Tempo Real

domingo, 19 de setembro de 2010

A Topper ataca novamente o rúgbi

As peças publicitárias da Topper com o rúgbi vão virar, muito provavelmente, case de publicidade nos próximos anos. A empresa lançou agora três novas peças publicitárias em que fala dos progressos do esporte no Brasil. Sempre com a sacada de "destruir" a realidade atual da modalidade no país, a marca brinca com a seriedade do tratamento que o brasileiro dá ao esporte.

O projeto do rúgbi é sério e embasado em profissionais do mercado criando um programa de melhora de desempenho progressivo para o time brasileiro. Como toda modalidade pouco praticada no Brasil, o rúgbi carece de maior divulgação e, também, da quebra de alguns preconceitos.

Aí é que fica a grande dúvida da brincadeira da Topper com o rúgbi. E se um dia o esporte for, de fato, grande? Hoje é legal fazer a brincadeira de que somos pequenos e motivo de chacota entre as grandes potências do esporte. É, mais ou menos, como se o futebol do Bahrein quisesse se colocar no patamar de um Brasil, Argentina, Alemanha ou Itália da vida.

Mas qual a impressão que fica na cabeça das pessoas ao ver o único patrocinador de peso do rúgbi detonar o próprio esporte? Esse é o lado arriscado do humor. Ele passa a impressão de que não é sério. Sim, a mensagem final é sempre de que "isso ainda vai ser grande". Mas qual a credibilidade para o público leigo a respeito do rúgbi?

Geralmente o crescimento das grandes fabricantes de material esportivo se deu exatamente pela associação de seus produtos com equipes e atletas vencedores. Isso não significa mascarar a realidade, mas também não precisa atacar totalmente o seu patrocinado, mesmo que seja a real imagem que se tem dele atualmente. Não fosse a Topper uma marca que dependesse da venda de artigos esportivos, essa brincadeira com o rúgbi seria bem mais eficiente. A impressão que pode se dar para o consumidor é de que, assim como o rúgbi, a marca associada a ele ainda vai ser grande um dia. E, claramente, não é esse o posicionamento que uma marca deseja ter no mercado...

De qualquer forma, preocupações à parte, segue abaixo uma das três novas peças publicitárias. Todas geniais, diga-se de passagem.

Na Queda-de- Braço, Dorival Venceu apenas o Primeiro Round. E Depois?

Quando eu digo queda de braço- ou quem sabe uma imaginária luta de boxe- falo sobre um contexto em geral, mais precisamente do que vem daqui para a frente. Com justiça, por ser sério e generoso (já me referi no post anterior ao caso Paulo Henrique Ganso), o técnico Dorival Jr saiu vitorioso nesse embate contra Neymar: o menino-craque foi afastado, está fora do jogo diante do Guarani e vai treinar sozinho, no CT, durante o final da semana.



Combate encerrado? Não c reio, pois que a bem intencionada declaração do presidente Luís Álvaro Ribeiro, presidente do Santos, além de outras coisas, o caso será reavaliado na segunda-feira. Por sua vez, o agente e Neymar, Vagner Ribeiro, desafia o técnico a deixar o talentoso atacante ”de fora contra o Corinthians”.



Tudo vai depender dos resultados. Não me iludo. E quando falo que a corda vai arrebentar para o lado mais fraco, falo menos da direção do Santos- que fez todo o esforço para manter no Brasil um craque assediado por Chelsea e outros poderosos- do que da torcida que, na primeira derrota (e ah, se for contra o Corinthians) ficará quase que em peso a favor do jogador.



Já vi esse filme, muitas vezes. E o tal poder de comando é importante, sim, mas invisível. Já os gols, os dribles, a vitória... Tudo é detectado a olho nu, como interessa ao torcedor.





E cá entre nós, pelo menos segundo o relato dos que viram o acontecimento: a multa que doeu no bolso, o afastamento que doeu no ego, a opinião (em especial dos torcedores dos outros clubes), creio que tudo isso já é suficiente. Não é caso de condenação ao fogo do inferno e nem mesmo à decapitação: ou Neymar aprendeu a lição ou nunca mais!



Quem sai perdendo nessa história toda é o Santos, pagando pelo pecado que não cometeu. Há muitos clubes esperando por Dorival, há muitos milhões de euros esperando por Neymar.



E o Santos, bem o Santos que se vire e arque pela proeza da resistência.



Boa sorte, Santos! Pois que os outros, seus ricos funcionários, já a têm.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Tititi na Rodada. E mais: A Dança dos Técnicos, Intrigas...

Foi uma noite longe de ser calma. Será assim, de agora em diante, com o returno iniciado e os sonhos (da Libertadores, do título) e os medos (do rebaixamento) aflorando e tendo contornos mais claros?



Foi assim, nesta quinta-feira, no Pacaembu e em São Januário. No Pacaembu, o sempre comedido técnico Dorival Júnior. Lamentou que a “arbitragem não foi feliz”, além, é claro, de reafirmar a falta que Ganso faz e de defender, mais uma vez, o inoperante Keirrison, artilheiro que esqueceu o caminho das redes.



Gosto de Dorival. Mas ele não teve razão: o Botafogo ganhou por 1 a 0, em conclusão genial de “El Loco” Abreu, no finzinho da partida. Com isso, embora não tenha sido superior ao Santos (melhorou quando entrou o veloz Caio no ataque), o Bota deu um salto enorme na tabela, igualando-se ao poderoso Cruzeiro por pontos ganhos, vencendo, ainda, no critério de desempate. É, pois, o terceiro colocado no Campeonato.



Em São Januário, houve uma cena digna de ópera-bufa: o técnico do Vasco, Paulo César Gusmão, por sinal o único técnico invicto no Campeonato, deu a impressão de que iria entrar em campo e ser o protagonista de truculência inédita. Seus gestos eram frenéticos, sua fisionomia impressionava.



Ainda bem que foi só uma cena. Gusmão acabou expulso e, já de cabeça fria, na entrevista coletiva, amenizava tudo, dizendo que “não vou comentar arbitragem. Estou é pensando, já, no jogo contra o Palmeiras”.



Na verdade, o invicto Gusmão não teve nenhuma razão em sua revolta. Em campo, em partida na qual foi superior no primeiro tempo e retranqueiro no segundo, o seu Vasco empatara com o Atlético Mineiro em 1 a 1. Foi belo o gol de Éder Luís para o Vasco, legítimo o gol de Ricardinho para o Atlético, ao converter o pênalti (que existiu) de Nilton em Daniel Carvalho.



Reclamar do quê. Bem, nada comparável à cena de crise no líder Flu, onde o médico, Michel Simoni, pediu demissão do cargo, sentindo-se traído pelo artilheiro Fred- que o acusou, em entrevista, de o ter liberado para os treinos antes de estar totalmente recuperado.



Nada disso é inédito no futebol. E como se diz, vida-que-segue...



A INCRÍVEL DANÇA DOS TÉCNICOS E INTRIGAS DO FUTEBOL

Pode parecer uma brincadeira. Mas não é: indignada com o empate diante do Palmeiras (a que ponto chegou o velho Palestra!), a direção do Vitória decidiu-se pela demissão do técnico Toninho Cecílio. Em outros tempos, o empate seria motivo de festa.

Enquanto isso, na bela Fortaleza, quem perdia o emprego no Ceará era Mário Sérgio. O Ceará tinha sido vencido pelo líder do Campeonato, o Fluminense, no Rio.



E os casos de Toninho Cecílio e Mário Sérgio não são isolados no Campeonato Brasileiro. Pelo contrário, fazem parte da rotina do ano. Leio aqui mesmo, no UOL, que 20 técnicos já saíram de seus clubes durante a competição, média de um por rodada. O que me parece sem sentido.





Nem dá tempo de o técnico conhecer o elenco, saber com que esquema uma equipe pode render mais, típica coisa de imediatismo absurdo.

Motivado talvez pelo fantasma do rebaixamento num torneio equilibrado, onde quatro cairão. O exagero vem acontecendo e, embora eu não concorde que técnico é só algo a mais e quem ganha as partidas são os jogadores, sempre me lembro do amigo Dino Sani, jogador de classe e treinador de respeito que me disse: “Ao técnico cabe escalar bem o time. E pronto.”

Não é bem assim. Mas talvez a gente dê importância demais a esses senhores do comando. E quem perde é sempre o clube, pois, muitos deles, demitidos, injustamente ou não, passam o ano recebendo pelo contrato que assinaram. E, ao sentirem a instabilidade no emprego dos comandantes, os jogadores não perdem o respeito e passam a ignorar os gritos que vêm da beira do campo?







Pode parecer bobagem, coisa pouca. Mas essa dança dos técnicos, de tão frenética, deve fazer pensar. Ou repensar. É uma dança incomum e perigosa.




INTRIGAS DO FUTEBOL



1- Por que Marcelinho não foi lançado antes no São Paulo? Esse menino já foi craque na Copa São Paulo de juniores, sobrava na competição. Difícil responder. No caso, porém, ponto para Sérgio Baresi, jovem técnico tricolor, que teve coragem de suportar o nervosismo do garoto em seus primeiros jogos e agora o vê despontar como futura estrela do futebol brasileiro.


2- O Caso Lincoln: não sei o quanto ainda Lincoln está machucado ou em recuperação, mas pessoa próxima ao círculo de amigos (ou subordinados) de Felipão me contou que houve áspera conversa entre o técnico e o jogador. A razão teria sido uma reportagem publicada num diário especializado em esportes - nada a ver com a carta de cobrança, extra-judicial, de Lincoln para o clube. Essa pessoa próxima a Felipão - não o técnico - disse para minha fonte: "Esqueça o Lincoln”.

Não disse, no entanto, se é para esquecer por enquanto. Ou definitivamente.

R. Ceni: goleiro dos mil jogos e dos 100 gols

No início da década eu brincava com as marcas históricas para Rogério Ceni alcançar. O camisa 1 do tricolor à época achava difícil mas o tempo respondeu que era possível.

Hoje, a realidade é outra. Em breve, Ceni será dono de números mais impressionantes ainda. Além da fidelidade ao clube com vinte anos de estrada, o ídolo são-paulino completará 1000 partidas pelo tricolor e estufará as redes cem vezes. Simplesmente, histórico e incomparável.

Rogério Ceni – goleiro, artilheiro, roqueiro - entrou para o seleto grupo de grandes nomes que vestiram apenas uma camisa de clube ao longo da carreira. Algo cada vez mais raro na relação entre jogador e time nos dias de hoje.

Ele chegou sem pompas e transformou-se em líder no Morumbi, onde criou respeito e também despertou muita inveja.

RC sorriu nas conquistas do tri brasileiro, vibrou com a Libertadores e o mundial de 2005 mas também chorou e sofreu com as eliminações seguidas no torneio sul-americano.

Rogério Ceni, o goleiro-artilheiro dos mil jogos e dos 100 gols.

Seleção Portuguesa: Zico é um nome

Partiu da comunidade portuguesa no Brasil, dentro da Casa de Portugal em São Paulo, a sugestão para o galinho de quintino assumir a vaga de treinador da seleção portuguesa de futebol.

O técnico do time lusitano Carlos Queiroz foi demitido pela Federação Portuguesa e a contratação de um novo profissional é prioridade para a entidade. Já nos dias 8 e 12 de outubro, Portugal enfrenta Dinamarca e Islândia pelas eliminatória da Euro 2012.

Portugueses aqui do Brasil dão um pitaco e sugerem o nome do dirigente do Flamengo. Apesar de não ter sido convidado oficialmente, Zico em uma conversa por telefone antes do jogo São Paulo e Fla me disse estar lisonjeado com a indicação. Também lembrou ter o passaporte português e que o pai, Antunes, era português.

O histórico de técnicos brasileiros dirigindo a seleção portuguesa pode ter um peso na escolha. Otto Glória fez sucesso na Copa da Inglaterra em 66 e Felipão levou o time ao vice na Euro 2004 e ainda tocou a boa campanha na Copa da Alemanha dois anos depois.

domingo, 5 de setembro de 2010

Corinthians: uma Goleada de Quem Busca o Título!

E quando falo Corinthians, falo de uma singular cumplicidade entre o time e a torcida.



Contra o Goiás rabeira, é verdade, ainda mais dirigido por Jorginho o auxiliar de Dunga na defensiva Seleção Brasileira, o Timão até sofreu o primeiro gol, marcado pelo veterano Júnior.



