Por essa, ninguém esperava: em um simples treino físico, de saltos e arranques, Adriano rompeu o tendão de Aquiles (do pé esquerdo) e não poderá jogar futebol por cinco ou seis meses. E nem estreou ainda pelo Corinthians. Acredito nas declarações do médico Joaquim Grava, segundo as quais o peso do Imperador não teve influência na grave contusão: creio que se trata de mais uma fatalidade do futebol, o fantasma com quem o Imperador vem convivendo nos últimos tempos, tantas foram suas lesões na Roma.
Pior para Adriano, que lutava para recuperar a forma perdida depois da cirurgia realizada em um dos ombros. E pior para o Corinthians, que terá de esperar um bom tempo para ter em campo uma dupla sonhada- Adriano e Liedson- tendo agora que correr atrás de outro atacante que, com certeza, não terá o status do Imperador.
Talvez seja apenas uma fase de falta de sorte. Ou não. Já vi acontecerem muitas contusões improváveis. O amigo está lembrado de Émerson, às vésperas da estréia do Brasil na Copa do Mundo de 2002, brincou de goleiro num treino, machucou-se numa jogada à toa e deixou de fazer parte do elenco pentacampeão do mundo? Ou mesmo recentemente, a contusão de Paulo Henrique Ganso, numa jogada normal diante do Grêmio, que deixou o jovem craque tanto tempo fora dos gramados?
E são inúmeros outros casos que o genial Nélson Rodrigues talvez creditasse a um de seus personagens- o Sobrenatural de Almeida.
Assim, só me resta desejar boa sorte a Adriano.
Tempo Real
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Botafogo: Tragédia anunciada
O Botafogo foi digno de pena contra o Avaí.
As imagens que vimos no fim da partida mostram o total descontrole de um time perdido, mal escalado e completamente desequilibrado emocionalmente.
Caio Jr achou mesmo que venceria o Avaí com 3 volantes. Pura ilusão.
O Botafogo achou o gol numa bola perdida por Herrera na frente do goleiro. Loco Abreu não tinha como perder. O ‘ataque’ do Botafogo não ameaçou o gol do goleiro Renan e para um time que precisava vencer, fez muito pouco, ou quase nada.
A arbitragem pode ser discutida, mas jamais a responsável pela eliminação do time.
O clima é péssimo.
Fico imaginando como serão os próximos 30 dias do Botafogo até a estreia no brasileiro, onde se mantiver essa filosofia irá lutar contra o rebaixamento.
Marcelo Mattos foi claro na saída de campo e disse que a diretoria ‘só vê as coisas depois que elas acontecem’.
Caio Jr segue confuso, sem ter o time nas mãos, escalando muito mal o time e substituindo pior ainda. Foi justamente expulso e o exemplo que tinha que vir do lado de fora, foi seguido à risca quando o árbitro encerrou o jogo.
Se o treinador perde o controle e é expulso, os jogadores se sentem no mesmo direito.
E se não dá para ganhar na bola, que seja no braço. Mas nem assim o Botafogo ganhou. Loco Abre protagonizou um espetáculo vergonhoso ao lutar com Marquinhos e dar início a pancadaria.
Cenas de vandalismo, tristes e que refletem hoje exatamente o Botafogo. Um bando dentro de campo, sem armas para vencer o adversário.
O Botafogo apanhou dentro e fora de campo. Uma tragédia foi anunciada.
As imagens que vimos no fim da partida mostram o total descontrole de um time perdido, mal escalado e completamente desequilibrado emocionalmente.
Caio Jr achou mesmo que venceria o Avaí com 3 volantes. Pura ilusão.
O Botafogo achou o gol numa bola perdida por Herrera na frente do goleiro. Loco Abreu não tinha como perder. O ‘ataque’ do Botafogo não ameaçou o gol do goleiro Renan e para um time que precisava vencer, fez muito pouco, ou quase nada.
A arbitragem pode ser discutida, mas jamais a responsável pela eliminação do time.
O clima é péssimo.
Fico imaginando como serão os próximos 30 dias do Botafogo até a estreia no brasileiro, onde se mantiver essa filosofia irá lutar contra o rebaixamento.
Marcelo Mattos foi claro na saída de campo e disse que a diretoria ‘só vê as coisas depois que elas acontecem’.
Caio Jr segue confuso, sem ter o time nas mãos, escalando muito mal o time e substituindo pior ainda. Foi justamente expulso e o exemplo que tinha que vir do lado de fora, foi seguido à risca quando o árbitro encerrou o jogo.
Se o treinador perde o controle e é expulso, os jogadores se sentem no mesmo direito.
E se não dá para ganhar na bola, que seja no braço. Mas nem assim o Botafogo ganhou. Loco Abre protagonizou um espetáculo vergonhoso ao lutar com Marquinhos e dar início a pancadaria.
Cenas de vandalismo, tristes e que refletem hoje exatamente o Botafogo. Um bando dentro de campo, sem armas para vencer o adversário.
O Botafogo apanhou dentro e fora de campo. Uma tragédia foi anunciada.
sábado, 16 de abril de 2011
O duelo dos Gigantes do futebol
Real Madrid ou Barcelona? Cristiano Ronaldo ou Messi? Mourinho ou Guardiola? Todas essas perguntas começarão a ser respondidas neste sábado quando Real e Barcelona jogarão, em Madri, pelo Campeonato Espanhol. Mas o duelo terá quatro rounds, pois os arquiimigos depois jogarão pela Copa do Rei e (duas vezes) pela Liga dos Campeões. É rivalidade para ninguém botar defeito.
É bom lembrar que no primeiro turno do Campeonato Espanhol esperava-se um jogo equilibrado e deu no que deu: 5 a 0 para o Barça que, jogando em casa, exibiu o futebol dos sonhos, massacrando o milionário Real. Mas de uns tempos para cá, o Real evoluiu, ganhou conjunto e não dá para cravar um favorito, mesmo sabendo que o Barcelona é o melhor time do mundo nos últimos anos.
Tudo bem. Só que momento é momento: se Messi continua a ser infernal, Cristiano Ronaldo cresceu e relembra o grande Cristiano Ronaldo do Manchester. E o banco de reservas do Real, creio, é superior ao do Barça: Kaká e Benzema, por exemplo, estarão no banco, Cristiano Ronaldo e Adebayor tentarão devolver a humilhação sofrida no primeiro turno.
Na verdade, estava aqui quase falando que, por jogar em casa e pela sede de vingança, o Real deveria levar uma certa vantagem para o primeiro dos quatro duelos. Mas aí, veio à memória que o outro time é simplesmente o Barcelona.
E então, desisti de qualquer palpite.
É bom lembrar que no primeiro turno do Campeonato Espanhol esperava-se um jogo equilibrado e deu no que deu: 5 a 0 para o Barça que, jogando em casa, exibiu o futebol dos sonhos, massacrando o milionário Real. Mas de uns tempos para cá, o Real evoluiu, ganhou conjunto e não dá para cravar um favorito, mesmo sabendo que o Barcelona é o melhor time do mundo nos últimos anos.
Tudo bem. Só que momento é momento: se Messi continua a ser infernal, Cristiano Ronaldo cresceu e relembra o grande Cristiano Ronaldo do Manchester. E o banco de reservas do Real, creio, é superior ao do Barça: Kaká e Benzema, por exemplo, estarão no banco, Cristiano Ronaldo e Adebayor tentarão devolver a humilhação sofrida no primeiro turno.
Na verdade, estava aqui quase falando que, por jogar em casa e pela sede de vingança, o Real deveria levar uma certa vantagem para o primeiro dos quatro duelos. Mas aí, veio à memória que o outro time é simplesmente o Barcelona.
E então, desisti de qualquer palpite.
No final dá certo?
“A frase típica do brasileiro é aquela “no fim dá certo”. O Brasil é um país moderno, de grande crescimento econômico, com pessoas de grande talento, mas tem aquela coisa cultural de deixar as coisas para amanhã e no final dizer “vamos dar um jeito”. Para um espanhol é mais fácil de compreender isso do que para um americano”.
A declaração acima é de Ferran Soriano, entrevistado da próxima edição da Revista Máquina do Esporte que será publicada em breve. Soriano, presidente da Spain Air, foi também o CEO do Barcelona no período de recuperação financeira e adminsitrativa do clube espanhol na metade dos anos 2000. Além disso, morou durante alguns anos no Brasil, a trabalho.
Sua declaração sintetiza bem como costumamos pensar e agir no dia a dia. Mas, como ele mesmo diz na sequência do bate-papo, em se tratando de Copa do Mundo, é temerário acreditar que “no final dá certo”.
O Ipea demorou três anos para soltar o relatório sobre a questão aeroportuária brasileira. Não adianta nada vir agora e dizer que não haverá tempo hábil para as reformas. Esse estudo, e a cobrança pelas melhorias, precisariam ter acontecido em 2008, um ano após o Brasil ter sido eleito sede da Copa. Em novembro daquele ano, já se sabia que o país não só tinha ficado bem para trás da organização da Copa do Mundo da Alemanha, mas já começava a perder os prazos tal qual a África do Sul havia feito.
O aeroporto, no Brasil, não está preparado nem para atender à demanda atual. Não deveríamos precisar de uma Copa do Mundo para obrigar o país a se preparar para ser a “quinta maior economia do mundo”, como não se cansa de declarar o governo. Precisamos é parar de pensar como um país de quinta.
A declaração acima é de Ferran Soriano, entrevistado da próxima edição da Revista Máquina do Esporte que será publicada em breve. Soriano, presidente da Spain Air, foi também o CEO do Barcelona no período de recuperação financeira e adminsitrativa do clube espanhol na metade dos anos 2000. Além disso, morou durante alguns anos no Brasil, a trabalho.
Sua declaração sintetiza bem como costumamos pensar e agir no dia a dia. Mas, como ele mesmo diz na sequência do bate-papo, em se tratando de Copa do Mundo, é temerário acreditar que “no final dá certo”.
O Ipea demorou três anos para soltar o relatório sobre a questão aeroportuária brasileira. Não adianta nada vir agora e dizer que não haverá tempo hábil para as reformas. Esse estudo, e a cobrança pelas melhorias, precisariam ter acontecido em 2008, um ano após o Brasil ter sido eleito sede da Copa. Em novembro daquele ano, já se sabia que o país não só tinha ficado bem para trás da organização da Copa do Mundo da Alemanha, mas já começava a perder os prazos tal qual a África do Sul havia feito.
O aeroporto, no Brasil, não está preparado nem para atender à demanda atual. Não deveríamos precisar de uma Copa do Mundo para obrigar o país a se preparar para ser a “quinta maior economia do mundo”, como não se cansa de declarar o governo. Precisamos é parar de pensar como um país de quinta.
Vettel, para o alto e avante!
Em Xangai, adivinhem?
Pole de Vettel. A terceira em três GPs na temporada, a 18ª da carreira.
Com isso, ele empata com Hamilton e fica atrás apenas de Schumacher (68) e Alonso (20) entre os pilotos em atividade. Uma estatística que diz muito. E logo ele deixará o espanhol para trás...
Button sai em segundo. Na segunda fila, Hamilton e Rosberg.
No começo da sessão classificatória, lancei no Twitter: "E tudo isso pra ver um treino cujo resultado já conhecemos. Hj é melhor apostar quem vai ser o segundo colocado."
Brincadeira? Não mesmo. Pouco antes, Vettel havia sido o mais rápido no terceiro treino livre, com 0s208 sobre Button. Ou seja, o alemão dominou todas as sessões, sem dificuldades. Não foi brincadeira, muito menos um vaticínio arriscado.
Taí o resultado final que não me deixa mentir...
Mas o Q1 começou com uma grande surpresa. Uma coisa é a Red Bull segurar um pouco o ritmo. Outra é o que Webber (não) fez.
O australiano operou um milagre, digamos. Com aquele carro, conseguiu ficar entre os sete últimos. Em 18º. Sim, ficou fora do Q2.
Estava de pneus duros, mas não justifica. Foi reclamar de algo com a FIA, mas o que quer que tenha acontecido na pista, não justifica. É preciso muito esforço para não colocar um carro daquele no Q2.
Além dele, foram cortados Kovalainen, Trulli, D'Ambrosio, Glock, Liuzzi e Karthikeyan _todos, diga-se, dentro da margem dos 107%.
O mais rápido foi Rosberg, 1min35s272, seguido por Petrov, Alonso, Massa, Schumacher e Vettel.
No Q2, tudo corria normal até que, a 2s02 para o final, Petrov parou no meio da pista, sem marchas.
Na retomada do treino, quase uma mini-corrida para ver quem conseguia abrir volta e marcar um bom tempo.
Sutil, Pérez, Kobayashi, Schumacher, Barrichello, Heidfeld e Maldonado não conseguiram, dançaram.
"A gente está tendo um fim de semana cheio de aventuras. Andei com a versão nova do escapamento na sexta e no sábado de manhã, para ver se o carro ia pra frente. Não foi. Então fui pra pista com um carro desconhecido, sem balanço, e foi até bom", disse Barrichello à Globo.
O melhor foi Hamilton, com 1min34s486, 0s176 melhor que Button. Vettel ficou em terceiro a 0s290.
Mero jogo de cena do alemão.
