Tempo Real

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma Noite de Muita Emoção. E o Mercado Agitado.

O futebol brasileiro vai viver uma noite de muita emoção, noite para deixar os nervos à flor da pele. Pois que nesta- quarta-feira, simplesmente teremos o começo da decisão da Copa do Brasil (entre Santos e Vitória, na Vila Belmiro) e também o primeiro dos dois jogos para apontar o finalista brasileiro para o título da Libertadores da América, Inter ou São Paulo.



Começo pela Libertadores que, alías, teve na terça-feira o primeiro jogo da outra semifinal, com o mexicano Chivas não passando de um empate (1 a 1) diante do Universidad de Chile. O que dá vantagem aos chilenos que, que decidirão a vaga em casa.



Bem, por aqui, a tensão aumenta a cada minuto. Inter ou São Paulo?- eis a questão. Por jogar em seu estádio, ao lado de sua imensa torcida e por estar mostrando melhor futebol no momento, pode-se dizer que o Inter leva ligeira vantagem. Ligeira, eu diria, pois o tricolor tem time para que, nessas horas difíceis, o placar possa ser revertido. Por sinal, no ano passado, durante do Campeonato Brasileiro, o São Paulo vinha jogando mal, como agora, mas ao enfrentar o Inter, em Porto Alegre, começou uma reação que quase o levou ao tetracampeonato: começou perdendo, em poucos minutos, por 2 a 0, mas teve forças para reagir, empatar (2 a 2) e quase virar o jogo.



Em jogos desse tipo, o favoritismo, por um detalhe qualquer, fica só na teoria. Há quatro anos, por exemplo, quando era o campeão da Libertadores, o São Paulo enfrentou esse mesmo Inter no Morumbi, em busca do bicampeonato. E levava- como agora o faz o Inter- um ligeiro favoritismo. Ficou na teoria: o tricolor perdeu Josué (expulso) e os gaúchos ganharam o primeiro jogo (2 a 1), empatando depois em Porto Alegre (2 a 2), ficando com o título da Libertadores e no fim do ano, com o mundial..



Assim, em jogo desse tipo, quem ousa ser Nostradamus? Ou o polvo Paul?





NA VILA, OS ALEGRES MENINOS



A convocação para a Seleção Brasileira parece ter mudado o astral dos meninos da Vila. Na véspera do jogo, todos eles, em especial os convocados (Neymar. Robinho, Ganso e André) riam à toa, mesmo debaixo da forte chuva, pois que o sol já se abrira para eles na lista de Mano Menezes.



Em condições normais, com todo o respeito ao valente Vitória, o Santos é favorito. E muito favorito. E deve fazer força para confirmar essa tendência, pois que no jogo de volta, em Salvador, ah, nesse jogo tudo pode ser diferente, já que, no Barradão, o Vitória dificilmente é vencido.



E vale o título da Copa do Brasil. E uma vaga na Libertadores!





O MERCADO, MAIS AGITADO



Vamos entrar no mês derradeiro para compras e vendas de jogadores. Alguns bons negócios já saíram (Valdívia no Palmeiras, Ricardo Oliveira no São Paulo, André no Dínamo de Kiev, Diego Souza e Rever no Grêmio, Felipe no Vasco, etc.), mas vão saindo, mais, aos poucos: nesta terça-feira foi a vez de Washington sair do São Paulo para voltar ao Fluminense, enquanto o Flamengo a troca de um pentacampeão do mundo por outro, Kléberson por Gilberto Silva, além de anunciar Leandro Amaral.



Tenho a impressão de algum negócio de impacto está para ser anunciado, de compra ou venda, não por estes dias. Por agora, mais próxima está a contratação de Rivaldo- não aquele pentacampeão do Mundo-, o do Avaí, pelo Palmeiras. Felipão gostou de seu futebol.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Na Despedida de Mano, um Corinthians Líder. E a Novela Valdívia...

Não poderia ter sido diferente, após o belo trabalho por ele realizado, a despedida de Mano Menezes do Corinthians. Mano foi levantado nos braços pelos jogadores, num sinal claro de que era querido no grupo, depois da vitória sobre o Guarani, por 3 a 1, retomando o Corinthians a condição de líder do Campeonato Brasileiro (o Flu, de Muricy Ramalho, perdeu a liderança ao empatar com o Botafogo, 1 a 1 neste domingo).



Seria injusto Mano Menezes ir para a Seleção sem que visse o Corinthians no topo da tabela, como a coroar o tempo de glórias que viveu, levando o time de volta à elite do futebol brasileiro e, ainda por cima, sagrando-se, no ano passado, campeão paulista (invicto) e campeão da Copa do Brasil.



Antes de Mano não tinham tanta fama e nem custaram muito dinheiro jogadores como Chicão, André Santos, Cristian, Jorge Henrique, Elias e outros, numa prova de que evoluíram- muito- nas mãos de criterioso técnico. Treinador que também soube lidar, sim, com o astro maior Ronaldo que, embora fizesse biquinho, jamais deixou de ficar 10, 15 dias em regime da mais pura concentração.



Como num ato de justiça maior, quem decidiu esse jogo para o Corinthians contra o Guarani? Outra descoberta de mano Menezes, que estava lá no Santo André, esse jovem canhoto Bruno César, autor de um belo gol de falta e outro, de cabeça, para completar o marcador.



Mano Menezes foi estrategista e garimpeiro de novos talentos. Que assim seja na Seleção!





VALDÍVIA, ÚLTIMO CAPÍTULO?



São tantas as nuances dessa novela que nem ouso cravar o desfecho. Apenas mato a informação no peito e chuto, de primeira, assim como a recebi: neste domingo, às oito e meia da noite, ouvi de fonte confiável que, embora as negociações estivessem difíceis e as longas conversas mudado de rumo, Valdívia será do Palmeiras.



Mas não mais pela metade de seus direitos federativos, e sim por cem por cento, o que torna cara a sua contratação.



Já disse que a fonte é confiável, mas nem assim ouso cravar a informação como definitiva. Aliás, pelo que se tem visto, inclusive no empate deste domingo contra o Ceará (zero a zero), o Palmeiras precisa bem mais do que Valdívia, pois, pelo menos, é urgente a vinda de um centroavante e de um zagueiro.



E então, suponhamos que dê zebra nessa volta de Valdívia. Não seria mais aconselhável investir o dinheiro em um zagueiro, um meia-canhoto (Vagner, ex- Cruzeiro, por exemplo) e num goleador de respeito?



Talvez fosse mais negócio.

O sim de Mano e o novo dilema de Ricardo Teixeira

Mano Menezes disse sim. E a decisão atropelada da CBF sobre o novo técnico da seleção brasileira finalmente teve um final. Agora, é hora de focar o outro problema. A Copa do Mundo de 2014.

Problema que não existiria para a CBF se o seu presidente tivesse seguido o discurso que adota na hora de escolher um treinador. Para Ricardo Teixeira, o técnico do time nacional tem de ser exclusivamente da seleção. Não pode acumular cargos.

Curiosamente, a decisão vem de uma pessoa que é presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014. E que, por conta disso, tem deixado de lado uma e outra decisão importante a ser tomada. A seleção era a bola da vez até a definição do treinador. Agora, teoricamente as atenções se voltam para a organização do Mundial.

Desde 2008 o Brasil já poderia ter definido o seu comitê e estaria trabalhando para fazer uma Copa organizada e próxima da perfeição. Agora, finalmente, os cargos e contratados começam a sair. Com dois anos e meio de atraso.

O novo dilema de Ricardo Teixeira é a Copa de 14, como ele gosta de dizer. Só que esse pepino já está nas mãos dele, por vontade própria, desde novembro de 2007...

A Ferrari está vermelha de vergonha

Que saudade da disputa verdadeira da F1 quando o resultado não era definido por uma ordem vinda dos boxes, pelo rádio.

Que saudade da época em que havia uma briga pelas melhores volta, estratégia e piloto, pela troca mais rápida de pneus. Disputa de verdade de uma escuderia contra outra e mais, dentro da própria equipe. Lembram de Senna vs Prost, Piquet x Mansell ?

Senna trabalhava para ele, Prost queria sempre vencer, idem para o grande Nelson e o inglês Nigel.

Alguém pode explicar que tipo de esporte é este em que um tem a obrigação de deixar o outro ultrapassar ou ganhar ? Que tipo de piloto é aquele que aceita tal submissão ? Que graça tem tudo isso ? Sinceramente, uma vergonha!

O episódio Massa-Alonso mancha o histórico nome da Ferrari, arranha o glamour criado pela marca ao longo dos anos, sem falar no respeito pela competitividade esportiva que coloca em dúvida se a F1 deve ser chamada de esporte ou apenas mesmo de ¨circo¨, onde tudo é encenação. A construtura italiana já havia se envolvido na preferência pelo queridinho Schumacher, preterindo Barrichello durante anos e insiste no modelo.

Que a Ferrari fique um pouco mais vermelha, de vergonha, e admita fazer um esporte de verdade.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

E a Seleção Voltou para Mano Menezes.

Depois de um dia inteiro de idas e vindas, com o convite da CBF a Muricy Ramalho e a recusa do Fluminense em liberar seu treinador, a Seleção Brasileira voltou a ficar nas mãos de Mano Menezes. Aliás, como estava claro no meio da semana, com Mano assumindo a Seleção e muito provavelmente sendo contratado Adílson Batista para ocupar o seu lugar no Corinthians.



E o que era a tendência- e que deixou de ser pela convocação feita a Muricy- voltou a figurar como a mais provável, com quase certeza de ser consumada, pois a CBF oficializou na noite desta sexta-feira o convite a Mano. Está prevista para a manhã deste sábado a resposta do técnico corintiano, que acredito, será positiva, inclusive pelo que foi revelado, não existe multa em seu contrato se for para a Seleção Brasileira.



Diante dos últimos acontecimentos, porém, sempre é bom ter um pouco de cautela em dar como certa qualquer contratação. Muricy foi um bom exemplo disso.



Se consumada- como escrevo também em outro espaço do UOL- creio ser uma ótima escolha. Quem pode contestar o trabalho de Mano Menezes? Além de ter ido muito bem no Grêmio, onde foi vice-campeão da Libertadores da América e o comandante do time em sua volta à elite do futebol brasileiro, foi muito grande o seu sucesso à frente do Corinthians: além de levar o Timão em sua volta à Primeira Divisão, ganhou o título de campeão paulista (invicto) e também a Copa do Brasil de 2009.



Mano é firme, seguro e sem perder a calma diante da imprensa e de pressões de torcida, sabendo mesclar jogadores consagrados (como Ronaldo Fenômeno) a talentos emergentes.



Enfim, uma ótima escolha! Se consumada, é claro...

Reviravolta na Seleção: CBF Paga Multa de Muricy mas isto é Suficiente?

A confusão está estabelecida: o Fluminense não liberou Muricy Ramalho, pois o tem sob contrato, e agora voltam as especulações sobre quem será o novo senhor da Seleção Brasileira. Pode- e deve- ser o próprio Muricy, embora ele tenha a fama de cumprir, sempre, os seus acordos.



Se não fosse ele, quem seria o técnico a comandara Seleção?



Quem?



Para começar, soa estranha essa teimosia de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, em exigir que o novo técnico assuma imediatamente uma Seleção que neste ano nada tem de importante. Apenas alguns amistosos. Ou a CBF pagaria a multa ao Flu, para não ter que voltar atrás no caso Muricy? Parece que não é essa a intenção.



E então, por que essa exigência? Ou pensa Teixeira que um simples aceno da CBF é capaz de fazer um técnico ignorar seu contrato, seu compromisso com o time que dirige, com a torcida que nele confia? Não vejo motivo para desfalcar um clube, em pleno Campeonato Brasileiro, pois que só no ano que vem é que teremos algo de útil pela frente. A Copa do Mundo, então, só em 2014.



Há quem diga ter sido jogo de cena esse encontro no elegante clube de golfe, o Itanhangá. Na pior das hipóteses, que antes de convidar o técnico, o presidente da CBF, com toda a sua experiência, deveria pelo menos, sondar o clube de Muricy para saber se aconteceria a liberação. Sabe-se, por exemplo, que não é das melhores as relações entre o presidente da CBF e o presidente do Flu, Roberto Horcades, por este ter votado em Fábio Koff e não em Kleber Leite, o candidato de Teixeira, nas eleições do Clube dos 13.





IMBROGLIO À VISTA



Segundo uma fonte, Teixeira já teria sondado o Corinthians- antes do convite feito a Muricy- tentando saber se o presidente Andrés Sanchez, seu aliado, não se incomodaria de liberar Mano Menezes para a Seleção. Teria de ser já, imediatamente. A idéia não teria sido simpática a Andrés, com o Corinthians na ponta da tabela, mas em janeiro, quem sabe?



Teixeira, porém inflexível, passou a ter outros nomes na cabeça. E agora, que já tinha escolhido outro técnico, desejaria um treinador de ponta ser lembrado para agora - abandonando contrato e clube- ser a segunda opção entre os eleitos oficiais do presidente da CBF?