É aí é que surge a cumplicidade, a energia que vem das arquibancadas a empurrar o time. Mesmo antes de ser expulso o volante goiano Amaral. O Corinthians já massacrava, chutara duas bolas no travessão. E como dizia minha santa avó “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”. No caso, quem furou a retranca do time dirigido por Jorginho, o auxiliar de Dunga na defensiva Seleção Brasileira de Dunga na Copa, foi Bruno César. De cabeça, aproveitando-se do melhor jogador do Corinthians neste sábado, Iarley.



E a torcida, que lotava o Pacaembu, gritando, cúmplice na derrota parcial, no empate e depois na feliz goleada. 5 a 1!



A goleada, que surgiu no segundo tempo, foi mera conseqüência do total domínio corintiano. E os gols foram surgindo: Iarley, Jorge Henrique, novamente Iarley (de pênalti), Boquita. Poderia ter sido mais.



Mas também não era preciso. Time e torcida continuaram com sua cumplicidade até depois do apito final,, com os gritos que “aqui tem um bando de loucos, loucos por ti Corinthians”.



Torcida não ganha jogo. Mas que ajuda, ah, ajuda.!

Palmeiras, o Calvário do Crescimento.

São muitos os internautas que me perguntam, cobrando a posição sobre a Arena, que está difícil sair do papel. E também sobre o que penso de Beluzzo, presidente palestrino, ou se sou ou não parente de um voraz oposiconista a ele ou à situação do clube,.



Aproveito este sábado, em meio a um verdadeiro feriadão, para saciar a curiosidade.



1- Aprecio muito o trabalho de Luís Gonzaga de Mello Belluzzo, reverencio também a sua paixão pelo Palmeiras. Tem procurado fazer o melhor, pensar grande. É do tempo das grandes contratações- neste ano, por exemplo, só para citar alguns nomes, repatriou Felipão, Valdívia e trouxe de volta Kleber, o Gladiador. Sonha um Palestra Gigante.



Como nada é perfeito, claro que ele não conseguiu tudo o que queria, como colocar os pagamentos totalmente em dia e também não fez os gols necessários, pois embora centroavante amador em outras épocas, não tem jogado e nem feito os gols que diz que fazia.



Encontra séria resistência, principalmente da Oposição, que é saudável existir em todos os segmentos da sociedade, embora talvez não com tanta avidez pelo poder. Não deveria ser o bem do clube colocado em primeiro lugar? É sabido que o refinanciamento -ou coisa assim- conseguido junto ao BMG, que tinha como maior objetivo colocar tudo em dia, foi menor em função de um alerta que teria partido do próprio clube. E o calvário da Arena, cuja idéia até partiu de antigas gestões, vem se arrastando, corroendo os nervos de quem tenta erguê-la e sonhar com um futuro mais próspero.



Enfim, o Palmeiras ao Palmeiras pertence. E que se entendam, como deveriam em certo momento, situação e oposição.



2- De uma vez por todas, caro internautas, respondo: não sou parente e nem amigo desse senhor, Gilton Avallone.



3- Sobre a Arena, como perguntar não ofende, apenas um item: terá de ser interditado o Parque Antártica? Pois se um dos itens que atrapalham a construção da Arena é o barulho que podem causar na região os jogos e os shows, ora, esse barulho já não existe há muito tempo com as partidas e os eventos promovidos? Como leigo, creio que o incômodo seria menor em lugar fechado (como na Arena) do que agora...



E então, como leigo, considero a exigência um total contra-senso.



Diria mais: segue o Palmeiras vivendo o calvário em busca do crescimento. Como se fosse um pecador.Quem sabe, muitos ficariam satisfeitos se a opção fosse por modéstia franciscana, apequenando-se pelo resto dos tempos.

A Corrida do Milhão e o poder da novela da Globo

Novela das 21h na TV Globo, média de quase 40 pontos de audiência. Um dos produtos de maior penetração na sociedade brasileira hoje abriu espaço enorme nesta sexta-feira para promover a Stock Car.

O personagem de Marcelo Anthony, piloto da Stock, afirma numa reunião com um executivo da categoria que quer voltar a correr, mas avisa:

"Olha, eu não vou poder correr na Corrida do Milhão neste domingo, mas para a próxima prova eu estarei pronto".

A Globo promove, com isso, o próprio produto da casa, já que ela é uma das sócias da Stock Car. Se, no post anterior, falávamos da dificuldade de o basquete ter espaço na TV aberta, horas depois a emissora mostrou o quão pode ser parceira de uma modalidade.

Mas, nos dois casos, é essencial que haja um produto que possa ser promovido pela emissora. Por incrível que pareça, a Corrida do Milhão é, para o mercado brasileiro, um produto mais interessante do que um Mundial masculino de basquete. Nem mesmo os astros do bola ao cesto americanos são capazes de mover o torcedor para a frente da telinha.

O esporte precisa, sempre, encontrar o melhor produto que existe para promoção. Do contrário, estará caminhando lentamente para o ostracismo. O basquete é um desses exemplos.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A importância da TV aberta para o esporte

O Brasil faz, na Turquia, uma de suas melhores apresentações num Mundial de basquete nos últimos anos. Mas quem está tendo acesso a esse desempenho do time brasileiro? O mau momento dentro de quadra faz com que o basquete deixe de ser um produto atraente para a TV aberta. Resultado: o esporte só é exibido nos canais a cabo, que não chegam nem a 10 milhões de lares no país.

Numa conta rápida, não chega a nem cerca de 1/6 da população brasileira as imagens ao vivo do desempenho de Leandrinho, Varejão e cia. Isso se considerarmos que todos os lares que possuem TV a cabo estarão ligados nos jogos do Mundial.

A ausência do esporte na TV aberta acaba impedindo a sua popularização. Em vez de mais pessoas acompanhando o basquete e, com isso, sentindo-se engajadas a consumir mais produtos e, quem sabe, ser um atleta profissional, temos uma situação de estrangulamento do esporte.

O vôlei cresceu no Brasil graças à popularização trazida pela TV aberta. Ajudou, é claro, o esporte ter tido melhor desempenho dentro de quadra, algo que falta há muitos anos para o basquete.

Resta saber, porém, se para a TV aberta também não é prejuízo mostrar o interesse pelo esporte apenas quando ele é vitorioso. Afinal, se uma modalidade esportiva não for forte o suficiente, é um produto a menos para ser inserido na grade de uma emissora.

O que a festa do centenário ensina aos clubes

Vale do Anhangabaú com mais de 100 mil pessoas numa terça-feira de madrugada. Só o futebol, no Brasil, é capaz de mobilizar um contingente assim de pessoas. Tal qual já havíamos visto com o Atlético-MG, em 2008, quando mais de 30 mil acompanharam as festas nas ruas de Belo Horizonte, ou em 2009, quando o Inter alcançou a marca de 100 mil sócios no ano do primeiro centenário do clube.

Foram precisos quase 15 anos desde o primeiro centenário de estardalhaço no país (com o Flamengo, em 95), para que o clube de futebol brasileiro começasse a entender o real significado de se completar 100 anos. Se, lá em 95, o Mengão quis construir o time dos sonhos e ser campeão de tudo (terminou sem ter nada) para celebrar seus 100 anos, agora a realidade é outra.

A prova melhor disso quem deu foi o Internacional, em 2009, quando montou toda uma estratégia de marketing para comemorar o aniversário. Ser campeão é bom a qualquer ano de vida do clube. Mas festejar 100 anos é motivo para muito envolvimento do torcedor com o clube.

E foi isso que acompanhamos nos últimos três centenários de grandes clubes. O Galo, mesmo com um time mal dentro de campo, depenado por goleada do Cruzeiro no Mineiro, fez o torcedor ir às ruas mostrar seu amor pelo time, consumiu produtos, rememorou a felicidade de ser atleticano. Da mesma forma, o Inter movimentou milhões em receita por conta do ano do primeiro centenário.

Agora, é a vez de o Corinthians mostrar que ser campeão é menos importante do que ter motivos para torcer por um clube. A festa de ontem, em São Paulo, será a típica história contada de pai para filho, daquelas que fazem uma nova geração se apaixonar por algo que é mágico, que não está ligado a vencer ou perder.

Quanto mais resgatar a fidelidade do torcedor, mais sucesso comercial um clube vai ter. Com mais dinheiro no caixa, mais investimentos no time podem ser feitos. E, logicamente, mais fácil será para um clube se sagrar campeão. É uma lógica aparentemente simples, e que não precisa de cem anos para ser colocada em prática...

Quem é o Bicho Papão do Campeonato?

Por enquanto, pelos números, é o Fluminense. Mas nem tanto. Sua diferença para o Corinthians (de 38 pontos ganhos do Flu para 34 do Timão) é enganosa, pois, como se sabe, o Flu já disputou um jogo a mais. E pelo futebol, em suas últimas três partidas no Maracanã, o time de Muricy Ramalho mostrou queda acentuada, pois não foi além do empate diante do Vasco, do São Paulo e do Palmeiras.

Na verdade, às vésperas das últimas rodadas do turno, é grande a indefinição para o futuro, já que ainda faltam 20 rodadas. E aí está o Santos, já em terceiro lugar no Campeonato, 30 pontos ganhos, ao lado do surpreendente Botafogo que, nas mãos de Joel Santana, tornou-se um time ofensivo, rápido e perigoso, assustando as defesas inimigas como Maicosuel e Jobson, por exemplo. Quanto ao time santista, do qual falei acima, está superando as ausências dos que foram embora e também do lesionado Ganso. Ah, o Santos tem Neymar...

E ao contrário de outros Campeonatos pelo mundo, onde os mesmos dois ou três são os favoritos, eis que, por aqui, também despontam o Inter e o Cruzeiro. Pode ser que o foco do Colorado esteja mais para o Mundial entre clubes, pode ser, mas ele surge forte, cheio de autoconfiança e já tem 28 pontos ganhos.

E com o mesmo número de pontos, surge uma equipe da melhor qualidade, o Cruzeiro. Outro dia estava contando e os dedos da mão quase não foram suficientes para enumerar a quantidade de atacantes que tem esse time: Thiago Ribeiro, Wellington Paulista, Robert, Wallison (que será uma sensação, quando estiver em forma) e o argentino Ernesto Farias. Fora o ótimo goleiro Fábio, a defesa segura e um meio-campo criativo, onde despontam o argentino Montillo e o volante-artilheiro Henrique.

Até o momento, todos esses clubes são candidatos. E sem descartar o que aconteceu no ano passado, por exemplo, quando vindo lá de baixo da tabela, o Flamengo arrancou de maneira espetacular e sagrou-se campeão.

Podemos ter também outros times emergentes, mas, dada a distância para os seis maiores candidatos, é difícil. Palmeiras e Atlético Mineiro, creio, vão mesmo é disputar a vaga na Libertadores através da Copa Sul-Americana que, a partir desta edição, oferece um lugarzinho na competição mais importante.

E você, amigo, tem o seu candidato - ou a sua zebra - ao título?

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Revelações de Andrés Sanchez. E sua Bronca com o São Paulo.

Conversei mais de uma hora com o presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, durante o programa "No Pique", que vai ao ar todos os domingos pela CNT. Sanchez não se negou a responder a nenhuma pergunta -as minhas e as dos companheiros de bancada - e pinço aqui, neste espaço algumas de suas declarações (além das que envolvem assuntos já sabidos como o novo estádio corintiano, a abertura da Copa do Mundo, o festejo pelo Centenário).

"Só posso garantir o Ronaldo até o fim do ano. Até agora, cumprimos tudo que prometemos a ele, ele cumpriu tudo que prometeu para a gente"

"O Ronaldinho Gaúcho não nos interessa. Não tem o perfil do clube. E nem seria o substituto em termos de marketing, para o Ronaldo"

"Terminando a minha gestão como presidente do Corinthians, vou para casa. Vou aproveitar a vida."

"Não tem essa de pretender assumir a presidência da CBF falando, mesmo se o Ricardo Teixeira for para comandar a Fifa. Eu sou Corinthians."

"Se eu prefiro ver o Corinthians ganhar do time do Jardim Leonor (São Paulo) ou do Palmeiras? Ah, prefiro ganhar do Palmeiras. É uma história antiga."

Quando fala em time do Jardim Leonor, o São Paulo, aí Andres Sanchez revela a bronca, a mágoa, com o tricolor. E sempre me intrigou saber o estopim desse sentimento pessoal - que, neste caso, não é tão pessoal mas de muitos corintianos, tanto, que nesta terça-feira, os muros do CT tricolor amanheceram pichados com frases tipo “A Copa é nossa. Freguês”. Desta vez, embora reconhecendo a mágoa com alguns diretores do São Paulo, Andrés não foi tão explícito quanto a questão, embora rememorasse um fato:

"Não se trata torcedor do Corinthiasns como eles trataram. Pareciam estar lidando com gado, não com o povo."