Sem derramar uma gota de suor, na primeira volta lançada ele já fez 1min33s706, o melhor tempo de todo o fim de semana. Fim de papo.
O resto brigou pelo segundo lugar. E Button levou a melhor, com 1min34s421 _uma bela marca, diga-se, mas gigantesco 0s715 aquém do pole.
Hamilton ficou a 0s757. Rosberg, a 0s964.
A terceira fila é toda vermelha, Alonso e Massa. Na quarta, Alguersuari e o ótimo Di Resta. Buemi sai em nono, seguido por Petrov.
Dá para apostar em algo diferente do que uma vitória do Vettel? Não. Não mesmo.
Pole de Vettel. A terceira em três GPs na temporada, a 18ª da carreira.
Com isso, ele empata com Hamilton e fica atrás apenas de Schumacher (68) e Alonso (20) entre os pilotos em atividade. Uma estatística que diz muito. E logo ele deixará o espanhol para trás...
Button sai em segundo. Na segunda fila, Hamilton e Rosberg.
No começo da sessão classificatória, lancei no Twitter: "E tudo isso pra ver um treino cujo resultado já conhecemos. Hj é melhor apostar quem vai ser o segundo colocado."
Brincadeira? Não mesmo. Pouco antes, Vettel havia sido o mais rápido no terceiro treino livre, com 0s208 sobre Button. Ou seja, o alemão dominou todas as sessões, sem dificuldades. Não foi brincadeira, muito menos um vaticínio arriscado.
Taí o resultado final que não me deixa mentir...
Mas o Q1 começou com uma grande surpresa. Uma coisa é a Red Bull segurar um pouco o ritmo. Outra é o que Webber (não) fez.
O australiano operou um milagre, digamos. Com aquele carro, conseguiu ficar entre os sete últimos. Em 18º. Sim, ficou fora do Q2.
Estava de pneus duros, mas não justifica. Foi reclamar de algo com a FIA, mas o que quer que tenha acontecido na pista, não justifica. É preciso muito esforço para não colocar um carro daquele no Q2.
Além dele, foram cortados Kovalainen, Trulli, D'Ambrosio, Glock, Liuzzi e Karthikeyan _todos, diga-se, dentro da margem dos 107%.
O mais rápido foi Rosberg, 1min35s272, seguido por Petrov, Alonso, Massa, Schumacher e Vettel.
No Q2, tudo corria normal até que, a 2s02 para o final, Petrov parou no meio da pista, sem marchas.
Na retomada do treino, quase uma mini-corrida para ver quem conseguia abrir volta e marcar um bom tempo.
Sutil, Pérez, Kobayashi, Schumacher, Barrichello, Heidfeld e Maldonado não conseguiram, dançaram.
"A gente está tendo um fim de semana cheio de aventuras. Andei com a versão nova do escapamento na sexta e no sábado de manhã, para ver se o carro ia pra frente. Não foi. Então fui pra pista com um carro desconhecido, sem balanço, e foi até bom", disse Barrichello à Globo.
O melhor foi Hamilton, com 1min34s486, 0s176 melhor que Button. Vettel ficou em terceiro a 0s290.
Mero jogo de cena do alemão.
Sem derramar uma gota de suor, na primeira volta lançada ele já fez 1min33s706, o melhor tempo de todo o fim de semana. Fim de papo.
O resto brigou pelo segundo lugar. E Button levou a melhor, com 1min34s421 _uma bela marca, diga-se, mas gigantesco 0s715 aquém do pole.
Hamilton ficou a 0s757. Rosberg, a 0s964.
A terceira fila é toda vermelha, Alonso e Massa. Na quarta, Alguersuari e o ótimo Di Resta. Buemi sai em nono, seguido por Petrov.
Dá para apostar em algo diferente do que uma vitória do Vettel? Não. Não mesmo.
domingo, 3 de abril de 2011
Kleber derruba o Santos na Vila. E o golaço de Lucas!
Não foi aquele clássico de muitos gols, como costuma acontecer no clássico Santos e Palmeiras. Mas foi um jogo agitado, corrido, suado, com duas bolas nas traves santistas de Marcos Assunção, dois gols anulados (bem- anulados, tanto o de Danilo, pelo Santos, quanto o de Thiago Heleno, pelo Palmeiras) e o belo gol de Kleber.
Palmeiras, 1 a 0. É o líder do Campeonato Paulista.
Na verdade, o gol de Kleber, de autêntico centroavante, aos 34 minutos do segundo tempo, teve de mais belo o lance construído por Patrik, jogador muitas vezes contestado: ele, perto da área santista, recebeu a bola, deu uma ginga perfeita e esticou um passe perfeito para a corrida de Kleber e o gol da vitória.
Ao final das contas, com Neymar e Ganso bem marcados por setor. Uma vitória justa.
ENFIM, UM CENTROAVANTE: WELLINGTON PAULISTA
Não é, evidentemente, o centroavante dos sonhos da torcida do Palmeiras e, dizem, nem vive um grande momento. Mas é um centroavante: Wellington Paulista já foi liberado pelo Cruzeiro para conversar com o Palmeiras e deve assinar contrato nas próximas horas, até o fim do ano.
Kleber fala muito bem de Wellington, já fez boa dupla de área com ele no Cruzeiro. Desde os tempos do Juventus, passando por Santos, Botafogo e Cruzeiro, já o vi jogar bem, já o vi jogar mal, enfim vi altos e baixos.
É uma incógnita, reconheço. Mas que pode dar certo.
O GOLAÇO DE LUCAS!
Foi uma jogada individual que há muito tempo não se via: aos 27 minutos do primeiro tempo, recebendo a bola no meio do campo, Lucas fez verdadeira fila, fintando um a um os defensores do Mirassol para marcar um gol de placa. Esse menino, além de grande habilidade, tem a determinação e a disciplina tática- virtudes raras para jogadores que, como ele, tem a magia do drible.
São Paulo 1, Mirassol 0. Ou, simplesmente, a obra de arte de Lucas.
Palmeiras, 1 a 0. É o líder do Campeonato Paulista.
Na verdade, o gol de Kleber, de autêntico centroavante, aos 34 minutos do segundo tempo, teve de mais belo o lance construído por Patrik, jogador muitas vezes contestado: ele, perto da área santista, recebeu a bola, deu uma ginga perfeita e esticou um passe perfeito para a corrida de Kleber e o gol da vitória.
Ao final das contas, com Neymar e Ganso bem marcados por setor. Uma vitória justa.
ENFIM, UM CENTROAVANTE: WELLINGTON PAULISTA
Não é, evidentemente, o centroavante dos sonhos da torcida do Palmeiras e, dizem, nem vive um grande momento. Mas é um centroavante: Wellington Paulista já foi liberado pelo Cruzeiro para conversar com o Palmeiras e deve assinar contrato nas próximas horas, até o fim do ano.
Kleber fala muito bem de Wellington, já fez boa dupla de área com ele no Cruzeiro. Desde os tempos do Juventus, passando por Santos, Botafogo e Cruzeiro, já o vi jogar bem, já o vi jogar mal, enfim vi altos e baixos.
É uma incógnita, reconheço. Mas que pode dar certo.
O GOLAÇO DE LUCAS!
Foi uma jogada individual que há muito tempo não se via: aos 27 minutos do primeiro tempo, recebendo a bola no meio do campo, Lucas fez verdadeira fila, fintando um a um os defensores do Mirassol para marcar um gol de placa. Esse menino, além de grande habilidade, tem a determinação e a disciplina tática- virtudes raras para jogadores que, como ele, tem a magia do drible.
São Paulo 1, Mirassol 0. Ou, simplesmente, a obra de arte de Lucas.
Espetacular Djokovic. Melhor em todos os quesitos.
Agora não há mais dúvidas. Na parte técnica, física e mental, o sérvio Novak Djokovic é o melhor tenista em atividade e está definitivamente em condições de brigar pelo número 1 do ranking ao final da temporada europeia, que começa dentro de duas semanas e vai até o início de julho, incluindo saibro e grama.
Se alguém ainda poderia alegar, com razão, que o espanhol Rafael Nadal perdeu a decisão de Indian Wells, 14 dias atrás, por não estar no ritmo ideal após a contusão muscular, desta vez ficou claro que Nole não apenas está afiadíssimo no plano técnico-tático, como também está com um preparo físico inigualável - até mesmo se comparado ao espanhol.
Porém, o que mais se deve valorizar em sua atuação nesta domingo em Miami foi outra das grandes qualidades, senão a maior, de Nadal: o poder de reação, o equilíbrio emocional. Mesmo saindo de um péssimo início de partida, em que levou uma surra de 1/5, ele encontrou o caminho e conseguiu virar um jogo que parecia fadado a ser rápido e cruel. No terceiro set, disputado ponto a ponto, escapou de situações complicadas - Nadal teve um break-point que o levaria para 3/1 e, tenho certeza, à vitória - sem jamais deixar de lutar, de tentar winners, de se empenhar nas devoluções e forçar o saque.
Aliás, justiça seja feita, foi um jogaço e Nadal perdeu por detalhes. O espanhol jogou quase o tempo todo no seu maior nível, cometendo aqui ou ali erros, o que é absolutamente desculpável se considerarmos a dificuldade do vento, das bolas adversárias, das 3h21 de esforço. Trocou o ritmo muitas vezes, indo para winners e para saques inteligentes, e exigiu de Nole também o seu melhor. Não tivesse tão determinado e tão inteiro, o sérvio não teria talvez sequer chegado ao terceiro set. E nada mais correto e eletrizante do que ver a decisão num tiebreak tão apertado. Assisti aos pontos finais de pé, não dava mais para ficar sentado.
Djokovic encerra a primeira parte da temporada 2011, que é praticamente toda disputada sobre piso sintético, com soberania absoluta. São quatro títulos, entre eles um Grand Slam e dois Masters, em que derrotou todo mundo: Nadal, Roger Federer e Andy Murray. Os dois últimos, diga-se de passagem, com folga. Somou assim 4.500 pontos, recuperou o número 2 agora com margem de 1.150 pontos sobre o suíço e candidata-se a ser a principal barreira de Nadal sobre o saibro europeu.
O quanto as derrotas de Indian Wells e Miami poderão influenciar na confiança de Nadal a curto prazo? Sinceramente, acho que muito pouco. Porque Nadal já cansou de provar sua capacidade de deixar o passado para trás, marca dos grandes campeões, e voltará ao cenário em que é um rei indiscutível e temido por todos.
Claro que Nole se tornou de vez uma ameaça como raramente o espanhol teve no saibro dos últimos tempos e os céticos precisam prestar atenção numa estatística sintomática na final deste domingo: Nadal ganhou apenas 45% dos pontos em que jogou com o segundo saque, enquanto o sérvio venceu 71%. Ou seja, quando partiram para a troca efetiva de bolas, Nole foi bem melhor. E, visualmente, a imagem de um Nadal estafado e um Nole passeando em quadra no finzinho do tiebreak dão a dimensão perfeita de que desta vez teremos muito mais equilíbrio.
Se o espetáculo de Monte Carlo, Madri, Roma e Paris for parecido com o que vimos nesta final de Miami, só teremos a agradecer, qualquer que seja o vencedor.
Se alguém ainda poderia alegar, com razão, que o espanhol Rafael Nadal perdeu a decisão de Indian Wells, 14 dias atrás, por não estar no ritmo ideal após a contusão muscular, desta vez ficou claro que Nole não apenas está afiadíssimo no plano técnico-tático, como também está com um preparo físico inigualável - até mesmo se comparado ao espanhol.
Porém, o que mais se deve valorizar em sua atuação nesta domingo em Miami foi outra das grandes qualidades, senão a maior, de Nadal: o poder de reação, o equilíbrio emocional. Mesmo saindo de um péssimo início de partida, em que levou uma surra de 1/5, ele encontrou o caminho e conseguiu virar um jogo que parecia fadado a ser rápido e cruel. No terceiro set, disputado ponto a ponto, escapou de situações complicadas - Nadal teve um break-point que o levaria para 3/1 e, tenho certeza, à vitória - sem jamais deixar de lutar, de tentar winners, de se empenhar nas devoluções e forçar o saque.
Aliás, justiça seja feita, foi um jogaço e Nadal perdeu por detalhes. O espanhol jogou quase o tempo todo no seu maior nível, cometendo aqui ou ali erros, o que é absolutamente desculpável se considerarmos a dificuldade do vento, das bolas adversárias, das 3h21 de esforço. Trocou o ritmo muitas vezes, indo para winners e para saques inteligentes, e exigiu de Nole também o seu melhor. Não tivesse tão determinado e tão inteiro, o sérvio não teria talvez sequer chegado ao terceiro set. E nada mais correto e eletrizante do que ver a decisão num tiebreak tão apertado. Assisti aos pontos finais de pé, não dava mais para ficar sentado.
Djokovic encerra a primeira parte da temporada 2011, que é praticamente toda disputada sobre piso sintético, com soberania absoluta. São quatro títulos, entre eles um Grand Slam e dois Masters, em que derrotou todo mundo: Nadal, Roger Federer e Andy Murray. Os dois últimos, diga-se de passagem, com folga. Somou assim 4.500 pontos, recuperou o número 2 agora com margem de 1.150 pontos sobre o suíço e candidata-se a ser a principal barreira de Nadal sobre o saibro europeu.
