo, com tranqüilidade, enquanto o Brasil transformou-se e um bando de jogadores desesperados.
Tão desesperado era esse grupo que levou o segundo- e fatal- gol da Holanda, de bola parada. No escanteio que veio da direita, o desvio de cabeça de Van Persie para a cabeçada certeira de Sneidjer para as redes. Sem que nenhum brasileiro fosse para a jogada, como se todos os nossos estivessem paralisados pela situação.
O sonho da hexa já estava quase perdido. E acabou de ir embora na jogada desleal de Felipe Melo (como se temia, em função de seu temperamento), que, além de fazer a falta, pisou na perna do holandês que estava caído. Cartão vermelho, com justiça.
Dunga poderia ter tentado algo mais. E tentou. Mas de maneira errada, quando trocou Luís Fabiano por Nilmar, centroavante por centroavante, quando o que se recomendava, àquela altura, era tentar o tudo ou nada, jogando Robinho e Kaká para as pontas e ficando com pelo menos dois atacantes na área.
Perdido, por perdido...
Não deu mais nada certo.
OS ERROS DE DUNGA
Bem, foram vários. E antes de a Copa começar, pois se a Seleção é momento, tínhamos, no Brasil, alguns jogadores preciosos, que deveriam ter ido à África do Sul. Eles poderiam ser a surpresa que não tivemos : Neymar, Paulo Henrique Ganso (que poderia, creio, adiar a artroscopia para depois da Copa), o tricolor Hernanes- todos jogadores de técnica requintada, excluídos- em especial os dois santistas- por “ainda não estarem amadurecidos”.
Ah, sim... E Felipe Melo estava?
Não faltou luta para nossos jogadores. Isso não. Até que alguns deles, como por exemplo, Robinho, até surpreenderam pela determinação, pelo olhar enfurecido, pela vontade de ganhar. Não se pode ignorar esse fato.
O que faltou mesmo foi mais bola, foi mais futebol. Ou melhor: mais futebol brasileiro de verdade!
A VOLTA PARA QUAL CASA?
Tirando um ou dois- e ninguém sabe ao certo por quanto tempo- como Robinho (ainda emprestado ao Santos) e Gilberto, do Cruzeiro, qual será a casa de nossos jogadores eliminados da Copa?
Praticamente todos jogam fora do Brasil, daí a talvez a causa maior da “europeização” do nosso futebol antes tão rico em criatividade. Logo, não terão de suportar nenhum tipo de nariz torcido ou barra quente da torcida decepcionada.
Assim, é mais fácil. Como fácil também é saber que Dunga não mais será o técnico dessa Seleção. Nem é preciso ser profeta para saber disso, está mais do que na cara.
Que venha, então, alguém que faça o Brasil jogar como Brasil. Afinal, a próxima Copa será aqui.
O amigo concorda?
É duro perder assim. Sendo inferior ao adversário. É duro perder vendo na Holanda, virtudes que já tivemos, pois Sneider (autor de um gol e meio) é mais ou menos esse armador que o Brasil já teve, assim como Robben, embora drible apenas com a perna esquerda, é também o ponta que sempre assusta ao ficar pela direita- como rezava-e até melhor- a cartilha do nosso futebol.
Também é difícil, eu sei, saber que o Brasil, apesar de tudo isso, poderia ter liquidado o jogo no primeiro tempo. Não demorou muito para que Robinho, lançado em profundidade por Felipe Melo (na única boa jogada deste meio-campista), apanhasse a bola na corrida, acertando belo chute, direto para as redes holandesas. Depois, parecia até jogo fácil: a Seleção Brasileira destruía com facilidade a iniciativa da Holanda e, ainda mais, conseguia chances de gol, sem chances de contra-ataques para o inimigo.
Nosso goleiro, Júlio César, não teve o menor trabalho nesse primeiro tempo. Depois, ah, depois tudo mudou. Como num pesadelo. Feito um apagão. Foi só a Holanda conseguir o empate, num cruzamento em que Felipe Melo atrapalhou Júlio César e- afobado- desviou a bola contra suas próprias redes, que o mar virou sertão e o sertão virou mar: a Holanda passou a dominar o jogo, com tranqüilidade, enquanto o Brasil transformou-se e um bando de jogadores desesperados.
Tão desesperado era esse grupo que levou o segundo- e fatal- gol da Holanda, de bola parada. No escanteio que veio da direita, o desvio de cabeça de Van Persie para a cabeçada certeira de Sneidjer para as redes. Sem que nenhum brasileiro fosse para a jogada, como se todos os nossos estivessem paralisados pela situação.
O sonho da hexa já estava quase perdido. E acabou de ir embora na jogada desleal de Felipe Melo (como se temia, em função de seu temperamento), que, além de fazer a falta, pisou na perna do holandês que estava caído. Cartão vermelho, com justiça.
Dunga poderia ter tentado algo mais. E tentou. Mas de maneira errada, quando trocou Luís Fabiano por Nilmar, centroavante por centroavante, quando o que se recomendava, àquela altura, era tentar o tudo ou nada, jogando Robinho e Kaká para as pontas e ficando com pelo menos dois atacantes na área.
Perdido, por perdido...
Não deu mais nada certo.
OS ERROS DE DUNGA
Bem, foram vários. E antes de a Copa começar, pois se a Seleção é momento, tínhamos, no Brasil, alguns jogadores preciosos, que deveriam ter ido à África do Sul. Eles poderiam ser a surpresa que não tivemos : Neymar, Paulo Henrique Ganso (que poderia, creio, adiar a artroscopia para depois da Copa), o tricolor Hernanes- todos jogadores de técnica requintada, excluídos- em especial os dois santistas- por “ainda não estarem amadurecidos”.
Ah, sim... E Felipe Melo estava?
Não faltou luta para nossos jogadores. Isso não. Até que alguns deles, como por exemplo, Robinho, até surpreenderam pela determinação, pelo olhar enfurecido, pela vontade de ganhar. Não se pode ignorar esse fato.
O que faltou mesmo foi mais bola, foi mais futebol. Ou melhor: mais futebol brasileiro de verdade!
A VOLTA PARA QUAL CASA?
Tirando um ou dois- e ninguém sabe ao certo por quanto tempo- como Robinho (ainda emprestado ao Santos) e Gilberto, do Cruzeiro, qual será a casa de nossos jogadores eliminados da Copa?
Praticamente todos jogam fora do Brasil, daí a talvez a causa maior da “europeização” do nosso futebol antes tão rico em criatividade. Logo, não terão de suportar nenhum tipo de nariz torcido ou barra quente da torcida decepcionada.
Assim, é mais fácil. Como fácil também é saber que Dunga não mais será o técnico dessa Seleção. Nem é preciso ser profeta para saber disso, está mais do que na cara.
Que venha, então, alguém que faça o Brasil jogar como Brasil. Afinal, a próxima Copa será aqui.
O amigo concorda?
3D amplia controle de informação da Fifa
A Copa do Mundo tem um dono. E, cada vez mais, esse dono faz questão de deixar isso bem claro. A Fifa obriga, atualmente, seus parceiros comerciais respeitarem o "naming right" do evento. Qualquer parceiro dela tem de dizer que patrocina a Copa do Mundo Fifa. Aos poucos, a entidade também vai forçando essa regra para as emissoras de TV, a principal financiadora do Mundial.
Com a tecnologia da transmissão em três dimensões, o poder da Fifa sobre o controle da informação será ainda maior. O alto custo para fazer a captação de imagens e sua posterior exibição faz com que apenas o "dono" do evento tenha capacidade de exibir a Copa em 3D.
Tive a oportunidade de assistir hoje a vitória alemã sobre a Argentina num cinema 3D montado no centro de imprensa em Joanesburgo. Imagens espetaculares, que nos leva a ver de uma nova maneira uma partida de futebol. Em alguns instantes, de fato parecia que éramos atores do jogo, não apenas espectadores. A chuva de papel picado do torcedor argentino na hora do hino nacional, foi a senha para entrar num momento nunca antes visto pela maiora das pessoas em transmissão esportiva.
A próxima Copa será disputada no Brasil. Ela deve consolidar o sistema em três dimensões para exibição de jogo, tal qual o Mundial da África do Sul consagrou a alta definição. Só que, ao que tudo indica, só conseguiremos ver as imagens que a Fifa quiser. E isso, para o futuro dos eventos esportivos, é um grande sinal de alerta.
Aos poucos, voltamos à era do controle da informação. O poder da grana se sobrepõe a tudo. E, com isso, a informação é cada vez mais vigiada e controlada. Para o torcedor, é uma maravilha poder assistir a um jogo com a tecnologia de três dimensões. Mas, em troca disso, temos cada vez menos acesso a informações "livres", desprovidas de qualquer manipulação.