"O Corithians sempre foi o maior locatário do Morumbi, no entanto não éramos tratados com respeito."

É pode estar aí o principal motivo, o sentir-se humilhado num jogo do Cortinthians diante do São Paulo, no Morumbi, quando a torcida corintiana reclamou da quantidade de ingressos recebidos e muitos dos que estavam no estádio queixaram-se do confinamento a um pequeno espaço, separado do resto do estádio por uma grade de ferro.

Deve ter sido isso. Depois, bem depois, o Corinthians se recusou a jogar no Morumbi e Andrés Sanchez prometeu: "Enquanto eu for presidente, o Corinthians não joga mais aqui. A não ser quando eles forem os mandantes”.

E assim foi feito. Teve também o episódio da eleição do clube dos 13, quando o candidato de Ricardo Teixeira, Kleber Leite (que teve o voto de Sanchez) perdeu para Fabio Koff (que tever o voto de Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo), mais divergências, enquanto ainda relembrou no programa , ao vivo "Quem mais reclamava do Koff, em quem votou, era o Juvenal”.

Bem, que se saiba, então. A grande rivalidade do momento, ao contrário de outrtas épocas em São Paulo, não é mais entre Corinthians e Palmeiras. Elementar: a grande briga agora é entre São Paulo e Corinthians. Até pelo estádio da Copa.

Estranhas Situações do Futebol

1- Robinho no Milan. E Ronaldinho Gaúcho? Robinho não quis ir para a Turquia, isso já se sabe. Mas a sua chegada a Milão, segundo o site Milannews.it, está prevista para as 8h30 desta terça-feira. Ótimo. O Milan volta a ser ele mesmo, coma chegada do goleador Ibraimovic, tendo Pato como segundo atacante, o que leva a crer que começa a se confirmara notícia do jornal italiano La Reppublica que o plano de Berlusconi era o seguinte: Ibraimovic já, Robinho em janeiro (só que sua contratação está sendo antecipada) e Ronaldinho Gaúcho no Galaxi, dos Estados Unidos.



Será? Até aqui tudo se encaixa, porém... Há sempre um, porém, neste caso a belíssima atuação de Ronaldinho na rodada de abertura do Campeonato Italiano, depois da pálida exibição no amistoso contra o Barcelona.



O que me parece, à distancia, é que se trata de uma preparação para um futuro próximo, pois duvido que o Milan vá jogar com quatro jogadores ofensivos. E nenhum deles, dos craques acima citados. Gostaria de ficar na reserva.



Recebi um telefonema que me levantava a hipótese de o Palmeiras entrar na jogada, acreditando até em sua fantasia o ilustre amigo, que teria sido feita uma inédita reserva no BID- o que não acredito e nem me foi confirmada juridicamente. Creio que, para o ano vem, é possível: no momento me parece mais coerente a inda de Ronaldinho para o Galaxi- talvez agora, talvez para o começo do ano.



Em todo o caso...



2- Queixou- se, com razão, o herói tricolor do último domingo, Rogério Ceni, da falta de opções ofensivas do São Paulo contra o Fluminense. Na verdade, com Ricardo Oliveira e Fernandão com lesões, o São Paulo, pelas minhas contas, deu apenas um chute contra o gol de Flu no segundo tempo- aquele gol desperdiçado por Marcelinho, depois de cruzamento de Jorge Wagner.



E então, eu pergunto: o que de tão grave teria feito Dagoberto?Já o vi jogar bem pelo tricolor, veloz e raçudo, embora não tenha sido jamais, o super-atacante que se insinuava no Atlético Paranaense.



Não vivo o dia-dia do clube e nem sei o que Dagoberto possa ter feito ou deixado de fazer. Mas nesta fase, em que o São Paulo está há 5 jogos sem ganhar, que Dagol é um desperdício, ah, isso é.



3- Outro belo gol de Kleber, o Gladiador: nesta segunda-feira, depois de ter sido herói da vitória contra o Atlético Mineiro, ele concedeu entrevista coletiva e disse não aceitar a irregularidade do time e pediu, do jeito dele, ”mais vergonha na cara” do time- que entraria contra adversários mais frágeis, sem o necessário empenho, acreditando que a vitória virá a qualquer momento. O diabo é que não se dá nomes aos bois, ficando, então, no vazio,as advertências.

Os riscos de uma arena para a Copa do Mundo

A decisão foi política, como já tinha ficado claro desde o momento em que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, levantou o papel com o nome do Brasil escolhido para sede da Copa de 2014. Desde aquele já longínquo 30 de outubro de 2007, o Mundial brasileiro passou a ser um jogo político, em que o negócio e a racionalidade na gestão de recursos deram lugar a interesses pessoais e conjunturas para favorecimento e/ou prejuízo de outros.

O episódio mais recente disso é a escolha de um possível estádio corintiano para ser a sede paulistana durante a competição. Não, nada contra o Corinthians, ou a favor do São Paulo, do Morumbi, da Arena Palestra Itália ou do que quer que valha.

Esqueça a paixão clubística. Torça pela sua cidade, pelo seu dinheiro, pelo seu país.

São Paulo havia se preparado, desde sempre, para fazer a Copa no Morumbi. Recursos públicos seriam alocados para a melhoria da infraestrutura de transporte local (o que é dever do Estado, não há qualquer discussão sobre isso). Uma mudança de planos foi causada pela disputa política entre os presidentes da CBF e do São Paulo. E a cidade nessa?

Orgulhosa de ser o “motor do país”, a cidade de São Paulo é a que pior exemplo tem dado na gestão da Copa do Mundo. A arrogância paulistana mais uma vez falou mais alto. “Só nós somos capazes” é um lema que nós, paulistanos, adoramos usar. Mas a certeza de realização poderá ser cruel na questão do Mundial. Já se foram quase três anos desde que o Brasil foi escolhido como sede. Restam menos de três anos para o evento-teste da Fifa, que será a Copa das Confederações em 2013.

Dá para construir um novo estádio até lá? Sem dúvida. Mas e as questões urbanas, numa cidade tão complexa como São Paulo, são possíveis de serem resolvidas? Esse talvez seja o grande problema.

Ainda não há detalhes sobre o novo estádio corintiano. O que se sabe é que ele estará em Itaquera, região que, tal qual o Morumbi, carece de melhores investimentos em infraestrutura de transportes. Até aí, nada de novo. Mas será que em três anos é possível sanar essas deficiências? Capacidade de realização pode até ser que se tenha, mas com qual nível de qualidade? Qual é o exemplo que a cidade “motor” do país quer deixar?

Mais além disso, a questão seguinte é especificamente para o Corinthians. Um estádio em Itaquera é o melhor para o clube? Sem dúvida que é melhor do que se pagar a conta de aluguel do Pacaembu. Mas e o torcedor que já está acostumado, desde sempre, a ter o estádio municipal como “casa” do Timão? Ele vai concordar em ter de se deslocar para outro lugar? O hábito de consumo está intimamente ligado à região em que o estádio se localiza.

O estudo de viabilidade de uma arena é fundamental antes de sua construção. Se o Engenhão, por exemplo, tivesse feito o seu, perceberia que seria impossível manter um estádio daquele tamanho numa região distante do centro da cidade.

Em 1990, os italianos de Turim, uma espécie de São Paulo italiana, celebrou a construção do Delle Alpi para a Copa do Mundo. Afastado do centro, moderno (para a época), para ser usado pela maior torcida da cidade (e da Itália), não tinha como dar errado! A Juventus, 20 anos depois, já aprovou a construção de um estádio numa região mais central, para diminuir o prejuízo que tinha com a instalação “distante e fria”, como o próprio clube a classificou.

Em 1996, os holandeses de Amsterdã viram com certo receio a construção da Amsterdam Arena, numa região afastada do centro. Hoje, 15 anos depois, o local onde está o estádio é um dos mais valorizados centros de negócios da Europa. A arena tem casa cheia a maior parte do tempo e os imóveis da região passaram a valer muito dinheiro.

O que diferencia um caso do outro?

O primeiro estádio foi feito pensando-se na Copa do Mundo, sem preocupação com o conforto do torcedor e, também, com a facilidade de acesso ao local. O segundo, foi criado pensando-se em revitalizar uma área degradada de Amsterdã e oferecer uma arena adequada às exigências cada vez maiores do consumidor. O futebol é o motivo de tudo, mas o estádio e seu entorno foram construídos pensando-se em 24 horas de utilização, durante 365 dias do ano. Além disso, o Delle Alpi é gerenciado pela Juventus, enquanto que a arena de Amsterdã é controlada por uma empresa cuja função é fazer o local ser lucrativo e movimentado o tempo inteiro.

Quem vai gerenciar a nova arena do Corinthians? Como será o acesso do torcedor a ela?

Essas são questões que ainda estão de pé. E são fundamentais para que, de novo, a política não fale mais alto do que o negócio. Do contrário, a cidade de São Paulo terá um lindo e novo estádio para a abertura da Copa do Mundo. E, depois disso, ele será uma tremenda dor de cabeça para o dono dessa arena.

O estádio não pode ser pensado para a Copa do Mundo, mas sim para o dia-a-dia. Felizmente, a arena corintiana não será pública. É uma conta a menos para a população pagar.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A História do Palmeiras Não Merecia Esse Vexame. E o Drama do Craque Ganso.

Não, não poderia ser este o presente ao Palmeiras logo na noite de seu aniversário, O quê? Festejar seus 96 anos de vida perdendo para o rabeira (agora ex- lanterna), por 3 a 0, em pleno Pacaembu. E ainda levar um baile do Atlético Goianense? Ah, com todo o respeito, é demais.



Que fique bem claro: o Atlético jogou melhor, Elias- autor dos três gols-, foi o melhor em campo e o Palmeiras só incomodou o adversário superior em duas oportunidades, ou melhor, em duas pérolas do centroavante Tadeu. Na primeira, em lance grotesco, Tadeu furou, na cara do gol; na segunda, fez ainda pior, deu a impressão de chutar a própria perna direita com a outra, a canhota, que não encontrou a bola. Meu Deus!



Não se credite apenas a Tadeu a derrota. Na verdade, à exceção de Tinga e de alguns lampejos de Valdívia- este, ainda fora de forma e de ritmo, longe do El Mago conhecido- o time inteiro foi envolvido pelo Atlético, inclusive o goleiro Marcos, que seguramente falhou no segundo gol. E no terceiro, talvez, pois não foi sequer na bola.



Ao Atlético Goianiense, os méritos. Ao Palmeiras, a vergonha.



E o que fazer, então? Bem, em primeiro lugar, os jogadores de hoje do Palmeiras deveriam pedir desculpas aos ídolos do passado, os que vieram desde os tempos de Palestra, passando por aqueles que formaram a Academia (acredite!) entre outros tantos títulos e façanhas.



Depois, passado esquecido, por que não sugerir duas soluções práticas?



1- Se possível, dentro da lei, como se fazia antigamente, multar a todos por deficiência técnica. Uma punição que, desta ou outra forma, aconteceria com um trabalhador normal.



2- A diretoria de futebol apurar, em reunião oficial, se anda correto o preparo físico, dada a lentidão demonstrada. Ah, é claro,saber também da incidência das contusões musculares.



O resto, creio, é saber que a luta neste Campeonato Brasileiro é para não cair. E Copa Sul- Americana, quem sabe, quando Valdívia, Kleber e Lincoln estiverem em forma...



Contratar agora? Do jeito que está, com o que sobrou no mercado, acho que nem adianta mais.





O DRAMA DO CRAQUE GANSO



Foi difícil de acreditar: o menino Paulo Henrique Ganso, um dos mais preciosos talentos do nosso futebol, será operado do joelho, ligamento cruzado, inclusive, e estará fora dos campos por até seis meses. O que mais revolta é que foi num lance bobo, quando Neymar sofreu o pênalti diante do Grêmio, não parecia que a situação era tão grave.



Logo ele, Ganso, que acaba de chegar à Seleção, o parceiro de Neymar nas glórias do Santos, dono de estilo que faz lembrar- lembrar, eu disse!- o estilo de Zidane. Bem, aqui, é só um capítulo do drama, o do lamento.



Só que, creio essas contusões da atualidade não devem ser creditadas apenas à falta de sorte ou ao Destino. Cabem algumas reflexões, desde os treinamentos modernos são os mais adequados ao futebol, pois não me lembro serem tão comuns em outras épocas tantas lesões musculares, no púbis, nos ligamentos dos joelhos.