Sei lá. Estamos todos atentos. Mas ou presidente da CBF deixa a teimosia de lado e confere a um técnico- tampão os poderes sobre esses amistosos desse ano, ou teremos, repito, novo imbróglio à vista.



Mais um.

Copa no Brasil ou em São Paulo?

O noticiário que toma conta da Copa do Mundo é o mesmo. São Paulo, a cidade, ainda não tem seu estádio para o Mundial definido. A grande mídia relata o encontro de Ricardo Teixeira com Alberto Goldman e Gilberto Kassab, respectivamente governador paulista e prefeito paulistano.

Mas e a Copa no Brasil?

A questão da Copa, até agora, virou uma estúpida discussão por São Paulo ter ou não um estádio. Não nos preocupamos em lembrar que o país que quer ser a quinta maior economia do mundo até 2016 não tem sequer uma infraestrutura urbana suficiente para dar vazão à demanda interna, o que dirá a um estouro da boiada que é uma Copa do Mundo...

Não é só São Paulo que não tem condições, seja de estádio ou de infraestrutura. Qualquer cidade no Brasil não pode abrigar uma Copa.

Isso é se conformar em ser medíocre, algo que não condiz com uma nação que almeja ser a quinta maior do mundo, que se orgulha de ter, cada vez mais, empresas multinacionais, que se orgulha de ter sido uma das únicas a não sofrer abalo com crise financeira e tudo o mais que politicamente é bem explorado para mostrar um Brasil, felizmente, nunca antes tão bom na sua história.

Esse é o país que acha tudo isso lindo mas que, na hora de sediar um grande evento esportivo, mira sua atenção para a África do Sul, e não para a Alemanha. País que tenta maquiar seu problema de infraestrutura de transporte propondo uma "maravilhosa" solução de setorizar o evento, desperdiçando um imenso potencial turístico. País que discute recurso público ou privado na construção de estádio quando o buraco está lá embaixo ainda, na questão de como fazer para dar boa condição de vida para a população.

Conseguiu-se desviar o foco do problema.

Não se questiona por que as obras de infraestrutura das cidades ainda não começaram, mas sim se a cidade de São Paulo tem ou não um estádio. O Brasil vai sediar uma Copa do Mundo e ela será boa, talvez muito boa. Mas não será excelente. Estará longe de ser "a melhor".

Isso acontece simplesmente porque não sabemos a demanda de uma Copa do Mundo, não estudamos para buscar capacitação, não elevamos o debate sobre como fazer a Copa do Mundo para um padrão nacional.

Preferimos ser o Brasil que sempre resolve as questões na canetada. Só que o país que quer ser a quinta maior potência econômica do mundo não pode se dar ao luxo de pensar que, na base do "no final dá certo", conseguirá fazer uma Copa do Mundo decente. Infelizmente o nosso parâmetro será a África do Sul, país comparativamente muito mais pobre, muito menos alfabetizado, muito menos seguro, com infraestrutura muito mais precária, etc.

E isso mostrará para o mundo que o Brasil continua a ser a eterna promessa de um país do futuro. Quando era a hora de ser a bola da vez, para ser o país da liderança mundial. A Copa, assim como os Jogos Olímpicos, serviriam para pensarmos o Brasil como, de fato, um país e usar a "desculpa" desses eventos para transformar a nossa realidade.

O Brasil está, em cada uma das 12 cidades, com diferentes problemas, deixando a oportunidade escapar entre seus dedos. Estádio é uma das dificuldades, mas reforma de malha viária, melhoria no transporte público e mais um monte de obras de infraestrutura demandam investimentos muito maiores e mais necessários para o país.

sábado, 10 de julho de 2010

Na Copa, a Grande Final. Por Aqui, Adeus e Novidades.

E chegamos, enfim ao ponto final desta Copa do Mundo, na África do Sul; neste domingo, Espanha e Holanda decidem o título e a honra de ser campeã do mundo pela primeira vez. E no sábado, alemães e uruguaios lutam pelo consolo do terceiro lugar.



Falando da final, não cravo a vitória espanhola como o polvo Paul- que não errou nenhuma profecia até agora- mas creio, sim, que a Espanha levará a campo um ligeiro favoritismo, guiada por envolvente toque de bola, principalmente quando a bola está nos pés de Iniesta e Xavi, e por estar revigorada após bater os temidos alemães.



No entanto, quem há de desprezar a Holanda? Sem perder há quase dois anos, com cem por cento de aproveitamento nesta Copa, a Holanda pode não ter o talento de outras épocas (quando contava com Cruiff e Neskeens, depois Gullit e Van Basten) mas é equipe de qualidade, sim, inflamada por seus dois principais astros, Sneijder (em minha opinião, o melhor da Copa até agora) e o carequinha Robben.



De qualquer maneira, teremos um verdadeiro campeão. Será uma final justa.





NO ADEUS AO PALESTRA, FESTA E UM GOSTINHO AMARGO



A torcida do Palmeiras fez a sua parte, comparecendo em bom número ao Parque Antártica- que levava o nome de Palestra Itália-, enfrentando preços nada convidativos.



É preciso reconhecer, também, que o marketing palestrino preparou uma bela festa. O que faltou, então? Só para variar, faltou o time corresponder dentro de campo, perdendo para um diferente Boca Juniores (sem Riquelme, sem Palermo,vindo de uma péssima colocação no Campeonato Argentino), por 2 a 0, gols quer tiveram origem em bola parada. Gols que valem do mesmo jeito.



E daí, despedida com derrota dá nisso mesmo:um gostinho tão amargo...



KEIRRISON, GAÚCHO...



O Mercado da Bola tem muitas tentativas e pelo menos uma confirmação: Keirrison, ao que tudo indica, conseguiu sua liberação da Fiorentina, do Barcelona e de tudo que tem direito para acertar mesmo com o Santos. Acredito que ele, na Vila Belmiro, seja de novo o goleador de quem tanto se esperava.



E no Rio, se dá como muito provável mesmo a contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo. Por aqui, tive a informação de boa fonte, que a volta de Ronaldinho está efetivamente próxima de acontecer.



Enfim, uma boa notícia para este Fla que vem sofrendo tanto com agruras de fora do campo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Profecias, o Baile da Espanha e o Mercado da Bola...

Ah, não ouso mais brincar com as profecias desse polvo, o Paul, que não errou nenhuma previsão nesta Copa do Mundo. Meio como brincadeira, vá lá, embora o futebol sempre carrega suas superstições, mas digamos que era preciso ter muitos tentáculos para cravar, na lata, a vitória da Espanha sobre a Alemanha.



Tratava-se de um clássico do futebol, é verdade, e como já disse o filósofo da bola, Dadá Maravilha, “clássico é clássico e vice- versa”. Nem é o caso de classificar a vitória espanhola como zebra, longe disso. Afinal, a atual campeã da Europa é a Espanha e ganhou esse título por derrotar na final a mesma Alemanha que acabou de vencer, agora pela Copa do Mundo, por 1 a 0. Gol de Puyol.



O que surpreendeu foi o baile que a Espanha deu na Alemanha. Irreconhecível (terão tremido os seus jovens talentos?), a equipe alemã foi totalmente dominada pelo refinado toque de bola de Iniesta, Xabi Alonso e Xavi, parecendo totalmente imobilizada. O primeiro chute da Alemanha aconteceu aos 30 minutos de jogo- muito pouco, quase nada, para um time que impressionou o mundo como que já se chamava de “futebol total”.



E, curioso, gol que levou a Espanha à finalíssima diante da Holanda, nasceu da forma que não se esperava: de cabeça, escorando com fúria a bola que veio de um escanteio, através de Puyol: este jogador, já com 32 anos, tem apenas l metro e 78 de altura- o que parecia pouco para subir mais do que os jovens e grandalhões zagueiros alemães.



Nada mais justo para quem soube procurar o ataque e jogar melhor.





A TAÇA DA EUROPA E O PRIMEIRO TÍTULO



Na verdade, teremos no domingo dois acontecimentos inéditos. Um deles é o de que, seja quem for campeã, Holanda ou Espanha, é a primeira vez na História das Copas que uma seleção européia se consagra campeã em disputa fora de seu continente.



E o outro é que será a primeira vez- para a Espanha ou Holanda- que uma dessas seleções vai levantar o caneco, eles, espanhóis e holandeses, que jamais foram campeões do mundo.



Inédito, pois não?!



O NOSSO MERCADO DA BOLA



Enquanto a bola rola na Copa, os clubes brasileiros se agitam em negociações, pois o Campeonato estará de volta já, já. Nenhuma contratação bombástica foi efetuada (Felipão foi a mais badalada), mas, nos últimos dias, alguns movimentos chamaram a atenção:



1- O almoço de Ronaldinho Gaúcho com a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim; creio que seria melhor o Fla para Ronaldinho (se o Milan liberar) do que para o futebol paulista. O Palmeiras já teve interesse nele, é verdade, mas ouço de torcedores que a preferência entre ele e Valdívia (que deve chegar) é muito maior para o chileno.



2- Felipe: não sei qual será o futuro do goleiro que sairia do Corinthians e que agora, frustrada a ida para o Genoa, volta a treinar no Parque São Jorge. É que o Corinthians já contratou outro goleiro, o paraguaio Bobadilla, e não parece muito interessado em manter Felipe- que, por sua vez, já disputou sete partidas pelo Brasileirão e não poderá jogar por outra equipe da Série A. É a chamada sinuca de bico.



3- O pacote do Cruzeiro: alguns jogadores foram contratados e, entre eles, destaco o habilidoso meia argentino (que joga no Universidad do Chile), Montillo, e o veloz atacante que está chegando do Atlético Paranaense, Walisson.



4- Ilsinho de volta ao São Paulo? Bom jogador. Que se saiba, porém, que há algum tempo não é lateral-direito.



5- Tinga, enfim do Palmeiras: depois de longa novela, esse jogador de 19 anos e muita habilidade, foi contratado. Tem um belo potencial.

6- Keirrison, quase no Santos: uma bela notícia para a torcida santista, pois finalizar esse centroavante sabe. E muito bem. Ao lado de Neymar e Ganso, é provável que Keirrison recupere o prestígio perdido.



E agora, fim de Copa, o Mercado deve se agitar bem mais!

Brasil cogita a estupidez de setorizar Copa

A Copa do Mundo de 2014 deverá dividir o Brasil em quatro. O presidente Ricardo Teixeira acaba de revelar que se estuda a chance de "fatiar" o país em diferentes regiões para melhor atender à demanda de transporte e evitar grandes deslocamentos dos torcedores durante o Mundial.

Se a proposta de fato vingar, o Brasil cometerá um dos maiores erros no que diz respeito a saber fazer dinheiro e faturar com uma Copa do Mundo.

Até 1994, o Mundial era "setorizado". Cada grupo ficava numa única sede. Até então, a Copa acontecia em países relativamente pequenos, com facilidade e agilidade de deslocamento entre as diferentes cidades-sedes. Quando o Mundial foi para os Estados Unidos, país de dimensão continental tal qual o Brasil, acabou-se esse história de que um time ficava numa única sede.

E o raciocínio americano foi simples, lógico e claro. Deixar um torcedor cerca de duas semanas num mesmo lugar é estúpido do ponto de vista turístico. Se ele vai para o país da Copa, não pode ficar "confinado" a um único lugar. Tem de viajar, conhecer diferentes regiões, pagar pela passagem, hospedagem, consumo...

Desde então, até mesmo a Copa de 2002, dividida entre Japão e Coreia do Sul, contou com deslocamento entre países de torcedores.

Ao fatiar o país em quatro, o Brasil assume sua incompetência no que diz respeito à infraestrutura de transporte. Sem estradas decentes, sem malha ferroviária e com aeroportos sucateados, o país não conseguirá atender à demanda de uma Copa do Mundo.

Durante quase dois anos, as cidades, com a conveniência do Comitê Organizador Local, preferiram fazer balão de ensaio político em vez de trabalhar para organizar, decentemente, o Mundial.

Fatiar o país, além de atestado de incompetência, é de uma burrice tremenda no que diz respeito a aumentar a receita com o turismo. Além de perder uma grande oportunidade de mostrar o quão diverso, e rico, é o Brasil.

A Copa é dos pelados. E, cada vez mais, do Mundo

Primeiro veio a promessa de Diego Armando Maradona. Depois, o par de atrizes de Larissa Riquelme chamou a atenção para a torcida cada vez mais crescente da equipe paraguaia, que para muitos foi a derrota mais sentida da Copa. E, agora, a cidade de Johanesburgo vai receber um grande "peladaço" amanhã, quinta-feira, período de folga de jogos pré-decisão do Mundial, num protesto contra o uso de pele animal em roupas. Candice Brink, modelo, estará pintada com a cor da bandeira da África do Sul e nada mais.