Com a tecnologia da transmissão em três dimensões, o poder da Fifa sobre o controle da informação será ainda maior. O alto custo para fazer a captação de imagens e sua posterior exibição faz com que apenas o "dono" do evento tenha capacidade de exibir a Copa em 3D.
Tive a oportunidade de assistir hoje a vitória alemã sobre a Argentina num cinema 3D montado no centro de imprensa em Joanesburgo. Imagens espetaculares, que nos leva a ver de uma nova maneira uma partida de futebol. Em alguns instantes, de fato parecia que éramos atores do jogo, não apenas espectadores. A chuva de papel picado do torcedor argentino na hora do hino nacional, foi a senha para entrar num momento nunca antes visto pela maiora das pessoas em transmissão esportiva.
A próxima Copa será disputada no Brasil. Ela deve consolidar o sistema em três dimensões para exibição de jogo, tal qual o Mundial da África do Sul consagrou a alta definição. Só que, ao que tudo indica, só conseguiremos ver as imagens que a Fifa quiser. E isso, para o futuro dos eventos esportivos, é um grande sinal de alerta.
Aos poucos, voltamos à era do controle da informação. O poder da grana se sobrepõe a tudo. E, com isso, a informação é cada vez mais vigiada e controlada. Para o torcedor, é uma maravilha poder assistir a um jogo com a tecnologia de três dimensões. Mas, em troca disso, temos cada vez menos acesso a informações "livres", desprovidas de qualquer manipulação.
A briga das marcas foi para os pés dos jogadores
Desde os anos 90, o duelo entre marcas esportivas sempre teve um capítulo a parte em Copas do Mundo. Grandes financiadoras do esporte, as marcas usam os grandes eventos esportivos para uma espécie de tira-teima entre elas. Ter o atleta vencedor, o time campeão, a bola do jogo, o craque do evento ou qualquer outro elemento de destaque vale como um grande trunfo para uma marca. É só lembrar da revolução causada pela Adidas, em 70, quando criou a primeira bola branca da história, ou da Nike, em 98, quando fez da chuteira prateada de Ronaldo um novo estilo de vida. Ou, mais recentemente, do maiô tecnológico da natação, que alçou a Speedo aos patamares mais elevados do esporte.
Em 2010, na África do Sul, o duelo das marcas foi polarizado entre Nike e Adidas. A força econômica de ambas fez com que as outras marcas fossem "engolidas" nesta Copa do Mundo. E, em vez de brigar pelo time vencedor (a Adidas já garantiu uma seleção na final, enquanto Nike e Puma duelarão na semifinal em que pode estar o Brasil pelo outro posto), as duas maiores concorrentes do mercado levaram para o pé dos jogadores toda a estratégia de marketing na Copa do Mundo.
Inicialmente, a maior sacada da Nike para esta Copa foi criar chuteiras com o mesmo padrão de design para todos os seus atletas. Quem é patrocinado pela marca usa o modelo com as cores roxa e prata, ou algo nessa linha. A padronização da chuteira salta aos olhos na televisão. Não por acaso, segundo os designers da empresa, as cores escolhidas para a chuteira são as que mais aparecem no gramado. O objetivo é chamar a atenção para o pé do atleta, tirando o foco da camisa que ele usa (que pode ser ou não da mesma marca) e até da bola, que com certeza é da concorrente.
Pelo outro lado, a Adidas criou três modelos de chuteiras com cores distintas. E deu a Lionel Messi, seu maior astro antes do início da Copa, um modelo único de chuteira, numa cor roxa, quase preta. Só ele tem aquele modelo. O objetivo é fazer com que o craque, aquele que inspira as pessoas, inspire também as vendas. É a lógica de compra do consumidor. Ele quer a chuteira que seu ídolo usa. E, com isso, a Adidas tenta fazer com que seu maior astro nesta Copa tenha um modelo especial, que reflita a marca em campo e estimule a venda fora dele.
Tudo isso fez com que as duas empresas passassem a olhar os pés de jogadores como trunfos competitivos. E o resultado, curiosamente, é quase igual, pelo menos dentro de campo. Até antes de a bola rolar para Brasil x Holanda, a Adidas somava 52 dos 121 gols marcados na Copa (dois gols foram conta). A Nike tem 51 tentos. Se forem somados também os gols feitos pela Umbro, que foi comprada pela marca americana, as duas grandes rivais empatam com 52 gols. Empate técnico, com estratégias diferentes. Nas lojas, é bem provável que aconteça o mesmo.
Em 2010, na África do Sul, o duelo das marcas foi polarizado entre Nike e Adidas. A força econômica de ambas fez com que as outras marcas fossem "engolidas" nesta Copa do Mundo. E, em vez de brigar pelo time vencedor (a Adidas já garantiu uma seleção na final, enquanto Nike e Puma duelarão na semifinal em que pode estar o Brasil pelo outro posto), as duas maiores concorrentes do mercado levaram para o pé dos jogadores toda a estratégia de marketing na Copa do Mundo.
Inicialmente, a maior sacada da Nike para esta Copa foi criar chuteiras com o mesmo padrão de design para todos os seus atletas. Quem é patrocinado pela marca usa o modelo com as cores roxa e prata, ou algo nessa linha. A padronização da chuteira salta aos olhos na televisão. Não por acaso, segundo os designers da empresa, as cores escolhidas para a chuteira são as que mais aparecem no gramado. O objetivo é chamar a atenção para o pé do atleta, tirando o foco da camisa que ele usa (que pode ser ou não da mesma marca) e até da bola, que com certeza é da concorrente.
Pelo outro lado, a Adidas criou três modelos de chuteiras com cores distintas. E deu a Lionel Messi, seu maior astro antes do início da Copa, um modelo único de chuteira, numa cor roxa, quase preta. Só ele tem aquele modelo. O objetivo é fazer com que o craque, aquele que inspira as pessoas, inspire também as vendas. É a lógica de compra do consumidor. Ele quer a chuteira que seu ídolo usa. E, com isso, a Adidas tenta fazer com que seu maior astro nesta Copa tenha um modelo especial, que reflita a marca em campo e estimule a venda fora dele.
Tudo isso fez com que as duas empresas passassem a olhar os pés de jogadores como trunfos competitivos. E o resultado, curiosamente, é quase igual, pelo menos dentro de campo. Até antes de a bola rolar para Brasil x Holanda, a Adidas somava 52 dos 121 gols marcados na Copa (dois gols foram conta). A Nike tem 51 tentos. Se forem somados também os gols feitos pela Umbro, que foi comprada pela marca americana, as duas grandes rivais empatam com 52 gols. Empate técnico, com estratégias diferentes. Nas lojas, é bem provável que aconteça o mesmo.
terça-feira, 29 de junho de 2010
O negócio da camisa 2
Brasil de azul e Chile de branco. Ao que tudo indica, será assim que os dois times entrarão em campo na segunda-feira para a disputa da vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo. Esqueça tradição e/ou superstição. O que motiva essa decisão é o negócio.
Nesta Copa do Mundo, nunca as seleções e a própria Fifa estiveram tão bem armadas para o marketing. Desde a restrição do uso de logomarcas das seleções durante os treinos até a colocação da Jabulani e de garrafas de Coca-Cola nas entrevistas coletivas oficiais dos treinadores pré e pós-jogo, tudo faz parte do negócio que se tornou a Copa do Mundo.
E isso se reflete, também, na venda de camisas. Para vender o uniforme de jogo, é preciso usá-lo dentro de campo. Essa lógica fez com que o México vestisse preto contra a amarela seleção da África do Sul, ou que Gana e Estados Unidos usassem seus uniformes "reservas" no jogo de ontem.
Quase nada mais na Copa do Mundo é puro. Há na maioria das vezes uma motivação comercial em torno de diversas ações aparentemente inofensivas de jogadores, árbitros e treinadores. Muitos podem reclamar dessa mercantilização da bola. Mas ela faz parte do show. Porque, convenhamos, hoje a Copa do Mundo é claramente um grande negócio. E os principais atores desse grande show refletem, dentro de campo, o negócio bilionário que ali acontece.
A parte boa dessa história é que o atleta fará de tudo para ganhar pelo seu país, independentemente da estratégia comercial ali envolvida. E, aí, é quando o negócio dá lugar à paixão. Salvando a identidade daquilo que alimenta o esporte.
Nesta Copa do Mundo, nunca as seleções e a própria Fifa estiveram tão bem armadas para o marketing. Desde a restrição do uso de logomarcas das seleções durante os treinos até a colocação da Jabulani e de garrafas de Coca-Cola nas entrevistas coletivas oficiais dos treinadores pré e pós-jogo, tudo faz parte do negócio que se tornou a Copa do Mundo.