Enfim, perguntar não ofende, ofende? É muito cômodo apenas lamentar casos- como, por exemplo, este drama de Ganso. Melhor é discutir o assunto para evitar outros acontecimentos tão tristes quanto este.



Força menino!

Ética versus Futebol

O assédio do São Paulo sobre os técnicos do Cruzeiro e Atlético-MG não é um ato de exclusividade do time do Morumbi ou vocês acham que apenas o tricolor faz isso? A todo instante, os clubes grandes, sem exceção, praticam a ação.

Nos bastidores tentam convencer jogadores e treinadores com boas propostas a trocarem de time, por exemplo. Se fosse diferente não teríamos transferências, óbvio.

A postura são-paulina ao procurar um novo técnico pode ser considerada na ótica da ética algo imoral mas no mundo futebolístico não é ilegal.

A não ser que a FIFA resolva criar uma legislação que proíba a saída de técnicos ou a troca deles durante a disputa de determinadas competições, tudo vai continuar da mesma forma. Uma utopia acreditar na mudança de cultura do esporte brasileiro onde ética e futebol caminham para lados opostos.

O ídolo é quem faz o esporte crescer?

A tese foi levantada ontem por Montanaro, ex-jogador de vôlei e atual dirigente do time do Sesi, durante a III Semana de Marketing Esportivo, que acontece na USP, em São Paulo, até a próxima quinta-feira. Monta defende a promoção dos atletas ao status de ídolos para que, com isso, os mais jovens se inspirem a praticar determinada modalidade esportiva.

Para ele, o melhor exemplo é do próprio vôlei, que desde os anos 80 passou a encontrar elementos para promover seus atletas e, consequentemente, a modalidade. Desde então, as gerações vão se renovando, assim como a idolatria pelos jogadores. Na palestra, Monta também lembrou do tênis, que deixou de aproveitar o boom da Era Guga.

Hoje, o mesmo tênis tem Thomaz Bellucci como grande expoente da modalidade. Está entre os 30 melhores do mundo, com solidez para ficar entre os top 20 ou top 10 por um bom tempo. Mas de nada adianta ter performance se a imagem do atleta não é bem trabalhada e, mais do que isso, se ele não tem carisma com o torcedor.

Foi o caso, por exemplo, de Rivaldo no futebol, esporte em que os ídolos são criados a todo instante pela imprensa. Com performance astronômica, mas sem tanto apelo com o público, Rivaldo sempre ficou à margem do sucesso comercial de um Ronaldo, um Ronaldinho, um Romário. O Santos, agora, tenta trabalhar a imagem de Neymar e Ganso para mantê-los no clube e, mais do que isso, formar uma nova geração de torcedores.

O esporte precisa detectar não apenas o talento para a prática do atleta. É preciso, também, saber trabalhar a imagem do esportista. Só assim o futuro das modalidades terá um sucesso maior.

Para que serve o COB?

No domingo, a “Folha de S. Paulo” publicou entrevista com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. Moral da história de cerca de 1 hora de conversa com a repórter Mariana Bastos. O presidente do COB não sabe para que serve a entidade...

Pelo menos é isso que dá para compreender da resposta de Nuzman quando questionado sobre a péssima formação de atletas do país. Diz o mandatário do COB:

“O COB não tem atletas, não forma atletas. Não somos os responsáveis pelos resultados das confederações. Eu não tenho como entrar em uma confederação e dizer o que tem que fazer”.

Sim, é verdade. Há 15 anos Nuzman deixou por cima a presidência da Confederação Brasileira de Vôlei para presidir o COB. Na bagagem, o ouro inédito no masculino, em 1992, e a transformação de uma modalidade ao longo de 20 anos de gestão.

Só que, ao dizer que não é de competência do COB formar atletas (e não é mesmo!), Nuzman deixa de lembrar que há um detalhe ainda mais importante. Hoje, o atleta ou modalidade que tenha interesse em receber verba para um projeto, tem de passar pelo COB.

Ao longo dessa década e meia de gestão de Nuzman, o COB se transformou no grande pedágio do esporte brasileiro. Toda verba destinada às ditas modalidades olímpicas para antes nas mãos do comitê para, então, ser realocada conforme os interesses da entidade.

Esse pedágio faz com que o comitê decida em quais condições uma modalidade possa crescer no país. Conforme o interesse do COB o esporte ganha mais ou menos dinheiro.

Do jeito que está estruturado o esporte no Brasil atualmente, o único responsável pelo desempenho dos atletas no país é o COB. Não é função do comitê revelar, formar e desenvolver esportistas. Mas ao tomar para si toda a verba do esporte, o COB é o único em condições de definir de que forma uma modalidade pode existir.

Não adianta Nuzman querer tirar o corpo. Se é ele quem decide de que forma as confederações recebem a verba para trabalhar, indiretamente é ele quem define a formação de atletas no país.

O COB, na prática, serve como tomador de decisão da formação de atletas no Brasil. Caso estivéssemos num mundo ideal, a função do comitê seria apenas regulamentar a disputa de modalidades esportivas e ajudar no fomento do esporte. Mas isso, sem dúvida, não renderia o mesmo tanto de dinheiro, e de poder, para o presidente do comitê...

sábado, 21 de agosto de 2010

Cenas E Personagens Do Futebol

1- O Majestoso

Assim se definiu este grande clássico paulista, Corinthians e São Paulo. Pelo falecido jornalista Thomas Mazzoni, italiano de nascimento e brasileiro por adoção. Isso, li, foi lá pelos anos 40. E agora, já em outro século, mas com rivalidade mais acentuada, eis que temos um tabu, pois que há 9 jogos o tricolor não sabe o que é vencer o Corinthians.

Apesar dos desfalques e dúvidas, espero um Pacaembu lotado. É pena que o Corinthians não possa contar com Ronaldo Fenômeno e nem com um jogador demasiadamente importante para seu esquema, Dentinho, que nem sempre é devidamente reconhecido. E o tricolor deixa na “geladeira” Dagoberto, que está em baixa no Morumbi e não quer se transferir para a Ucrânia. Além disso, Fernandão sente dores musculares. Pode ser que jogue, pode ser que não.

De qualquer maneira, é o Majestoso.

2- Vasco e Fluminense

Que clássico! E clássico para casa cheia, pois os ingressos já estão se esgotando. De um lado o Flu, líder do Campeonato, dirigido por Muricy Ramalho e que talvez até tenha a estreia de Deco, sua mais recente grande contratação. Do outro, o Vasco, revigorado pelas contratações de Felipe, Éder Luís, Zé Roberto e pela grande fase de seu atual técnico Paulo César Gusmão. Este, ainda não foi derrotado no Campeonato, tanto dirigindo o Vasco como no papel de comandante do Ceará, clube que deixou invicto.

3- Santos e Atlético Mineiro

Outra grande partida, na Vila, com os torcedores provavelmente gritando ainda mais o nome de Neymar, o menino-craque, o talento de 18 anos que recusou os milhões de euros do Chelsea para ficar na Vila Belmiro em troca de sugestivo aumento de salário e plano de carreira.

Mas não será jogo fácil, creio. Nem um pouquinho. O Atlético Mineiro tem um belo elenco, um técnico competente (Luxemburgo) e tem tudo para fazer um grande clássico.

Que rodada, hein?

4- A convocação de Mano Menezes

Talvez eu esteja errado, ninguém é a voz da verdade, mas convocar jogadores e desfalcar seus clubes quando não se tem competição importante e sequer amistoso é estranho, não?

Os clubes brasileiros agradecem: só foram convocados jogadores que atuam no exterior para os treinos, só treinos, que ocorrerão em Barcelona, na primeira semana de setembro. Da lista de Mano Menezes, destaco as chances, merecidas, para Henrique (aquele que já jogou pelo Palmeiras e que o Barcelona se dá ao luxo de não aproveitar), para Sandro - um dos heróis do Inter campeão da Libertadores - e para Philippe Coutinho, ex-Vasco, agora na Inter de Milão.

É uma fase de observação, está na cara. Os clubes que se virem.

Neymar, Bellucci e a profissionalização do atleta

Neymar ficará no Santos. Pelo menos por enquanto. O esforço de marketing que o clube fará para contar com o atleta é interessante. Visto como um grande passo por muitos, ainda tenho alguns pontos de interrogação sobre a sustentabilidade do projeto.

Os detalhes não foram todos revelados, mas parece que Neymar, além de receber um alto salário, terá uma linha de produtos vinculada a sua imagem e, ainda, uma propriedade no uniforme santista para negociar. Um plano legal, meio básico para vincular a imagem de um atleta a um clube, sem grandes novidades.

Mas será que Neymar está preparado para colocar em prática essas ideias?

Esse talvez seja o grande confrontamento que o esporte como negócio no Brasil tenha de vivenciar nos próximos anos. A aproximação dos grandes eventos esportivos faz com que as empresas decidam injetar mais dinheiro no esporte e isso, consequentemente, faz com que os atletas tenham potencialmente mais receita do que antes.

Só que, para justificar o investimento de uma grande empresa na imagem de um atleta, é preciso que ele entenda a importância de trabalhar ao lado de seu patrocinador. Daí o questionamento ao futuro do projeto com Neymar.

Ninguém em seu staff está preparado para isso. Recentemente, em evento da Gillette, o atacante do Santos disse que não tinha pelos para se barbear. Seu colega de time, Ganso, disse que não estava acostumado a usar o aparelho, afirmando que utilizava apenas o aparato elétrico, que não é produzido pela marca.

Mostra do caráter puro de ambos, mas que demonstra também uma absoluta falta de preparo para se comportar num evento comercial, algo que será cada vez mais corriqueiro para ambos.

E, ampliando a discussão, percebe-se que o problema é bem mais embaixo. Não há atleta hoje, entre as jovens promessas do esporte brasileiro, apto a aguentar o tranco de conciliar os compromissos profissionais com a vida de esportista.

Thomaz Bellucci, o maior nome do tênis desde Gustavo Kuerten, deu a prova disso ao simplesmente abandonar o uniforme da Topper e vestir Adidas na partida que custou sua participação dentro do Masters 1000 de Cincinnati. Agora, corre o risco de ser processado pelo antigo parceiro comercial.

Neymar continuar pelos gramados brasileiros é um bom sinal para o esporte no país. Só que, para isso, é preciso que os atletas amadureçam. Os exemplos recentes mostram que há um longo caminho para ser trilhado pelos marqueteiros na gestão da imagem dos atletas. Frutos do crescimento do esporte como negócio no Brasil.

sábado, 14 de agosto de 2010

Felipão Ameaça, Neymar se Irrita e o Fenômeno é Ironizado.

Este é o Felipão que se conhece: não aceita mais derrotas sem luta, ameaça mudar quatro ou cinco jogadores e avisa que, de agora em diante, quem não mostrar o “sangue verde” (como ele definiu), está fora do grupo. Pinçando algumas frases de sua entrevista coletiva, algumas me chamam a atenção:



“Não vim para o Brasil, depois de 8 anos, para passar vergonha”



“Estou de saco cheio de perder. E de saco cheio também comigo mesmo”.



E houve outras, que vão de encontro ao que deseja a torcida do Palmeiras. Ou melhor, o que deseja, em parte, a torcida do Palmeiras, pois ela também quer um futebol mais ofensivo, mais criativo. Sem raça, não dá. Mas só com raça, também não.



Resta saber se mesmo antes da volta de jogadores importantes- Lincoln e Kleber- e da estréia de Valdívia, o ataque terá condições de realizar o desejo de Felipão e da torcida. Pois, convenhamos, com o que vem jogando Ewerton e com o que mostraram Tadeu e Max, o risco do goleiro inimigo em não fazer nenhuma defesa é grande.



A conferir neste sábado, no Pacaembu, no duelo com o Atlético Paranaense.



A propósito, uma observação e também uma pergunta: a observação é que considero injustas as primeiras críticas feitas a Luan, que não tem nem uma semana de Palmeiras, e que pelo menos tentou dribles e chutes quando entrou.



E a pergunta: não teria sido mais útil o Palmeiras reunir investidores para contratar um centroavante de ofício, ao invés de ficar sonhando com Ronaldinho Gaúcho? Já que é para investir...



(Viatri, do Boca Juniors, foi procurado. Preço: 9 milhões de dólares)





NEYMAR PERDEU A PACIÊNCIA



Leio que, em entrevista concedida em Santos, Neymar perdeu a paciência com os repórteres que perguntavam se ia mesmo ficar no Santos, se já tinha um acerto com o Chelsea: “Você é surdo?”- retrucou Neymar; eu já disse que o Neymar é do Santos, o Neymar é do Santos, Neymar é do Santos “- completou, citando-se na terceira pessoa. Só que, na mesma entrevista, respondeu que “quanto ao futuro não pode responder, pois o futuro a Deus pertence”.