Nos últimos três dias, ativistas contra abusos aos animais estiveram em frente ao centro de imprensa de Johanesburgo entregando panfletos para o "grande dia". Jornalistas de mais de 150 países passaram pelos jovens que entregavam o "media alert".

A transformação da Copa do Mundo da África do Sul no Mundial dos Pelados tem toda a razão de ser. Larrisa Riquelme, por exemplo, até conseguiu patrocínio para seu generoso decote. Isso só foi possível graças à repercussão mundial que passou a existir por conta de suas nada discretas aparições durante os jogos paraguaios na Copa. Da mesma forma, a mídia dava, a cada espirro de Maradona, cobertura digna de pandemia de gripe para o caso.

Ao lado dos Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo é um evento feito para a mídia. E isso tem as suas consequências. Em 2010 foi a hora de os pelados aparecerem. Antes, em Pequim, os ativistas pelos direitos humanos souberam usar a presença mundial da mídia para chamarem a atenção. O que esperar para 2014?

domingo, 4 de julho de 2010

O Chocolate Alemão . E o Tango de Maradona! E deu Espanha.

Os alemães varreram os sonhos argentinos, mais parecia um vendaval. Foi um tal de não dar espaços e conter o atual melhor do mundo, Messi, e ainda encontrar buracos na defesa argentina com uma facilidade de impressionar: 4 a 0.



E foi justo. Ou até pouco.



A máquina alemã nem tomou conhecimento da fama da Argentina e impressionou o mundo, tanto pela rapidez ao marcar seu primeiro gol (Mueller, aos 3 minutos, no mais rápido gol desta Copa até agora), como pela habilidade em construir os outros três, aos dribles e na velocidade, quase sempre pelo lado direito da defesa inimiga, dando a Klose a rara oportunidade de marcar mais dois gols, tendo apenas o trabalho de empurrar a bola para as redes (o outro gol foi marcado por Friederich).



Fácil demais. E agora, Klose, às vezes contestado pelos próprios alemães por não ser exatamente um craque, já superou Pelé na arte de fazer gols em Copas (14 a 12) e está a um passo de se igualar a Ronaldo Fenômeno (15 gols) no topo dos maiores artilheiros em todos os tempos.



Confesso que não esperava tamanha superioridade alemã. Poderia ganhar, é claro, mas desse jeito? Pois aconteceu. E inspirou Dieguito Maradona que, desta vez, na obrigatória entrevista coletiva, interpretou o papel do argentino triste e desiludido.



Como a se exercitar a compor um tango, Dieguito resumiu a questão:



“Já não tenho forças para mais nada”.



E daqui a pouco lá virá ele, junto os comandados, nos fazer companhia na triste viagem da volta. E sem ter mais nada o que falar.



MAIS UMA VEZ, VILLA. E DEU ESPANHA...





Foi um jogo mais duro do que se esperava. Muito mais! A Espanha, atual campeã da Europa, teve muito mais tempo a bola nos pés, mas esbarrou quase até o final na valente (e competente) marcação paraguaia, deixando no ar suspense e emoção: iríamos, para uma inesperada, prorrogação?



Podia até ser já que acontecera de tudo. Depois de um primeiro tempo sem graça, no segundo, de repente, o jogo pegou fogo: o grandalhão Cardoso, que joga no português Benfica, perdeu pênalti, numa bela defesa de Casillas; na jogada seguinte, em pênalti sofrido por David Villa, foi a vez do goleiro paraguaio Villar defender. Emoção pura.



Mas, enfim, o talento prevaleceu. Em grande jogada de Iniesta, Pedro chutou na trave direita paraguaia e, no rebote, o iluminado David Villa (que já tem 5 gols marcados nesta Copa), não perdoou e decretou a vitória espanhola.



Ao Paraguai, restou consolo de ter sido valente, com a emoção tomando conta de Cardozo, o artilheiro que chorou o pênalti perdido; para a Espanha, sobrou a alegria, é claro, mas também o alerta para descobrir a causa do que a tem feito jogar menos do que se espera.



Afinal, quem a aguarda, agora, é a Alemanha. E aí amigo, é Seleção para assustar qualquer outra!

E Estamos de Volta para Casa. Mas Qual Casa?

O pior é perder assim, do jeito que o Brasil perdeu para a Holanda: cometendo a crônica dos erros anunciados (não era o que se temia de Felipe Melo, por exemplo?), deixando-se dominar pelos nervos, pelo adversário e pelas próprias deficiências- estas, já conhecidas, antes de a Copa começar, pois não tínhamos nenhum jogador tipo cerebral no meio do campo e nem jogo pelas pontas, quase num insulto às nossas tradições de sempre contar com figura do meia-armador que já não há e com o jogo com pontas que que não existem.



É duro perder assim. Sendo inferior ao adversário. É duro perder vendo na Holanda, virtudes que já tivemos, pois Sneider (autor de um gol e meio) é mais ou menos esse armador que o Brasil já teve, assim como Robben, embora drible apenas com a perna esquerda, é também o ponta que sempre assusta ao ficar pela direita- como rezava-e até melhor- a cartilha do nosso futebol.



Também é difícil, eu sei, saber que o Brasil, apesar de tudo isso, poderia ter liquidado o jogo no primeiro tempo. Não demorou muito para que Robinho, lançado em profundidade por Felipe Melo (na única boa jogada deste meio-campista), apanhasse a bola na corrida, acertando belo chute, direto para as redes holandesas. Depois, parecia até jogo fácil: a Seleção Brasileira destruía com facilidade a iniciativa da Holanda e, ainda mais, conseguia chances de gol, sem chances de contra-ataques para o inimigo.



Nosso goleiro, Júlio César, não teve o menor trabalho nesse primeiro tempo. Depois, ah, depois tudo mudou. Como num pesadelo. Feito um apagão. Foi só a Holanda conseguir o empate, num cruzamento em que Felipe Melo atrapalhou Júlio César e- afobado- desviou a bola contra suas próprias redes, que o mar virou sertão e o sertão virou mar: a Holanda passou a dominar o jogo, com tranqüilidade, enquanto o Brasil transformou-se e um bando de jogadores desesperados.



Tão desesperado era esse grupo que levou o segundo- e fatal- gol da Holanda, de bola parada. No escanteio que veio da direita, o desvio de cabeça de Van Persie para a cabeçada certeira de Sneidjer para as redes. Sem que nenhum brasileiro fosse para a jogada, como se todos os nossos estivessem paralisados pela situação.



O sonho da hexa já estava quase perdido. E acabou de ir embora na jogada desleal de Felipe Melo (como se temia, em função de seu temperamento), que, além de fazer a falta, pisou na perna do holandês que estava caído. Cartão vermelho, com justiça.



Dunga poderia ter tentado algo mais. E tentou. Mas de maneira errada, quando trocou Luís Fabiano por Nilmar, centroavante por centroavante, quando o que se recomendava, àquela altura, era tentar o tudo ou nada, jogando Robinho e Kaká para as pontas e ficando com pelo menos dois atacantes na área.



Perdido, por perdido...



Não deu mais nada certo.





OS ERROS DE DUNGA



Bem, foram vários. E antes de a Copa começar, pois se a Seleção é momento, tínhamos, no Brasil, alguns jogadores preciosos, que deveriam ter ido à África do Sul. Eles poderiam ser a surpresa que não tivemos : Neymar, Paulo Henrique Ganso (que poderia, creio, adiar a artroscopia para depois da Copa), o tricolor Hernanes- todos jogadores de técnica requintada, excluídos- em especial os dois santistas- por “ainda não estarem amadurecidos”.



Ah, sim... E Felipe Melo estava?



Não faltou luta para nossos jogadores. Isso não. Até que alguns deles, como por exemplo, Robinho, até surpreenderam pela determinação, pelo olhar enfurecido, pela vontade de ganhar. Não se pode ignorar esse fato.



O que faltou mesmo foi mais bola, foi mais futebol. Ou melhor: mais futebol brasileiro de verdade!





A VOLTA PARA QUAL CASA?



Tirando um ou dois- e ninguém sabe ao certo por quanto tempo- como Robinho (ainda emprestado ao Santos) e Gilberto, do Cruzeiro, qual será a casa de nossos jogadores eliminados da Copa?



Praticamente todos jogam fora do Brasil, daí a talvez a causa maior da “europeização” do nosso futebol antes tão rico em criatividade. Logo, não terão de suportar nenhum tipo de nariz torcido ou barra quente da torcida decepcionada.



Assim, é mais fácil. Como fácil também é saber que Dunga não mais será o técnico dessa Seleção. Nem é preciso ser profeta para saber disso, está mais do que na cara.



Que venha, então, alguém que faça o Brasil jogar como Brasil. Afinal, a próxima Copa será aqui.



O amigo concorda?

3D amplia controle de informação da Fifa

A Copa do Mundo tem um dono. E, cada vez mais, esse dono faz questão de deixar isso bem claro. A Fifa obriga, atualmente, seus parceiros comerciais respeitarem o "naming right" do evento. Qualquer parceiro dela tem de dizer que patrocina a Copa do Mundo Fifa. Aos poucos, a entidade também vai forçando essa regra para as emissoras de TV, a principal financiadora do Mundial.

Com a tecnologia da transmissão em três dimensões, o poder da Fifa sobre o controle da informação será ainda maior. O alto custo para fazer a captação de imagens e sua posterior exibição faz com que apenas o "dono" do evento tenha capacidade de exibir a Copa em 3D.

Tive a oportunidade de assistir hoje a vitória alemã sobre a Argentina num cinema 3D montado no centro de imprensa em Joanesburgo. Imagens espetaculares, que nos leva a ver de uma nova maneira uma partida de futebol. Em alguns instantes, de fato parecia que éramos atores do jogo, não apenas espectadores. A chuva de papel picado do torcedor argentino na hora do hino nacional, foi a senha para entrar num momento nunca antes visto pela maiora das pessoas em transmissão esportiva.

A próxima Copa será disputada no Brasil. Ela deve consolidar o sistema em três dimensões para exibição de jogo, tal qual o Mundial da África do Sul consagrou a alta definição. Só que, ao que tudo indica, só conseguiremos ver as imagens que a Fifa quiser. E isso, para o futuro dos eventos esportivos, é um grande sinal de alerta.

Aos poucos, voltamos à era do controle da informação. O poder da grana se sobrepõe a tudo. E, com isso, a informação é cada vez mais vigiada e controlada. Para o torcedor, é uma maravilha poder assistir a um jogo com a tecnologia de três dimensões. Mas, em troca disso, temos cada vez menos acesso a informações "livres", desprovidas de qualquer manipulação.

A briga das marcas foi para os pés dos jogadores

Desde os anos 90, o duelo entre marcas esportivas sempre teve um capítulo a parte em Copas do Mundo. Grandes financiadoras do esporte, as marcas usam os grandes eventos esportivos para uma espécie de tira-teima entre elas. Ter o atleta vencedor, o time campeão, a bola do jogo, o craque do evento ou qualquer outro elemento de destaque vale como um grande trunfo para uma marca. É só lembrar da revolução causada pela Adidas, em 70, quando criou a primeira bola branca da história, ou da Nike, em 98, quando fez da chuteira prateada de Ronaldo um novo estilo de vida. Ou, mais recentemente, do maiô tecnológico da natação, que alçou a Speedo aos patamares mais elevados do esporte.

Em 2010, na África do Sul, o duelo das marcas foi polarizado entre Nike e Adidas. A força econômica de ambas fez com que as outras marcas fossem "engolidas" nesta Copa do Mundo. E, em vez de brigar pelo time vencedor (a Adidas já garantiu uma seleção na final, enquanto Nike e Puma duelarão na semifinal em que pode estar o Brasil pelo outro posto), as duas maiores concorrentes do mercado levaram para o pé dos jogadores toda a estratégia de marketing na Copa do Mundo.

Inicialmente, a maior sacada da Nike para esta Copa foi criar chuteiras com o mesmo padrão de design para todos os seus atletas. Quem é patrocinado pela marca usa o modelo com as cores roxa e prata, ou algo nessa linha. A padronização da chuteira salta aos olhos na televisão. Não por acaso, segundo os designers da empresa, as cores escolhidas para a chuteira são as que mais aparecem no gramado. O objetivo é chamar a atenção para o pé do atleta, tirando o foco da camisa que ele usa (que pode ser ou não da mesma marca) e até da bola, que com certeza é da concorrente.

Pelo outro lado, a Adidas criou três modelos de chuteiras com cores distintas. E deu a Lionel Messi, seu maior astro antes do início da Copa, um modelo único de chuteira, numa cor roxa, quase preta. Só ele tem aquele modelo. O objetivo é fazer com que o craque, aquele que inspira as pessoas, inspire também as vendas. É a lógica de compra do consumidor. Ele quer a chuteira que seu ídolo usa. E, com isso, a Adidas tenta fazer com que seu maior astro nesta Copa tenha um modelo especial, que reflita a marca em campo e estimule a venda fora dele.