E isso se reflete, também, na venda de camisas. Para vender o uniforme de jogo, é preciso usá-lo dentro de campo. Essa lógica fez com que o México vestisse preto contra a amarela seleção da África do Sul, ou que Gana e Estados Unidos usassem seus uniformes "reservas" no jogo de ontem.
Quase nada mais na Copa do Mundo é puro. Há na maioria das vezes uma motivação comercial em torno de diversas ações aparentemente inofensivas de jogadores, árbitros e treinadores. Muitos podem reclamar dessa mercantilização da bola. Mas ela faz parte do show. Porque, convenhamos, hoje a Copa do Mundo é claramente um grande negócio. E os principais atores desse grande show refletem, dentro de campo, o negócio bilionário que ali acontece.
A parte boa dessa história é que o atleta fará de tudo para ganhar pelo seu país, independentemente da estratégia comercial ali envolvida. E, aí, é quando o negócio dá lugar à paixão. Salvando a identidade daquilo que alimenta o esporte.
E deu Brasil, Fácil. Mas a Holanda é um Perigo!
Como reza a tradição, a Seleção Brasileira não encontrou a menor dificuldade para vencer seu velho e desfalcado freguês, o Chile. E até que esse placar, 3 a 0, foi até modesto, pois muitas as chances por nós criadas, além dos gols de Juan (de cabeça, após escanteio cobrado por Maicon), Luís Fabiano (driblando até o goleiro, depois de belo passe de Kaká) e Robinho (um certeiro tapa na bola, completando brilhantes jogada de Ramires).
Por outro lado, não me lembro de uma defesa importante sequer de Júlio César, o grande goleiro do Brasil. O Chile de Marcelo “El Loco” Bielsa ciscou, ciscou, mas sem nenhuma objetividade. Aliás, só melhoraram um pouco os chilenos quando Bielsa colocou em campo o hábil Valdívia, nosso velho conhecido, que articulou as poucas jogadas mais agudas de sua equipe.
Até sair o gol de Juan, o Brasil teve certa dificuldade pela marcação individual que o Chile fez sobre Kaká e Robinho, alem de cuidar com muito empenho em evitar as arrancas de Maicon, pela direita. Mas com o nosso primeiro gol, o Chile teve de se abrir mais e começou a surgir a intensa movimentação de Kaká e a velocidade de Ramires- um segundo volante bem mais rápido e ofensivo do que Felipe Melo, que está machucado. Só que, pena, Ramires levou o segundo cartão amarelo e está suspenso.
Assim, os foram saindo os gols naturalmente. E como é que o Chile ia entrar mesmo em nossa defesa, ficando cara a cara com o Júlio César? Nem pensar. Ou só em sonho, pois temos a melhor dupla de zagueiros desta Copa, formada por Lúcio e Juan
Bem, lá estamos nas quartas de final, tendo a Holanda pela frente. O que, é claro, significa um duelo perigoso. Muito perigoso.
A HOLANDA EM NOSSO CAMINHO
Dona de futebol vistoso e eficiente, sem perder há quase dois anos, a Holanda venceu com toda a justiça a Eslováquia, 2 a 1. E os autores de seus gols, Robben (eleito o melhor em campo) e Sneidjer são também as maiores estrelas dessa equipe que ainda nem jogou o que sabe: Robben só agora está mesmo recuperado de sua contusão e começa a mostrar sua principal jogada, saindo da ponta-direita para o meio para arrematar, de esquerda, ele que é canhoto. Que Michel Bastos se cuide.
Foi dessa maneira que Robben marcou o primeiro gol da Holanda. E mais craque ainda é Sneijder, companheiro de Júlio César na Inter de Milão, onde foi pentacampeão italiano e campeão também da Champions League. É o chamado cérebro do time.
E sem essa que a Eslováquia era Seleção fácil de ser batida. Foi ela quem mandou de volta para a casa a Itália, com seu título de campeão do mundo e tudo, contando ainda com um dos artilheiros da Copa, Vittek com quatro gols. Nesta segunda-feira, Vittek marcou o gol da Eslováquia, de pênalti, aos 48 minutos do segundo tempo.
Com a Holanda pela frente, o Brasil pode até ganhar e cultivar o sonho do Hexa. Mas, creiam, acabou a moleza.
Por outro lado, não me lembro de uma defesa importante sequer de Júlio César, o grande goleiro do Brasil. O Chile de Marcelo “El Loco” Bielsa ciscou, ciscou, mas sem nenhuma objetividade. Aliás, só melhoraram um pouco os chilenos quando Bielsa colocou em campo o hábil Valdívia, nosso velho conhecido, que articulou as poucas jogadas mais agudas de sua equipe.
Até sair o gol de Juan, o Brasil teve certa dificuldade pela marcação individual que o Chile fez sobre Kaká e Robinho, alem de cuidar com muito empenho em evitar as arrancas de Maicon, pela direita. Mas com o nosso primeiro gol, o Chile teve de se abrir mais e começou a surgir a intensa movimentação de Kaká e a velocidade de Ramires- um segundo volante bem mais rápido e ofensivo do que Felipe Melo, que está machucado. Só que, pena, Ramires levou o segundo cartão amarelo e está suspenso.
Assim, os foram saindo os gols naturalmente. E como é que o Chile ia entrar mesmo em nossa defesa, ficando cara a cara com o Júlio César? Nem pensar. Ou só em sonho, pois temos a melhor dupla de zagueiros desta Copa, formada por Lúcio e Juan
Bem, lá estamos nas quartas de final, tendo a Holanda pela frente. O que, é claro, significa um duelo perigoso. Muito perigoso.
A HOLANDA EM NOSSO CAMINHO
Dona de futebol vistoso e eficiente, sem perder há quase dois anos, a Holanda venceu com toda a justiça a Eslováquia, 2 a 1. E os autores de seus gols, Robben (eleito o melhor em campo) e Sneidjer são também as maiores estrelas dessa equipe que ainda nem jogou o que sabe: Robben só agora está mesmo recuperado de sua contusão e começa a mostrar sua principal jogada, saindo da ponta-direita para o meio para arrematar, de esquerda, ele que é canhoto. Que Michel Bastos se cuide.
Foi dessa maneira que Robben marcou o primeiro gol da Holanda. E mais craque ainda é Sneijder, companheiro de Júlio César na Inter de Milão, onde foi pentacampeão italiano e campeão também da Champions League. É o chamado cérebro do time.
E sem essa que a Eslováquia era Seleção fácil de ser batida. Foi ela quem mandou de volta para a casa a Itália, com seu título de campeão do mundo e tudo, contando ainda com um dos artilheiros da Copa, Vittek com quatro gols. Nesta segunda-feira, Vittek marcou o gol da Eslováquia, de pênalti, aos 48 minutos do segundo tempo.
Com a Holanda pela frente, o Brasil pode até ganhar e cultivar o sonho do Hexa. Mas, creiam, acabou a moleza.
Santos recebe proposta milionária por Neymar e abre negociação
O Santos recebeu nesta terça-feira uma proposta oficial pelo atacante Neymar, de 18 anos. O West Ham, da Inglaterra, teria oferecido cerca de 20 milhões de euros pela jóia santista, segundo apurou o GLOBOESPORTE.COM. O clube londrino, no entanto, seria apenas uma ponte para o atleta se adaptar antes de se transferir para o Chelsea, no final do ano.
A multa rescisória de Neymar é de 35 milhões de euros, e a diretoria santista vem afirmando que não pretende vender os destaques da equipe por menos que os valores estabelecidos em contrato.
No entanto, a pressão por parte do atleta pode ser grande por se tratar de uma oferta muito boa financeiramente, além do Chelsea, para onde o jogador de 18 anos iria no final do ano, ser um dos maiores clubes da Europa.
O time da Vila Belmiro é dono de 60% dos direitos econômicos do jogador, enquanto o grupo DIS detém outros 40%. Os dirigentes do Santos não atenderam o telefone durante esta terça-feira, enquanto que o técnico Dorival Junior disse em entrevista coletiva que pretende contar com os jogadores ao menos até o final da temporada.
Com a proposta por Neymar, o Santos aumenta para três o número de jogadores que entraram de vez na mira do futebol estrangeiro, sem contar o atacante André, que já foi vendido para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia.
O meia Paulo Henrique Ganso interessa ao Lyon, da França, que estaria disposto a pagar 10 milhões de euros pelo jogador. Já o volante Wesley deve receber nos próximos dias uma proposta maior do que a do Werder Bremen, da Alemanha, que bateu na casa dos cinco milhões de euros.
A multa rescisória de Neymar é de 35 milhões de euros, e a diretoria santista vem afirmando que não pretende vender os destaques da equipe por menos que os valores estabelecidos em contrato.