Curioso, Wesley, embora sem irritação, deu a mesma resposta quando, após a derrota para o Avaí, lhe perguntaram sobre sua saída do Santos. E eis que, horas depois, ele não só foi tirado do time que enfrenta o Vitória, no Barradão, como está mais para o futebol europeu (o alemão Werder Bremen, o grande candidato, mas sem desprezar o Benfica que está com o bolso cheio depois de vender Ramires para o Chelsea) do que para continuar na Vila Belmiro.



É, pelo jeito, o Santos terá de lutar muito contra o desmanche.





ATÉ QUANDO, FENÔMENO ?



Ronaldo foi mais uma vez vetado para voltar ao time. Desta vez, pelo técnico Adílson Batista. Nós, que reverenciamos o Fenômeno, já estamos acostumados com a longa novela de ele voltar ou não à forma. Lá fora, porém, ao verem a foto de Ronaldo em seu último treino no Corinthians, alguns jornais- entre eles o argentino Olé- ironizaram a atual silhueta do maior artilheiro das Copas do Mundo.



Disseram até que, para estar acima do peso desse jeito, ele deve ter “comido os gols”.

Maior torcida?

O Lance! divulga nesta semana os resultados de mais uma pesquisa feita com o Ibope. O levantamento, desde 1998, tem como objetivo mapear a relação do torcedor com os clubes. Quase sempre, o debate sobre o levantamento fica em torno de quem tem a maior torcida do país.

Mas será que a questão é ser o dono da maior torcida ou ter a torcida que mais consome? Vale lembrar que essa pesquisa é quantitativa. Ou seja, não mede a qualidade, mas sim a quantidade. Logo, o levantamento serve para saber quem tem o maior número de torcedor, sem se aprofundar um pouco mais sobre o comportamento dele em relação ao clube.

Para um veículo de mídia que só fala de esporte, saber como se divide o torcedor pelo país não vale apenas para fazer matérias, mas é também uma informação estratégica para eventuais lançamentos editoriais nos próximos anos.

Para os clubes, porém, saber quem é o dono da maior torcida não basta. É preciso aprofundar-se e conhecer, de fato, quem é o seu torcedor. Enquanto não se tem uma noção de quantas pessoas consomem a marca de um time, não se saberá qual é o potencial de negócios dele.

É esse o motivo pelo qual o futebol continua a vender apenas o espaço na camisa, em vez de projetos consistentes de marketing. Enquanto o clube conseguir apenas ver quem é que tem maior torcida, o atrativo que ele pode oferecer a um patrocinador se resumirá a quantas vezes ele aparece na mídia.

A pesquisa do Lance! é muito boa para saber um pouco mais sobre o perfil dos torcedores no país. Mas é muito pouco para quem quer oferecer um real projeto de marketing esportivo para um potencial patrocinador. Infelizmente, mais uma vez, os clubes vão se ater a esses números em vez de procurar conhecer melhor o seu torcedor.

E esse cenário só vai mudar quando as empresas exigirem mais do que a exposição de marca na camisa na hora de investir no futebol.

O que há de diferente no rodeio de Barretos

No próximo dia 19 começa o famoso rodeio internacional de touros na cidade de Barretos, interior de São Paulo. A despeito da discussão sobre a esportividade ou não de uma competição de rodeio, o que mais me chama a atenção no rodeio de Barretos é a organização do evento. Mais do que qualquer outra coisa, é curioso observar o conceito que está envolvido na concepção do rodeio e que pode ser transferido para a atividade esportiva que quisermos.

A competição esportiva em Barretos acontece durante os 11 dias de evento. Mas, paralelamente a ela, uma série de minieventos, envolvendo não apenas o esporte. Até mesmo a cantora Mariah Carey foi contratada para dar um show!

O resultado desse esforço de fazer um evento que vai muito além da competição esportiva é o que faz Barretos ser tão diferente. A partir do momento em que os organizadores transformam o rodeio no menor dos motivos para o torcedor comparecer ao evento, a chance de ele ser um sucesso é ainda maior. Afinal, ao criar um megaevento na cidade, Barretos atrai não apenas os fãs do esporte, mas cria uma situação que agrade uma família inteira.

No Brasil, o evento relacionado ao esporte teima em manter como único atrativo ao consumidor a disputa. Ela é a coisa mais valiosa que existe, sem dúvida. Mas, se não oferecer chance de relacionamento com outros tipos de público, a chance de se obter sucesso com isso é menor. Hoje, Barretos consegue, nos 11 dias de rodeio, um faturamento maior do que em qualquer outra data no ano. E a competição touro-peão é apenas um dos motivos para isso...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Deola Livrou o Palmeiras de uma Goleada, Meu Deus!

Como disse Felipão após o jogo, quando anunciava que vai mudar o time e vários jogadores: “Pior não pode ficar”. Ah, e não pode mesmo, pois o Palmeiras foi um horror em sua derrota para o Vitória, no Barradão, por 2 a 0, nesta noite de quarta-feira em que deve ter mexido até com os bustos dos jogadores no Parque Antártica.



Pela tevê, não deu para ver direito, mas estou com a sensação de o uniforme do goleiro Lee, do Vitória, nem precisa passar pela ação da lavadeira- deve estar limpinho, talvez até engomado, pois não me lembro de ele ter tido trabalho em algum momento. Teve?



Na verdade, logo na estréia de seu novo técnico, Toninho Cecílio, o Vitória foi superior ao Palmeiras. E mesmo sem ser brilhante, mas tendo em Ramón um mestre das bolas paradas, já obrigara o goleiro do Palmeiras, Deola, a fazer boas defesas. E por um motivo básico: atacava, buscava o gol, enquanto o Palmeiras- na contramão do que a Seleção Brasileira apresentou na noite anterior- se defendia com 4 (quatro!) e aí a culpa de Felipão, pois como pretender que Ewerton e Tadeu, que já são normalmente péssimos, levassem algum perigo ao gol inimigo. Sem ser municiado, então, o que esperar dessa suposta dupla de área.



Bem, antes de entrar em outros detalhes, alguns talvez até mais dolorosos, o resumo do jogo foi esse. E um gol de Ramón, de falta. e outro de Max- contra- o Vitória está muito próximo de eliminar o Palmeiras da Copa Sul- Americana. Afinal, Kleber está suspenso, Valdívia nem foi inscrito na competição, Lincoln continua machucado.



E com que roupa vai o Palmeiras ao baile? Quem sabe...



Afinal, o futebol costuma pregar peças e os palestrinos, creio, ainda têm San Gennaro como esperança. Quem sabe?





OS DETALHES QUE PODEM DOER MAIS



1- Sinto muito, guerreiro Pierre, mas você tem sido um perigo contra o gol do Palmeiras. Não sei se pelas lesões sofridas, não sei se por algum tipo de desgaste, o volante que antes rouba a boa com naturalidade transformou-se em especialista em fazer faltas. E algumas bem perto da área. E cujas cobranças balançam as redes.



2- Armero, que joga na Seleção da Colômbia, não acerta um cruzamento, um chute. E ainda, afobado, também comete muitas faltas. É o típico caso do jogador que involuiu.



3- Ewerthon, que até faz um golzinho ou outro, por ironia até de bela feitura, foi um erro de contratação. Assim como Tadeu, talvez até pior do que o parceiro. Sem falar em Max, é claro, o Palmeiras não tem nenhum centroavante.



4- Felipão, com todo o respeito a seu passado de glórias (e eu acho que ele ainda vai acertar a mão), dá a impressão, a cada jogo, que precisa se readaptar ao futebol brasileiro. Inclusive na parte tática, pois a que vem usando está fora de moda- por aqui e no mundo.



E até na escalação vem sendo nada feliz. Qual o motivo de Tinga não começar jogando?



E com isso, o Palmeiras perde prestígio, perde dinheiro (em especial, se for eliminado da Copa Sul-Americana e ficar se debatendo no Brasileirão) deslustrando os esforços da gestão Beluzzo. E talvez até desanimando investidores.



Como disse Felipão: “pior não pode ficar”





O HERÓICO INTER



Com o Colorado, hoje em dia, não tem conversa; foi no gramado sintético de Guadalara, foi saindo perdendo do Chivas (cabeçada suave de Bautista que encobriu o goleiro Renan, que falhou mais uma vez, foi com tudo contra. E daí? Lá se foi o Inter a superar tudo, a virar o jogo, com o gol de empate de Giuliano e da vitória saindo numa tabelinha aérea de seus dois zagueiros, Índio e Bolívar. Cabendo a Bolívar as honras do gol.



Dono de elenco extremamente qualificado e de uma torcida apaixonada e que lhe dá mais de cem mil sócios torcedores, está quase com as duas mãos na Taça Libertadores. Creio que agora é só garantir em casa a façanha e já pensar no Mundial.



Grande Inter!

Nizan, Ronaldo e a vez dos grandes do marketing

O mercado de marketing esportivo, finalmente, se agita por conta da realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos no Brasil nesta década. O publicitário Nizan Guanaes tornou-se sócio majoritário da Reunion. O atacante Ronaldo se associou ao grupo WPP para montar uma agência de marketing esportivo. O grupo frances Havas mapeia o mercado em busca de uma boa oportunidade de aquisição de uma agência para começar a atuar na área. A Octagon volta ao país, agora cuidando da conta de ativação do patrocínio da Ab-Inbev no futebol.

Mais detalhes estão em reportagem na Máquina do Esporte (confira clicando aqui). Mas o certo é que esse movimento era algo até certo ponto esperado (e um pouco tardio) por conta de o Brasil ter se tornado o foco do investimento no esporte pelos próximos seis anos, pelo menos.

Só que, num primeiro momento, os megaeventos farão também com que essas empresas busquem megaprojetos no país. Viveremos, pela próxima década, uma era de grandes ideias e muito dinheiro sendo investido no esporte. Esse mercado estará aberto apenas para esses gigantes. Se, até hoje, microempresas e algumas outras de médio porte dominaram os negócios no esporte brasileiro, agora chegou a vez de os grandes movimentarem ainda mais dinheiro.

A boa notícia é essa: a bola do marketing esportivo nunca esteve tão cheia. A má é que, a partir de 2017, ela vai murchar até encontrar seu ponto de equilíbrio, quando os grandes não serão tão grandes e os pequenos terão sido absorvidos.

NBA em Londres é a síntese do esporte como negócio

A NBA anunciou recentemente que fará duas partidas de sua temporada regular na cidade de Londres, Inglaterra. É a primeira incursão fora dos EUA do maior campeonato de basquete do mundo sem ser em jogos amistosos. E é também a prova de como o americano sabe que, para que haja um grande evento esportivo, é preciso criar condições diferentes a seu público.

A realização dos jogos da NBA na Inglaterra é uma alternativa da liga para duas situações que estão no horizonte recente da competição.

Depois de fazer alguns jogos de pré-temporada na Inglaterra e ver as vendas de ingresso se esgotarem com quase seis meses de antecedência, a NBA percebeu que precisava não só sair dos EUA por meio da transmissão da temporada pela televisão. Nos últimos anos, com a crise financeira apertando o bolso do consumidor americano, os ginásios do basquete, quarto esporte na preferência da população, começaram a ter dificuldades para lotar. Já o torcedor inglês, carente de bons jogos de basquete, esgotou os bilhetes ansiosos pela grande liga em seu país.

Além da questão econômica, outro aspecto muito relevante e que explica a "fuga" da NBA para a Inglaterra é a operação comercial da liga com a Adidas. A partir desta próxima temporada, a fabricante alemã assumirá toda a operação de licenciamento de artigos de confecção da NBA para a Europa. Depois do sucesso desse tipo de operação na China, empresa e esporte decidiram reproduzir o modelo na Europa (a América do Sul está nos planos para os próximos anos). A ida para Londres significa, também, a ampliação dos negócios da liga em continente europeu.

Até hoje, apenas o americano entendeu que seu principal campeonato esportivo, independentemente de qual modalidade, não pode ficar restrito a seu país. Ele precisa cruzar fronteiras que vão além da transmissão internacional. A ida da NBA para Londres sintetiza esse pensamento. Quanto mais famosa a liga for no mercado europeu, maior serão as chances de os clubes da NBA se destacarem dos outros e maior a vantagem competitiva para que eles formem grandes times, com grandes atletas.