Tudo isso fez com que as duas empresas passassem a olhar os pés de jogadores como trunfos competitivos. E o resultado, curiosamente, é quase igual, pelo menos dentro de campo. Até antes de a bola rolar para Brasil x Holanda, a Adidas somava 52 dos 121 gols marcados na Copa (dois gols foram conta). A Nike tem 51 tentos. Se forem somados também os gols feitos pela Umbro, que foi comprada pela marca americana, as duas grandes rivais empatam com 52 gols. Empate técnico, com estratégias diferentes. Nas lojas, é bem provável que aconteça o mesmo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

O negócio da camisa 2

Brasil de azul e Chile de branco. Ao que tudo indica, será assim que os dois times entrarão em campo na segunda-feira para a disputa da vaga nas quartas-de-final da Copa do Mundo. Esqueça tradição e/ou superstição. O que motiva essa decisão é o negócio.

Nesta Copa do Mundo, nunca as seleções e a própria Fifa estiveram tão bem armadas para o marketing. Desde a restrição do uso de logomarcas das seleções durante os treinos até a colocação da Jabulani e de garrafas de Coca-Cola nas entrevistas coletivas oficiais dos treinadores pré e pós-jogo, tudo faz parte do negócio que se tornou a Copa do Mundo.

E isso se reflete, também, na venda de camisas. Para vender o uniforme de jogo, é preciso usá-lo dentro de campo. Essa lógica fez com que o México vestisse preto contra a amarela seleção da África do Sul, ou que Gana e Estados Unidos usassem seus uniformes "reservas" no jogo de ontem.

Quase nada mais na Copa do Mundo é puro. Há na maioria das vezes uma motivação comercial em torno de diversas ações aparentemente inofensivas de jogadores, árbitros e treinadores. Muitos podem reclamar dessa mercantilização da bola. Mas ela faz parte do show. Porque, convenhamos, hoje a Copa do Mundo é claramente um grande negócio. E os principais atores desse grande show refletem, dentro de campo, o negócio bilionário que ali acontece.

A parte boa dessa história é que o atleta fará de tudo para ganhar pelo seu país, independentemente da estratégia comercial ali envolvida. E, aí, é quando o negócio dá lugar à paixão. Salvando a identidade daquilo que alimenta o esporte.

E deu Brasil, Fácil. Mas a Holanda é um Perigo!

Como reza a tradição, a Seleção Brasileira não encontrou a menor dificuldade para vencer seu velho e desfalcado freguês, o Chile. E até que esse placar, 3 a 0, foi até modesto, pois muitas as chances por nós criadas, além dos gols de Juan (de cabeça, após escanteio cobrado por Maicon), Luís Fabiano (driblando até o goleiro, depois de belo passe de Kaká) e Robinho (um certeiro tapa na bola, completando brilhantes jogada de Ramires).



Por outro lado, não me lembro de uma defesa importante sequer de Júlio César, o grande goleiro do Brasil. O Chile de Marcelo “El Loco” Bielsa ciscou, ciscou, mas sem nenhuma objetividade. Aliás, só melhoraram um pouco os chilenos quando Bielsa colocou em campo o hábil Valdívia, nosso velho conhecido, que articulou as poucas jogadas mais agudas de sua equipe.



Até sair o gol de Juan, o Brasil teve certa dificuldade pela marcação individual que o Chile fez sobre Kaká e Robinho, alem de cuidar com muito empenho em evitar as arrancas de Maicon, pela direita. Mas com o nosso primeiro gol, o Chile teve de se abrir mais e começou a surgir a intensa movimentação de Kaká e a velocidade de Ramires- um segundo volante bem mais rápido e ofensivo do que Felipe Melo, que está machucado. Só que, pena, Ramires levou o segundo cartão amarelo e está suspenso.



Assim, os foram saindo os gols naturalmente. E como é que o Chile ia entrar mesmo em nossa defesa, ficando cara a cara com o Júlio César? Nem pensar. Ou só em sonho, pois temos a melhor dupla de zagueiros desta Copa, formada por Lúcio e Juan

Bem, lá estamos nas quartas de final, tendo a Holanda pela frente. O que, é claro, significa um duelo perigoso. Muito perigoso.





A HOLANDA EM NOSSO CAMINHO



Dona de futebol vistoso e eficiente, sem perder há quase dois anos, a Holanda venceu com toda a justiça a Eslováquia, 2 a 1. E os autores de seus gols, Robben (eleito o melhor em campo) e Sneidjer são também as maiores estrelas dessa equipe que ainda nem jogou o que sabe: Robben só agora está mesmo recuperado de sua contusão e começa a mostrar sua principal jogada, saindo da ponta-direita para o meio para arrematar, de esquerda, ele que é canhoto. Que Michel Bastos se cuide.



Foi dessa maneira que Robben marcou o primeiro gol da Holanda. E mais craque ainda é Sneijder, companheiro de Júlio César na Inter de Milão, onde foi pentacampeão italiano e campeão também da Champions League. É o chamado cérebro do time.



E sem essa que a Eslováquia era Seleção fácil de ser batida. Foi ela quem mandou de volta para a casa a Itália, com seu título de campeão do mundo e tudo, contando ainda com um dos artilheiros da Copa, Vittek com quatro gols. Nesta segunda-feira, Vittek marcou o gol da Eslováquia, de pênalti, aos 48 minutos do segundo tempo.



Com a Holanda pela frente, o Brasil pode até ganhar e cultivar o sonho do Hexa. Mas, creiam, acabou a moleza.

Santos recebe proposta milionária por Neymar e abre negociação

O Santos recebeu nesta terça-feira uma proposta oficial pelo atacante Neymar, de 18 anos. O West Ham, da Inglaterra, teria oferecido cerca de 20 milhões de euros pela jóia santista, segundo apurou o GLOBOESPORTE.COM. O clube londrino, no entanto, seria apenas uma ponte para o atleta se adaptar antes de se transferir para o Chelsea, no final do ano.

A multa rescisória de Neymar é de 35 milhões de euros, e a diretoria santista vem afirmando que não pretende vender os destaques da equipe por menos que os valores estabelecidos em contrato.

No entanto, a pressão por parte do atleta pode ser grande por se tratar de uma oferta muito boa financeiramente, além do Chelsea, para onde o jogador de 18 anos iria no final do ano, ser um dos maiores clubes da Europa.

O time da Vila Belmiro é dono de 60% dos direitos econômicos do jogador, enquanto o grupo DIS detém outros 40%. Os dirigentes do Santos não atenderam o telefone durante esta terça-feira, enquanto que o técnico Dorival Junior disse em entrevista coletiva que pretende contar com os jogadores ao menos até o final da temporada.

Com a proposta por Neymar, o Santos aumenta para três o número de jogadores que entraram de vez na mira do futebol estrangeiro, sem contar o atacante André, que já foi vendido para o Dínamo de Kiev, da Ucrânia.

O meia Paulo Henrique Ganso interessa ao Lyon, da França, que estaria disposto a pagar 10 milhões de euros pelo jogador. Já o volante Wesley deve receber nos próximos dias uma proposta maior do que a do Werder Bremen, da Alemanha, que bateu na casa dos cinco milhões de euros.

sábado, 26 de junho de 2010

E o Brasil enfrenta o Chile, freguês e desfalcado.

Depois do empate sem graça diante do Portugal, num zero a zero que deixou dúvidas quanto ao nosso futebol quando não jogam Kaká e Robinho, a Seleção Brasileira teve uma boa notícia depois dos últimos jogos: o Chile perdeu para a Espanha (uma das favoritas ao título), por 2 a 1, e será o nosso adversário no mata-mata, pelas oitavas de final que teremos pela frente.



E ainda pior para os chilenos: em partida em que até começou melhor do que a Espanha, seus jogadores ficaram nervosos depois do primeiro gol sofrido (David Villa, da intermediária) até pela falha de seu goleiro, Bravo, e passaram a tentar conter os espanhóis com jogadas mais violentas. O resultado disso foi péssimo para o Chile que, numa só partida, perderam quase toda a defesa para enfrentar o Brasil: Ponce e Medel (suspensos pelo segundo cartão amarelo) e Estrada.



Ora, pelo menos na teoria, um convite ao gol para o Brasil que, pelo menos ao que consta, terá a volta de Kaká e de Robinho, além do possível retorno de Elano. Robinho, por sinal, tem o hábito de infernizar a vida dos zagueiros chilenos, mesmo os titulares, quanto mais com os reservas... Creio que muita gente se lembra de uma goleada de 6 que o Brasil enfiou na Chile numa Copa América, já sob o comando de Dunga, quando Robinho marcou três gols. E pelas Eliminatórias, ele mesmo, Robinho, foi endiabrado em nossa vitória em Santiago do Chile.



Quanto aos chilenos, não entendia bem a saída de Valdívia, no intervalo, pois era ele quem tomava as melhores iniciativas de sua equipe. Mas o técnico Bielsa tinha mesmo de tentar alguma coisa, pois saiu de campo no primeiro tempo perdendo por 2 a 0 (Iniesta marcara o segundo gol espanhol) e a Suíça, muita gente esperava, a qualquer momento poderia fazer o gol que, se continuasse assim para espanhóis e chilenos, lhe daria a classificação.



Pois decidiram os Deuses do Olimpo que nada disso acontecesse, pois seria injusta a classificação de uma equipe incompetente para marcar- no caso, a Suíça- ou a precoce saída de quem já tinha vencido duas partidas, neste caso o Chile. Assim, mesmo com dez jogadores, os chilenos ainda fizeram um gol (marcado por Rodrigo Millar) e os suíços não tiveram a manha de fazer um golzinho sequer em Honduras, terminando no melancólico zero a zero.



Teremos, pois, uma tarefa nem tão dura pela frente; o Chile!





EM OUTRAS COPAS FOI ASSIM:



Sem recorrer às estatísticas, pelo que me vem à memória, Brasil e Chile se enfrentaram por duas vezes valendo pela Copa do Mundo. Na primeira vez, foi no Chile mesmo, em 1962, quando vencemos a seleção anfitriã daquela Copa, dois gols de Vavá e dois de Mané Garrincha. O jogo terminou 4 a 2 para o Brasil e Garrincha foi expulso- embora tenha jogado a final, contra a Thecoslováquia, na final que nos deu o bicampeonato.



E na segunda vez, outra vitória brasileira, 4 a 1, na Copa do Mundo da França, em 1998, em que saímos com o vice-campeonato, por aquela derrota para os franceses, por 3 a 0, em Zidane fez dois gols de cabeça.



Assim, que me perdoem os amigos chilenos, que me são tão simpáticos: o Chile é nosso velho freguês. Ou será que a História quer nos pregar uma surpresa?

Fifa arma esquema especial para clássico na Copa

A Fifa fará um esquema especial de segurança para o jogo de amanhã, entre Inglaterra e Alemanha, pelas oitavas-de-final da Copa do Mundo. O confronto foi considerado de segurança máxima pela entidade, que revelou ter discutido novas medidas de segurança com o Comitê Organizador Local do Mundial.

"Anteontem fizemos uma reunião. Haverá um aumento no número de seguranças. Alguns vocês verão, outros vocês não conseguirão ver", disse Jérôme Valcke, secretário geral da Fifa.

O jogo foi enquadrado no mesmo nível do confronto entre Inglaterra e EUA, pela abertura do Grupo C do Mundial. Na ocasião, o receio era contra atentados terroristas na partida. Agora, como há uma histórica rivalidade entre ingleses e alemães, a Fifa considera ser importante evitar confrontos entre torcedores.

Em Rustenburgo, palco do jogo entre ingleses e alemães, ocorreu o maior esquema de segurança nos jogos deste Mundial. Por conta disso, a saída de torcedores do estádio foi caótica. Com todos os acessos fecahdos para aumentar a vigia sobre os torcedores, as pessoas demoravam cerca de 2h para conseguir deixar o estádio.

Jabulani torna-se líder de vendas mundial

Fale mal, mas fale de mim. A tese parece se aplicar, pelo menos até pouco mais da metade da Copa, para a Jabulani, a bola do Mundial. Todo o frenesi causado em torno da Jabulani, que até nome virou, fez com que a Adidas batesse recorde de vendas do objeto.

De acordo com Thomas Van Schaik, chefe global de relações públicas da fabricante alemã, já foram vendidas 13 milhões de unidades da Jabulani, das 20 milhões de bolas vendidas pela empresa neste ano. O número é visto com otimismo pela Adidas, que calcula poder ultrapassar ainda mais a marca até o final da Copa. Com isso, a Jabulani é a bola mais vendida do mundo, seguida pela bola da Liga dos Campeões da Europa, também da Adidas, que comercializou 3,5 milhões de unidades neste ano.

No final das contas, a polêmica em torno da bola da Copa até ajudou para que esses resultados fossem alcançados. Com a mídia em todo o mundo dando ainda mais bola para a bola, aguçou no consumidor o desejo de conhecer a famosa Jabulani. Seja para dizer que faz melhor que o cara na Copa, seja para justificar o mau desempenho na pelada de final de semana.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Ciao, Adieu: Itália e França de Mãos dadas. E o Mercado da Bola.