No entanto, a pressão por parte do atleta pode ser grande por se tratar de uma oferta muito boa financeiramente, além do Chelsea, para onde o jogador de 18 anos iria no final do ano, ser um dos maiores clubes da Europa.
O time da Vila Belmiro é dono de 60% dos direitos econômicos do jogador, enquanto o grupo DIS detém outros 40%. Os dirigentes do Santos não atenderam o telefone durante esta terça-feira, enquanto que o técnico Dorival Junior disse em entrevista coletiva que pretende contar com os jogadores ao menos até o final da temporada.
Com a proposta por Neymar, o Santos aumenta para três o número de jogadores que entraram de vez na mira do futebol estrangeiro, sem contar o atacante André, que já foi vendido para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia.
O meia Paulo Henrique Ganso interessa ao Lyon, da França, que estaria disposto a pagar 10 milhões de euros pelo jogador. Já o volante Wesley deve receber nos próximos dias uma proposta maior do que a do Werder Bremen, da Alemanha, que bateu na casa dos cinco milhões de euros.
sábado, 26 de junho de 2010
E o Brasil enfrenta o Chile, freguês e desfalcado.
Depois do empate sem graça diante do Portugal, num zero a zero que deixou dúvidas quanto ao nosso futebol quando não jogam Kaká e Robinho, a Seleção Brasileira teve uma boa notícia depois dos últimos jogos: o Chile perdeu para a Espanha (uma das favoritas ao título), por 2 a 1, e será o nosso adversário no mata-mata, pelas oitavas de final que teremos pela frente.
E ainda pior para os chilenos: em partida em que até começou melhor do que a Espanha, seus jogadores ficaram nervosos depois do primeiro gol sofrido (David Villa, da intermediária) até pela falha de seu goleiro, Bravo, e passaram a tentar conter os espanhóis com jogadas mais violentas. O resultado disso foi péssimo para o Chile que, numa só partida, perderam quase toda a defesa para enfrentar o Brasil: Ponce e Medel (suspensos pelo segundo cartão amarelo) e Estrada.
Ora, pelo menos na teoria, um convite ao gol para o Brasil que, pelo menos ao que consta, terá a volta de Kaká e de Robinho, além do possível retorno de Elano. Robinho, por sinal, tem o hábito de infernizar a vida dos zagueiros chilenos, mesmo os titulares, quanto mais com os reservas... Creio que muita gente se lembra de uma goleada de 6 que o Brasil enfiou na Chile numa Copa América, já sob o comando de Dunga, quando Robinho marcou três gols. E pelas Eliminatórias, ele mesmo, Robinho, foi endiabrado em nossa vitória em Santiago do Chile.
Quanto aos chilenos, não entendia bem a saída de Valdívia, no intervalo, pois era ele quem tomava as melhores iniciativas de sua equipe. Mas o técnico Bielsa tinha mesmo de tentar alguma coisa, pois saiu de campo no primeiro tempo perdendo por 2 a 0 (Iniesta marcara o segundo gol espanhol) e a Suíça, muita gente esperava, a qualquer momento poderia fazer o gol que, se continuasse assim para espanhóis e chilenos, lhe daria a classificação.
Pois decidiram os Deuses do Olimpo que nada disso acontecesse, pois seria injusta a classificação de uma equipe incompetente para marcar- no caso, a Suíça- ou a precoce saída de quem já tinha vencido duas partidas, neste caso o Chile. Assim, mesmo com dez jogadores, os chilenos ainda fizeram um gol (marcado por Rodrigo Millar) e os suíços não tiveram a manha de fazer um golzinho sequer em Honduras, terminando no melancólico zero a zero.
Teremos, pois, uma tarefa nem tão dura pela frente; o Chile!
EM OUTRAS COPAS FOI ASSIM:
Sem recorrer às estatísticas, pelo que me vem à memória, Brasil e Chile se enfrentaram por duas vezes valendo pela Copa do Mundo. Na primeira vez, foi no Chile mesmo, em 1962, quando vencemos a seleção anfitriã daquela Copa, dois gols de Vavá e dois de Mané Garrincha. O jogo terminou 4 a 2 para o Brasil e Garrincha foi expulso- embora tenha jogado a final, contra a Thecoslováquia, na final que nos deu o bicampeonato.
E na segunda vez, outra vitória brasileira, 4 a 1, na Copa do Mundo da França, em 1998, em que saímos com o vice-campeonato, por aquela derrota para os franceses, por 3 a 0, em Zidane fez dois gols de cabeça.
Assim, que me perdoem os amigos chilenos, que me são tão simpáticos: o Chile é nosso velho freguês. Ou será que a História quer nos pregar uma surpresa?
E ainda pior para os chilenos: em partida em que até começou melhor do que a Espanha, seus jogadores ficaram nervosos depois do primeiro gol sofrido (David Villa, da intermediária) até pela falha de seu goleiro, Bravo, e passaram a tentar conter os espanhóis com jogadas mais violentas. O resultado disso foi péssimo para o Chile que, numa só partida, perderam quase toda a defesa para enfrentar o Brasil: Ponce e Medel (suspensos pelo segundo cartão amarelo) e Estrada.
Ora, pelo menos na teoria, um convite ao gol para o Brasil que, pelo menos ao que consta, terá a volta de Kaká e de Robinho, além do possível retorno de Elano. Robinho, por sinal, tem o hábito de infernizar a vida dos zagueiros chilenos, mesmo os titulares, quanto mais com os reservas... Creio que muita gente se lembra de uma goleada de 6 que o Brasil enfiou na Chile numa Copa América, já sob o comando de Dunga, quando Robinho marcou três gols. E pelas Eliminatórias, ele mesmo, Robinho, foi endiabrado em nossa vitória em Santiago do Chile.
Quanto aos chilenos, não entendia bem a saída de Valdívia, no intervalo, pois era ele quem tomava as melhores iniciativas de sua equipe. Mas o técnico Bielsa tinha mesmo de tentar alguma coisa, pois saiu de campo no primeiro tempo perdendo por 2 a 0 (Iniesta marcara o segundo gol espanhol) e a Suíça, muita gente esperava, a qualquer momento poderia fazer o gol que, se continuasse assim para espanhóis e chilenos, lhe daria a classificação.
Pois decidiram os Deuses do Olimpo que nada disso acontecesse, pois seria injusta a classificação de uma equipe incompetente para marcar- no caso, a Suíça- ou a precoce saída de quem já tinha vencido duas partidas, neste caso o Chile. Assim, mesmo com dez jogadores, os chilenos ainda fizeram um gol (marcado por Rodrigo Millar) e os suíços não tiveram a manha de fazer um golzinho sequer em Honduras, terminando no melancólico zero a zero.
Teremos, pois, uma tarefa nem tão dura pela frente; o Chile!
EM OUTRAS COPAS FOI ASSIM:
Sem recorrer às estatísticas, pelo que me vem à memória, Brasil e Chile se enfrentaram por duas vezes valendo pela Copa do Mundo. Na primeira vez, foi no Chile mesmo, em 1962, quando vencemos a seleção anfitriã daquela Copa, dois gols de Vavá e dois de Mané Garrincha. O jogo terminou 4 a 2 para o Brasil e Garrincha foi expulso- embora tenha jogado a final, contra a Thecoslováquia, na final que nos deu o bicampeonato.
E na segunda vez, outra vitória brasileira, 4 a 1, na Copa do Mundo da França, em 1998, em que saímos com o vice-campeonato, por aquela derrota para os franceses, por 3 a 0, em Zidane fez dois gols de cabeça.
Assim, que me perdoem os amigos chilenos, que me são tão simpáticos: o Chile é nosso velho freguês. Ou será que a História quer nos pregar uma surpresa?
Fifa arma esquema especial para clássico na Copa
A Fifa fará um esquema especial de segurança para o jogo de amanhã, entre Inglaterra e Alemanha, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo. O confronto foi considerado de segurança máxima pela entidade, que revelou ter discutido novas medidas de segurança com o Comitê Organizador Local do Mundial.
"Anteontem fizemos uma reunião. Haverá um aumento no número de seguranças. Alguns vocês verão, outros vocês não conseguirão ver", disse Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa.
O jogo foi enquadrado no mesmo nível do confronto entre Inglaterra e EUA, pela abertura do Grupo C do Mundial. Na ocasião, o receio era contra atentados terroristas na partida. Agora, como há uma histórica rivalidade entre ingleses e alemães, a Fifa considera ser importante evitar confrontos entre torcedores.
Em Rustenburgo, palco do jogo entre ingleses e alemães, ocorreu o maior esquema de segurança nos jogos deste Mundial. Por conta disso, a saída de torcedores do estádio foi caótica. Com todos os acessos fecahdos para aumentar a vigia sobre os torcedores, as pessoas demoravam cerca de 2h para conseguir deixar o estádio.