O esporte precisa entender que, tal qual no restante da economia, seu artigo também é para exportação. Ao longo do tempo nos acostumamos a ver empresas multinacionais. O futuro do esporte como negócio vai criar também a onda de matrizes e filiais no que diz respeito às instituições esportivas. E os americanos, para variar, já saíram na frente.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Polêmica e Correria no Empate entre Palmeiras e Corinthians

Para começar, esperava-se um Pacaembu lotado. Não aconteceu, eram muitos os lugares vazios. Depois, em campo, Corinthians e Palmeiras tentavam relembrar os velhos temos, com correria e disposição incomuns, alternando jogadas de boa técnica (mais raras) com as outras, mais freqüentes, de não admitir a derrota. Aí, sim, foi típica partida de Palmeiras e Corinthians, de rivalidade quase secular.



Antes de entrar nos lances polêmicos, vamos ao jogo em si. No começo, dirigido pelo técnico Adílson Batista- que fazia sua estréia- a equipe corintiana foi melhor, atacando mais e dono de maior autoconfiança, tanto que, em poucos minutos, cobrou quatro ou cinco escanteios (através de Bruno César) contra o Palmeiras. Não estava funcionando a armação palestrina, com Edinho e Pierre jogando juntos, o que significa, mais ou menos, atuarem clones, Pierre e Pierre, Edinho e Edinho.



Curiosamente, quando o Corinthians fez o gol- Jorge Henrique, em posição irregular-, depois de um rápido e mortal contra- ataque, quem se destravou, cresceu e ganhou coragem foi o Palmeiras. Em especial, graças a Kleber, o Gladiador, que jogava por ele, por Ewerton, pelo ataque inteiro. Um verdadeiro Gladiador!



Aproveitando o domínio, o Palmeiras marcou o seu gol de empate- a cabeçada foi de Kleber, o rebote do goleiro Júlio César e o estufar as redes teve a autoria de Edinho.



E no segundo tempo, em jogo cada vez mais corrido, Palmeiras e Corinthians disputaram partida equilibrada, sendo um pouco melhor a equipe palestrina, com a subida de produção de Márcio Araujo, Edinho e Vítor- este disputara um sofrível primeiro tempo.



No Corinthians, já se viu que Dentinho faz falta. Com sua ausência, Jorge Henrique teve de se desdobrar pelo ataque inteiro e quando Adílson trocou Bruno César por Defederico já se sabia que não iria acontecer mais nada de grandioso para o agora vice-líder do Campeonato.



Mas- até pelas polêmicas- das quais falo a seguir-, foi um jogo que prendeu a atenção o tempo inteiro.





AS POLÊMICAS



Houve várias neste clássico, que teve como árbitro Paulo César de Oliveira. E não foram lances fáceis, reconheço. Tanto que tive de recorrer ao tira-teima da Globo, para ter certeza (ou quase) sobre as principais dúvidas;



1- Foi irregular o gol do Corinthians: Jorge Henrique estava um passo na frente do últi zagueiro do Palmeiras, quando mandou a bola para o fundo as redes, depois de cruzamento de Bruno César.



2- Ewerthon estava em posição de impedimento nos três gols anulados do Palmeiras (dois marcados por ele e o outro por Lincoln), o que deu muita chiadeira. Mas, neste caso, a arbitragem estava correta.



3- Houve pênalti de Jucilei sobre Ewerton, naquele agarra- agarra- dentro da área, no primeiro tempo. A visão do árbitro poderia estar até encoberta por muitos jogadores à sua frente, mas bandeirinha está lá para isso.



4- Não ficou caracterizada a mão de Armero, em lance que os corintianos reclamaram pênalti, no começo do jogo.





Bem, assim foi. E assim o amigo tire a sua conclusão. E, é claro, dê a sua opinião.





O SANTOS E OS OUTROS CLÁSSICOS

Ainda falando da rodada, já que do São Paulo falei neste sábado, encontro o Santos. Quando entra, de novo, em fase boa, é assim mesmo: todo remendado, guardando os principais titulares para a decisão da Copa do Brasil, eis que o Santos venceu o Grêmio Prudente, em Presidente Prudente por 2 a1, e é duro ganhar ali. Mais duro ainda quando, nos últimos minutos, o Santos teve dois pênaltis contra ele: um, o goleiro santista defendeu; o outro, o atacante do Grêmio chutou no travessão. É incrível, pois não?



Quanto aos clássicos que rolaram pelo Brasil, dos três, só houve um vencedor: o Cruzeiro, 1 a 0 sobre o Atlético, mesmo jogando em Sete Lagoas com toda a massa atleticana torcendo contra. É a fase, só que essa ao contrário do que vive o Santos é de doer.



Em Porto Alegre, mesmo que com poucos titulares, o Inter ganhou um ponto diante de um Grêmio desesperado pela situação na tabela e que teve até mais chances de marcar. Zero a zero.



Como em zero a zero também terminaram Vasco e Flamengo, no clássico do Rio. No geral foi um jogo morno, mas a se destacar a seqüência impressionante do goleiro vascaíno. Fernando Prass defendo três bolas seguidas, cara a cara, numa cena que faz lembrar a série de Rodolfo Rodriguez, em 1984, pelo Santos.

O Adeus de Hernanes. E a Conversa com Belluzzo.

Hernanes está ido para a Lazio. Seu adeus ao São Paulo acontecerá quando terminar a participação do tricolor na Libertadores da América. Trata-se de mais um talento que o futebol brasileiro perde - e sabe-se lá quantos outros sairão até o final da janela européia, no fim de agosto -, o que nos deixa mais pobres no exercício de oferecer espetáculo.

Percebo que a saída de Hernanes, que recheará os bolsos com o dinheiro dos italianos, ah, percebo que essa negociação nem está sendo tão lamentada quanto deveria. É uma questão de hábito, tantos são os valores que já deixaram nossos clubes para os mais variados mercados do mundo. Mercados, onde, muitas vezes, se valorizam ao extremo: por exemplo, Ramires, que saiu do Cruzeiro por quantia não muito alta, está prestes a trocar o Benfica pelo Chelsea, por verdadeira fortuna.

Particularmente, gosto muito do futebol e da postura de Hernanes. Volante de técnica refinada, capaz de arrematar bem com a perna direita e também com a esquerda, deveria ter feito parte da Seleção que foi à Africa do Sul. Ele joga muito mais do que Felipe Melo. E quanto à sua postura, sempre o vi comedido, nunca fora do eixo ou criando problemas.

Boa sorte, Hernanes!

A CONVERSA COM BELLUZZO


Bem, ela começou durante o programa No Pique, da CNT, do qual o presidente do Palmeiras foi o convidado especial. E continuou em uma cantina, num agradável jantar, com toda a equipe presente. E, como informação, o que houve de mais importante?

Num breve resumo, Belluzzo descartou qualquer possibilidade de ser desfeita a negociação com Valdívia ou que investidores estejam pulando fora do negócio. De um deles, Beluzzo disse que “tem até contrato assinado” (referindo-se ao empresário Osório Furlan, que teria comprado uma parte dos direitos de Valdívia), mostrando-se, digamos, chateado com as críticas feitas por companheiros da própria situação sobre o que foi gasto com a vinda do Mago.

Gosto de seu arrojo e concordo quando ele diz que investimentos como os que foram feitos com Felipão, Kleber e Valdívia podem gerar ações de marketing e resgatar a identificação e o gosto do palmeirense em freqüentar os estádios. E Belluzzo, embora com muita cautela, espera conseguir mais reforços para o time, embora, agora, sem gastar nada.

Discutiu-se muito a necessidade de um atacante, goleador. Foram citados vários nomes.

E não me surpreenderia se esse artilheiro vier da Argentina.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Uma Noite de Muita Emoção. E o Mercado Agitado.

O futebol brasileiro vai viver uma noite de muita emoção, noite para deixar os nervos à flor da pele. Pois que nesta- quarta-feira, simplesmente teremos o começo da decisão da Copa do Brasil (entre Santos e Vitória, na Vila Belmiro) e também o primeiro dos dois jogos para apontar o finalista brasileiro para o título da Libertadores da América, Inter ou São Paulo.



Começo pela Libertadores que, alías, teve na terça-feira o primeiro jogo da outra semifinal, com o mexicano Chivas não passando de um empate (1 a 1) diante do Universidad de Chile. O que dá vantagem aos chilenos que, que decidirão a vaga em casa.



Bem, por aqui, a tensão aumenta a cada minuto. Inter ou São Paulo?- eis a questão. Por jogar em seu estádio, ao lado de sua imensa torcida e por estar mostrando melhor futebol no momento, pode-se dizer que o Inter leva ligeira vantagem. Ligeira, eu diria, pois o tricolor tem time para que, nessas horas difíceis, o placar possa ser revertido. Por sinal, no ano passado, durante do Campeonato Brasileiro, o São Paulo vinha jogando mal, como agora, mas ao enfrentar o Inter, em Porto Alegre, começou uma reação que quase o levou ao tetracampeonato: começou perdendo, em poucos minutos, por 2 a 0, mas teve forças para reagir, empatar (2 a 2) e quase virar o jogo.



Em jogos desse tipo, o favoritismo, por um detalhe qualquer, fica só na teoria. Há quatro anos, por exemplo, quando era o campeão da Libertadores, o São Paulo enfrentou esse mesmo Inter no Morumbi, em busca do bicampeonato. E levava- como agora o faz o Inter- um ligeiro favoritismo. Ficou na teoria: o tricolor perdeu Josué (expulso) e os gaúchos ganharam o primeiro jogo (2 a 1), empatando depois em Porto Alegre (2 a 2), ficando com o título da Libertadores e no fim do ano, com o mundial..



Assim, em jogo desse tipo, quem ousa ser Nostradamus? Ou o polvo Paul?





NA VILA, OS ALEGRES MENINOS



A convocação para a Seleção Brasileira parece ter mudado o astral dos meninos da Vila. Na véspera do jogo, todos eles, em especial os convocados (Neymar. Robinho, Ganso e André) riam à toa, mesmo debaixo da forte chuva, pois que o sol já se abrira para eles na lista de Mano Menezes.



Em condições normais, com todo o respeito ao valente Vitória, o Santos é favorito. E muito favorito. E deve fazer força para confirmar essa tendência, pois que no jogo de volta, em Salvador, ah, nesse jogo tudo pode ser diferente, já que, no Barradão, o Vitória dificilmente é vencido.



E vale o título da Copa do Brasil. E uma vaga na Libertadores!





O MERCADO, MAIS AGITADO



Vamos entrar no mês derradeiro para compras e vendas de jogadores. Alguns bons negócios já saíram (Valdívia no Palmeiras, Ricardo Oliveira no São Paulo, André no Dínamo de Kiev, Diego Souza e Rever no Grêmio, Felipe no Vasco, etc.), mas vão saindo, mais, aos poucos: nesta terça-feira foi a vez de Washington sair do São Paulo para voltar ao Fluminense, enquanto o Flamengo a troca de um pentacampeão do mundo por outro, Kléberson por Gilberto Silva, além de anunciar Leandro Amaral.



Tenho a impressão de algum negócio de impacto está para ser anunciado, de compra ou venda, não por estes dias. Por agora, mais próxima está a contratação de Rivaldo- não aquele pentacampeão do Mundo-, o do Avaí, pelo Palmeiras. Felipão gostou de seu futebol.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Na Despedida de Mano, um Corinthians Líder. E a Novela Valdívia...

Não poderia ter sido diferente, após o belo trabalho por ele realizado, a despedida de Mano Menezes do Corinthians. Mano foi levantado nos braços pelos jogadores, num sinal claro de que era querido no grupo, depois da vitória sobre o Guarani, por 3 a 1, retomando o Corinthians a condição de líder do Campeonato Brasileiro (o Flu, de Muricy Ramalho, perdeu a liderança ao empatar com o Botafogo, 1 a 1 neste domingo).



Seria injusto Mano Menezes ir para a Seleção sem que visse o Corinthians no topo da tabela, como a coroar o tempo de glórias que viveu, levando o time de volta à elite do futebol brasileiro e, ainda por cima, sagrando-se, no ano passado, campeão paulista (invicto) e campeão da Copa do Brasil.



Antes de Mano não tinham tanta fama e nem custaram muito dinheiro jogadores como Chicão, André Santos, Cristian, Jorge Henrique, Elias e outros, numa prova de que evoluíram- muito- nas mãos de criterioso técnico. Treinador que também soube lidar, sim, com o astro maior Ronaldo que, embora fizesse biquinho, jamais deixou de ficar 10, 15 dias em regime da mais pura concentração.