O quanto as derrotas de Indian Wells e Miami poderão influenciar na confiança de Nadal a curto prazo? Sinceramente, acho que muito pouco. Porque Nadal já cansou de provar sua capacidade de deixar o passado para trás, marca dos grandes campeões, e voltará ao cenário em que é um rei indiscutível e temido por todos.
Claro que Nole se tornou de vez uma ameaça como raramente o espanhol teve no saibro dos últimos tempos e os céticos precisam prestar atenção numa estatística sintomática na final deste domingo: Nadal ganhou apenas 45% dos pontos em que jogou com o segundo saque, enquanto o sérvio venceu 71%. Ou seja, quando partiram para a troca efetiva de bolas, Nole foi bem melhor. E, visualmente, a imagem de um Nadal estafado e um Nole passeando em quadra no finzinho do tiebreak dão a dimensão perfeita de que desta vez teremos muito mais equilíbrio.
Se o espetáculo de Monte Carlo, Madri, Roma e Paris for parecido com o que vimos nesta final de Miami, só teremos a agradecer, qualquer que seja o vencedor.
Pato e Robinho acabaram com a Inter
O derby milanês de número 276 praticamente definiu seu vencedor logo aos 43 segundos. O gol de Pato ofereceu ao Milan a chave tática de que necessitava para por em dificuldade o adversário, isto é uma defesa atenta e reforçada e um contragolpe em velocidade que pôs constantemente em crise a defesa da Inter, sobretudo pela posição de Pato, na faixa esquerda, o que limitava as chances de apoio por parte de Maicon e, quando o defensor ia à frente, abria uma avenida a suas costas. Por alí Pato e Robinho fizeram o que quiseram e foi só a excelente atuação de Julio Cesar a impedir que o Milan tivesse uma vitória numericamente mais clamorosa.
Até a expulsão de Chivu a Inter ainda tentou reagir, teve algumas oportunidades (clamorosa uma perdida por Eto´o e milagrosa a defesa de Abbiati na cabeçada de Thiago Motta) mas depois, com Pato marcando seu segundo gol, não ficou mais nenhuma dúvida quanto ao vencedor. E, sempre do ponto de vista tático, foi, no fundo, a ausência de Ibrahimovic que permitiu ao Milan optar por uma velocidade que foi, em minha opinião, o fator determinante para seu triunfo.
Agora o único rival do Milan, nas 7 rodadas que faltam, tornou-se o Napoli, que assumiu a vice-liderança, distanciado de 3 pontos, exatamente os ganhos pelo Milan no choque direto de San Siro semanas atrás. Mas não faço muita fé num Napoli campeão, pois só o Milan, nesta altura, pode perder o título, mais ninguém parece ter chance de vence-lo.
Até a expulsão de Chivu a Inter ainda tentou reagir, teve algumas oportunidades (clamorosa uma perdida por Eto´o e milagrosa a defesa de Abbiati na cabeçada de Thiago Motta) mas depois, com Pato marcando seu segundo gol, não ficou mais nenhuma dúvida quanto ao vencedor. E, sempre do ponto de vista tático, foi, no fundo, a ausência de Ibrahimovic que permitiu ao Milan optar por uma velocidade que foi, em minha opinião, o fator determinante para seu triunfo.
Agora o único rival do Milan, nas 7 rodadas que faltam, tornou-se o Napoli, que assumiu a vice-liderança, distanciado de 3 pontos, exatamente os ganhos pelo Milan no choque direto de San Siro semanas atrás. Mas não faço muita fé num Napoli campeão, pois só o Milan, nesta altura, pode perder o título, mais ninguém parece ter chance de vence-lo.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
O poder da TV sobre o esporte
Na manhã desta sexta-feira, a assessoria de imprensa do Vôlei Futuro, que disputa as semifinais da Superliga masculina de vôlei, enviou um comunicado informando que um técnico e um produtor da Rede Globo aprovaram o uso do ginásio Plácido Rocha para o segundo jogo do playoff contra o Sada/Cruzeiro. A decisão permitirá que o Vôlei Futuro jogue em sua cidade, Araçatuba (a cerca 500km da capital do estado, São Paulo), em vez de ter de mandar a partida para Barueri.
A história, porém, mais do que significar um ganho esportivo para o Vôlei Futuro, reflete uma realidade absolutamente comum ao esporte em todo o mundo, mas que muitas vezes recebe ferozes críticas dos torcedores.
A mídia e, especialmente, a televisão, tem um enorme poder de influência sobre o esporte. Desde que a TV passou a ser o principal meio de propagação e de financiamento das modalidades esportivas, ela naturalmente se transformou numa das maiores “tomadoras de decisão” nas competições.
Em 2008, os Jogos Olímpicos de Pequim mudaram o horário das finais da natação (geralmente realizadas no período da noite, elas passaram para o horário matutino) para atender às exigências das emissoras americanas que exibiam as Olimpíadas. O recorde de oito ouros de Michael Phelps, assim, foi visto sempre no horário nobre dos lares americanos.
No caso do vôlei brasileiro, a Superliga já havia conseguido uma grande vitória ao chegar a um acordo com a Globo para a transmissão, em TV aberta, das semifinais da competição masculina.
Para isso, porém, a emissora havia determinado que precisaria fazer os quatro jogos em São Paulo, pela praticidade de os ginásios da cidade e região metropolitana em abrigarem a estrutura de uma transmissão de TV. Com a exceção aberta ao Vôlei Futuro, a tendência é que a decisão do título seja exibida independentemente do local de partida.
No basquete, a liga de clubes também decidiu fazer apenas um jogo final para a decisão do título da NBB em troca da exposição na TV aberta. No futebol, o início dos jogos às 22h também atende aos interesses da Globo.
O que muitas vezes o torcedor não consegue entender é que a TV é, hoje, a fonte de maior repercussão de uma modalidade esportiva. Com o apoio da mídia, o clube muitas vezes consegue negociar melhores contratos de patrocínio por conta da exposição gerada nos jogos. O torcedor que vai ao evento esportivo é importante, sem dúvida, mas o gestor de um clube também tem de olhar outra parte fundamental hoje do esporte, que é a mídia.
O poder da TV sobre o esporte é realidade desde a primeira transmissão ao vivo. O esporte não pode simplesmente ignorar essa influência, mas também não pode ser plenamente obediente a ela. Para isso, porém, quanto menor a dependência da exposição e do dinheiro da TV, melhores condições existirão para que a força da mídia não signifique poder total sobre o evento. O caminho para isso, porém, ainda é longo e, principalmente, difícil para ser percorrido.
A história, porém, mais do que significar um ganho esportivo para o Vôlei Futuro, reflete uma realidade absolutamente comum ao esporte em todo o mundo, mas que muitas vezes recebe ferozes críticas dos torcedores.
A mídia e, especialmente, a televisão, tem um enorme poder de influência sobre o esporte. Desde que a TV passou a ser o principal meio de propagação e de financiamento das modalidades esportivas, ela naturalmente se transformou numa das maiores “tomadoras de decisão” nas competições.
Em 2008, os Jogos Olímpicos de Pequim mudaram o horário das finais da natação (geralmente realizadas no período da noite, elas passaram para o horário matutino) para atender às exigências das emissoras americanas que exibiam as Olimpíadas. O recorde de oito ouros de Michael Phelps, assim, foi visto sempre no horário nobre dos lares americanos.
No caso do vôlei brasileiro, a Superliga já havia conseguido uma grande vitória ao chegar a um acordo com a Globo para a transmissão, em TV aberta, das semifinais da competição masculina.
Para isso, porém, a emissora havia determinado que precisaria fazer os quatro jogos em São Paulo, pela praticidade de os ginásios da cidade e região metropolitana em abrigarem a estrutura de uma transmissão de TV. Com a exceção aberta ao Vôlei Futuro, a tendência é que a decisão do título seja exibida independentemente do local de partida.
No basquete, a liga de clubes também decidiu fazer apenas um jogo final para a decisão do título da NBB em troca da exposição na TV aberta. No futebol, o início dos jogos às 22h também atende aos interesses da Globo.
O que muitas vezes o torcedor não consegue entender é que a TV é, hoje, a fonte de maior repercussão de uma modalidade esportiva. Com o apoio da mídia, o clube muitas vezes consegue negociar melhores contratos de patrocínio por conta da exposição gerada nos jogos. O torcedor que vai ao evento esportivo é importante, sem dúvida, mas o gestor de um clube também tem de olhar outra parte fundamental hoje do esporte, que é a mídia.
O poder da TV sobre o esporte é realidade desde a primeira transmissão ao vivo. O esporte não pode simplesmente ignorar essa influência, mas também não pode ser plenamente obediente a ela. Para isso, porém, quanto menor a dependência da exposição e do dinheiro da TV, melhores condições existirão para que a força da mídia não signifique poder total sobre o evento. O caminho para isso, porém, ainda é longo e, principalmente, difícil para ser percorrido.
A ironia e a comparação sobre Adriano.
1- A ironia: esta veio por meio do “Olé”, maior jornal esportivo da Argentina, que tem como título ”Gordo por Gordo”, ao estampar o encontro entre Ronaldo Fenômeno e Adriano, na apresentação do Imperador ao Corinthians. Faz parte de um estilo irreverente, é claro, mas é preciso ressaltar que um já se aposentou (Ronaldo) e o outro está em recuperação de uma contusão grave, tendo mesmo que perder uns quilinhos. Nada demais.
Se formos levar em conta a ironia, é bem lembrar também, que o maior ídolo do futebol argentino em todos os tempos, jogou boa parte de sua carreira com peso exagerado. E não deixou de ser aclamado como “ El Diez”, ou seja: Dieguito Maradona.
Ou o que vale para um não vale para o outro?
2- Lincoln, jogador do Palmeiras, disparou: “Para mim, Kleber é melhor do que Luís Fabiano ou Adriano”.
Companheirismo à parte, creio que a comparação não cabe. Simplesmente porque jogam em posições diferentes. Enquanto Luís Fabiano e Adriano são centroavantes de ofício, mais jogadores de área, o palmeirense Kleber é muito bom jogador mas rende mais, em minha opinião, quando atua como segundo atacante, tendo um companheiro um pouco mais adiantado.
Um companheiro para brigar com a defesa inimiga- ou para repartir a briga com ele- tendo, de quebra, aquela manha, aquele cacoete de empurrar a bola para as redes.
Enfim, um centroavante.
Se formos levar em conta a ironia, é bem lembrar também, que o maior ídolo do futebol argentino em todos os tempos, jogou boa parte de sua carreira com peso exagerado. E não deixou de ser aclamado como “ El Diez”, ou seja: Dieguito Maradona.
Ou o que vale para um não vale para o outro?
2- Lincoln, jogador do Palmeiras, disparou: “Para mim, Kleber é melhor do que Luís Fabiano ou Adriano”.
Companheirismo à parte, creio que a comparação não cabe. Simplesmente porque jogam em posições diferentes. Enquanto Luís Fabiano e Adriano são centroavantes de ofício, mais jogadores de área, o palmeirense Kleber é muito bom jogador mas rende mais, em minha opinião, quando atua como segundo atacante, tendo um companheiro um pouco mais adiantado.
Um companheiro para brigar com a defesa inimiga- ou para repartir a briga com ele- tendo, de quebra, aquela manha, aquele cacoete de empurrar a bola para as redes.
Enfim, um centroavante.
Velocidade para todos os gostos
(SYDNEY) Desde que comecei a cobrir a Nascar, no início do ano, venho recebendo muitos comentários de pessoas que não só amam o ronco dos motores da Fórmula 1 como toda e qualquer categoria envolvendo velocidade; e olhem que essas categorias são muitas… e boas.
Esse interesse inclui a Stock Car, a Fórmula Indy, a própria Nascar, a Fórmula Truck, o Racing Festival, a motovelocidade e o Super Kart Brasil. Por isso, estou pensando em abrir um canal aqui neste blog para comentar e por em discussão os grandes eventos envolvendo o automobilismo e a motovelocidade em geral.
Sempre me senti mais confortável em falar de Fórmula 1 que é o que acompanha in-loco. Não acho certo emitir opiniões sobre eventos que não cubro 100%. Mas, quando não souber de alguns determinado assunto, terei humildade suficiente para admitir aqui. Opinião sobre evento em que não estou, dificilmente emitirei. Mas quero divulgar bons eventos, caso mereçam, claro.
Esse interesse inclui a Stock Car, a Fórmula Indy, a própria Nascar, a Fórmula Truck, o Racing Festival, a motovelocidade e o Super Kart Brasil. Por isso, estou pensando em abrir um canal aqui neste blog para comentar e por em discussão os grandes eventos envolvendo o automobilismo e a motovelocidade em geral.
Sempre me senti mais confortável em falar de Fórmula 1 que é o que acompanha in-loco. Não acho certo emitir opiniões sobre eventos que não cubro 100%. Mas, quando não souber de alguns determinado assunto, terei humildade suficiente para admitir aqui. Opinião sobre evento em que não estou, dificilmente emitirei. Mas quero divulgar bons eventos, caso mereçam, claro.
terça-feira, 29 de março de 2011
Levir Culpi dá o exemplo no Japão
Acabamos de entrevistar o técnico Levir Culpi no Bandsports durante a transmissão do amistoso da seleção do Japão contra o time de estrelas da J-League, a liga de futebol do país asiático devastado pelo terremoto do último dia 11 de março.