Há quatro anos, a cena seria inimaginável: a campeã do mundo era a Itália, tendo a França como vice, em inesquecível decisão por pênaltis, num jogo que até a cabeçada de Zidane em Materazzi- o que custou a carreira do melhor jogador francês de todos os tempos, pois Zizou resolveu se aposentar.



E agora, repito, apenas quatro anos depois, Itália e França se despedem da Copa, desclassificadas na primeira fase, sem sequer chegarem às emoções do mata-mata.



Depois dos franceses (que nesta quinta-feira chegaram a Paris, sob forte proteção policial), foi a vez da Itália, a (ex?) grande Azzurra ser eliminada, batida pela Eslováquia, por 3 a 2. Um resultado justo.



E se a participação da França foi um escândalo, devido também ao comportamento de seus jogadores e do técnico Domenech, podemos chamar de melancólica a passagem da Itália por esta Copa da África do Sul: dois empates e uma derrota- a desta quinta-feira-, com um futebol fraco demais para quem já tem 4 títulos na História das Copas, perdendo em número de títulos apenas para o Brasil, que tem cinco.



E o pior é que, embora melancólico, o que aconteceu não chega a ser nenhuma grande surpresa: contando com jogadores envelhecidos e outros com deficiência técnica, os italianos não vencem uma partida oficial desde novembro do ano passado. Estão em baixa os jogadores italianos, tanto que a pentacampeã da Itália e campeã também da Champions League, a Inter de Milão, não tem nenhum italiano como titular. E nem o técnico, pois quem dirigiu a Inter nessas conquistas foi o português José Mourinho.



O fracasso talvez tenha como principal causa o hábito de a Itália importar jogadores demais, sem se importar com suas próprias revelações. O resultado é esse: times fortes, Seleção fraca.



Ou melhor: fraca e melancólica.





TINGA NO PALMEIRAS? DIDA NO CORINTHIANS?



O Mercado da Bola, por aqui, está se agitando. Talvez não como em tempos mais recentes, mas vai... No Corinthians, por exemplo, se o goleiro Felipe (que pediu para ser negociado) for realmente para o Genoa, o nome preferido de muitos corintianos é o do goleiro Dida, que já teve boa passagem pelo clube e não deve continuar no clube. A outra opção é o ex-palmeirense Diego Cavalieri, insatisfeito na reserva do Liverpool, onde ocupa a reserva do espanhol Reina. Reina, que, por ironia, é quase um sósia de Marcos. De quem Diego foi reserva por muito tempo.



E a novidade que está para estourar, ou melhor, se consumar, é a contratação do meio-campista Tinga, da Ponte Preta, pelo Palmeiras. Trata-se de um jogador de muitas virtudes, de rara habilidade, é jovem (20 anos) e que, em minha opinião, tem tudo para se tornar craque.



Enquanto isto, pelo Brasil, o Botafogo festeja a volta de Maicosuel, meia que encantou a torcida do Bota, no ano passado, ao mesmo tempo que o Inter de Porto Alegre já está contando com Leonardo, lateral esquerdo(ex- Portuguesa), que, dizem, estava quase acertado com o Palmeiras mas teria sido vetado Por Felipão- que deseja um jogador mais defensivo para a posição.





O ESTÁDIO DE PIRITUBA. OU : A CONFIRMAÇÃO



Batendo com o que foi publicado neste espaço há dois dias, a sempre bem-informada jornalista do Estadão, Sonia Racy, informa em seu “Direto da Fonte”, sob o título de Copa em Sampa que “ São Paulo volta a colocar o pé na Copa de 2014. Kassab acaba de avisar os membros da FIFA que fechou o projeto e a equação financeira- incluindo as garantias financeiras necessárias para construir novo estádio em Pirituba”



(A minha fonte, que até hoje não falhou, reitera que, além disso, o projeto deve ser dividido em cotas, o que interessaria diretamente ao Corinthians, que teria o maior número delas.)



E ainda, segundo a jornalista Sonia Racy, agora resumindo, o desenho original do Piritubão seria para 45 mil pessoas, podendo, porém, ser ampliado para 60 mil assentos, caso permaneça o sonho de São Paulo sediar a partida de abertura da Copa.



Esperemos, agora, pelos próximos capítulos. Sim, pois que se tudo der certo, a decisão será anunciada apenas após a Copa da África do Sul.



Por enquanto, a Prefeitura nega.

Na África, maior legado é "febre" americana

Ninguém entende tanto de negócios do esporte quanto os americanos. São eles, afinal, os inventores dos primeiros casos de promoção de marcas por meio das competições esportivas, desde o começo dos anos 1900. Mas, até então, o futebol vivia meio que à margem dessa realidade dos Estados Unidos.

A liga profissional do "soccer" só foi ser formada em 1995, meio que à força, depois de o país abrigar a Copa do Mundo um ano antes. E, desde então, a MLS sobrevive a duras penas, graças a ideias de marketing e lampejos de bom investimento de empresários que veem ali uma chance de se fazer dinheiro.

Mas parece que, agora, os EUA decidiram se render ao futebol. Graças a uma geração de atletas talentosos, que consegue levar seu time aos lugares mais altos do futebol mundial. A emocionante vitória sobre a Argélia dá a mostra de quanto o futebol começou a ser repercutido no país. Twitter com celebridades de outras modalidades e até relatos de festa na Casa Branca evidenciam que uma possível febre de bola pode tomar conta dos americanos nos próximos dias.

Se isso, de fato, acontecer, o maior beneficiado será o esporte.

O Mundial da África do Sul pode ter como grande legado o despertar do interesse americano pelo futebol. Vindo da nação que mais sabe fazer do esporte um show para o público, essa pode ser uma das melhores notícias para a globalização completa do esporte mais globalizado do mundo. E o impacto disso poderá ser sentido nos próximos anos, com um aumento do interesse de TVs, empresas e público americano pelo futebol.

Ainda é cedo para dizer, mas há uma tendência para que o futebol ganhe mais um mercado nessa Copa da África. E que mercado!

sábado, 19 de junho de 2010

Na Copa, Zebras. Por aqui, o Mercado da Bola.

Que Drogba, com o braço quebrado e gesso, não seja a Zebra a assustar o Brasil neste domingo, pois que ela anda à solta nesta Copa. Confesso que me surpreendi ao ver a Alemanha batida pela Sérvia (1 a 0), depois de ter estreado tão bem, enfiando logo quatro a zero na Austrália. Não era a melhor Seleção da Copa? E ainda, apesar da fama de fria e calculista, esta Alemanha que já disputou sete finais de Copa do Mundo ainda se dá ao luxo de desperdiçar um pênalti, não muito bem cobrado por Podolski. É de doer.



Também foi grande a Zebra que atormentou a Inglaterra, no empate de zero a zero diante da frágil Argélia. Os ingleses vinham de um empate contra os Estados Unidos, é verdade, mas possuem figuras caríssimas, desde o técnico (o italiano Capello) chegando até a um dos mais cobiçados e eficientes centroavantes do mundo (Wayne Rooney), passando ainda por celebridades como Lampard (do Chelsea) e Gerrard (do Liverpool), todos remunerados a peso de ouro.



Tudo isso para empatar com Argélia e Estados Unidos?



E por falar em Estados Unidos, foi empolgante a sua reação diante da Eslovênia, quando, perdendo por 2 a 0, teve forças para empatar o jogo. E só não ganhou graças a um erro grosseiro da arbitragem, que lhe tirou um gol, legítimo, logo muito mal anulado.



Pelo andar da carruagem, veremos outras vezes o fantasma, a Zebra, pois o futebol está nivelado por baixo. Sei que as coisas vão melhorar quando chegar o mata-mata. Só que, por enquanto apenas a Argentina de Maradona e Messi destoam da péssima qualidade desta Copa.



O amigo já viu Copa mais chata?





O MERCADO DA BOLA



Em função da qualidade técnica exibida em campos da África do Sul, já tem muita gente com saudades do Campeonato Brasileiro. E também esperam os torcedores, com ansiedade, notícias de transações dos jogadores. Pelo que consta, no Rio, o time da vez é o Flumiense, que consumou a vinda de Émerson “Sheik” (ex- Flamengo) para compor a dupla de área com Fred. Isto é: se Fred não for contratado pelo italiano Napoli.



Não se pode desprezar também o retorno de Tinga ao Inter de Porto Alegre, ele Tinga, volante que sabe marcar e atacar, veloz em suas arrancadas. Voltou também ao Colorado o goleiro Renan, belo reforço, pois acho o argentino Abondazzieri já deu o que tinha de dar para defender suas redes.



E em São Paulo? Bem, por aqui, o Santo corre atrás de um artilheiro (fala-se, de novo, em Keirrison) para ocupar o lugar de André, negociado com o Dinamo de Kiev por 8 milhões de euros. No Corinthians, há quem diga ser inevitável a saída de Elias e Dentinho, perdas importantes para o líder do Campeonato Brasileiro.



Já o São Paulo está quieto, briga mais por ter sido descartado o Morumbi da Copa de 2014, mas não duvido que, embora o jogador fale o contrário, esteja de olho em Ricardo Oliveiira- ele é um dos seus antigos sonhos. Como sonho para o Palmeiras é consumar a volta de Valdívia, El Mago, depois da Copa, para que se junte a Felipão, Kleber e outras novidades que podem surgir.

domingo, 13 de junho de 2010

Felipão e Palmeiras: Anúncio até Terça. E o Belo Futebol da Argentina.

Começo pela Argentina que, para o bem do futebol, exibiu algo diante da veloz Nigéria que não fora visto na rodada inaugural da Copa do Mundo: exibiu talento, pelo menos um pouco do que se chama de arte, pois que, ainda que imperfeita por suas falhas defensivas, a equipe de Dieguito Maradona tem um belo toque de bola do meio- campo para a frente.



A vitória foi apertada no placar (só 1 a 0, gol de Heinze), mas só não foi bem maior porque o goleiro da Nigéria, Vincent Enyeama, parecia uma verdadeira muralha a evitar que os arremates de Higuain- por três vezes- e de Messi se transformassem em outros gols. Messi por sinal aplicou alguns dribles preciosos e se souber dosar a energia (vem de uma longa temporada), poderá ser em sua Seleção o que é no Barcelona: uma máquina de jogar futebol.



Por sua vez, a Nigéria valorizou a vitória argentina, bem dirigida pelo sueco Lars Lagerback, mostrando-se bem rápida em seus contra-ataques, explorando bem o lado direito da defesa inimiga (a Argentina joga sem lateral-direito), embora pecasse nos arremates- um de seus velhos defeitos.



Mas ninguém pode se queixar, desta vez: foi um belo jogo, enfim um jogo atraente, digno de uma Copa do Mundo que começa a prometer emoções daqui para frente. Que a retranca seja expulsa. Da Copa e do campo.





FELIPÃO E O PALMEIRAS



Que já está tudo acertado entre as partes, não se tem mais dúvidas. Mas fica sempre aquela coisa no ar, que inquieta a torcida, na base de por que não se anuncia logo, de uma vez, que Felipão já é o técnico do Palmeiras? Pelo que fiquei sabendo, as coisas batem com que o que foi publicado pela Folha neste sábado e que nos próximos dias tudo será oficializado.



Quando? Ainda pelo que fiquei sabendo, por fonte segura, a intenção do Palmeiras era anunciar Felipão na sexta-feira, mas, por preferência do treinador, a fumacinha branca ficou para a próxima semana, mais precisamente na terça-feira. Só não sei se foi lembrado que na terça-feira estréia o Brasil na Copa, o que talvez torne menor o impacto. O que talvez seja um mero detalhe para a torcida do Palmeiras que, esperançosa desde a volta de Kleber, se importa mesmo é com a vinda de Felipão e de mais jogadores, não se prendendo aos efeitos do marketing.



E por falar em jogadores, também soube que, cada vez mais, parece muito estranha a relação entre Palmeiras e Traffic: depois de Diego Souza (com situação indefinida) e Bruno Paulo (dispensado) será a vez de Paulo Henrique ir embora, assim como Marquinhos- que não terá o contrato renovado. Quem sobrou da Traffic então no Palmeiras? Pelo que me consta, apenas Cleiton Xavier.

E até quando?



KEIRRISON NO SANTOS?

Creio que seria uma boa solução para este jovem centroavante que, depois de se insinuar como grande artilheiro foi para a Europa colher fracassos, no Benfica de Portugal, e na Fiorentina da Itália, que já anunciou não contar mais com seu futebol.



Agora, até o pai de Keirrison- que pertence ao Barcelona- já acha uma boa ver o filho no Santos, dirigido outra vez por Dorival Júnior. Na Vila, Keirrison poderia aproveitar o seu ponto forte, o arremate, aproveitando-se das jogadas de Neymar e Ganso. Isso porque é iminente a saída do centroavante André e praticamente certa a volta de Robinho para a Europa, no Manchester City ou outra equipe.