Como num ato de justiça maior, quem decidiu esse jogo para o Corinthians contra o Guarani? Outra descoberta de mano Menezes, que estava lá no Santo André, esse jovem canhoto Bruno César, autor de um belo gol de falta e outro, de cabeça, para completar o marcador.



Mano Menezes foi estrategista e garimpeiro de novos talentos. Que assim seja na Seleção!





VALDÍVIA, ÚLTIMO CAPÍTULO?



São tantas as nuances dessa novela que nem ouso cravar o desfecho. Apenas mato a informação no peito e chuto, de primeira, assim como a recebi: neste domingo, às oito e meia da noite, ouvi de fonte confiável que, embora as negociações estivessem difíceis e as longas conversas mudado de rumo, Valdívia será do Palmeiras.



Mas não mais pela metade de seus direitos federativos, e sim por cem por cento, o que torna cara a sua contratação.



Já disse que a fonte é confiável, mas nem assim ouso cravar a informação como definitiva. Aliás, pelo que se tem visto, inclusive no empate deste domingo contra o Ceará (zero a zero), o Palmeiras precisa bem mais do que Valdívia, pois, pelo menos, é urgente a vinda de um centroavante e de um zagueiro.



E então, suponhamos que dê zebra nessa volta de Valdívia. Não seria mais aconselhável investir o dinheiro em um zagueiro, um meia-canhoto (Vagner, ex- Cruzeiro, por exemplo) e num goleador de respeito?



Talvez fosse mais negócio.

O sim de Mano e o novo dilema de Ricardo Teixeira

Mano Menezes disse sim. E a decisão atropelada da CBF sobre o novo técnico da seleção brasileira finalmente teve um final. Agora, é hora de focar o outro problema. A Copa do Mundo de 2014.

Problema que não existiria para a CBF se o seu presidente tivesse seguido o discurso que adota na hora de escolher um treinador. Para Ricardo Teixeira, o técnico do time nacional tem de ser exclusivamente da seleção. Não pode acumular cargos.

Curiosamente, a decisão vem de uma pessoa que é presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa de 2014. E que, por conta disso, tem deixado de lado uma e outra decisão importante a ser tomada. A seleção era a bola da vez até a definição do treinador. Agora, teoricamente as atenções se voltam para a organização do Mundial.

Desde 2008 o Brasil já poderia ter definido o seu comitê e estaria trabalhando para fazer uma Copa organizada e próxima da perfeição. Agora, finalmente, os cargos e contratados começam a sair. Com dois anos e meio de atraso.

O novo dilema de Ricardo Teixeira é a Copa de 14, como ele gosta de dizer. Só que esse pepino já está nas mãos dele, por vontade própria, desde novembro de 2007...

A Ferrari está vermelha de vergonha

Que saudade da disputa verdadeira da F1 quando o resultado não era definido por uma ordem vinda dos boxes, pelo rádio.

Que saudade da época em que havia uma briga pelas melhores volta, estratégia e piloto, pela troca mais rápida de pneus. Disputa de verdade de uma escuderia contra outra e mais, dentro da própria equipe. Lembram de Senna vs Prost, Piquet x Mansell ?

Senna trabalhava para ele, Prost queria sempre vencer, idem para o grande Nelson e o inglês Nigel.

Alguém pode explicar que tipo de esporte é este em que um tem a obrigação de deixar o outro ultrapassar ou ganhar ? Que tipo de piloto é aquele que aceita tal submissão ? Que graça tem tudo isso ? Sinceramente, uma vergonha!

O episódio Massa-Alonso mancha o histórico nome da Ferrari, arranha o glamour criado pela marca ao longo dos anos, sem falar no respeito pela competitividade esportiva que coloca em dúvida se a F1 deve ser chamada de esporte ou apenas mesmo de ¨circo¨, onde tudo é encenação. A construtura italiana já havia se envolvido na preferência pelo queridinho Schumacher, preterindo Barrichello durante anos e insiste no modelo.

Que a Ferrari fique um pouco mais vermelha, de vergonha, e admita fazer um esporte de verdade.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

E a Seleção Voltou para Mano Menezes.

Depois de um dia inteiro de idas e vindas, com o convite da CBF a Muricy Ramalho e a recusa do Fluminense em liberar seu treinador, a Seleção Brasileira voltou a ficar nas mãos de Mano Menezes. Aliás, como estava claro no meio da semana, com Mano assumindo a Seleção e muito provavelmente sendo contratado Adílson Batista para ocupar o seu lugar no Corinthians.



E o que era a tendência- e que deixou de ser pela convocação feita a Muricy- voltou a figurar como a mais provável, com quase certeza de ser consumada, pois a CBF oficializou na noite desta sexta-feira o convite a Mano. Está prevista para a manhã deste sábado a resposta do técnico corintiano, que acredito, será positiva, inclusive pelo que foi revelado, não existe multa em seu contrato se for para a Seleção Brasileira.



Diante dos últimos acontecimentos, porém, sempre é bom ter um pouco de cautela em dar como certa qualquer contratação. Muricy foi um bom exemplo disso.



Se consumada- como escrevo também em outro espaço do UOL- creio ser uma ótima escolha. Quem pode contestar o trabalho de Mano Menezes? Além de ter ido muito bem no Grêmio, onde foi vice-campeão da Libertadores da América e o comandante do time em sua volta à elite do futebol brasileiro, foi muito grande o seu sucesso à frente do Corinthians: além de levar o Timão em sua volta à Primeira Divisão, ganhou o título de campeão paulista (invicto) e também a Copa do Brasil de 2009.



Mano é firme, seguro e sem perder a calma diante da imprensa e de pressões de torcida, sabendo mesclar jogadores consagrados (como Ronaldo Fenômeno) a talentos emergentes.



Enfim, uma ótima escolha! Se consumada, é claro...

Reviravolta na Seleção: CBF Paga Multa de Muricy mas isto é Suficiente?

A confusão está estabelecida: o Fluminense não liberou Muricy Ramalho, pois o tem sob contrato, e agora voltam as especulações sobre quem será o novo senhor da Seleção Brasileira. Pode- e deve- ser o próprio Muricy, embora ele tenha a fama de cumprir, sempre, os seus acordos.



Se não fosse ele, quem seria o técnico a comandara Seleção?



Quem?



Para começar, soa estranha essa teimosia de Ricardo Teixeira, presidente da CBF, em exigir que o novo técnico assuma imediatamente uma Seleção que neste ano nada tem de importante. Apenas alguns amistosos. Ou a CBF pagaria a multa ao Flu, para não ter que voltar atrás no caso Muricy? Parece que não é essa a intenção.



E então, por que essa exigência? Ou pensa Teixeira que um simples aceno da CBF é capaz de fazer um técnico ignorar seu contrato, seu compromisso com o time que dirige, com a torcida que nele confia? Não vejo motivo para desfalcar um clube, em pleno Campeonato Brasileiro, pois que só no ano que vem é que teremos algo de útil pela frente. A Copa do Mundo, então, só em 2014.



Há quem diga ter sido jogo de cena esse encontro no elegante clube de golfe, o Itanhangá. Na pior das hipóteses, que antes de convidar o técnico, o presidente da CBF, com toda a sua experiência, deveria pelo menos, sondar o clube de Muricy para saber se aconteceria a liberação. Sabe-se, por exemplo, que não é das melhores as relações entre o presidente da CBF e o presidente do Flu, Roberto Horcades, por este ter votado em Fábio Koff e não em Kleber Leite, o candidato de Teixeira, nas eleições do Clube dos 13.





IMBROGLIO À VISTA



Segundo uma fonte, Teixeira já teria sondado o Corinthians- antes do convite feito a Muricy- tentando saber se o presidente Andrés Sanchez, seu aliado, não se incomodaria de liberar Mano Menezes para a Seleção. Teria de ser já, imediatamente. A idéia não teria sido simpática a Andrés, com o Corinthians na ponta da tabela, mas em janeiro, quem sabe?



Teixeira, porém inflexível, passou a ter outros nomes na cabeça. E agora, que já tinha escolhido outro técnico, desejaria um treinador de ponta ser lembrado para agora - abandonando contrato e clube- ser a segunda opção entre os eleitos oficiais do presidente da CBF?



Sei lá. Estamos todos atentos. Mas ou presidente da CBF deixa a teimosia de lado e confere a um técnico- tampão os poderes sobre esses amistosos desse ano, ou teremos, repito, novo imbróglio à vista.



Mais um.

Copa no Brasil ou em São Paulo?

O noticiário que toma conta da Copa do Mundo é o mesmo. São Paulo, a cidade, ainda não tem seu estádio para o Mundial definido. A grande mídia relata o encontro de Ricardo Teixeira com Alberto Goldman e Gilberto Kassab, respectivamente governador paulista e prefeito paulistano.

Mas e a Copa no Brasil?

A questão da Copa, até agora, virou uma estúpida discussão por São Paulo ter ou não um estádio. Não nos preocupamos em lembrar que o país que quer ser a quinta maior economia do mundo até 2016 não tem sequer uma infraestrutura urbana suficiente para dar vazão à demanda interna, o que dirá a um estouro da boiada que é uma Copa do Mundo...

Não é só São Paulo que não tem condições, seja de estádio ou de infraestrutura. Qualquer cidade no Brasil não pode abrigar uma Copa.

Isso é se conformar em ser medíocre, algo que não condiz com uma nação que almeja ser a quinta maior do mundo, que se orgulha de ter, cada vez mais, empresas multinacionais, que se orgulha de ter sido uma das únicas a não sofrer abalo com crise financeira e tudo o mais que politicamente é bem explorado para mostrar um Brasil, felizmente, nunca antes tão bom na sua história.

Esse é o país que acha tudo isso lindo mas que, na hora de sediar um grande evento esportivo, mira sua atenção para a África do Sul, e não para a Alemanha. País que tenta maquiar seu problema de infraestrutura de transporte propondo uma "maravilhosa" solução de setorizar o evento, desperdiçando um imenso potencial turístico. País que discute recurso público ou privado na construção de estádio quando o buraco está lá embaixo ainda, na questão de como fazer para dar boa condição de vida para a população.

Conseguiu-se desviar o foco do problema.

Não se questiona por que as obras de infraestrutura das cidades ainda não começaram, mas sim se a cidade de São Paulo tem ou não um estádio. O Brasil vai sediar uma Copa do Mundo e ela será boa, talvez muito boa. Mas não será excelente. Estará longe de ser "a melhor".

Isso acontece simplesmente porque não sabemos a demanda de uma Copa do Mundo, não estudamos para buscar capacitação, não elevamos o debate sobre como fazer a Copa do Mundo para um padrão nacional.

Preferimos ser o Brasil que sempre resolve as questões na canetada. Só que o país que quer ser a quinta maior potência econômica do mundo não pode se dar ao luxo de pensar que, na base do "no final dá certo", conseguirá fazer uma Copa do Mundo decente. Infelizmente o nosso parâmetro será a África do Sul, país comparativamente muito mais pobre, muito menos alfabetizado, muito menos seguro, com infraestrutura muito mais precária, etc.

E isso mostrará para o mundo que o Brasil continua a ser a eterna promessa de um país do futuro. Quando era a hora de ser a bola da vez, para ser o país da liderança mundial. A Copa, assim como os Jogos Olímpicos, serviriam para pensarmos o Brasil como, de fato, um país e usar a "desculpa" desses eventos para transformar a nossa realidade.

O Brasil está, em cada uma das 12 cidades, com diferentes problemas, deixando a oportunidade escapar entre seus dedos. Estádio é uma das dificuldades, mas reforma de malha viária, melhoria no transporte público e mais um monte de obras de infraestrutura demandam investimentos muito maiores e mais necessários para o país.

sábado, 10 de julho de 2010

Na Copa, a Grande Final. Por Aqui, Adeus e Novidades.

E chegamos, enfim ao ponto final desta Copa do Mundo, na África do Sul; neste domingo, Espanha e Holanda decidem o título e a honra de ser campeã do mundo pela primeira vez. E no sábado, alemães e uruguaios lutam pelo consolo do terceiro lugar.



Falando da final, não cravo a vitória espanhola como o polvo Paul- que não errou nenhuma profecia até agora- mas creio, sim, que a Espanha levará a campo um ligeiro favoritismo, guiada por envolvente toque de bola, principalmente quando a bola está nos pés de Iniesta e Xavi, e por estar revigorada após bater os temidos alemães.