"Anteontem fizemos uma reunião. Haverá um aumento no número de seguranças. Alguns vocês verão, outros vocês não conseguirão ver", disse Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa.
O jogo foi enquadrado no mesmo nível do confronto entre Inglaterra e EUA, pela abertura do Grupo C do Mundial. Na ocasião, o receio era contra atentados terroristas na partida. Agora, como há uma histórica rivalidade entre ingleses e alemães, a Fifa considera ser importante evitar confrontos entre torcedores.
Em Rustenburgo, palco do jogo entre ingleses e alemães, ocorreu o maior esquema de segurança nos jogos deste Mundial. Por conta disso, a saída de torcedores do estádio foi caótica. Com todos os acessos fecahdos para aumentar a vigia sobre os torcedores, as pessoas demoravam cerca de 2h para conseguir deixar o estádio.
Jabulani torna-se líder de vendas mundial
Fale mal, mas fale de mim. A tese parece se aplicar, pelo menos até pouco mais da metade da Copa, para a Jabulani, a bola do Mundial. Todo o frenesi causado em torno da Jabulani, que até nome virou, fez com que a Adidas batesse recorde de vendas do objeto.
De acordo com Thomas Van Schaik, chefe global de relações públicas da fabricante alemã, já foram vendidas 13 milhões de unidades da Jabulani, das 20 milhões de bolas vendidas pela empresa neste ano. O número é visto com otimismo pela Adidas, que calcula poder ultrapassar ainda mais a marca até o final da Copa. Com isso, a Jabulani é a bola mais vendida do mundo, seguida pela bola da Liga dos Campeões da Europa, também da Adidas, que comercializou 3,5 milhões de unidades neste ano.
No final das contas, a polêmica em torno da bola da Copa até ajudou para que esses resultados fossem alcançados. Com a mídia em todo o mundo dando ainda mais bola para a bola, aguçou no consumidor o desejo de conhecer a famosa Jabulani. Seja para dizer que faz melhor que o cara na Copa, seja para justificar o mau desempenho na pelada de final de semana.
De acordo com Thomas Van Schaik, chefe global de relações públicas da fabricante alemã, já foram vendidas 13 milhões de unidades da Jabulani, das 20 milhões de bolas vendidas pela empresa neste ano. O número é visto com otimismo pela Adidas, que calcula poder ultrapassar ainda mais a marca até o final da Copa. Com isso, a Jabulani é a bola mais vendida do mundo, seguida pela bola da Liga dos Campeões da Europa, também da Adidas, que comercializou 3,5 milhões de unidades neste ano.
No final das contas, a polêmica em torno da bola da Copa até ajudou para que esses resultados fossem alcançados. Com a mídia em todo o mundo dando ainda mais bola para a bola, aguçou no consumidor o desejo de conhecer a famosa Jabulani. Seja para dizer que faz melhor que o cara na Copa, seja para justificar o mau desempenho na pelada de final de semana.
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Ciao, Adieu: Itália e França de Mãos dadas. E o Mercado da Bola.
Há quatro anos, a cena seria inimaginável: a campeã do mundo era a Itália, tendo a França como vice, em inesquecível decisão por pênaltis, num jogo que até a cabeçada de Zidane em Materazzi- o que custou a carreira do melhor jogador francês de todos os tempos, pois Zizou resolveu se aposentar.
E agora, repito, apenas quatro anos depois, Itália e França se despedem da Copa, desclassificadas na primeira fase, sem sequer chegarem às emoções do mata-mata.
Depois dos franceses (que nesta quinta-feira chegaram a Paris, sob forte proteção policial), foi a vez da Itália, a (ex?) grande Azzurra ser eliminada, batida pela Eslováquia, por 3 a 2. Um resultado justo.
E se a participação da França foi um escândalo, devido também ao comportamento de seus jogadores e do técnico Domenech, podemos chamar de melancólica a passagem da Itália por esta Copa da África do Sul: dois empates e uma derrota- a desta quinta-feira-, com um futebol fraco demais para quem já tem 4 títulos na História das Copas, perdendo em número de títulos apenas para o Brasil, que tem cinco.
E o pior é que, embora melancólico, o que aconteceu não chega a ser nenhuma grande surpresa: contando com jogadores envelhecidos e outros com deficiência técnica, os italianos não vencem uma partida oficial desde novembro do ano passado. Estão em baixa os jogadores italianos, tanto que a pentacampeã da Itália e campeã também da Champions League, a Inter de Milão, não tem nenhum italiano como titular. E nem o técnico, pois quem dirigiu a Inter nessas conquistas foi o português José Mourinho.
O fracasso talvez tenha como principal causa o hábito de a Itália importar jogadores demais, sem se importar com suas próprias revelações. O resultado é esse: times fortes, Seleção fraca.
Ou melhor: fraca e melancólica.
TINGA NO PALMEIRAS? DIDA NO CORINTHIANS?
O Mercado da Bola, por aqui, está se agitando. Talvez não como em tempos mais recentes, mas vai... No Corinthians, por exemplo, se o goleiro Felipe (que pediu para ser negociado) for realmente para o Genoa, o nome preferido de muitos corintianos é o do goleiro Dida, que já teve boa passagem pelo clube e não deve continuar no clube. A outra opção é o ex-palmeirense Diego Cavalieri, insatisfeito na reserva do Liverpool, onde ocupa a reserva do espanhol Reina. Reina, que, por ironia, é quase um sósia de Marcos. De quem Diego foi reserva por muito tempo.
E a novidade que está para estourar, ou melhor, se consumar, é a contratação do meio-campista Tinga, da Ponte Preta, pelo Palmeiras. Trata-se de um jogador de muitas virtudes, de rara habilidade, é jovem (20 anos) e que, em minha opinião, tem tudo para se tornar craque.
Enquanto isto, pelo Brasil, o Botafogo festeja a volta de Maicosuel, meia que encantou a torcida do Bota, no ano passado, ao mesmo tempo que o Inter de Porto Alegre já está contando com Leonardo, lateral esquerdo(ex- Portuguesa), que, dizem, estava quase acertado com o Palmeiras mas teria sido vetado Por Felipão- que deseja um jogador mais defensivo para a posição.
O ESTÁDIO DE PIRITUBA. OU : A CONFIRMAÇÃO
Batendo com o que foi publicado neste espaço há dois dias, a sempre bem-informada jornalista do Estadão, Sonia Racy, informa em seu “Direto da Fonte”, sob o título de Copa em Sampa que “ São Paulo volta a colocar o pé na Copa de 2014. Kassab acaba de avisar os membros da FIFA que fechou o projeto e a equação financeira- incluindo as garantias financeiras necessárias para construir novo estádio em Pirituba”
(A minha fonte, que até hoje não falhou, reitera que, além disso, o projeto deve ser dividido em cotas, o que interessaria diretamente ao Corinthians, que teria o maior número delas.)
E ainda, segundo a jornalista Sonia Racy, agora resumindo, o desenho original do Piritubão seria para 45 mil pessoas, podendo, porém, ser ampliado para 60 mil assentos, caso permaneça o sonho de São Paulo sediar a partida de abertura da Copa.
Esperemos, agora, pelos próximos capítulos. Sim, pois que se tudo der certo, a decisão será anunciada apenas após a Copa da África do Sul.
Por enquanto, a Prefeitura nega.
E agora, repito, apenas quatro anos depois, Itália e França se despedem da Copa, desclassificadas na primeira fase, sem sequer chegarem às emoções do mata-mata.
Depois dos franceses (que nesta quinta-feira chegaram a Paris, sob forte proteção policial), foi a vez da Itália, a (ex?) grande Azzurra ser eliminada, batida pela Eslováquia, por 3 a 2. Um resultado justo.
E se a participação da França foi um escândalo, devido também ao comportamento de seus jogadores e do técnico Domenech, podemos chamar de melancólica a passagem da Itália por esta Copa da África do Sul: dois empates e uma derrota- a desta quinta-feira-, com um futebol fraco demais para quem já tem 4 títulos na História das Copas, perdendo em número de títulos apenas para o Brasil, que tem cinco.
E o pior é que, embora melancólico, o que aconteceu não chega a ser nenhuma grande surpresa: contando com jogadores envelhecidos e outros com deficiência técnica, os italianos não vencem uma partida oficial desde novembro do ano passado. Estão em baixa os jogadores italianos, tanto que a pentacampeã da Itália e campeã também da Champions League, a Inter de Milão, não tem nenhum italiano como titular. E nem o técnico, pois quem dirigiu a Inter nessas conquistas foi o português José Mourinho.