Cadê o souvenir da Coca-Cola?

A Copa do Mundo de 2006 marcou uma interessante ação da Coca-Cola. A empresa, patrocinadora do torneio há décadas, criou uma maneira de "eternizar" sua marca dentro das casas de torcedores que iam aos jogos do Mundial na Alemanha. Você comprava o refrigerante no estádio e, com mais 1 euro, levava de brinde um copo plástico estilizado com a taça do Mundial.

Agora, em território africano, a Coca continua patrocinadora da Fifa, mas não vende o copo plástico para o torcedor. Na Alemanha, você via os torcedores saindo de campo carregando o copo nas mãos. Até hoje tenho, em casa, pelo menos três deles guardados.

Um patrocínio à Copa do Mundo exige uma estratégia global de marketing. A Coca, por exemplo, é a empresa que faz o "Tour da Taça" por todo o mundo. Propriedade concedida pela Fifa e adotada mundialmente pela empresa.

Será que não foi feito um estudo da venda dos copos estilizados da Coca durante o Mundial da Alemanha? Ou será que a empresa não sabe que o torneio é um evento em que a maior parte do público é formada por turistas de todo canto do mundo?

De fato foi uma comida de bola da Coca. E, desse jeito, vou ter de ir atrás de outro souvenir da Copa para levar de volta ao Brasil...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Hexa vale 350 mil US$ para cada jogador

Se a seleção brasileira erguer a taça da FIFA, os atletas receberão um prêmio em dinheiro pelo objetivo alcançado. O valor foi acertado pela CBF.

A entidade não divulgou os números mas eu apurei aqui em Joanesburgo que cada jogador embolsará 350 mil dólares. Se comparada com outras equipes, a quantia fica atrás da Argentina por exemplo, que oferece aos hermanos 630 mil dólares.

As equipes européias fixaram a premiação em Euro para cada integrante: Espanha (600 mil), França (390 mil) e Alemanha (300 mil).

A FIFA repartirá 420 milhões de dólares entres as seleções. O campeão da Copa do mundo rebecerá a astronômica quantia de 31 milhões de dólares.

Fla e Palmeiras, o Duelo por Felipão.

Trata-se, agora, de missão para Sherlock Holmes, no mínimo: quem ficará com Felipão? Embora o Inter fique de olho, à espreita de uma desistência geral, o duelo fica mais entre Flamengo e Palmeiras, com notícias desencontradas sobre o desfecho da volta do treinador pentacampeão do mundo: enquanto no Palmeiras muitos já dão como certa a contratação de Scolari- e o assessor de imprensa do técnico confirmou nesta terça-feira que a prioridade é palestrina-, no Rio a presidente Patrícia Amorim admite negociação com o treinador, existindo também quem jure estar muito próximo Felipão da Gávea. E de Zico.



Quem, na verdade, irá levar vantagem? No Flamengo, Scolari teria o respaldo de Zico e encontraria um clube sem tanta sede de ganhar um título, pois é o atual campeão brasileiro. Está certo que já perdeu Adriano e que Vagner Love provavelmente voltará para os gelados campos da Rússia. Mas quem tem recursos para contratar Zico e Felipão, há de conseguir dinheiro também para as devidas reposições, pois não?



Por outro lado, no Palmeiras, Scolari tem um passado de glórias, vencedor da Libertadores de 1999 e uma torcida que o idolatra. Além disso, conta com a promessa da direção de que, além de Kleber, virão outros reforços para oferecer ao técnico um elenco capaz de sair do atual sufoco e voltar a ser, enfim, o gigante que foi em outros tempos.



A esta altura do Campeonato, já que não me chamo Sherlock, só me resta comparar as informações e arriscar um palpite: se não der zebra, Felipão será do Palmeiras. E a zebra não se chama necessariamente Flamengo, mas também a decisão de esticar a permanência na Europa.



O melhor é esperar pelo próximo capítulo dessa novela que pode ter um rápido final.





DANIEL ALVES



Outro palpite que me vem à cabeça é o seguinte: talvez não no primeiro jogo, digamos a seguir, Daniel Alves terá lugar entre os titulares da Seleção Brasileira. Daniel é atualmente, um caso típico desses jogadores que atuam bem em qualquer posição, desde a lateral-direita- que defende, com brilho, no Barcelona- até ala esquerda (onde estão, no momento, Michel Bastos e Gilberto), passando também pelo meio de campo: dribla bem, chuta com violência e tem vigor físico incomum.



Trata-se de um polivalente e duvido que Dunga o deixe de fora por muito tempo..

União em torno da África do Sul

Já se falou muito por aqui da importância que a mídia tem para o desenvolvimento do esporte. Hoje, aqui na África do Sul, tivemos uma clara mostra de como a promoção da mídia pode ajudar a mobilizar as pessoas. Uma extensa campanha para que o torcedor mostrasse, nesta quarta-feira, sua torcida pelos Bafanas Bafanas tomou conta da mídia nos últimos dias.

As notícias de agora dão conta de que cerca de 190 mil pessoas foram às ruas para manifestar apoio à seleção. As emissoras de TV ficaram a tarde inteira com as imagens ao vivo da festa dos torcedores pelas ruas de Joanesburgo. No final das contas, o barulho das vuvuzelas e o trânsito caótico na cidade deram o tom de como foi a euforia do torcedor sul-africano.

Curiosamente, agora há pouco a empresa alemã de consultoria em marketing esportivo Sport+Mkt divulgou um estudo feito em 12 países para medir o grau de comprometimento da população na torcida pelo país durante a Copa do Mundo. O Brasil foi o vencedor da enquete, com 74% dos mil entrevistados dizendo que vão torcer pela seleção na África. Em segundo lugar ficaram os argentinos, com 73% de aprovação ao time nacional. E, apenas em terceiro, ficaram os sul-africanos, com 69% da população torcendo pela equipe Bafana Bafana. Os Estados Unidos, obviamente, ficaram em último lugar no ranking, com apenas 17% da torcida de seu país na Copa.

Agora, porém, com o torcedor sul-africano empurrado pela imprensa local, que decidiu "abraçar" a causa da Copa, parece que, pelo menos na torcida, a África do Sul deverá ser a líder do Mundial. A junção da mídia com as personalidades locais apoiando o time parece ser fatal para isso.

África desperta Copa do social

Na Alemanha foi tudo pelo verde. Preocupação com o meio ambiente, reciclagem, neutralização da emissão de carbono. Num país altamente desenvolvido, com infraestrutura bem resolvida e população rica, a Copa do Mundo levantou a bandeira da preservação da natureza. Nunca se reciclou tanto quanto nos gramados alemães.

Agora, quatro anos depois, as principais empresas do meio e a Fifa decidiram apostar no social. Na primeira Copa do Mundo em continente africano, a solidariedade entra em campo nos projetos de "legado" do Mundial. A Adidas anunciou nesta terça-feira, aqui em Joanesburgo, que vai leiloar quadros de artistas sul-africanos com a temática do futebol. O montante arrecadado será doado para o Instituto Nelson Mandela. Antes, a Nike, sua maior concorrente, deu os braços a Bono Vox na megacampanha Red, com o objetivo de combater a Aids num dos países que mais sofre com a doença. Isso sem contar na ação que será feita no Soweto, bairro no subúrbio de Joanesburgo, com a construção de um centro de treinamento para os jovens da região. A Fifa também tem um projeto para levar o futebol a diversos pontos do continente africano.

Investir no social não é apenas marketing, e é uma forma interessante que as empresas encontraram para marcar sua passagem pela África. Copa do Mundo tem, geralmente, um efeito devastador. Um batalhão chega no país-sede durante cerca de um mês, muda a rotina das cidades e depois vai embora, diminuindo sensivelmente a onda de crescimento econômico que antecede o Mundial. Agora, na África, a banda parece mudar um pouco. Num país com poucos recursos e imenso abismo social, investir na melhoria de vida das pessoas é uma forma de dar a sua contribuição para a população local em algo que vai além dos 30 dias da Copa do Mundo.

E no Brasil, o que nos espera? Qual será a onda da Copa? Tudo leva a crer que levantaremos de novo a bandeira da preservação da natureza. Mas bem que poderíamos fazer um mix de Alemanha e África do Sul...

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Quem segura esse Líder Corinthians? E um Certo Capitão Marcos...

Fase boa, boa mesmo, é assim: pênalti a favor do Corinthians, Roberto Carlos ajeita a bola e o goleiro do Inter, o grandalhão Lauro, já se prepara, esperando uma bomba. O chute, no entanto, sai fraco, Lauro vai para o canto escolhido por Roberto- o esquerdo-, chega a tocar na bola e mesmo assim ela entra mansa e suave. Corinthians, 1 a 0!



E lá se foi o time corintiano em busca da vitória, com calma e determinação, sem se impressionar com nomes como Sandro, Guiñazu, Walter, Kleber, etc. O Corinthians é mais líder do que nunca e, logo aos sete minutos do segundo tempo, Iarley- que substituiu Jorge Henrique na partida desta quinta-feira-, marcou o segundo gol corintiano. Corinthians, 2 a 0. Por onde andou o poderoso Inter?



Agora, com 16 pontos ganhos, seguido pelo surpreendente Ceará (14 pontos), o Corinthians dá fortes sinais de que pode salvar a saga de seu Centenário, transformando-se, pelo menos por enquanto, no principal favorito ao título de campeão brasileiro.



E driblando o que muitos esperavam, driblou a depressão que costuma incomodá-lo a cada Libertadores perdida, não sentindo, sequer, a ausência de sua principal estrela, Ronaldo.



Mérito de seu técnico, Mano Menezes.



AS BRAVATAS DO CAPITÃO MARCOS



Acho até que Marcos merece um busto no Parque Antártica, ao lado de Waldemar Fiume, Ademir da Guia e Junqueira. Nada mais justo. Afinal, ele está entre os maiores goleiros do Palmeiras ao longo da História e teve a decência de não abandonar o clube nem nos tempos de agruras da Série B.



Como capitão do time, no entanto, sua postura é discutível: jamais o vi contornar uma crise, vive dando declarações pessimistas depois dos jogos, já desobedeceu técnico para ir à área inimiga tentar a cabeçada que jamais consegue... Também já emocionou, ao falar para os companheiros, antes da final diante da Ponte Preta no Campeonato Paulista de 2008, que “se precisar quebrar o pescoço, hoje, para ser campeão, eu quebro e pronto”.



O saldo, porém, não é positivo. Como capitão, eu digo. E esse negócio de dizer que “o time é fraco” em nada entusiasma os companheiros, assim como creio, não pega bem, ele, vira-e-mexe, falar em aposentadoria. Quem sabe Marcos não tenha razão?



Bem que ele poderia, pelo menos, ir em busca da bola no chute, fraco, que Vagner Love desferiu quase da entrada da área para marcar o gol do Flamengo. Numa comparação, vejo Rogério Ceni, até um pouco mais velho do que Marcos, opinar e servir como espécie de cartola do São Paulo. As façanhas e os títulos conferem a Ceni este direito. E Rogério vai em todas as bolas, defensáveis ou não.



Assim, acredito- e digo com certa tristeza-, embora não seja fácil acostumar-se a ver o Palmeiras sem Marcos-, que é hora de repensar. Quanto à carreira e, principalmente, ao posto de capitão do time.





ITALIA, O TIME É ESTE?



Atual campeã do mundo, as vésperas da Copa da África do Sul, a Itália não convenceu nem um pouquinho em seu amistoso diante do México: perdeu por 2 a 1, foi envolvida pelo adversário e, se este for o seu verdadeiro futebol, não estará entre as candidatas aos título.



É claro que, começando a Copa, a história poderá ser outra e os italianos são verdadeiros mestres em crescer durante a competição. Aí eu me lembro da campeã da Itália, a Inter, que dirigida pelo português Mourinho, não tinha um único jogador italiano como titular da equipe.



E pergunto: estarão os atuais campeões do mundo em decadência mesmo?

Copa ensina marketing esportivo na marra a empresas

Um dos benefícios que a Copa do Mundo da África do Sul trará ao Brasil é o ensinamento às empresas brasileiras de aprenderem a trabalhar melhor as ferramentas do marketing esportivo. Por conta do veto da Fifa à exposição da marca de patrocinadores em todos os treinos das 32 seleções que disputam o Mundial (em 2006, o veto era apenas no treino de reconhecimento do estádio), as empresas terão de se acostumar a não ter o benefício da exposição de marca para ter retorno com o patrocínio.

O expediente não é novidade. Longe disso. Nos Jogos Olímpicos, desde sempre as marcas ficaram impedidas de aparecer nas arenas. Nos Estados Unidos, as grandes ligas também preferem reforçar a imagem do esporte impedindo que as marcas apareçam durante o jogo.