Levir está morando em Osaka, cidade onde acontece o amistoso e que não sofreu com o abalo no solo japonês.
No bate-papo, o treinador do Cerezo Osaka disse que foi procurado por Santos e Fluminense para voltar ao Brasil. Depois de pensar, recusou o convite.
“Não é o momento de fazer isso. Achei que não seria correto deixar o país. Jogamos apenas uma partida da J-League e, mais do que isso, achei que deixaria uma péssima imagem se resolvesse deixar o Japão, pareceria um momento de fraqueza. E isso fecharia o mercado para mim e para outros treinadores brasileiros aqui no Japão”, disse Levir.
Uma aula de ética dada por ele. E, muitas vezes, é isso que falta ao futebol, especialmente no Brasil. Sermos mais éticos, entendermos que não é sozinho que se constrói as coisas.
Ah, Levir também contou que está escrevendo um livro com o título “Um burro com sorte”.
Uma brincadeira, claro, com a maneira como era “gentilmente” tratado pelos torcedores no Brasil. Mas o mais curioso foi quando ele relacionou a reconstrução japonesa após o desastre do início deste mês com a incompetência brasileira em gerenciar a Copa do Mundo.
“O Japão foi reconstruído após a guerra baseado na educação de seu povo. E aí fica a dúvida quanto à imagem que o Brasil está passando para o mundo com a Copa. Teríamos uma grande chance de mostrar que somos um país sério”.
Pois é, Levir. Infelizmente, ética é uma palavra que anda em falta por aqui.
Levir está morando em Osaka, cidade onde acontece o amistoso e que não sofreu com o abalo no solo japonês.
No bate-papo, o treinador do Cerezo Osaka disse que foi procurado por Santos e Fluminense para voltar ao Brasil. Depois de pensar, recusou o convite.
“Não é o momento de fazer isso. Achei que não seria correto deixar o país. Jogamos apenas uma partida da J-League e, mais do que isso, achei que deixaria uma péssima imagem se resolvesse deixar o Japão, pareceria um momento de fraqueza. E isso fecharia o mercado para mim e para outros treinadores brasileiros aqui no Japão”, disse Levir.
Uma aula de ética dada por ele. E, muitas vezes, é isso que falta ao futebol, especialmente no Brasil. Sermos mais éticos, entendermos que não é sozinho que se constrói as coisas.
Ah, Levir também contou que está escrevendo um livro com o título “Um burro com sorte”.
Uma brincadeira, claro, com a maneira como era “gentilmente” tratado pelos torcedores no Brasil. Mas o mais curioso foi quando ele relacionou a reconstrução japonesa após o desastre do início deste mês com a incompetência brasileira em gerenciar a Copa do Mundo.
“O Japão foi reconstruído após a guerra baseado na educação de seu povo. E aí fica a dúvida quanto à imagem que o Brasil está passando para o mundo com a Copa. Teríamos uma grande chance de mostrar que somos um país sério”.
Pois é, Levir. Infelizmente, ética é uma palavra que anda em falta por aqui.
Rogério Ceni foi o maior Ídolo da História do São Paulo?
O tema não é exatamente novo e Rogério Ceni continua em atividade, pois acaba de marcar seu centésimo gol. A pergunta, no entanto, é pertinente: feito de momentos, de épocas, o futebol tem sempre o seu melhor, o seu maior cada período. Pois já não me perguntaram, faz pouco tempo, se Maradona não tinha sido muito melhor do que Pelé?
- Não, não foi nem um pouquinho. O Pelé foi muito maior.
E então, esse negócio de ter sido maior ídolo, coisa e tal, depende muito do momento, Se no Palmeiras, é tido como o maior ídolo, perguntem a quem viveu nos tempos de Ademir da Guia qual é a dimensão do Divino. Voltando ao caso Rogério Ceni, inquestionavelmente um fenômeno, há tricolores mais idosos que consideram Leônidas da Silva- o Homem de Borracha- como o jogador mais importante da história tricolor.
E por quê? É que no começo doas anos 40, os títulos eram quase todos eles divididos entre Corinthians e Palmeiras, correndo na praça a brincadeira de que “o São Paulo apenas seria campeão se a moeda caísse de pé”. Quer dizer; Quase impossível.
Mas foi graças a uma polêmica contratação, que o São Paulo fez a moeda cair de pé. Em 1942, trouxe do Flamengo o grande Leônidas da Silva, que não andava em boa fase, para transformá-lo, de novo, no maior centroavante do futebol brasileiro. E Leônidas durou muito tempo e ganhou muitos títulos: numa época em que o que importava para o torcedor era o Campeonato Paulista, Leônidas foi campeão cinco vezes: em 43, 45, 46, 48, 49.
Foi nessa época em que o São Paulo se fazer verdadeiramente grande. Um vencedor.
E assim, essa história de “ o mais importante de história” é uma de época, de momento, de necessidade.
- Não, não foi nem um pouquinho. O Pelé foi muito maior.
E então, esse negócio de ter sido maior ídolo, coisa e tal, depende muito do momento, Se no Palmeiras, é tido como o maior ídolo, perguntem a quem viveu nos tempos de Ademir da Guia qual é a dimensão do Divino. Voltando ao caso Rogério Ceni, inquestionavelmente um fenômeno, há tricolores mais idosos que consideram Leônidas da Silva- o Homem de Borracha- como o jogador mais importante da história tricolor.
E por quê? É que no começo doas anos 40, os títulos eram quase todos eles divididos entre Corinthians e Palmeiras, correndo na praça a brincadeira de que “o São Paulo apenas seria campeão se a moeda caísse de pé”. Quer dizer; Quase impossível.
Mas foi graças a uma polêmica contratação, que o São Paulo fez a moeda cair de pé. Em 1942, trouxe do Flamengo o grande Leônidas da Silva, que não andava em boa fase, para transformá-lo, de novo, no maior centroavante do futebol brasileiro. E Leônidas durou muito tempo e ganhou muitos títulos: numa época em que o que importava para o torcedor era o Campeonato Paulista, Leônidas foi campeão cinco vezes: em 43, 45, 46, 48, 49.
Foi nessa época em que o São Paulo se fazer verdadeiramente grande. Um vencedor.
E assim, essa história de “ o mais importante de história” é uma de época, de momento, de necessidade.
Juvenal e Andrés almoçam juntos
Em um restaurante da cadeia Rubayat, Andrés Sanchez, Juvenal Juvêncio, Arnaldo Tirone e Luís Álvaro almoçaram juntos nesta segunda-feira. Não é a primeira vez que os presidentes dos quatro grandes clubes paulistas se reúnem.
Bom que seja assim, com respeito, apesar das cutucadas que, principalmente, o corinthiano e o são-paulino trocam de vez em quando.
Em discussão, os direitos de transmissão de TV. A CBF pediu a ajuda dos dirigentes de Palmeiras, Santos e Corinthians para convencer o São Paulo de que o melhor negócio é seguir os passos dos rivais, deixando de lado o Clube dos 13.
Isolado e acuado, o São Paulo se quiser, poderá iniciar as negociações com a TV Globo para receber algo em torno de 70 milhões de reais por ano de contrato, o mesmo valor fechado com Santos e Palmeiras.
Nada que que uma picanha suculenta, regada a um 12 anos (com geeellloooo…), não resolva.
Bom que seja assim, com respeito, apesar das cutucadas que, principalmente, o corinthiano e o são-paulino trocam de vez em quando.
Em discussão, os direitos de transmissão de TV. A CBF pediu a ajuda dos dirigentes de Palmeiras, Santos e Corinthians para convencer o São Paulo de que o melhor negócio é seguir os passos dos rivais, deixando de lado o Clube dos 13.
Isolado e acuado, o São Paulo se quiser, poderá iniciar as negociações com a TV Globo para receber algo em torno de 70 milhões de reais por ano de contrato, o mesmo valor fechado com Santos e Palmeiras.
Nada que que uma picanha suculenta, regada a um 12 anos (com geeellloooo…), não resolva.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Jogo de valores só complica definição da TV do Brasileirão
O Grêmio foi o primeiro clube a publicamente anunciar o acerto com a Globo para a transmissão de seus jogos do Campeonato Brasileiro pelos próximos quatro anos. Os detalhes do acordo, porém, não foram revelados, o que iniciou uma queda de braço e um corre-corre entre os próprios clubes para saber o quanto realmente entrará nos cofres gremistas.
Na noite desta quinta-feira, a Record aproveitou para jogar mais lenha na fogueira, dizendo que registraria em cartório ofertas para Corinthians e Flamengo no valor de R$ 100 milhões ao ano cada uma pela transmissão apenas na TV aberta dos jogos dos dois times no Brasileirão. A estratégia da Record é mexer com a cabeça de outros clubes que ainda não fecharam com a Globo e de jogarem nas costas dos dois primeiros dissidentes do Clube dos 13 a responsabilidade de, talvez, fecharem por um valor menor seus contratos de TV (leia a reportagem completa aqui).
Esse é o primeiro reflexo da instabilidade que vai tomar conta do futebol brasileiro nas próximas semanas, enquanto essas negociações continuarem.
Uma coisa é certa. A Globo tem balizado suas negociações conforme uma realidade de mercado. O Grêmio não vai conseguir triplicar suas receitas com TV neste momento, uma vez que a Globo tem trabalhado com ofertas próximas do dobro do que era ganho pelos clubes, o que seria o cenário ideal imaginado pelo C13 quando abriu a licitação pelos direitos.
A implosão do C13 está mais do que certa. O problema é conseguir reunir todo mundo e juntar os cacos de negociações frustradas e pouco transparentes depois disso. Apesar de todos os absurdos de princípio da entidade que representava até pouco tempo os 20 clubes de maior torcida do Brasil (o que já era, de partida, um erro, por não ser representativo dos 20 clubes da Série A do Brasileiro), fatalmente o futebol brasileiro dá um passo para trás.
Tal qual o mercado de patrocínio dos clubes, que é dominado pela total falta de transparência e amadorismo na relação dos valores envolvidos, agora a televisão também caminha para esse processo. Para o torcedor comum, talvez isso pareça não significar qualquer problema, já que, iludido pelas declarações pouco responsáveis dos dirigentes, cifras mágicas parecerão a mais pura verdade.
Só que o mercado tem cada vez mais deixado de ser amador. Não existe empresa que acredite em declarações efusivas de valores totalmente fora do padrão.
A discussão da TV se perde, mais uma vez, nos valores que A, B ou C ganham, dizem que ganham ou acham que deveriam ganhar. O torcedor quer contar vantagem do rival na conversa de bar, dizendo que seu clube vale mais que o do outro. Mas ele não consegue entender que, quando não existe união entre os clubes em negociações, quem perde são os próprios clubes. Principalmente porque, a partir de agora, quase nada do que se falar em termos de valores de contratos de TV é verdade.
E, nesse sentido, complica-se cada vez mais o cenário para que tenhamos uma definição de qual emissora exibirá a competição no ano que vem. E aí será complicado para o torcedor entender que o orgulho de ver o time ganhar mais poderá significar que ele simplesmente não conseguirá acompanhar seu time pela TV a partir de 2012.
O cenário continua absolutamente enevoado. Era tudo o que as TVs precisavam para não gastar tanto com o produto futebol e, mais do que isso, perpetuar a desunião entre os clubes, o que só enfraquece o poder de negociação dos times, fazendo com que o melhor produto para a televisão brasileira valha muito menos do que poderia.
Na noite desta quinta-feira, a Record aproveitou para jogar mais lenha na fogueira, dizendo que registraria em cartório ofertas para Corinthians e Flamengo no valor de R$ 100 milhões ao ano cada uma pela transmissão apenas na TV aberta dos jogos dos dois times no Brasileirão. A estratégia da Record é mexer com a cabeça de outros clubes que ainda não fecharam com a Globo e de jogarem nas costas dos dois primeiros dissidentes do Clube dos 13 a responsabilidade de, talvez, fecharem por um valor menor seus contratos de TV (leia a reportagem completa aqui).
Esse é o primeiro reflexo da instabilidade que vai tomar conta do futebol brasileiro nas próximas semanas, enquanto essas negociações continuarem.
Uma coisa é certa. A Globo tem balizado suas negociações conforme uma realidade de mercado. O Grêmio não vai conseguir triplicar suas receitas com TV neste momento, uma vez que a Globo tem trabalhado com ofertas próximas do dobro do que era ganho pelos clubes, o que seria o cenário ideal imaginado pelo C13 quando abriu a licitação pelos direitos.
A implosão do C13 está mais do que certa. O problema é conseguir reunir todo mundo e juntar os cacos de negociações frustradas e pouco transparentes depois disso. Apesar de todos os absurdos de princípio da entidade que representava até pouco tempo os 20 clubes de maior torcida do Brasil (o que já era, de partida, um erro, por não ser representativo dos 20 clubes da Série A do Brasileiro), fatalmente o futebol brasileiro dá um passo para trás.