O fracasso talvez tenha como principal causa o hábito de a Itália importar jogadores demais, sem se importar com suas próprias revelações. O resultado é esse: times fortes, Seleção fraca.
Ou melhor: fraca e melancólica.
TINGA NO PALMEIRAS? DIDA NO CORINTHIANS?
O Mercado da Bola, por aqui, está se agitando. Talvez não como em tempos mais recentes, mas vai... No Corinthians, por exemplo, se o goleiro Felipe (que pediu para ser negociado) for realmente para o Genoa, o nome preferido de muitos corintianos é o do goleiro Dida, que já teve boa passagem pelo clube e não deve continuar no clube. A outra opção é o ex-palmeirense Diego Cavalieri, insatisfeito na reserva do Liverpool, onde ocupa a reserva do espanhol Reina. Reina, que, por ironia, é quase um sósia de Marcos. De quem Diego foi reserva por muito tempo.
E a novidade que está para estourar, ou melhor, se consumar, é a contratação do meio-campista Tinga, da Ponte Preta, pelo Palmeiras. Trata-se de um jogador de muitas virtudes, de rara habilidade, é jovem (20 anos) e que, em minha opinião, tem tudo para se tornar craque.
Enquanto isto, pelo Brasil, o Botafogo festeja a volta de Maicosuel, meia que encantou a torcida do Bota, no ano passado, ao mesmo tempo que o Inter de Porto Alegre já está contando com Leonardo, lateral esquerdo(ex- Portuguesa), que, dizem, estava quase acertado com o Palmeiras mas teria sido vetado Por Felipão- que deseja um jogador mais defensivo para a posição.
O ESTÁDIO DE PIRITUBA. OU : A CONFIRMAÇÃO
Batendo com o que foi publicado neste espaço há dois dias, a sempre bem-informada jornalista do Estadão, Sonia Racy, informa em seu “Direto da Fonte”, sob o título de Copa em Sampa que “ São Paulo volta a colocar o pé na Copa de 2014. Kassab acaba de avisar os membros da FIFA que fechou o projeto e a equação financeira- incluindo as garantias financeiras necessárias para construir novo estádio em Pirituba”
(A minha fonte, que até hoje não falhou, reitera que, além disso, o projeto deve ser dividido em cotas, o que interessaria diretamente ao Corinthians, que teria o maior número delas.)
E ainda, segundo a jornalista Sonia Racy, agora resumindo, o desenho original do Piritubão seria para 45 mil pessoas, podendo, porém, ser ampliado para 60 mil assentos, caso permaneça o sonho de São Paulo sediar a partida de abertura da Copa.
Esperemos, agora, pelos próximos capítulos. Sim, pois que se tudo der certo, a decisão será anunciada apenas após a Copa da África do Sul.
Por enquanto, a Prefeitura nega.
Na África, maior legado é "febre" americana
Ninguém entende tanto de negócios do esporte quanto os americanos. São eles, afinal, os inventores dos primeiros casos de promoção de marcas por meio das competições esportivas, desde o começo dos anos 1900. Mas, até então, o futebol vivia meio que à margem dessa realidade dos Estados Unidos.
A liga profissional do "soccer" só foi ser formada em 1995, meio que à força, depois de o país abrigar a Copa do Mundo um ano antes. E, desde então, a MLS sobrevive a duras penas, graças a ideias de marketing e lampejos de bom investimento de empresários que veem ali uma chance de se fazer dinheiro.
Mas parece que, agora, os EUA decidiram se render ao futebol. Graças a uma geração de atletas talentosos, que consegue levar seu time aos lugares mais altos do futebol mundial. A emocionante vitória sobre a Argélia dá a mostra de quanto o futebol começou a ser repercutido no país. Twitter com celebridades de outras modalidades e até relatos de festa na Casa Branca evidenciam que uma possível febre de bola pode tomar conta dos americanos nos próximos dias.
Se isso, de fato, acontecer, o maior beneficiado será o esporte.
O Mundial da África do Sul pode ter como grande legado o despertar do interesse americano pelo futebol. Vindo da nação que mais sabe fazer do esporte um show para o público, essa pode ser uma das melhores notícias para a globalização completa do esporte mais globalizado do mundo. E o impacto disso poderá ser sentido nos próximos anos, com um aumento do interesse de TVs, empresas e público americano pelo futebol.
Ainda é cedo para dizer, mas há uma tendência para que o futebol ganhe mais um mercado nessa Copa da África. E que mercado!
A liga profissional do "soccer" só foi ser formada em 1995, meio que à força, depois de o país abrigar a Copa do Mundo um ano antes. E, desde então, a MLS sobrevive a duras penas, graças a ideias de marketing e lampejos de bom investimento de empresários que veem ali uma chance de se fazer dinheiro.
Mas parece que, agora, os EUA decidiram se render ao futebol. Graças a uma geração de atletas talentosos, que consegue levar seu time aos lugares mais altos do futebol mundial. A emocionante vitória sobre a Argélia dá a mostra de quanto o futebol começou a ser repercutido no país. Twitter com celebridades de outras modalidades e até relatos de festa na Casa Branca evidenciam que uma possível febre de bola pode tomar conta dos americanos nos próximos dias.
Se isso, de fato, acontecer, o maior beneficiado será o esporte.
O Mundial da África do Sul pode ter como grande legado o despertar do interesse americano pelo futebol. Vindo da nação que mais sabe fazer do esporte um show para o público, essa pode ser uma das melhores notícias para a globalização completa do esporte mais globalizado do mundo. E o impacto disso poderá ser sentido nos próximos anos, com um aumento do interesse de TVs, empresas e público americano pelo futebol.
Ainda é cedo para dizer, mas há uma tendência para que o futebol ganhe mais um mercado nessa Copa da África. E que mercado!
sábado, 19 de junho de 2010
Na Copa, Zebras. Por aqui, o Mercado da Bola.
Que Drogba, com o braço quebrado e gesso, não seja a Zebra a assustar o Brasil neste domingo, pois que ela anda à solta nesta Copa. Confesso que me surpreendi ao ver a Alemanha batida pela Sérvia (1 a 0), depois de ter estreado tão bem, enfiando logo quatro a zero na Austrália. Não era a melhor Seleção da Copa? E ainda, apesar da fama de fria e calculista, esta Alemanha que já disputou sete finais de Copa do Mundo ainda se dá ao luxo de desperdiçar um pênalti, não muito bem cobrado por Podolski. É de doer.
Também foi grande a Zebra que atormentou a Inglaterra, no empate de zero a zero diante da frágil Argélia. Os ingleses vinham de um empate contra os Estados Unidos, é verdade, mas possuem figuras caríssimas, desde o técnico (o italiano Capello) chegando até a um dos mais cobiçados e eficientes centroavantes do mundo (Wayne Rooney), passando ainda por celebridades como Lampard (do Chelsea) e Gerrard (do Liverpool), todos remunerados a peso de ouro.
Tudo isso para empatar com Argélia e Estados Unidos?
E por falar em Estados Unidos, foi empolgante a sua reação diante da Eslovênia, quando, perdendo por 2 a 0, teve forças para empatar o jogo. E só não ganhou graças a um erro grosseiro da arbitragem, que lhe tirou um gol, legítimo, logo muito mal anulado.
Pelo andar da carruagem, veremos outras vezes o fantasma, a Zebra, pois o futebol está nivelado por baixo. Sei que as coisas vão melhorar quando chegar o mata-mata. Só que, por enquanto apenas a Argentina de Maradona e Messi destoam da péssima qualidade desta Copa.
O amigo já viu Copa mais chata?
O MERCADO DA BOLA
Em função da qualidade técnica exibida em campos da África do Sul, já tem muita gente com saudades do Campeonato Brasileiro. E também esperam os torcedores, com ansiedade, notícias de transações dos jogadores. Pelo que consta, no Rio, o time da vez é o Flumiense, que consumou a vinda de Émerson “Sheik” (ex- Flamengo) para compor a dupla de área com Fred. Isto é: se Fred não for contratado pelo italiano Napoli.
Não se pode desprezar também o retorno de Tinga ao Inter de Porto Alegre, ele Tinga, volante que sabe marcar e atacar, veloz em suas arrancadas. Voltou também ao Colorado o goleiro Renan, belo reforço, pois acho o argentino Abondazzieri já deu o que tinha de dar para defender suas redes.
E em São Paulo? Bem, por aqui, o Santo corre atrás de um artilheiro (fala-se, de novo, em Keirrison) para ocupar o lugar de André, negociado com o Dinamo de Kiev por 8 milhões de euros. No Corinthians, há quem diga ser inevitável a saída de Elias e Dentinho, perdas importantes para o líder do Campeonato Brasileiro.