O negócio é usar a propriedade do patrocínio para fazer barulho com o cliente. É aí que entra a palavra-chave, que começa a virar regra no patrocínio esportivo dentro do Brasil: ativação da propriedade. Como só a exposição não basta (ou, no caso desta Copa, ela não está assegurada), a empresa tem de buscar os otutros benefícios do esporte. E é aí que entra o lado positivo que o esporte tem a oferecer. Apenas 11 empresas podem se dar ao luxo de dizer que são patrocinadoras oficiais da seleção brasileira. Só elas podem usar a camisa do time nacional, fazer ações com os atletas, levar torcedores a treinos da seleção, entre outras coisas.

Esse é o lado intangível do negócio e que, durante anos, não foi usado pelo esporte no Brasil, que sempre procurou assegurar exposição de marca em vez de outras propriedades inerentes ao esporte, mas que não estão aos olhos das pessoas.

Mas só poder fazer relacionamento com as pessoas não basta. É preciso comunicar o patrocínio. É aí que entra a ativação das marcas. Buscar a mídia para comunicar o patrocínio que existe. Nesse sentido, na seleção brasileira, Itaú, Ambev e Seara estão um pouco à frente dos outros patrocinadores. Vivo e Nike começaram agora a se mexer um pouco mais. Os outros, recém-chegados ao negócio, estão aprendendo como fazer.

É uma evolução. Que, em breve, deve se expandir para os clubes e outras modalidades. As camisas limpas e os esportes com menor apelo de mídia agradecem. É a profissionalização chegando às empresas para, então, exigir mais qualidade do esporte. Foi assim nos Estados Unidos nos anos 80 e na Europa nos anos 90...

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Brasil, uma Goleada que não significa muito.

Não chegou a ser nenhuma façanha heróica: vencer a frágil Seleção de Zimbábue- a de número 110 no ranking do futebol-, ainda que por 3 a0, é o mínimo que espera de um Brasil sempre candidato a levantar o caneco da Copado Mundo.



Os gols até que foram belos- Michel Bastos, Robinho e Elano, os autores- e os sustos do inimigo, no começo, foram obra de quem estava disputando o jogo da vida. Nada mais sério. Susto mesmo foi a contusão de Júlio César, que saiu logo da partida e acusando contusão, vindo, depois, o alívio do diagnóstico do médico José Luís Runco, informando que a situação do goleiro não preocupa. Ainda bem: Júlio César, hoje

talvez seja o melhor goleiro do mundo em atividade, campeoníssimo pela Inter de Milão.



Quanto a Kaká, jogou meio tempo, revelando disposição, mas também visível ritmo de jogo. De qualquer maneira, pelo menos aparentemente, está inteiro quanto ao físico e o tal ritmo de jogo ele vai pegando aos poucos, pois faltam ainda o amistoso contra a Tanzânia e duas semanas de treinos antes da estréia diante da Coréia do Norte.



Enfim, prefiro encarar essa partida como um treino, sabendo, ainda, que Juan (que não jogou ou treinou) foi poupado apenas e que, em caso de necessidade, temos um reserva para toda obra: Daniel Alves, do Barcelona, hábil e polivalente jogador que, não sei não, é capaz de arrumar um lugarzinho para ele ainda nesta Copa.



Observação: Leia no post abaixo, o reencontro de Wagner Love como Palmeiras e o crescimento da Torcida do São Paulo.

A seleção a serviço do mal

Robert Mugabe tentou, de todas as formas, fazer ainda mais política em cima do amistoso da seleção brasileira contra o Zimbábue. O ditador do país africano só não conseguiu que Dunga e seus convocados se colocassem a serviço da ditadura local. Mas não foi por falta de conveniência da CBF que o negócio não saiu.

O insosso amistoso não serviu para nada além de colocar a seleção brasileira a serviço do mal às vésperas do início de mais uma Copa do Mundo. Seleção que, desde o início da era Ricardo Teixeira, em 1989, sempre tentou mostrar que futebol e política não se misturam.

Essa frase era constantemente usada por João Havelange para justificar injustificáveis decisões que tomava à frente da Fifa ao longo de décadas. Na lógica do mentor de Teixeira, o futebol estava acima de qualquer conflito local, não podendo se submeter aos caprichos de um país para não ser realizado. O discurso, nada mais é, do que se apropriar de uma situação para esconder o real benefício que o futebol traz para um governo ditatorial.

Ao colocar a seleção brasileira a serviço de um governo ditatorial, a CBF só ajuda a reforçar a tirania do político, conferindo-lhe notoriedade e, numa mensagem subliminar, legitimando as ações de um governo que sabidamente faz mal à população local.

Futebol e política não só se misturam como ajudam, um ao outro, a perpetuar tiranias. Mugabe iniciou seu governo em 1981. Teixeira preside a CBF desde 1989...

Palmeiras troca Samsung por sócio-torcedor

O Palmeiras joga amanhã contra o Flamengo com a marca do Avanti, programa de sócio-torcedor do clube, estampada em sua camisa. O clube oficializou o rompimento do contrato com a Samsung e, agora, espera a pausa da Copa do Mundo para estampar a marca da Fiat no uniforme por R$ 26 milhões até o final de 2011, como revelado pelo blog há algumas semanas. O Avanti estará no uniforme pelos próximos dois jogos do time no Brasileirão (leia a matéria na Máquina do Esporte)

O ajuste da multa rescisória continua, porém, a ser discutido na Justiça. Para o clube, o acordo representa mais grana que pode vir a entrar nos cofres (dependendo da decisão judicial sobre a multa rescisória, o Palmeiras vai receber menos do novo parceiro), mas é uma rusga desnecessária com um parceiro comercial.

Para a Samsung, é mais um duro golpe recebido de um patrocinado. Em 2008, o Corinthians forçou a empresa a aumentar seu acordo, mesmo tendo sido rebaixado para a Série B do Brasileirão. Sem um acordo, o clube assinou com a Medial Saúde. O problema é saber o que será de um dos maiores patrocinadores do esporte no nível mundial dentro do Brasil. É provável que a Samsung retome o time Medalha Azul, de atletas patrocinados tendo em vista os Jogos Olímpicos.

Mas é um baque para o mercado de futebol a saída da empresa. O fim do acordo Samsung-Palmeiras representa a saída de empresas do ramo de eletroeletrônico do futebol no Brasil. LG e Semp Toshiba já tinham deixado São Paulo e Santos recentemente. O movimento vai contra o que acontece mundialmente, em que as grandes empresas do ramo usam o esporte para promover suas marcas e, principalmente, ser reconhecida como símbolo de qualidade por apoiar equipes de massa com destacado desempenho dentro de campo.

No Brasil, os eletroeletrônicos deram lugar para a indústria da alimentação. Seara e Batavo são alguns exemplos dessa nova ordem. Resta saber até quando vai o fôlego de investimento dessas empresas dentro do futebol.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Foi a vez dos Meninos do Parque: Corinthians, 4 a 2!

E quem foi ao Pacaembu ver um novo show dos Meninos da Vila, viu a consagração dos outros meninos, os do Parque São Jorge: no clássico diante do Santos, qual corintiano não se surpreendeu ou não se entusiasmou com as atuações dos jovens Bruno César, Ralf e Paulinho- cada um deles fez um gol, cabendo a Jorge Henrique a autoria do outro-, garotada que ajudou o Corinthians a ser ainda mais líder do Campeonato Brasileiro.



Foi um belo jogo, quase 30 mil pagantes em época de frio e às vésperas de Copa do Mundo. Por falar em Copa, desde o começo o Corinthians parecia ter á disposição de uma final, arrancando seu primeiro gol logo a um minuto e meio, em arremate de Bruno César que o goleiro santista Felipe defendeu e Jorge Henrique empurrou para as redes.



Depois, bem, depois o Corinthians recuou. Mas o que há com Neymar, que já não mostra os mesmos dribles e nem os às vezes certeiros arremates? Fez-lhe mal a não convocação, tirou-lhe um pouco do entusiasmo a punição recebida há poucos dias ou a fama já subiu um pouquinho à cabeça?



E o que há com Ganso, que nos últimos tempos reclama de tudo: da concentração para solteiros, da punição que também recebeu, da não convocação... Sei que neste domingo, ele pouco produziu, anulado por outro menino do Parque São Jorge, o pouco badalado Ralf, que, além de cumprir seus deveres de marcador, ainda encontrou tempo e disposição para ir ao ataque e marcar um gol de craque.



Quanto aos gols, o amigo já sabe. Além da discutível anulação de um gol de Marquinhos (o mais perigoso jogador do Santos), ainda no primeiro tempo, houve o gol de empate de André, no comecinho do segundo, para, em seguida, com uma canhota mortal, o menino Bruno César colocar o Corinthians outra vez na frente do marcador: depois, o belo gol de Ralf, em seguida o de Paulinho (o quarto) para Marcel, de cabeça, encerrando a contagem marcar o segundo gol do Santos- evitando que a derrota fosse por autêntica goleada.



Deu a impressão, ainda, que o centroavante André não quis ser substituído por Dorival Júnior- a exemplo de Paulo Henrique Ganso na decisão do Paulista contra o Santo André- sobrando para Edu Dracena que, andando lentamente para fora de campo, também não parece ter aprovado nada a atitude do treinador.



Perguntar não ofende: estará o comando do bom Dorival sendo contestado?



Bem, essa é uma outra história, que fica para depois. Nesta história, o protagonista é o Corinthians e de seus surpreendentes meninos.

O problema é a bola ou a pauta?

E, mais uma vez, uma bola pré-início de uma grande competição começa a dar o que falar... "É leve", "É ruim", "É pesada", "É amarela", "É azul". As justificativas podem variar, mas via de regra sempre vai ter alguém falando mal da bola.

E o problema, quase sempre, não é a bola. Mas a pauta. Com o big brother que se transformou a seleção brasileira, são 24h de programação em cima do time nacional. Uma equipe que, particularmente, é fechada a sete chaves pelo técnico Dunga, o que dificulta ainda mais a imprensa para preencher o espaço com notícia. E, aí, é preciso ver se tem alguma novidade.

Como é o primeiro treino da seleção e não há mais polêmicas sobre Kaká e Luís Fabiano, o grupo está fechado, etc., a pauta vira o primeiro contato com a bola. E, aí, sempre sobra para o goleiro ter de falar alguma coisa.

Só que, o que o jornalista raramente deixa claro para o seu leitor, espectador ou ouvinte é o que há por trás da declaração de um atleta.

Não dá para ser isento quando se comenta sobre a bola da Copa. Praticamente todos os jogadores que estão na África do Sul possuem um contrato pessoal com um fabricante de material esportivo. Júlio César é patrocinado pela Reusch, empresa forte no mercado de luvas de goleiro. Depois do salário na Internazionale, é um de seus maiores rendimentos esse acordo de patrocínio. Dificilmente Júlio elogiaria a bola se não fosse patrocinado pela marca que a produz.

O problema não é falta de ética, não. Imagine o prejuízo que ele teria se pudesse falar bem e se indispusesse com seu patrocinador? Isso sempre acontece. Se perguntassem para Kaká, Grafite e Michel Bastos, não veríamos qualquer crítica à redonda. Os três são os astros da Adidas no time brasileiro.

O mesmo Júlio César declarou na entrevista coletiva de hoje: "se igualarmos na pegada, não tem para ninguém". Seria coincidência que esse é o mote da campanha publicitária da Brahma, que tem o goleiro da seleção como garoto-propaganda?

É, mais ou menos, empresário de jogador usado como fonte de informação. Ele nunca vai criticar um clube para o qual seu atleta pode se transferir e sempre vai valorizar o interesse de qualquer clube, especialmente quando se falam em grandes clubes do exterior. Ou seja, é aquela opinião que, se não for contextualizada, perde o sentido.

A bola é o de menos. A pauta é que precisa mudar. Ou, então, pelo menos deixar clara qual é a relação atleta-patrocínio que está atrelada ao comentário sobre a bola. A favor ou contra.

Corinthians deu um “chocolate” no Santos.

O Corinthians fez uma partida excelente e goleou o Santos por 4 x 2 . Disse aqui que acreditava na vitória corinthiana, mas não imaginava que fosse um “chocolate”. O time sem uma referência lá na frente, e com Roberto Carlos e Bruno César jogando muito, mereceu a vitória de forma incontestável. Os garotos do Santos precisam colocar o pé no chão, e voltar a jogar com força, qualidade e muita aplicação. Paulo Ganso não jogou nada e Neymar jogou muito pouco. A equipe do Santos é a melhor do Brasil, mas tem que voltar a jogar com humildade para brigar pelo título. Se achar que é gênio em qualquer profissão a tendência é dançar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Afinal, é um Choque-Rei . Quem Ganha?

Não sei se por estar no começo ou talvez pela proximidade da Copa, sei lá, mas este Campeonato Brasileiro ainda não pegou. Tivemos um belo público para Corinthians e Fluminense, vá lá, mas é para se jogar um São Paulo e Palmeiras- o tradicional Choque-Rei- numa quarta-feira, ainda mais às oito e meia da noite? É missão complicada chegar no Morumbi neste horário de trânsito congestionado. E também um Fla- Flu é clássico para o final de semana, como manda a tradição. Tempos estranhos...