No entanto, quem há de desprezar a Holanda? Sem perder há quase dois anos, com cem por cento de aproveitamento nesta Copa, a Holanda pode não ter o talento de outras épocas (quando contava com Cruiff e Neskeens, depois Gullit e Van Basten) mas é equipe de qualidade, sim, inflamada por seus dois principais astros, Sneijder (em minha opinião, o melhor da Copa até agora) e o carequinha Robben.



De qualquer maneira, teremos um verdadeiro campeão. Será uma final justa.





NO ADEUS AO PALESTRA, FESTA E UM GOSTINHO AMARGO



A torcida do Palmeiras fez a sua parte, comparecendo em bom número ao Parque Antártica- que levava o nome de Palestra Itália-, enfrentando preços nada convidativos.



É preciso reconhecer, também, que o marketing palestrino preparou uma bela festa. O que faltou, então? Só para variar, faltou o time corresponder dentro de campo, perdendo para um diferente Boca Juniores (sem Riquelme, sem Palermo,vindo de uma péssima colocação no Campeonato Argentino), por 2 a 0, gols quer tiveram origem em bola parada. Gols que valem do mesmo jeito.



E daí, despedida com derrota dá nisso mesmo:um gostinho tão amargo...



KEIRRISON, GAÚCHO...



O Mercado da Bola tem muitas tentativas e pelo menos uma confirmação: Keirrison, ao que tudo indica, conseguiu sua liberação da Fiorentina, do Barcelona e de tudo que tem direito para acertar mesmo com o Santos. Acredito que ele, na Vila Belmiro, seja de novo o goleador de quem tanto se esperava.



E no Rio, se dá como muito provável mesmo a contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo. Por aqui, tive a informação de boa fonte, que a volta de Ronaldinho está efetivamente próxima de acontecer.



Enfim, uma boa notícia para este Fla que vem sofrendo tanto com agruras de fora do campo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Profecias, o Baile da Espanha e o Mercado da Bola...

Ah, não ouso mais brincar com as profecias desse polvo, o Paul, que não errou nenhuma previsão nesta Copa do Mundo. Meio como brincadeira, vá lá, embora o futebol sempre carrega suas superstições, mas digamos que era preciso ter muitos tentáculos para cravar, na lata, a vitória da Espanha sobre a Alemanha.



Tratava-se de um clássico do futebol, é verdade, e como já disse o filósofo da bola, Dadá Maravilha, “clássico é clássico e vice- versa”. Nem é o caso de classificar a vitória espanhola como zebra, longe disso. Afinal, a atual campeã da Europa é a Espanha e ganhou esse título por derrotar na final a mesma Alemanha que acabou de vencer, agora pela Copa do Mundo, por 1 a 0. Gol de Puyol.



O que surpreendeu foi o baile que a Espanha deu na Alemanha. Irreconhecível (terão tremido os seus jovens talentos?), a equipe alemã foi totalmente dominada pelo refinado toque de bola de Iniesta, Xabi Alonso e Xavi, parecendo totalmente imobilizada. O primeiro chute da Alemanha aconteceu aos 30 minutos de jogo- muito pouco, quase nada, para um time que impressionou o mundo como que já se chamava de “futebol total”.



E, curioso, gol que levou a Espanha à finalíssima diante da Holanda, nasceu da forma que não se esperava: de cabeça, escorando com fúria a bola que veio de um escanteio, através de Puyol: este jogador, já com 32 anos, tem apenas l metro e 78 de altura- o que parecia pouco para subir mais do que os jovens e grandalhões zagueiros alemães.



Nada mais justo para quem soube procurar o ataque e jogar melhor.





A TAÇA DA EUROPA E O PRIMEIRO TÍTULO



Na verdade, teremos no domingo dois acontecimentos inéditos. Um deles é o de que, seja quem for campeã, Holanda ou Espanha, é a primeira vez na História das Copas que uma seleção européia se consagra campeã em disputa fora de seu continente.



E o outro é que será a primeira vez- para a Espanha ou Holanda- que uma dessas seleções vai levantar o caneco, eles, espanhóis e holandeses, que jamais foram campeões do mundo.



Inédito, pois não?!



O NOSSO MERCADO DA BOLA



Enquanto a bola rola na Copa, os clubes brasileiros se agitam em negociações, pois o Campeonato estará de volta já, já. Nenhuma contratação bombástica foi efetuada (Felipão foi a mais badalada), mas, nos últimos dias, alguns movimentos chamaram a atenção:



1- O almoço de Ronaldinho Gaúcho com a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim; creio que seria melhor o Fla para Ronaldinho (se o Milan liberar) do que para o futebol paulista. O Palmeiras já teve interesse nele, é verdade, mas ouço de torcedores que a preferência entre ele e Valdívia (que deve chegar) é muito maior para o chileno.



2- Felipe: não sei qual será o futuro do goleiro que sairia do Corinthians e que agora, frustrada a ida para o Genoa, volta a treinar no Parque São Jorge. É que o Corinthians já contratou outro goleiro, o paraguaio Bobadilla, e não parece muito interessado em manter Felipe- que, por sua vez, já disputou sete partidas pelo Brasileirão e não poderá jogar por outra equipe da Série A. É a chamada sinuca de bico.



3- O pacote do Cruzeiro: alguns jogadores foram contratados e, entre eles, destaco o habilidoso meia argentino (que joga no Universidad do Chile), Montillo, e o veloz atacante que está chegando do Atlético Paranaense, Walisson.



4- Ilsinho de volta ao São Paulo? Bom jogador. Que se saiba, porém, que há algum tempo não é lateral-direito.



5- Tinga, enfim do Palmeiras: depois de longa novela, esse jogador de 19 anos e muita habilidade, foi contratado. Tem um belo potencial.

6- Keirrison, quase no Santos: uma bela notícia para a torcida santista, pois finalizar esse centroavante sabe. E muito bem. Ao lado de Neymar e Ganso, é provável que Keirrison recupere o prestígio perdido.



E agora, fim de Copa, o Mercado deve se agitar bem mais!

Brasil cogita a estupidez de setorizar Copa

A Copa do Mundo de 2014 deverá dividir o Brasil em quatro. O presidente Ricardo Teixeira acaba de revelar que se estuda a chance de "fatiar" o país em diferentes regiões para melhor atender à demanda de transporte e evitar grandes deslocamentos dos torcedores durante o Mundial.

Se a proposta de fato vingar, o Brasil cometerá um dos maiores erros no que diz respeito a saber fazer dinheiro e faturar com uma Copa do Mundo.

Até 1994, o Mundial era "setorizado". Cada grupo ficava numa única sede. Até então, a Copa acontecia em países relativamente pequenos, com facilidade e agilidade de deslocamento entre as diferentes cidades-sedes. Quando o Mundial foi para os Estados Unidos, país de dimensão continental tal qual o Brasil, acabou-se esse história de que um time ficava numa única sede.

E o raciocínio americano foi simples, lógico e claro. Deixar um torcedor cerca de duas semanas num mesmo lugar é estúpido do ponto de vista turístico. Se ele vai para o país da Copa, não pode ficar "confinado" a um único lugar. Tem de viajar, conhecer diferentes regiões, pagar pela passagem, hospedagem, consumo...

Desde então, até mesmo a Copa de 2002, dividida entre Japão e Coreia do Sul, contou com deslocamento entre países de torcedores.

Ao fatiar o país em quatro, o Brasil assume sua incompetência no que diz respeito à infraestrutura de transporte. Sem estradas decentes, sem malha ferroviária e com aeroportos sucateados, o país não conseguirá atender à demanda de uma Copa do Mundo.

Durante quase dois anos, as cidades, com a conveniência do Comitê Organizador Local, preferiram fazer balão de ensaio político em vez de trabalhar para organizar, decentemente, o Mundial.

Fatiar o país, além de atestado de incompetência, é de uma burrice tremenda no que diz respeito a aumentar a receita com o turismo. Além de perder uma grande oportunidade de mostrar o quão diverso, e rico, é o Brasil.

A Copa é dos pelados. E, cada vez mais, do Mundo

Primeiro veio a promessa de Diego Armando Maradona. Depois, o par de atrizes de Larissa Riquelme chamou a atenção para a torcida cada vez mais crescente da equipe paraguaia, que para muitos foi a derrota mais sentida da Copa. E, agora, a cidade de Johanesburgo vai receber um grande "peladaço" amanhã, quinta-feira, período de folga de jogos pré-decisão do Mundial, num protesto contra o uso de pele animal em roupas. Candice Brink, modelo, estará pintada com a cor da bandeira da África do Sul e nada mais.

Nos últimos três dias, ativistas contra abusos aos animais estiveram em frente ao centro de imprensa de Johanesburgo entregando panfletos para o "grande dia". Jornalistas de mais de 150 países passaram pelos jovens que entregavam o "media alert".

A transformação da Copa do Mundo da África do Sul no Mundial dos Pelados tem toda a razão de ser. Larrisa Riquelme, por exemplo, até conseguiu patrocínio para seu generoso decote. Isso só foi possível graças à repercussão mundial que passou a existir por conta de suas nada discretas aparições durante os jogos paraguaios na Copa. Da mesma forma, a mídia dava, a cada espirro de Maradona, cobertura digna de pandemia de gripe para o caso.

Ao lado dos Jogos Olímpicos, a Copa do Mundo é um evento feito para a mídia. E isso tem as suas consequências. Em 2010 foi a hora de os pelados aparecerem. Antes, em Pequim, os ativistas pelos direitos humanos souberam usar a presença mundial da mídia para chamarem a atenção. O que esperar para 2014?

domingo, 4 de julho de 2010

O Chocolate Alemão . E o Tango de Maradona! E deu Espanha.

Os alemães varreram os sonhos argentinos, mais parecia um vendaval. Foi um tal de não dar espaços e conter o atual melhor do mundo, Messi, e ainda encontrar buracos na defesa argentina com uma facilidade de impressionar: 4 a 0.



E foi justo. Ou até pouco.



A máquina alemã nem tomou conhecimento da fama da Argentina e impressionou o mundo, tanto pela rapidez ao marcar seu primeiro gol (Mueller, aos 3 minutos, no mais rápido gol desta Copa até agora), como pela habilidade em construir os outros três, aos dribles e na velocidade, quase sempre pelo lado direito da defesa inimiga, dando a Klose a rara oportunidade de marcar mais dois gols, tendo apenas o trabalho de empurrar a bola para as redes (o outro gol foi marcado por Friederich).



Fácil demais. E agora, Klose, às vezes contestado pelos próprios alemães por não ser exatamente um craque, já superou Pelé na arte de fazer gols em Copas (14 a 12) e está a um passo de se igualar a Ronaldo Fenômeno (15 gols) no topo dos maiores artilheiros em todos os tempos.



Confesso que não esperava tamanha superioridade alemã. Poderia ganhar, é claro, mas desse jeito? Pois aconteceu. E inspirou Dieguito Maradona que, desta vez, na obrigatória entrevista coletiva, interpretou o papel do argentino triste e desiludido.



Como a se exercitar a compor um tango, Dieguito resumiu a questão:



“Já não tenho forças para mais nada”.



E daqui a pouco lá virá ele, junto os comandados, nos fazer companhia na triste viagem da volta. E sem ter mais nada o que falar.



MAIS UMA VEZ, VILLA. E DEU ESPANHA...





Foi um jogo mais duro do que se esperava. Muito mais! A Espanha, atual campeã da Europa, teve muito mais tempo a bola nos pés, mas esbarrou quase até o final na valente (e competente) marcação paraguaia, deixando no ar suspense e emoção: iríamos, para uma inesperada, prorrogação?



Podia até ser já que acontecera de tudo. Depois de um primeiro tempo sem graça, no segundo, de repente, o jogo pegou fogo: o grandalhão Cardoso, que joga no português Benfica, perdeu pênalti, numa bela defesa de Casillas; na jogada seguinte, em pênalti sofrido por David Villa, foi a vez do goleiro paraguaio Villar defender. Emoção pura.



Mas, enfim, o talento prevaleceu. Em grande jogada de Iniesta, Pedro chutou na trave direita paraguaia e, no rebote, o iluminado David Villa (que já tem 5 gols marcados nesta Copa), não perdoou e decretou a vitória espanhola.



Ao Paraguai, restou consolo de ter sido valente, com a emoção tomando conta de Cardozo, o artilheiro que chorou o pênalti perdido; para a Espanha, sobrou a alegria, é claro, mas também o alerta para descobrir a causa do que a tem feito jogar menos do que se espera.



Afinal, quem a aguarda, agora, é a Alemanha. E aí amigo, é Seleção para assustar qualquer outra!