Já o São Paulo está quieto, briga mais por ter sido descartado o Morumbi da Copa de 2014, mas não duvido que, embora o jogador fale o contrário, esteja de olho em Ricardo Oliveiira- ele é um dos seus antigos sonhos. Como sonho para o Palmeiras é consumar a volta de Valdívia, El Mago, depois da Copa, para que se junte a Felipão, Kleber e outras novidades que podem surgir.
Também foi grande a Zebra que atormentou a Inglaterra, no empate de zero a zero diante da frágil Argélia. Os ingleses vinham de um empate contra os Estados Unidos, é verdade, mas possuem figuras caríssimas, desde o técnico (o italiano Capello) chegando até a um dos mais cobiçados e eficientes centroavantes do mundo (Wayne Rooney), passando ainda por celebridades como Lampard (do Chelsea) e Gerrard (do Liverpool), todos remunerados a peso de ouro.
Tudo isso para empatar com Argélia e Estados Unidos?
E por falar em Estados Unidos, foi empolgante a sua reação diante da Eslovênia, quando, perdendo por 2 a 0, teve forças para empatar o jogo. E só não ganhou graças a um erro grosseiro da arbitragem, que lhe tirou um gol, legítimo, logo muito mal anulado.
Pelo andar da carruagem, veremos outras vezes o fantasma, a Zebra, pois o futebol está nivelado por baixo. Sei que as coisas vão melhorar quando chegar o mata-mata. Só que, por enquanto apenas a Argentina de Maradona e Messi destoam da péssima qualidade desta Copa.
O amigo já viu Copa mais chata?
O MERCADO DA BOLA
Em função da qualidade técnica exibida em campos da África do Sul, já tem muita gente com saudades do Campeonato Brasileiro. E também esperam os torcedores, com ansiedade, notícias de transações dos jogadores. Pelo que consta, no Rio, o time da vez é o Flumiense, que consumou a vinda de Émerson “Sheik” (ex- Flamengo) para compor a dupla de área com Fred. Isto é: se Fred não for contratado pelo italiano Napoli.
Não se pode desprezar também o retorno de Tinga ao Inter de Porto Alegre, ele Tinga, volante que sabe marcar e atacar, veloz em suas arrancadas. Voltou também ao Colorado o goleiro Renan, belo reforço, pois acho o argentino Abondazzieri já deu o que tinha de dar para defender suas redes.
E em São Paulo? Bem, por aqui, o Santo corre atrás de um artilheiro (fala-se, de novo, em Keirrison) para ocupar o lugar de André, negociado com o Dinamo de Kiev por 8 milhões de euros. No Corinthians, há quem diga ser inevitável a saída de Elias e Dentinho, perdas importantes para o líder do Campeonato Brasileiro.
Já o São Paulo está quieto, briga mais por ter sido descartado o Morumbi da Copa de 2014, mas não duvido que, embora o jogador fale o contrário, esteja de olho em Ricardo Oliveiira- ele é um dos seus antigos sonhos. Como sonho para o Palmeiras é consumar a volta de Valdívia, El Mago, depois da Copa, para que se junte a Felipão, Kleber e outras novidades que podem surgir.
domingo, 13 de junho de 2010
Felipão e Palmeiras: Anúncio até Terça. E o Belo Futebol da Argentina.
Começo pela Argentina que, para o bem do futebol, exibiu algo diante da veloz Nigéria que não fora visto na rodada inaugural da Copa do Mundo: exibiu talento, pelo menos um pouco do que se chama de arte, pois que, ainda que imperfeita por suas falhas defensivas, a equipe de Dieguito Maradona tem um belo toque de bola do meio- campo para a frente.
A vitória foi apertada no placar (só 1 a 0, gol de Heinze), mas só não foi bem maior porque o goleiro da Nigéria, Vincent Enyeama, parecia uma verdadeira muralha a evitar que os arremates de Higuain- por três vezes- e de Messi se transformassem em outros gols. Messi por sinal aplicou alguns dribles preciosos e se souber dosar a energia (vem de uma longa temporada), poderá ser em sua Seleção o que é no Barcelona: uma máquina de jogar futebol.
Por sua vez, a Nigéria valorizou a vitória argentina, bem dirigida pelo sueco Lars Lagerback, mostrando-se bem rápida em seus contra-ataques, explorando bem o lado direito da defesa inimiga (a Argentina joga sem lateral-direito), embora pecasse nos arremates- um de seus velhos defeitos.
Mas ninguém pode se queixar, desta vez: foi um belo jogo, enfim um jogo atraente, digno de uma Copa do Mundo que começa a prometer emoções daqui para frente. Que a retranca seja expulsa. Da Copa e do campo.
FELIPÃO E O PALMEIRAS
Que já está tudo acertado entre as partes, não se tem mais dúvidas. Mas fica sempre aquela coisa no ar, que inquieta a torcida, na base de por que não se anuncia logo, de uma vez, que Felipão já é o técnico do Palmeiras? Pelo que fiquei sabendo, as coisas batem com que o que foi publicado pela Folha neste sábado e que nos próximos dias tudo será oficializado.
Quando? Ainda pelo que fiquei sabendo, por fonte segura, a intenção do Palmeiras era anunciar Felipão na sexta-feira, mas, por preferência do treinador, a fumacinha branca ficou para a próxima semana, mais precisamente na terça-feira. Só não sei se foi lembrado que na terça-feira estréia o Brasil na Copa, o que talvez torne menor o impacto. O que talvez seja um mero detalhe para a torcida do Palmeiras que, esperançosa desde a volta de Kleber, se importa mesmo é com a vinda de Felipão e de mais jogadores, não se prendendo aos efeitos do marketing.
E por falar em jogadores, também soube que, cada vez mais, parece muito estranha a relação entre Palmeiras e Traffic: depois de Diego Souza (com situação indefinida) e Bruno Paulo (dispensado) será a vez de Paulo Henrique ir embora, assim como Marquinhos- que não terá o contrato renovado. Quem sobrou da Traffic então no Palmeiras? Pelo que me consta, apenas Cleiton Xavier.
E até quando?
KEIRRISON NO SANTOS?
Creio que seria uma boa solução para este jovem centroavante que, depois de se insinuar como grande artilheiro foi para a Europa colher fracassos, no Benfica de Portugal, e na Fiorentina da Itália, que já anunciou não contar mais com seu futebol.
Agora, até o pai de Keirrison- que pertence ao Barcelona- já acha uma boa ver o filho no Santos, dirigido outra vez por Dorival Júnior. Na Vila, Keirrison poderia aproveitar o seu ponto forte, o arremate, aproveitando-se das jogadas de Neymar e Ganso. Isso porque é iminente a saída do centroavante André e praticamente certa a volta de Robinho para a Europa, no Manchester City ou outra equipe.
A vitória foi apertada no placar (só 1 a 0, gol de Heinze), mas só não foi bem maior porque o goleiro da Nigéria, Vincent Enyeama, parecia uma verdadeira muralha a evitar que os arremates de Higuain- por três vezes- e de Messi se transformassem em outros gols. Messi por sinal aplicou alguns dribles preciosos e se souber dosar a energia (vem de uma longa temporada), poderá ser em sua Seleção o que é no Barcelona: uma máquina de jogar futebol.
Por sua vez, a Nigéria valorizou a vitória argentina, bem dirigida pelo sueco Lars Lagerback, mostrando-se bem rápida em seus contra-ataques, explorando bem o lado direito da defesa inimiga (a Argentina joga sem lateral-direito), embora pecasse nos arremates- um de seus velhos defeitos.
Mas ninguém pode se queixar, desta vez: foi um belo jogo, enfim um jogo atraente, digno de uma Copa do Mundo que começa a prometer emoções daqui para frente. Que a retranca seja expulsa. Da Copa e do campo.
FELIPÃO E O PALMEIRAS
Que já está tudo acertado entre as partes, não se tem mais dúvidas. Mas fica sempre aquela coisa no ar, que inquieta a torcida, na base de por que não se anuncia logo, de uma vez, que Felipão já é o técnico do Palmeiras? Pelo que fiquei sabendo, as coisas batem com que o que foi publicado pela Folha neste sábado e que nos próximos dias tudo será oficializado.
Quando? Ainda pelo que fiquei sabendo, por fonte segura, a intenção do Palmeiras era anunciar Felipão na sexta-feira, mas, por preferência do treinador, a fumacinha branca ficou para a próxima semana, mais precisamente na terça-feira. Só não sei se foi lembrado que na terça-feira estréia o Brasil na Copa, o que talvez torne menor o impacto. O que talvez seja um mero detalhe para a torcida do Palmeiras que, esperançosa desde a volta de Kleber, se importa mesmo é com a vinda de Felipão e de mais jogadores, não se prendendo aos efeitos do marketing.