De qualquer maneira, São Paulo e Palmeiras se enfrentam e a rivalidade sempre estará em campo. O tricolor vem de boa vitória em Porto Alegre, diante do Inter, anda bem desde a entrada de Fernandão no comando do ataque, mas estará desfalcado de dois jogadores importantes: Miranda e Rodrigo Souto. Por sua vez, o Palmeiras também vem de bela vitória, diante de outro gaúcho, o Grêmio e parece ter dado uma trégua à crise dentro de campo, embora os bastidores continuem fervendo.


Por jogar em casa, pode-se dizer que o São Paulo tem um ligeiro favoritismo, embora não se deva brincar com a reação do Palmeiras- que, por sinal, com todo o barulho, ainda está invicto neste Campeonato. Palpite é missão para o amigo torcedor, pois, com a devida licença, por acreditar na história de que “clássico é clássico”, aqui não me arrisco a palpitar.


URGENTE, UM MEIA – ARMADOR !


O corintiano Tomás Lico Martins, vice-presidente do Timão na época de Vicente Matheus, telefona-me para comentar alguns assuntos: sobre o Piritubão (que segundo o Juca Kfouri será o palco da abertura da Copa de 2014); achando que esta Arena excluirá o Morumbi do Mundial no Brasil; para falar do novo estádio corintiano, cujo projeto tem prazo até o dia 10 de agosto para ser aprovado ou não; e, especialmente, para reclamar de um meia-armador para o seu Corinthians.



Ora, caro Lico, então foram contratados para nada jogadores como Tcheco e Danilo? Desde a venda de Douglas, indicados pelo treinador Mano Menezes, eles vieram para suprir essa carência, embora Danilo, em seus tempos de São Paulo, fosse muito mais um terceiro atacante do que um armador. Na verdade, a figura do verdadeiro meia-armador é uma espécie extinção, pelo menos no Brasil: eles eram Gérson. Jair Rosa Pinto, Zizinho, Mestre Ademir da Guia, Rivellino, craques desse nível.



Hoje, produzimos mais atletas e menos craques e, muitas vezes, o que víamos por aqui, vemos na Europa ou, por justiça, na Argentina, aonde tem um Riquelme ou um Verón.


Logo, caro Lico, não é só o Corinthians que sofre de tal nostalgia: o futebol brasileiro também!


BEM COLOCADO.


Gostei muito do post (artigo) do Eric Betting: "Marketing não é vender patrocínio", sobre a nenhuma eficiência do marketing do Palmeiras no jogo do adeus ao Parque Antártica. Ele revelou a sensibilidade que faltou a quem dirige tal departamento.

Ronaldo, as Sobras do Mercado e “Los Hermanos”

Parece que o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, foi lá para a chefia da Seleção para criar certas polêmicas: andou dizendo que não está nem aí para controlar baladas dos jogadores (liberou geral?), admitiu ser pé frio, em especial, que se “Ronaldo fosse bonitão, pesasse 70 quilos e estivesse em bela forma estaria na Europa, não no Corinthians”.



Para não ser maldoso, prefiro interpretar as palavras de Sanchez com quem, aliás, sempre me dei bem: embora não seja nenhum exemplo de cultura, trata-se de homem astuto e que se deu bem no Corinthians, pretendendo dizer sobre Ronaldo que já está satisfeito com aquilo que o Ex- Fenômeno já ofereceu ao clube: afinal de contas, foi campeão paulista de 2009, campeão da Copa do Brasil do mesmo ano, fez alguns gols espetaculares, deu status ao time e ajudou o clube a fechar patrocínios mais do que interessantes.



Já está bom, não? É que aí surgiu o velho sonho de ganhar a Libertadores, título inédito, ainda mais no ano do Centenário, mas o conto de fadas acabou: Ronaldo perdeu a forma, perdeu o encanto, perdeu o fio da meada.



E como dizia minha santa vovó Ida “o que era doce se acabou”.







O FIM DO IMPÉRIO DO AMOR?



A Roma, que quase beliscou o caneco do Campeonato Italiano, já deve estar chegando para pagar uma grana considerável para levar o Imperador Adriano de volta à Europa. Por sua vez, o russo CSKA nem pensa em prorrogar o empréstimo de Vagner Love, que termina em julho, com o Flamengo, Assim, como não teremos partidas oficiais, durante a Copa do Mundo, estamos assistindo aos últimos capítulos da novela “O Império do Amor”, cuja audiência começou animadora e, depois, revelou-se instável, alternando bons e maus momentos no Ibope.



De qualquer forma, antecipadamente, adeus.





“LOS HERMANOS”: CUIDADO !



A Argentina goleou o Canadá por 5 a 0, preparando-se para a Copa do Mundo, e nem jogou com força total. A esperança brasileira é a de que, embora fenomenal enquanto jogador, Dieguito Maradona ainda não convenceu como técnico. Pois que, individualmente, se bem treinados e entrosados, difícil será segurar jogadores como Messi, Milito, Verón, Aguero, Di Maria e tantos outros.

Do circo ao cerco

Dunga não gostou da festa em Weggis, que despreparou a seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2006. O circo era tamanho que tirou o foco dos atletas daquilo que era mais importante. Dunga era, então, comentarista da Copa pelo BandSports.

Agora, como técnico da seleção, Dunga transformou o circo de 2006 num estado de cerco. Nada pode acontecer sem passar sob o seu olhar. E isso tem as suas consequências.

Para os patrocinadores, a oportunidade perdida de usar a concentração brasileira para fazer ações de relacionamento é ruim. Sem acesso ao local de treino da seleção, perde-se a chance de fazer um agrado a um cliente, a tirar um melhor proveito de um evento como a Copa do Mundo.

Para os torcedores, o distanciamento da seleção serve para dar mais um motivo para a mídia descer a lenha no isolamento do time nacional.

No final das contas, só aumenta o stress no relacionamento entre seleção, mídia, torcida e patrocinadores.

Marketing não é vender patrocínio*

Sábado, no Palestra Itália, mais de 18 mil torcedores foram torcer pelo Palmeiras contra o Grêmio. Mais do que a empolgação pelo time, o que moveu essa massa ao estádio foi a notícia de que aquele seria o último jogo oficial do Palmeiras em sua antiga casa, construída há mais de meio século.

Mas parece que só a imprensa e a torcida deram bola para a informação. Em meio a uma guerra de bastidores, a diretoria alviverde preferiu dissolver a estratégia previamente programada para o “jogo final”.

Em campo, a festa foi só dos jogadores. Vitória por 4 a 2, com direito a susto e até um grito de “olé” nos minutos finais. Só por precaução, já que poderia ser o último grito de “olé” no antigo Palestra Itália...

E onde estava o trabalho de marketing do clube? Nenhuma placa alusiva ao jogo, nenhum foguetório programado, nenhuma lembrança para ser comprada na loja oficial depois da partida. Aliás, loja que foi fechada logo que a partida começou, como se uma vitória não fosse incentivar o consumo.

Se o jogo foi de despedida, não há o que comemorar. A diretoria palmeirense se preocupou mais com o momento do time dentro de campo, esquecendo-se do básico: torcedor não é movido pela vitória, mas pela história.

Nem mesmo o ingresso para a partida derradeira continha uma lembrança, algo que fizesse daquele canhoto mais especial do que da até hoje mais feliz das vitórias no Palestra Itália, a final da Libertadores de 1999.

Não ficou nada para registro histórico, a não ser mais um canhoto de ingresso. Que precisará de uma placa ao lado, explicando porque ele é tão especial que merece uma moldura no quarto, na sala, no banheiro, onde quer que seja.

É mais uma chance perdida. E outra mostra da miopia do dirigente esportivo, que confunde marketing com captação de patrocínio, que não vê que a verdadeira função do departamento não é apenas trazer parceiros comerciais, mas mobilizar o torcedor em volta da marca do clube.

Muitas vezes a vida do torcedor foi construída dentro de um estádio de futebol. Foi ali que ele aprendeu a ter algo em comum com o seu pai, foi ali que ele formou o primeiro grupo de amigos, foi ali que ele conheceu namoradas (os) e, quem sabe, a mulher/o homem da vida. Um dos primeiros hábitos da infância de um apaixonado pela bola se constrói dentro de um estádio.

Quando você tem a sensação de que será a última vez que você verá aquele lugar daquele jeito, não dá para não comparecer, não festejar, não se emocionar. O time é o de menos, a fase não importa.

O que não dá para acreditar é que nada foi feito para o torcedor num dia tão especial...

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Felipão pode Voltar ao Palmeiras!

Quem acompanha este blog leu no post do último sábado, entre as linhas que comentavam a vitória do Palmeiras sobre o Vitória- gol de Lincoln- que, um dia antes, um dirigente palestrino (no caso uma fonte segura me informara tratar-se de Gilberto Cipullo) telefonara para Felipão, na intenção de contratá-lo. A resposta de Scolari, porém, foi a de que as conversas só poderiam ser iniciadas em janeiro, depois do fim de seu contrato.



Agora, porém, a situação mudou: Felipão rescindiu seu contrato no Usbequistão e está livre para, negociar , deixando em aberto qualquer possibilidade para depois da Copa do Mundo.



Há algum tempo, embora diga que ”se não surgir nenhuma proposta da Europa”, Felipão dizia que, ao final de seu contrato, seu desejo era o de voltar ao Brasil e por aqui treinar um time. Ora, o Palmeiras que não esquece que foi campeão da Libertadores, em 99, com Scolari, está de braços abertos para recebê-lo.



E a torcida também.

E eis a Seleção de Dunga. Sem Ousadia.

Neymar? Não. Paulo Henrique Ganso? Não. O que importa eles serem craques se, conservador e em sua própria opinião leal, Dunga prefere priorizar quem esteve com ele em outros torneios e outros carnavais?



Teimoso, turrão e burocrático, Dunga preferiu deixar de fora em sua convocação, os melhores jogadores do Brasil em atividade, Neymar e Ganso. No resto, poucas surpresas e, pelo menos, uma justiça: a justiça é a ausência de Adriano, dito Imperador, que tem feito do Flamengo a casa da mãe Joana, treinando quando bem entende, sem se importar com a forma física e os quilinhos a mais.



Nada contra os goleiros, pois Júlio César ostenta grande forma, Gomes tem qualidades e Doni, na Roma, deixou de ser aquele goleiro inseguro dos tempos de Corinthians e Santos.



Nas laterais, pela direita é óbvio que deveriam ser chamados Maicon e Daniel Alves, enquanto pela esquerda, em função da carência de talentos, foi razoável chamar o veterano Gilberto e Michel Bastos (Roberto Carlos nem pensar!).



No meio- campo não gosto de Gilberto Silva e nem de Josué. Mas o técnico é Dunga, o que fazer?



E lá vamos nós de Felipe Melo, Júlio Batista e coisa e tal, quando temos por aqui um Paulo Henrique Ganso. Kaká, ah Kaká é Kaká e lá vai ele para a África do Sul com pubalgia e sem reserva à altura. O que fazer, repito, se o técnico é o conservador Dunga?



No ataque, justa a convocação de Luís Fabiano, razoável a de Robinho (tem mais fama do que futebol), boa a de Nilmar e justa a de Grafite, que vem arrebentando no futebol alemão.



Como há quem diga que Deus é brasileiro, quem sabe mesmo assim, a Seleção possa levantar o caneco e Dunga transformar-se no herói do chimarrão e das bombachas?



No futebol, qualquer leigo sabe, tudo é possível.



OS SETE DA FILA DE ESPERA



Como prêmio de consolação, Paulo Henrique Ganso- que deveria estar entre os oficialmente convocados para a Copa- figura na lista de espera da Seleção elaborada por Dunga. Quer dizer... se alguém se machucar, pegar um resfriado forte ou coisa do gênero, o jovem craque terá sua oportunidade. Neymar, nem isso.



Quanto os outros pacientes candidatos da fila, poucas restrições: Ronaldinho Gaúcho, creio, perdeu a explosão e hoje é muito mais uma fantasia do que uma realidade; Alex, do Chelsea, quarto zagueiro que já foi do Santos, tem lá as suas qualidades e chuta forte, Sandro do Inter de Porto Alegre, na minha opinião é melhor do que Gilberto Silva, além de ser mais jovem; Diego Tardelli vem fazendo belos gols pelo Atlético Mineiro e merece ficar esperando: Marcelo, do Real Madrid, é um lateral – esquerdo irregular e até andou jogando na meia, algumas vezes- eu preferiria André Santos, ex- Corinthians; e, finalmente, Carlos Eduardo, que surgiu como grata revelação no Grêmio, faz o que pode pelo alemão Hoffein.



De qualquer maneira, é só uma lista de espera. Como num aeroporto, esperando a desistência de alguém para poder embarcar. E nada mais.