Tal qual o mercado de patrocínio dos clubes, que é dominado pela total falta de transparência e amadorismo na relação dos valores envolvidos, agora a televisão também caminha para esse processo. Para o torcedor comum, talvez isso pareça não significar qualquer problema, já que, iludido pelas declarações pouco responsáveis dos dirigentes, cifras mágicas parecerão a mais pura verdade.
Só que o mercado tem cada vez mais deixado de ser amador. Não existe empresa que acredite em declarações efusivas de valores totalmente fora do padrão.
A discussão da TV se perde, mais uma vez, nos valores que A, B ou C ganham, dizem que ganham ou acham que deveriam ganhar. O torcedor quer contar vantagem do rival na conversa de bar, dizendo que seu clube vale mais que o do outro. Mas ele não consegue entender que, quando não existe união entre os clubes em negociações, quem perde são os próprios clubes. Principalmente porque, a partir de agora, quase nada do que se falar em termos de valores de contratos de TV é verdade.
E, nesse sentido, complica-se cada vez mais o cenário para que tenhamos uma definição de qual emissora exibirá a competição no ano que vem. E aí será complicado para o torcedor entender que o orgulho de ver o time ganhar mais poderá significar que ele simplesmente não conseguirá acompanhar seu time pela TV a partir de 2012.
O cenário continua absolutamente enevoado. Era tudo o que as TVs precisavam para não gastar tanto com o produto futebol e, mais do que isso, perpetuar a desunião entre os clubes, o que só enfraquece o poder de negociação dos times, fazendo com que o melhor produto para a televisão brasileira valha muito menos do que poderia.
Palmeiras tenta mudar oferta da Globo para naming right valer
No último sábado, dirigentes e advogados do Palmeiras se reuniram por cerca de quatro horas para analisar a minuta do contrato oferecido pela Globo. A conclusão foi a de que algumas mudanças precisam ser feitas.
Uma das principais alterações seria na cláusula que trata da divulgação do nome de patrocinadores de estádios com naming rights negociados. A emissora diz que o nome será falado quando possível.
O Palmeiras irá propor uma nova redação que obrigue a Globo a divulgar sempre o nome do patrocinador do estádio. A venda dos naming rights é um dos pontos mais importantes do projeto da Arena Palestra.
Outra mudança sugerida visa deixar mais clara a garantia de que as marcas dos patrocinadores do clube serão mostradas durante entrevistas coletivas.
O documento apresentado no sábado não trazia o mais importante: o valor a ser pago pela Globo. A quantia foi passada verbalmente para o presidente Arnaldo Tirone.
A minuta esclarece apenas que o Palmeiras vai ficar com 6,38% do total arrecadado pela emissora com a venda de placas de publicidade. Essa é a porcentagem que o grupo que mais recebe ganha atualmente. Porém, não há garantia de que Corinthians e Flamengo permanecem nessa faixa. Eles podem ter um aumento se as fatias de outros times diminuírem.
Segundo o presidente do Grêmio, Paulo Odone, os dois clubes vão ganhar mais do que os outros, situação que o Palmeiras não aceita.
O contrato de quatro anos oferecido aos palmeirenses também prevê que o alviverde fique com 10% da receita gerada pelo pay-per-view. Fatia idêntica à atual.
O acordo engloba os direitos de TV fechada, telefonia e internet. É justamente o que o Cade não queria. Pelo acordo firmado entre o órgão e o C13 os produtos seriam vendidos separadamente.
O Palmeiras ainda não bateu o martelo com a Globo. Deve ouvir uma proposta da Record nesta terça à tarde. Se uma oferta for apresentada, ela será debatida à noite no Conselho de Orientação e Fiscalização, que também discutirá o “lance” da Globo.
Uma das principais alterações seria na cláusula que trata da divulgação do nome de patrocinadores de estádios com naming rights negociados. A emissora diz que o nome será falado quando possível.
O Palmeiras irá propor uma nova redação que obrigue a Globo a divulgar sempre o nome do patrocinador do estádio. A venda dos naming rights é um dos pontos mais importantes do projeto da Arena Palestra.
Outra mudança sugerida visa deixar mais clara a garantia de que as marcas dos patrocinadores do clube serão mostradas durante entrevistas coletivas.
O documento apresentado no sábado não trazia o mais importante: o valor a ser pago pela Globo. A quantia foi passada verbalmente para o presidente Arnaldo Tirone.
A minuta esclarece apenas que o Palmeiras vai ficar com 6,38% do total arrecadado pela emissora com a venda de placas de publicidade. Essa é a porcentagem que o grupo que mais recebe ganha atualmente. Porém, não há garantia de que Corinthians e Flamengo permanecem nessa faixa. Eles podem ter um aumento se as fatias de outros times diminuírem.
Segundo o presidente do Grêmio, Paulo Odone, os dois clubes vão ganhar mais do que os outros, situação que o Palmeiras não aceita.
O contrato de quatro anos oferecido aos palmeirenses também prevê que o alviverde fique com 10% da receita gerada pelo pay-per-view. Fatia idêntica à atual.
O acordo engloba os direitos de TV fechada, telefonia e internet. É justamente o que o Cade não queria. Pelo acordo firmado entre o órgão e o C13 os produtos seriam vendidos separadamente.
O Palmeiras ainda não bateu o martelo com a Globo. Deve ouvir uma proposta da Record nesta terça à tarde. Se uma oferta for apresentada, ela será debatida à noite no Conselho de Orientação e Fiscalização, que também discutirá o “lance” da Globo.
Red Bull e Vettel são favoritos no mundial
Neste domingo começa o Campeonato Mundial de F-1. Algumas impressões recolhidas ao longo do período de testes poderão, ou não, encontrar a sua confirmação. Eu aposto em um favoritismo da Red Bull, que parece ter o melhor carro. Isso faz com que Sebastian Vettel seja um forte candidato ao bicampeonato.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Negócios do Mercado da Bola
O futebol está vivendo uma quarta-feira de novidades e possibilidades. Por exemplo:
1- Juan no Corinthians? Trata-se de um senhor zagueiro, titular da Seleção Brasileira na Copa da África do Sul e que logo deve sair da Roma. É uma notícia que tomou força nos últimos dias- inclusive, publicada pelo Estadão nesta quarta- e que seria capaz, sim, de tornar segura e estável a defesa corintiana, que se ressente de um líder no setor. Willian, aposentado, até tinha falhas. Mas comandava os companheiros. Chico é bom jogador, mas, no entanto não chega a ser um comandante da defesa.
Juan seria um belo reforço.
2- Fernandão no Palmeiras? É a especulação da hora: sem alternativas para o centroavante tão esperado, o Palmeiras teria tentado Fernandão na base de troca. Por quem? A troca não teria interessado o São Paulo, mas, com o tempo, chegando Luís Fabiano e ainda tendo o jovem Willian para a reserva, interessaria ao tricolor manter um jogador com alto salário como Fernandão?
Pode dar negócio, pois Felipão já disse que gosta de Fernandão desde os tempos do Goiás e é sabido o histórico do técnico com centroavantes altos (Jardel foi o exemplo maior), que saibam cabecear e jogar dentro da área.
A conferir.
3- Adriano, Corinthians ou Santos? O empresário do jogador, Gilmar Rinaldi disse que não vai falar das propostas dos clubes brasileiros. Pelo menos, por enquanto. Nos bastidores, porém, enquanto o Corinthians não descarta o centroavante- embora ainda não tenha oficializado o interesse- fala-se que o Santos poderia entrar no negócio, com o centroavante completando as jogadas de Neymar, Ganso e Elano. Como se sabe Zé Eduardo irá embora no meio do ano e Keirrison não agradou.
4- Wagner Love no Flamengo? Depois de descartar a contratação de Adriano- e ouvir manifestações da torcida pela volta do Imperador-, o Fla dá sinais de querer mesmo a volta de Vagner Love, o “Artilheiro do Amor”. Negócio difícil. Mas que pode acontecer.
1- Juan no Corinthians? Trata-se de um senhor zagueiro, titular da Seleção Brasileira na Copa da África do Sul e que logo deve sair da Roma. É uma notícia que tomou força nos últimos dias- inclusive, publicada pelo Estadão nesta quarta- e que seria capaz, sim, de tornar segura e estável a defesa corintiana, que se ressente de um líder no setor. Willian, aposentado, até tinha falhas. Mas comandava os companheiros. Chico é bom jogador, mas, no entanto não chega a ser um comandante da defesa.
Juan seria um belo reforço.
2- Fernandão no Palmeiras? É a especulação da hora: sem alternativas para o centroavante tão esperado, o Palmeiras teria tentado Fernandão na base de troca. Por quem? A troca não teria interessado o São Paulo, mas, com o tempo, chegando Luís Fabiano e ainda tendo o jovem Willian para a reserva, interessaria ao tricolor manter um jogador com alto salário como Fernandão?
Pode dar negócio, pois Felipão já disse que gosta de Fernandão desde os tempos do Goiás e é sabido o histórico do técnico com centroavantes altos (Jardel foi o exemplo maior), que saibam cabecear e jogar dentro da área.
A conferir.
3- Adriano, Corinthians ou Santos? O empresário do jogador, Gilmar Rinaldi disse que não vai falar das propostas dos clubes brasileiros. Pelo menos, por enquanto. Nos bastidores, porém, enquanto o Corinthians não descarta o centroavante- embora ainda não tenha oficializado o interesse- fala-se que o Santos poderia entrar no negócio, com o centroavante completando as jogadas de Neymar, Ganso e Elano. Como se sabe Zé Eduardo irá embora no meio do ano e Keirrison não agradou.
4- Wagner Love no Flamengo? Depois de descartar a contratação de Adriano- e ouvir manifestações da torcida pela volta do Imperador-, o Fla dá sinais de querer mesmo a volta de Vagner Love, o “Artilheiro do Amor”. Negócio difícil. Mas que pode acontecer.
Viva o futebol brasileiro. Viva mesmo?
Não posso e não quero acreditar que, a pedido do próprio Ricardo Teixeira, a última rodada do Campeonato Brasileiro de 2011 terá oito clássicos regionais numa forma de impedir que alguns clubes armem resultados.
Se a medida foi adotada com esta finalidade, a que ponto chegaram alguns clubes do futebol pentacampeão do Mundo.
Não… a razão certamente foi outra. Será?
Pelo menos, assim espero.
Se a medida foi adotada com esta finalidade, a que ponto chegaram alguns clubes do futebol pentacampeão do Mundo.
Não… a razão certamente foi outra. Será?
Pelo menos, assim espero.
Dissidentes do C13 dizem que Globo já tem 12 clubes; Inter pode ser o próximo
Pelas contas de cartolas dissidentes do Clube dos 13, a Globo já assegurou o direito de transmitir jogos de 12 times nas próximas edições do Campeonato Brasileiro. Segundo os mesmos dirigentes, a maioria acertou verbalmente e deve assinar contrato até segunda. O Inter, da base aliada da entidade, pode ser o 13º.
Veja a situação de cada um em relação ao contrato com a Globo:
Grêmio - Foi o primeiro a anunciar que assinou contrato. Afirmou ter fechado por quatro anos. Tradicionalmente, os acordos eram negociados por três temporadas.
Corinthians – Já está praticamente fechado com a emissora. Está acertando os últimos detalhes. Deve alcançar a meta de arrecadar mais do que R$ 100 milhões.
Flamengo - Os presidentes dos conselhos do clube se reuniram nesta quarta e deram aval para a diretoria avançar na negociação com a Globo. Verbalmente, já está tudo definido. Vai receber tanto quanto o Corinthians.
Botafogo, Vasco e Fluminense - Junto com o Flamengo, negociaram a estrutura do contrato com a Globo. Individualmente, cada um cuidou de sua parte financeira. Todos já acertaram de boca com a emissora.
Palmeiras - Ouviu a proposta e gostou. Por uma questão formal, o presidente Arnaldo Tirone vai ouvir o seu Conselho de Orientação e Fiscalização. Deve assinar em seguida.
Santos e Cruzeiro - Segundo os líderes da dissidência, os dois clubes também já entraram em acordo com a Globo.
Coritiba – Foi fortemente pressionado por dirigentes do C13 para não deixar a negociação comandada pela entidade. Mas também já tem um acordo com a Globo, segundo os líderes do movimento. Assim como Vitória e Goiás.
Inter - Teve uma reunião nesta quarta com a Globo. A expectativa dos dissidentes é a de que ele se junte à turma até segunda.
Veja a situação de cada um em relação ao contrato com a Globo:
Grêmio - Foi o primeiro a anunciar que assinou contrato. Afirmou ter fechado por quatro anos. Tradicionalmente, os acordos eram negociados por três temporadas.
Corinthians – Já está praticamente fechado com a emissora. Está acertando os últimos detalhes. Deve alcançar a meta de arrecadar mais do que R$ 100 milhões.
Flamengo - Os presidentes dos conselhos do clube se reuniram nesta quarta e deram aval para a diretoria avançar na negociação com a Globo. Verbalmente, já está tudo definido. Vai receber tanto quanto o Corinthians.
Botafogo, Vasco e Fluminense - Junto com o Flamengo, negociaram a estrutura do contrato com a Globo. Individualmente, cada um cuidou de sua parte financeira. Todos já acertaram de boca com a emissora.