E por falar em jogadores, também soube que, cada vez mais, parece muito estranha a relação entre Palmeiras e Traffic: depois de Diego Souza (com situação indefinida) e Bruno Paulo (dispensado) será a vez de Paulo Henrique ir embora, assim como Marquinhos- que não terá o contrato renovado. Quem sobrou da Traffic então no Palmeiras? Pelo que me consta, apenas Cleiton Xavier.
E até quando?
KEIRRISON NO SANTOS?
Creio que seria uma boa solução para este jovem centroavante que, depois de se insinuar como grande artilheiro foi para a Europa colher fracassos, no Benfica de Portugal, e na Fiorentina da Itália, que já anunciou não contar mais com seu futebol.
Agora, até o pai de Keirrison- que pertence ao Barcelona- já acha uma boa ver o filho no Santos, dirigido outra vez por Dorival Júnior. Na Vila, Keirrison poderia aproveitar o seu ponto forte, o arremate, aproveitando-se das jogadas de Neymar e Ganso. Isso porque é iminente a saída do centroavante André e praticamente certa a volta de Robinho para a Europa, no Manchester City ou outra equipe.
Cadê o souvenir da Coca-Cola?
A Copa do Mundo de 2006 marcou uma interessante ação da Coca-Cola. A empresa, patrocinadora do torneio há décadas, criou uma maneira de "eternizar" sua marca dentro das casas de torcedores que iam aos jogos do Mundial na Alemanha. Você comprava o refrigerante no estádio e, com mais 1 euro, levava de brinde um copo plástico estilizado com a taça do Mundial.
Agora, em território africano, a Coca continua patrocinadora da Fifa, mas não vende o copo plástico para o torcedor. Na Alemanha, você via os torcedores saindo de campo carregando o copo nas mãos. Até hoje tenho, em casa, pelo menos três deles guardados.
Um patrocínio à Copa do Mundo exige uma estratégia global de marketing. A Coca, por exemplo, é a empresa que faz o "Tour da Taça" por todo o mundo. Propriedade concedida pela Fifa e adotada mundialmente pela empresa.
Será que não foi feito um estudo da venda dos copos estilizados da Coca durante o Mundial da Alemanha? Ou será que a empresa não sabe que o torneio é um evento em que a maior parte do público é formada por turistas de todo canto do mundo?
De fato foi uma comida de bola da Coca. E, desse jeito, vou ter de ir atrás de outro souvenir da Copa para levar de volta ao Brasil...
Agora, em território africano, a Coca continua patrocinadora da Fifa, mas não vende o copo plástico para o torcedor. Na Alemanha, você via os torcedores saindo de campo carregando o copo nas mãos. Até hoje tenho, em casa, pelo menos três deles guardados.
Um patrocínio à Copa do Mundo exige uma estratégia global de marketing. A Coca, por exemplo, é a empresa que faz o "Tour da Taça" por todo o mundo. Propriedade concedida pela Fifa e adotada mundialmente pela empresa.
Será que não foi feito um estudo da venda dos copos estilizados da Coca durante o Mundial da Alemanha? Ou será que a empresa não sabe que o torneio é um evento em que a maior parte do público é formada por turistas de todo canto do mundo?
De fato foi uma comida de bola da Coca. E, desse jeito, vou ter de ir atrás de outro souvenir da Copa para levar de volta ao Brasil...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Hexa vale 350 mil US$ para cada jogador
Se a seleção brasileira erguer a taça da FIFA, os atletas receberão um prêmio em dinheiro pelo objetivo alcançado. O valor foi acertado pela CBF.
A entidade não divulgou os números mas eu apurei aqui em Joanesburgo que cada jogador embolsará 350 mil dólares. Se comparada com outras equipes, a quantia fica atrás da Argentina por exemplo, que oferece aos hermanos 630 mil dólares.
As equipes européias fixaram a premiação em Euro para cada integrante: Espanha (600 mil), França (390 mil) e Alemanha (300 mil).
A FIFA repartirá 420 milhões de dólares entres as seleções. O campeão da Copa do mundo rebecerá a astronômica quantia de 31 milhões de dólares.
A entidade não divulgou os números mas eu apurei aqui em Joanesburgo que cada jogador embolsará 350 mil dólares. Se comparada com outras equipes, a quantia fica atrás da Argentina por exemplo, que oferece aos hermanos 630 mil dólares.
As equipes européias fixaram a premiação em Euro para cada integrante: Espanha (600 mil), França (390 mil) e Alemanha (300 mil).
A FIFA repartirá 420 milhões de dólares entres as seleções. O campeão da Copa do mundo rebecerá a astronômica quantia de 31 milhões de dólares.
Fla e Palmeiras, o Duelo por Felipão.
Trata-se, agora, de missão para Sherlock Holmes, no mínimo: quem ficará com Felipão? Embora o Inter fique de olho, à espreita de uma desistência geral, o duelo fica mais entre Flamengo e Palmeiras, com notícias desencontradas sobre o desfecho da volta do treinador pentacampeão do mundo: enquanto no Palmeiras muitos já dão como certa a contratação de Scolari- e o assessor de imprensa do técnico confirmou nesta terça-feira que a prioridade é palestrina-, no Rio a presidente Patrícia Amorim admite negociação com o treinador, existindo também quem jure estar muito próximo Felipão da Gávea. E de Zico.
Quem, na verdade, irá levar vantagem? No Flamengo, Scolari teria o respaldo de Zico e encontraria um clube sem tanta sede de ganhar um título, pois é o atual campeão brasileiro. Está certo que já perdeu Adriano e que Vagner Love provavelmente voltará para os gelados campos da Rússia. Mas quem tem recursos para contratar Zico e Felipão, há de conseguir dinheiro também para as devidas reposições, pois não?
Por outro lado, no Palmeiras, Scolari tem um passado de glórias, vencedor da Libertadores de 1999 e uma torcida que o idolatra. Além disso, conta com a promessa da direção de que, além de Kleber, virão outros reforços para oferecer ao técnico um elenco capaz de sair do atual sufoco e voltar a ser, enfim, o gigante que foi em outros tempos.
A esta altura do Campeonato, já que não me chamo Sherlock, só me resta comparar as informações e arriscar um palpite: se não der zebra, Felipão será do Palmeiras. E a zebra não se chama necessariamente Flamengo, mas também a decisão de esticar a permanência na Europa.
O melhor é esperar pelo próximo capítulo dessa novela que pode ter um rápido final.
DANIEL ALVES
Outro palpite que me vem à cabeça é o seguinte: talvez não no primeiro jogo, digamos a seguir, Daniel Alves terá lugar entre os titulares da Seleção Brasileira. Daniel é atualmente, um caso típico desses jogadores que atuam bem em qualquer posição, desde a lateral-direita- que defende, com brilho, no Barcelona- até ala esquerda (onde estão, no momento, Michel Bastos e Gilberto), passando também pelo meio de campo: dribla bem, chuta com violência e tem vigor físico incomum.
Trata-se de um polivalente e duvido que Dunga o deixe de fora por muito tempo..
Quem, na verdade, irá levar vantagem? No Flamengo, Scolari teria o respaldo de Zico e encontraria um clube sem tanta sede de ganhar um título, pois é o atual campeão brasileiro. Está certo que já perdeu Adriano e que Vagner Love provavelmente voltará para os gelados campos da Rússia. Mas quem tem recursos para contratar Zico e Felipão, há de conseguir dinheiro também para as devidas reposições, pois não?
Por outro lado, no Palmeiras, Scolari tem um passado de glórias, vencedor da Libertadores de 1999 e uma torcida que o idolatra. Além disso, conta com a promessa da direção de que, além de Kleber, virão outros reforços para oferecer ao técnico um elenco capaz de sair do atual sufoco e voltar a ser, enfim, o gigante que foi em outros tempos.
A esta altura do Campeonato, já que não me chamo Sherlock, só me resta comparar as informações e arriscar um palpite: se não der zebra, Felipão será do Palmeiras. E a zebra não se chama necessariamente Flamengo, mas também a decisão de esticar a permanência na Europa.
O melhor é esperar pelo próximo capítulo dessa novela que pode ter um rápido final.
DANIEL ALVES
Outro palpite que me vem à cabeça é o seguinte: talvez não no primeiro jogo, digamos a seguir, Daniel Alves terá lugar entre os titulares da Seleção Brasileira. Daniel é atualmente, um caso típico desses jogadores que atuam bem em qualquer posição, desde a lateral-direita- que defende, com brilho, no Barcelona- até ala esquerda (onde estão, no momento, Michel Bastos e Gilberto), passando também pelo meio de campo: dribla bem, chuta com violência e tem vigor físico incomum.
Trata-se de um polivalente e duvido que Dunga o deixe de fora por muito tempo..
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