Palmeiras - Ouviu a proposta e gostou. Por uma questão formal, o presidente Arnaldo Tirone vai ouvir o seu Conselho de Orientação e Fiscalização. Deve assinar em seguida.
Santos e Cruzeiro - Segundo os líderes da dissidência, os dois clubes também já entraram em acordo com a Globo.
Coritiba – Foi fortemente pressionado por dirigentes do C13 para não deixar a negociação comandada pela entidade. Mas também já tem um acordo com a Globo, segundo os líderes do movimento. Assim como Vitória e Goiás.
Inter - Teve uma reunião nesta quarta com a Globo. A expectativa dos dissidentes é a de que ele se junte à turma até segunda.
domingo, 13 de março de 2011
Clubes e TVs no cenário das incertezas
O futebol brasileiro está envolvido no maior imbróglio de todos os tempos. Um imbróglio futebolístico-televisivo sem precedentes. Fato que gera incertezas, muitas dúvidas e inseguranças. Quem transmitirá o Brasileirão no triênio 12/13/14? Eis a questão…
A Rede TV! foi a única a apresentar a proposta pelas três temporadas (516 milhões de reais por cada ano) e desta forma ganhou a licitação. Ganhou mas não levou pois, por decisão da própria emissora, o valor estipulado somente terá validade, desde que os vinte times do Clube dos 13 concordem por escrito com o documento, dentro do prazo de 60 dias.
Se partimos do pressuposto de que alguns clubes negociam de forma separada com outras emissoras de tv que não participaram da licitação, podemos concluir que a Rede TV! não terá como acertar com todos os times, consequentemente desistirá do processo.
Ao mesmo tempo Globo e Record conversam com os presidentes de clubes e uma vez confirmada a divisão, apenas um improvável acordo entre elas permitiria a transmissão de todos os jogos, sem o prejuízo para os torcedores dos confortáveis sofás.
Imaginemos que a Globo tenha Corinthians e Flamengo, por exemplo, e a Record fique com São Paulo e Atlético-MG. As duas emissoras deveriam chegar a um acordo para transmitir os duelos entre os times quando eles se cruzarem pelo Brasileirão. Um acordo Globo e Record? Será?
São Paulo, Atlético-MG, Internacional, Atlético-PR e Portuguesa, por enquanto seguem no Clube dos 13. Bahia, Sport, Goiás já admitem conversar com as emissoras. Guarani e Vitória estão indecisos.
Os outros dez clubes já negociam contratos separados com a Globo e a Record: Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Grêmio e Coritiba.
Os conflitos de interesses provocam muitas inseguranças dentro das emissoras nos campos publicitário e jurídico. Os executivos deste setores quebram a cabeça para traçar a melhor estratégia em meio ao cenário de incredulidade.
Outra confusão à vista vem aí. O Clube dos 13, além dos direitos de TV aberta, abriu licitação também dos direitos para TV fechada, pay-per view, internet e celular. Os resultados serão divulgados nos dias 23 e 24 de março.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos
A Rede TV! foi a única a apresentar a proposta pelas três temporadas (516 milhões de reais por cada ano) e desta forma ganhou a licitação. Ganhou mas não levou pois, por decisão da própria emissora, o valor estipulado somente terá validade, desde que os vinte times do Clube dos 13 concordem por escrito com o documento, dentro do prazo de 60 dias.
Se partimos do pressuposto de que alguns clubes negociam de forma separada com outras emissoras de tv que não participaram da licitação, podemos concluir que a Rede TV! não terá como acertar com todos os times, consequentemente desistirá do processo.
Ao mesmo tempo Globo e Record conversam com os presidentes de clubes e uma vez confirmada a divisão, apenas um improvável acordo entre elas permitiria a transmissão de todos os jogos, sem o prejuízo para os torcedores dos confortáveis sofás.
Imaginemos que a Globo tenha Corinthians e Flamengo, por exemplo, e a Record fique com São Paulo e Atlético-MG. As duas emissoras deveriam chegar a um acordo para transmitir os duelos entre os times quando eles se cruzarem pelo Brasileirão. Um acordo Globo e Record? Será?
São Paulo, Atlético-MG, Internacional, Atlético-PR e Portuguesa, por enquanto seguem no Clube dos 13. Bahia, Sport, Goiás já admitem conversar com as emissoras. Guarani e Vitória estão indecisos.
Os outros dez clubes já negociam contratos separados com a Globo e a Record: Corinthians, Flamengo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Grêmio e Coritiba.
Os conflitos de interesses provocam muitas inseguranças dentro das emissoras nos campos publicitário e jurídico. Os executivos deste setores quebram a cabeça para traçar a melhor estratégia em meio ao cenário de incredulidade.
Outra confusão à vista vem aí. O Clube dos 13, além dos direitos de TV aberta, abriu licitação também dos direitos para TV fechada, pay-per view, internet e celular. Os resultados serão divulgados nos dias 23 e 24 de março.
Aguardemos as cenas dos próximos capítulos
sexta-feira, 11 de março de 2011
O São Paulo é o novo Líder. E ainda quer Luís Fabiano
Neste Campeonato Paulista embolado, foi possível ao São Paulo pular da sexta posição para a liderança do torneio. Ao vencer o Ituano por 2 a 0 (gols de Jean e Dagoberto), nesta quinta à noite, no Morumbi, o tricolor se iguala em pontos ganhos a Corinthians, Santos e Palmeiras. Mas está na frente porque tem 8 vitórias contra 7 dos rivais.
E o tricolor nem precisou jogar tão bem para alcançar o topo. Senhor de um discretíssimo primeiro tempo, foi salvo pelo belo chute de Jean, que estufou as redes. E, no segundo tempo, outro belo gol, que começou com jogada individual de Lucas, passou pelo passe perfeito de Willian e terminou com o chute de Dagoberto. E a câmera da tevê mostrou de Dagoberto estava em posição legal.
Nada a contestar.
E não bastasse o feito de estar em primeiro lugar, nos bastidores o São Paulo sonha em repatriar Luís Fabiano. O primeiro passo já foi dado: o próprio jogador, que está machucado, declarou que pretende se recuperar no Reffis tricolor. Foi assim que, em outros tempos, o São Paulo cativou a confiança de jogadores tidos como inegociáveis- Ricardo Oliveira e Adriano, por exemplo-, ainda que por empréstimo.
E é por empréstimo, creio que Luís Fabiano tem chance de ficar no Morumbi. Eu disse chance, não certeza, pois o Sevilla não comprou há pouco tempo todos os seus direitos? É uma negociação difícil, pois há meses uma boa proposta do Corinthians nem chegou a balançar o clube espanhol.
Em todo o caso, como já se d
E o tricolor nem precisou jogar tão bem para alcançar o topo. Senhor de um discretíssimo primeiro tempo, foi salvo pelo belo chute de Jean, que estufou as redes. E, no segundo tempo, outro belo gol, que começou com jogada individual de Lucas, passou pelo passe perfeito de Willian e terminou com o chute de Dagoberto. E a câmera da tevê mostrou de Dagoberto estava em posição legal.
Nada a contestar.
E não bastasse o feito de estar em primeiro lugar, nos bastidores o São Paulo sonha em repatriar Luís Fabiano. O primeiro passo já foi dado: o próprio jogador, que está machucado, declarou que pretende se recuperar no Reffis tricolor. Foi assim que, em outros tempos, o São Paulo cativou a confiança de jogadores tidos como inegociáveis- Ricardo Oliveira e Adriano, por exemplo-, ainda que por empréstimo.
E é por empréstimo, creio que Luís Fabiano tem chance de ficar no Morumbi. Eu disse chance, não certeza, pois o Sevilla não comprou há pouco tempo todos os seus direitos? É uma negociação difícil, pois há meses uma boa proposta do Corinthians nem chegou a balançar o clube espanhol.
Em todo o caso, como já se d
Caos no C13 já preocupa venda internacional do Brasileiro
O caos em que se transformou a negociação dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro já respinga na venda de direitos internacionais do Brasileirão. Com o impasse, o Clube dos 13 não tem atendido às solicitações de empresas interessadas na aquisição dos direitos para países do exterior. Algumas já estão temerárias em conseguir negociar e, além disso, receber o sinal para a transmissão internacional.
Esse é apenas um dos reflexos do fim da negociação em conjunto dos direitos de transmissão do campeonato. Da mesma forma, a vitória da RedeTV! na licitação de hoje deve acabar tão logo termine a implosão do C13. Hoje, a entidade representa apenas 5 dos 20 times que jogam a Série A do Campeonato Brasileiro.
A desunião é ruim para todos. Até mesmo para quem vence uma concorrência sem representatividade.
Esse é apenas um dos reflexos do fim da negociação em conjunto dos direitos de transmissão do campeonato. Da mesma forma, a vitória da RedeTV! na licitação de hoje deve acabar tão logo termine a implosão do C13. Hoje, a entidade representa apenas 5 dos 20 times que jogam a Série A do Campeonato Brasileiro.
A desunião é ruim para todos. Até mesmo para quem vence uma concorrência sem representatividade.
sábado, 5 de março de 2011
“Eu sou o Melhor do Mundo” (Ibraimovic)
Nada modesto, nem um pouquinho. Mas segundo o jornal italiano La Gazzetta Dello Sport, foi assim, falando que “eu sou o melhor do mundo. É assim que me sinto”, que Zlatan Ibraimovic referiu-se a si próprio.
O amigo concorda?
Não sei o quanto há de exagero nas palavras de Ibra. Não o vejo, por exemplo, com as condições de um Messi, verdadeira máquina de jogar futebol e fazer gols. Mas também não desmereço a capacidade desse centroavante extraordinário, Ibraimovic, autor de 14 gols no Campeonato Italiano.
Trata-se um centroavante que todo clube gostaria de ter: alto, habilidoso, goleador, sem se limitar ou ficar restrito à grande área, Ibraimovic, aos 30 anos, pode levar o Milan ao título sonhado já há algum tempo.
Pode ser imodesto e nem ser o melhor do mundo. Mas Ibraimovic não está muito longe da verdade.
Escrito por Roberto Avallone às 17h23
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As novidades da Seleção. E a polêmica.
Já há quem queira Ronaldinho Gaúcho de volta à Seleção. Ora, e o título conquistado pelo Flamengo? E a cobrança perfeita de falta de Ronaldinho, no gol que deu as faixas ao Fla?
Mas estou com Mano Menezes, o técnico que, nesta quinta-feira, convocou a Seleção Brasileira para o amistoso diante da Escócia. Convém esperar por um Ronaldinho Gaúcho mais próximo daquele que já encantou o mundo, pois até agora suas exibições não têm sido nada especiais. Devagar.
Também não teria sentido convocar Kaká, que não anda em grande fase no Real Madrid (sem ele, nesta quinta, o time ganhou de 7), embora, em minha opinião, ele ainda vá voltar a jogar o que sabe. Mas também concordo com Mano em não leva-lo agora.
E Robinho, por que não vai? Também tenho minhas dúvidas. Mas se ele está indo bem no Milan, não faz o que dele se espera na Seleção. Talvez seja bom um descanso. Até para novas experiências.
Quanto às novidades, é bom dividi-las em duas partes. Os que estão indo pela primeira vez e os que voltam à Seleção depois da Copa do Mundo. Dos calouros- Lucas, Henrique e Jonas-, total justiça para Lucas, um dos heróis da conquista do Campeonato Sul- Americano sub-20, jogador que tem técnica, raça e personalidade. Henrique, volante do Cruzeiro, sabe chegar à área inimiga de surpresa, como Mano gosta. E Jonas, ex- Grêmio e agora no Valência, tem-se mostrado merecedor de uma chance maior. Que é estar na Seleção.
E entre os que voltam após a Copa do Mundo- Maikon, Lúcio e Elano- creio que houve merecimento. Eles foram dos poucos que salvaram na Copa da África do Sul jogando pela nossa Seleção e continuam bem nos clubes que defendem. Elano está até liderando a artilharia...
Seleção sempre dá discussão, tipo que “faltou este, deveria ir aquele”. Esta convocação de Mano, no entanto, pareceu-me bem razoável.
O amigo concorda?
Não sei o quanto há de exagero nas palavras de Ibra. Não o vejo, por exemplo, com as condições de um Messi, verdadeira máquina de jogar futebol e fazer gols. Mas também não desmereço a capacidade desse centroavante extraordinário, Ibraimovic, autor de 14 gols no Campeonato Italiano.
Trata-se um centroavante que todo clube gostaria de ter: alto, habilidoso, goleador, sem se limitar ou ficar restrito à grande área, Ibraimovic, aos 30 anos, pode levar o Milan ao título sonhado já há algum tempo.
Pode ser imodesto e nem ser o melhor do mundo. Mas Ibraimovic não está muito longe da verdade.
Escrito por Roberto Avallone às 17h23
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As novidades da Seleção. E a polêmica.
Já há quem queira Ronaldinho Gaúcho de volta à Seleção. Ora, e o título conquistado pelo Flamengo? E a cobrança perfeita de falta de Ronaldinho, no gol que deu as faixas ao Fla?
Mas estou com Mano Menezes, o técnico que, nesta quinta-feira, convocou a Seleção Brasileira para o amistoso diante da Escócia. Convém esperar por um Ronaldinho Gaúcho mais próximo daquele que já encantou o mundo, pois até agora suas exibições não têm sido nada especiais. Devagar.
Também não teria sentido convocar Kaká, que não anda em grande fase no Real Madrid (sem ele, nesta quinta, o time ganhou de 7), embora, em minha opinião, ele ainda vá voltar a jogar o que sabe. Mas também concordo com Mano em não leva-lo agora.
E Robinho, por que não vai? Também tenho minhas dúvidas. Mas se ele está indo bem no Milan, não faz o que dele se espera na Seleção. Talvez seja bom um descanso. Até para novas experiências.
Quanto às novidades, é bom dividi-las em duas partes. Os que estão indo pela primeira vez e os que voltam à Seleção depois da Copa do Mundo. Dos calouros- Lucas, Henrique e Jonas-, total justiça para Lucas, um dos heróis da conquista do Campeonato Sul- Americano sub-20, jogador que tem técnica, raça e personalidade. Henrique, volante do Cruzeiro, sabe chegar à área inimiga de surpresa, como Mano gosta. E Jonas, ex- Grêmio e agora no Valência, tem-se mostrado merecedor de uma chance maior. Que é estar na Seleção.
E entre os que voltam após a Copa do Mundo- Maikon, Lúcio e Elano- creio que houve merecimento. Eles foram dos poucos que salvaram na Copa da África do Sul jogando pela nossa Seleção e continuam bem nos clubes que defendem. Elano está até liderando a artilharia...
Seleção sempre dá discussão, tipo que “faltou este, deveria ir aquele”. Esta convocação de Mano, no entanto, pareceu-me bem razoável.
Copa monopoliza receitas da Fifa
A Fifa divulgou nesta quinta-feira o seu balanço financeiro do último ciclo da Copa do Mundo. Em resumo, a competição é responsável pela geração de quase 90% das receitas da entidade. Dos US$ 4,2 bilhões arrecadados nos últimos quatro anos, US$ 3,7 vieram da competição.
A força da Copa é impressionante. Apesar de realizar diversos outros campeonatos, a Fifa se sustenta graças ao torneio entre seleções. E, dentro das receitas da Copa do Mundo, o que mais faz a diferença é a TV. Mais de US$ 2 bilhões vem da venda de transmissão para todo o mundo do campeonato, sendo que a Europa banca metade dessa conta.
Porém, de tudo isso que a Fifa arrecadou, apenas US$ 348 milhões foram distribuídos para as 32 seleções participantes do Mundial. Se a moda brasileira pega, imagine o impasse que haveria pela venda de direitos de TV da Copa de 2014?
A força da Copa é impressionante. Apesar de realizar diversos outros campeonatos, a Fifa se sustenta graças ao torneio entre seleções. E, dentro das receitas da Copa do Mundo, o que mais faz a diferença é a TV. Mais de US$ 2 bilhões vem da venda de transmissão para todo o mundo do campeonato, sendo que a Europa banca metade dessa conta.
Porém, de tudo isso que a Fifa arrecadou, apenas US$ 348 milhões foram distribuídos para as 32 seleções participantes do Mundial. Se a moda brasileira pega, imagine o impasse que haveria pela venda de direitos de TV da Copa de 2014?
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Outro golaço de Liedson! E a volta de Valdívia...
Liedson fez mais um gol com a camisa do Corinthians. Desta vez, um golaço: lançado por Ralf, entrou em grande velocidade e, com um totozinho, encobriu o goleiro do Santos. Agora, já cinco gols em quatro jogos, média superior a um gol por jogo, o que chega a ser notável para um atacante que ficou tanto tempo no futebol português.
Se perguntarem quem, longo dos tempos, foi o melhor centroavante brasileiro, eu responderia Ronaldo. E Liedson, nem constaria da lista dos dez mais. Mas como o futebol é momento e cheio de ironias, eu diria que agora (favor não confundir), o ataque do Corinthians está mais perigoso e veloz do que vinha senso nos últimos tempos com Ronaldo Fenômeno.
Nesta tarde de domingo em que houve homenagem a Ronaldo e na qual o Corinthians venceu o clássico com o Santos por 3 a 1 (dois gols de Fábio Santos- um de falta e outro de pênalti- mais o de Liedson para o Corinthians; gol de Elano para o Santos, aliás, um belo gol), o astro Neymar foi pouco notado em campo. Deve estar precisando de um descanso, pois como diz o técnico Adílson Batista “ele é homem, não é máquina”.
E, no fim das contas, para o Corinthians que foi mais ofensivo, restou, mais uma vez, a curiosidade: quantos gols fará esse Liedson, que dificilmente passa um jogo sem estufar as redes?
VALDÍVIA VOLTOU. E COMO?
Creio que voltou só para ganhar ritmo de jogo, seguindo o script de sua recuperação total: nos lances em que o vi em ação, mostrou empenho, força de vontade e, o que é o principal, não colocou a mão na coxa esquerda, naquele gesto que sinalizava contusão. Jogadas brilhantes? Não aconteceram. Só uma tentativa aqui, um passe de calcanhar ali, mas acho que é só uma questão de tempo. Por enquanto, Valdívia jogou apenas 62 minutos contra o Mogi.
Quanto ao resultado do jogo, esse zero a zero com o Mogi Mirim, não é façanha para se comemorar nem para lamentar, O Palmeiras continua líder, mas também seu jogo ainda não convenceu. E revelou mais uma vez- e isso o próprio Gladiador reconheceu ao final do jogo- que necessita urgentemente de um centroavante, até para Kleber poder voltar à sua posição verdadeira.
Se perguntarem quem, longo dos tempos, foi o melhor centroavante brasileiro, eu responderia Ronaldo. E Liedson, nem constaria da lista dos dez mais. Mas como o futebol é momento e cheio de ironias, eu diria que agora (favor não confundir), o ataque do Corinthians está mais perigoso e veloz do que vinha senso nos últimos tempos com Ronaldo Fenômeno.
Nesta tarde de domingo em que houve homenagem a Ronaldo e na qual o Corinthians venceu o clássico com o Santos por 3 a 1 (dois gols de Fábio Santos- um de falta e outro de pênalti- mais o de Liedson para o Corinthians; gol de Elano para o Santos, aliás, um belo gol), o astro Neymar foi pouco notado em campo. Deve estar precisando de um descanso, pois como diz o técnico Adílson Batista “ele é homem, não é máquina”.
E, no fim das contas, para o Corinthians que foi mais ofensivo, restou, mais uma vez, a curiosidade: quantos gols fará esse Liedson, que dificilmente passa um jogo sem estufar as redes?
VALDÍVIA VOLTOU. E COMO?
Creio que voltou só para ganhar ritmo de jogo, seguindo o script de sua recuperação total: nos lances em que o vi em ação, mostrou empenho, força de vontade e, o que é o principal, não colocou a mão na coxa esquerda, naquele gesto que sinalizava contusão. Jogadas brilhantes? Não aconteceram. Só uma tentativa aqui, um passe de calcanhar ali, mas acho que é só uma questão de tempo. Por enquanto, Valdívia jogou apenas 62 minutos contra o Mogi.
Quanto ao resultado do jogo, esse zero a zero com o Mogi Mirim, não é façanha para se comemorar nem para lamentar, O Palmeiras continua líder, mas também seu jogo ainda não convenceu. E revelou mais uma vez- e isso o próprio Gladiador reconheceu ao final do jogo- que necessita urgentemente de um centroavante, até para Kleber poder voltar à sua posição verdadeira.
Debate sobre a TV do Brasileiro se resume ao preço?
"Não importa se vem do Jardim Botânico ou da igreja. Leva quem der o maior cheque". A pérola é de Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG e revela um pouco do pensamento tacanho que toma conta dos dirigentes do futebol brasileiro na discussão sobre os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de futebol para o triênio 2012-2014.
Na visão apequenada do presidente do Galo, o que determina quem é o melhor parceiro comercial dos clubes é o dinheiro, nada além disso.
Nada que surpreenda, vindo de um dirigente que prega que o marketing representa apenas custo para um clube, não tendo qualquer utilidade além disso. Mas a frase de Kalil preocupa, principalmente, porque a ganância dos dirigentes tem feito com que o futebol brasileiro deixe de pensar no longo prazo para agir apenas no curto espaço de tempo, o que enfraquece a própria instituição.
Ao se balizar apenas pelo preço que é pago, os clubes colocam em segundo plano alguns detalhes importantes para o fortalecimento de seu produto no longo prazo. Não é só quem paga mais que vale mais. Não é o cheque que determina o valor de uma oferta. Ou pelo menos não deveria ser.
Nos anos 80, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu mudar radicalmente a imagem que as pessoas tinham dos Jogos Olímpicos. Para isso, apostou numa estratégia interessante de negociação do seu principal evento. Não era o preço que determinava qual emissora exibiria a competição, mas sim o engajamento dela com o evento e, principalmente, o alcance que ela teria no seu país. A lógica do comitê com essa decisão era fazer com que, com mais gente assistindo a seu evento, mais importante ele passaria a ser no longo prazo. E, aí, mais dinheiro o COI ganharia com a negociação não apenas da transmissão do torneio, mas também de patrocinadores e consumidores.
No futebol, a Fifa também buscou na Copa do Mundo de 2010 uma parceria comercial com a Sony que não foi baseada meramente no dinheiro. Com a fabricante japonesa, ficou estabelecido que além de pagar para ser patrocinadora da entidade, ela investiria na tecnologia necessária para transmitir 25 dos 64 jogos da competição em 3D. O retorno de imagem da Fifa com isso foi gigantesco, tanto que ela ganhou prêmio pela inovação no evento esportivo.
A concorrência que busca apenas o melhor preço domina, hoje, a gestão pública brasileira. Não se pensa na melhor entrega de produto, mas apenas naquilo que aparentemente gere mais dinheiro ou reduza mais custo para o cofre público. Não se faz nada pensando em melhor produto, em entrega mais eficiente e em melhor promoção daquilo que é feito.
É essa mentalidade que domina agora não apenas Alexandre Kalil, mas a maioria dos dirigentes dos clubes de futebol.
Recentemente, o Campeonato Catarinense de futebol optou por trocar de emissora, baseando-se na oferta financeiramente mais vantajosa e na promessa de que o jogo disputado nas noites de meio de semana começariam às 20h. Oferta aceita, começou o torneio e percebeu-se que a Record, que havia vencido a concorrência, não tinha retransmissora no interior do estado, limitando as transmissões à cidade de Florianópolis...
Nada contra a Record ou a favor da Globo. Mas, se quiserem pensar no longo prazo, os clubes têm de olhar muito mais do que o preço. Independentemente de qual é o cheque, o importante é saber quem é o parceiro e o que ele tem a oferecer. Essa é a melhor oferta possível para os clubes, que precisam ao mesmo tempo exigir isso de seu parceiro.
Na visão apequenada do presidente do Galo, o que determina quem é o melhor parceiro comercial dos clubes é o dinheiro, nada além disso.
Nada que surpreenda, vindo de um dirigente que prega que o marketing representa apenas custo para um clube, não tendo qualquer utilidade além disso. Mas a frase de Kalil preocupa, principalmente, porque a ganância dos dirigentes tem feito com que o futebol brasileiro deixe de pensar no longo prazo para agir apenas no curto espaço de tempo, o que enfraquece a própria instituição.
Ao se balizar apenas pelo preço que é pago, os clubes colocam em segundo plano alguns detalhes importantes para o fortalecimento de seu produto no longo prazo. Não é só quem paga mais que vale mais. Não é o cheque que determina o valor de uma oferta. Ou pelo menos não deveria ser.
Nos anos 80, o Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu mudar radicalmente a imagem que as pessoas tinham dos Jogos Olímpicos. Para isso, apostou numa estratégia interessante de negociação do seu principal evento. Não era o preço que determinava qual emissora exibiria a competição, mas sim o engajamento dela com o evento e, principalmente, o alcance que ela teria no seu país. A lógica do comitê com essa decisão era fazer com que, com mais gente assistindo a seu evento, mais importante ele passaria a ser no longo prazo. E, aí, mais dinheiro o COI ganharia com a negociação não apenas da transmissão do torneio, mas também de patrocinadores e consumidores.
No futebol, a Fifa também buscou na Copa do Mundo de 2010 uma parceria comercial com a Sony que não foi baseada meramente no dinheiro. Com a fabricante japonesa, ficou estabelecido que além de pagar para ser patrocinadora da entidade, ela investiria na tecnologia necessária para transmitir 25 dos 64 jogos da competição em 3D. O retorno de imagem da Fifa com isso foi gigantesco, tanto que ela ganhou prêmio pela inovação no evento esportivo.
A concorrência que busca apenas o melhor preço domina, hoje, a gestão pública brasileira. Não se pensa na melhor entrega de produto, mas apenas naquilo que aparentemente gere mais dinheiro ou reduza mais custo para o cofre público. Não se faz nada pensando em melhor produto, em entrega mais eficiente e em melhor promoção daquilo que é feito.
É essa mentalidade que domina agora não apenas Alexandre Kalil, mas a maioria dos dirigentes dos clubes de futebol.
Recentemente, o Campeonato Catarinense de futebol optou por trocar de emissora, baseando-se na oferta financeiramente mais vantajosa e na promessa de que o jogo disputado nas noites de meio de semana começariam às 20h. Oferta aceita, começou o torneio e percebeu-se que a Record, que havia vencido a concorrência, não tinha retransmissora no interior do estado, limitando as transmissões à cidade de Florianópolis...
Nada contra a Record ou a favor da Globo. Mas, se quiserem pensar no longo prazo, os clubes têm de olhar muito mais do que o preço. Independentemente de qual é o cheque, o importante é saber quem é o parceiro e o que ele tem a oferecer. Essa é a melhor oferta possível para os clubes, que precisam ao mesmo tempo exigir isso de seu parceiro.
domingo, 20 de fevereiro de 2011
O melhor Ataque brasileiro de todos os tempos. Escale o seu.
A despedida de Ronaldo trouxe à tona o histórico de sua carreira e uma série de comparações sobre quem foi melhor, este ou aquele. Futebol é matéria opinativa e de época. E então, vamos escalar o melhor ataque brasileiro de todos os tempos? Não custa opinar um pouco sobre preferências.
É claro que leva vantagem os que foram vistos jogar. Mas vamos lá. Dos que vi jogar, meu ataque seria: Mané Garrincha, Ronaldo Fenômeno, Pelé e Romário. E já explico o porque de Romário mais para a esquerda, dando-me ao direito de escalar quatro atacantes, fórmula marcante de golear.
Bem, pela direita, o Anjo das Pernas Tortas, Mané Garrincha, o Charlie Chaplin de nosso futebol, pois brincava de driblar e, com isso, ganhou praticamente sozinho a Copa de 1962, no Chile quando já vinha o desânimo pela contusão de Pelé.
Mais para o meio, embora jamais tenha sido um centroavante fixo na área, escalo Ronaldo Fenômeno, impressionante em suas arrancadas, com dribles em velocidade.
Pelé nem precisa de explicação. Era perfeito em todos os fundamentos.
E Romário, nem tanto por gostar de usar a camisa 11 e mais pela velocidade que espantava os inimigos, bem que poderia ser deslocado mais pela esquerda.
Esse é o meu ataque brasileiro de todos os tempos.
E o seu, amigo, qual é?
É claro que leva vantagem os que foram vistos jogar. Mas vamos lá. Dos que vi jogar, meu ataque seria: Mané Garrincha, Ronaldo Fenômeno, Pelé e Romário. E já explico o porque de Romário mais para a esquerda, dando-me ao direito de escalar quatro atacantes, fórmula marcante de golear.
Bem, pela direita, o Anjo das Pernas Tortas, Mané Garrincha, o Charlie Chaplin de nosso futebol, pois brincava de driblar e, com isso, ganhou praticamente sozinho a Copa de 1962, no Chile quando já vinha o desânimo pela contusão de Pelé.
Mais para o meio, embora jamais tenha sido um centroavante fixo na área, escalo Ronaldo Fenômeno, impressionante em suas arrancadas, com dribles em velocidade.
Pelé nem precisa de explicação. Era perfeito em todos os fundamentos.
E Romário, nem tanto por gostar de usar a camisa 11 e mais pela velocidade que espantava os inimigos, bem que poderia ser deslocado mais pela esquerda.
Esse é o meu ataque brasileiro de todos os tempos.
E o seu, amigo, qual é?
A TV virou a desculpa para o C13 rachar de vez
Vai rachar. Pelo menos é isso que aparentemente se mostra no cenário de discussão dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro para o triênio 2012-2014. Hoje, porém, esse racha parece mesmo ser para valer, diferentemente daqueles movimentos que desde 2004 acontecem dentro do C13.
Mas, por trás da questão da TV, está mesmo a questão política da entidade que, teoricamente, representa o interesse dos clubes do futebol brasileiro. Como já falei aqui no blog no ano passado, quando as eleições para a presidência do C13 quase terminaram com o fim da Era Fábio Koff, o problema todo é que não há um projeto para a gestão do futebol por parte dos clubes. O C13 não é independente, não atua apenas pensando na melhoria da situação dos clubes, não funciona como uma liga de fato.
Nos EUA, as ligas são empresas que têm os clubes como sócios e que, por causa disso, precisam dar lucro. A divisão do bolo de dinheiro arrecadado é feita de forma a todos terem o melhor nível de igualdade financeira para, então, aquele que for mais competente na esfera esportiva se sobressair. A lógica da meritocracia americana dita o funcionamento do esporte, tanto que o draft, que escolhe os melhores jogadores jovens para os times profissionais, ocorre de maneira inversa. Quem tem pior desempenho tem direito a ficar com o melhor jogador em seu time.
No futebol, em todo o mundo, a constituição do esporte é baseada, meramente, na força política das instituições. Ganha mais quem manda mais é a lógica que permeia a maioria das decisões do futebol.
O que acontece agora no Clube dos 13 é a essência dessa maneira de existir do futebol. A TV virou a desculpa para uma queda de braço política. Os dirigentes dos clubes não estão pensando com a cabeça no negócio. Não se debate o que vai gerar maior receita para os clubes no longo prazo. No discurso, porém, usa-se isso como argumento para um clube pender para um lado ou para o outro, mas não é a cabeça no negócio que determina o caminho a ser tomado.
Não tem como a comissão do C13 que discute as propostas das TVs ficar à parte da disputa política. Por mais que se tente chegar a uma definição tecnicamente melhor, a assinatura que vale é a do presidente do clube. E, como o dirigente tem de seguir a lógica do "pode mais quem manda mais", o impasse está criado.
Parece que agora o C13 racha de vez. E fica cada vez mais claro que o grande prejudicado, nisso tudo, será o futebol. A queda de braço política muito provavelmente vai culminar numa decisão inicial de intransigência de alguns clubes em assinar o acordo de TV. E isso deverá fazer com que, a princípio, nenhuma emissora esteja credenciada legalmente para transmitir a competição.
Enquanto os dirigentes acham maravilhoso elevar para quase R$ 700 milhões o valor recebido por todos os direitos de transmissão do Brasileirão, a NFL, liga mais profissionalizada do mundo, entra em 2012 com cerca de metade das transmissões na TV de um Brasileirão mas com receita de US$ 4 bilhões. Sim, é isso mesmo. Quase dez vezes mais do que o futebol brasileiro arrecada, mas tendo vendido apenas os direitos de transmissão para a televisão, sem contar internet, celular, pay-per-view, que geram alguns outros milhões para os cofres da liga...
A política contamina o negócio. Enquanto o modelo de gestão do futebol não for repensado, discussões vazias continuarão a imperar. E o produto futebol, sem valorização, continuará a achar que o que vale mesmo é ter alguns milhões no bolso sem se preocupar com a qualidade daquilo que se oferece para o público.
Mas, por trás da questão da TV, está mesmo a questão política da entidade que, teoricamente, representa o interesse dos clubes do futebol brasileiro. Como já falei aqui no blog no ano passado, quando as eleições para a presidência do C13 quase terminaram com o fim da Era Fábio Koff, o problema todo é que não há um projeto para a gestão do futebol por parte dos clubes. O C13 não é independente, não atua apenas pensando na melhoria da situação dos clubes, não funciona como uma liga de fato.
Nos EUA, as ligas são empresas que têm os clubes como sócios e que, por causa disso, precisam dar lucro. A divisão do bolo de dinheiro arrecadado é feita de forma a todos terem o melhor nível de igualdade financeira para, então, aquele que for mais competente na esfera esportiva se sobressair. A lógica da meritocracia americana dita o funcionamento do esporte, tanto que o draft, que escolhe os melhores jogadores jovens para os times profissionais, ocorre de maneira inversa. Quem tem pior desempenho tem direito a ficar com o melhor jogador em seu time.
No futebol, em todo o mundo, a constituição do esporte é baseada, meramente, na força política das instituições. Ganha mais quem manda mais é a lógica que permeia a maioria das decisões do futebol.
O que acontece agora no Clube dos 13 é a essência dessa maneira de existir do futebol. A TV virou a desculpa para uma queda de braço política. Os dirigentes dos clubes não estão pensando com a cabeça no negócio. Não se debate o que vai gerar maior receita para os clubes no longo prazo. No discurso, porém, usa-se isso como argumento para um clube pender para um lado ou para o outro, mas não é a cabeça no negócio que determina o caminho a ser tomado.
Não tem como a comissão do C13 que discute as propostas das TVs ficar à parte da disputa política. Por mais que se tente chegar a uma definição tecnicamente melhor, a assinatura que vale é a do presidente do clube. E, como o dirigente tem de seguir a lógica do "pode mais quem manda mais", o impasse está criado.
Parece que agora o C13 racha de vez. E fica cada vez mais claro que o grande prejudicado, nisso tudo, será o futebol. A queda de braço política muito provavelmente vai culminar numa decisão inicial de intransigência de alguns clubes em assinar o acordo de TV. E isso deverá fazer com que, a princípio, nenhuma emissora esteja credenciada legalmente para transmitir a competição.
Enquanto os dirigentes acham maravilhoso elevar para quase R$ 700 milhões o valor recebido por todos os direitos de transmissão do Brasileirão, a NFL, liga mais profissionalizada do mundo, entra em 2012 com cerca de metade das transmissões na TV de um Brasileirão mas com receita de US$ 4 bilhões. Sim, é isso mesmo. Quase dez vezes mais do que o futebol brasileiro arrecada, mas tendo vendido apenas os direitos de transmissão para a televisão, sem contar internet, celular, pay-per-view, que geram alguns outros milhões para os cofres da liga...
A política contamina o negócio. Enquanto o modelo de gestão do futebol não for repensado, discussões vazias continuarão a imperar. E o produto futebol, sem valorização, continuará a achar que o que vale mesmo é ter alguns milhões no bolso sem se preocupar com a qualidade daquilo que se oferece para o público.
Quando certos jogos pelos Estaduais viram uma briga contra o bêbado
Momentos após o vexame do Fluminense, eliminado da Taça Guanabara pelo Boavista, e quatro dias antes do jogo em casa com o Nacional do Uruguai, Fred, ídolo tricolor, concedeu entrevista e disse: "Pelo menos temos um consolo na quarta-feira que é a Libertadores".
Como assim? Quer dizer que o principal torneio do continente, para o qual apenas se classificar já não é nada fácil, vira um mero prêmio de consolação diante do Campeonato Estadual, disputado anualmente pelos clubes? É isso mesmo?
Uma enorme inversão de valores. A realidade é deturpada por conta da supervalorização dos inchados e superestimados torneios domésticos, que já tiveram seus grandes dias. E o mais absurdo é que isso parte de um importante jogador do campeão nacional.
No mesmo dia o Internacional, que assumiu priorizar a Libertadores, da qual é o atual campeão, foi novamente eliminado antes da decisão do turno gaúcho, desta vez pelo Cruzeiro. O resultado? A implosão do chamado "time B", que vinha atuando no certame.
Será que os colorados imaginavam que, ao colocarem reservas e jovens promessas nos lugares dos seus principais e mais caros jogadores, venceriam seus adversários assim mesmo, de forma incontestável? Ora, havia um risco mais do que conhecido.
A decisão do Inter de mandar para o espaço a equipe secundária, que disputava o torneio menos importante, deverá sobrecarregar alguns atletas em determinados momentos. E aí aumenta o perigo na sonhada Libertadores. Qual é o plano, afinal?
É preciso coragem. Qual o dirigente capaz de, após eliminação em uma fase do Estadual, bancar a sua própria estratégia? Vejam o exemplo do Santos, outro que disputa a Libertadores e tem time para vencê-la. Perdeu no Pacaembu para o Corinthians, e...
Fica parecendo que os corintianos é que estão numa boa. Sim, os mesmos que protagonizaram o grande papelão do começo de temporada, sendo eliminados ainda na fase preliminar da Libertadores. Será que os santistas saberão lidar com isso?
Voltemos ao Rio de Janeiro. Depois da eliminação do Fluminense, foi a vez de o Flamengo superar o Botafogo, também nos pênaltis. O time rubro-negro tem grandes estrelas, mas ainda não se acertou. Falta muita coisa, ainda. Mas e se vencer a Taça Guanabara?
Bem, caso Ronaldinho e seus companheiros façam valer o óbvio favoritismo diante do minúsculo Boavista, muitos acreditarão que o Flamengo está em ótimo momento por garantir a vaga na decisão carioca. E aí virá a ilusão. Um risco. E o time tem a luta pela Copa do Brasil.
Campeonato Estadual é assim mesmo, especialmente quando se enfrenta um rival em crise ou um time pequeno. Quem está em competições mais importantes só tem a perder. É como brigar com bêbado. E neste fim de semana três times que estão na Libertadores apanharam.
Como assim? Quer dizer que o principal torneio do continente, para o qual apenas se classificar já não é nada fácil, vira um mero prêmio de consolação diante do Campeonato Estadual, disputado anualmente pelos clubes? É isso mesmo?
Uma enorme inversão de valores. A realidade é deturpada por conta da supervalorização dos inchados e superestimados torneios domésticos, que já tiveram seus grandes dias. E o mais absurdo é que isso parte de um importante jogador do campeão nacional.
No mesmo dia o Internacional, que assumiu priorizar a Libertadores, da qual é o atual campeão, foi novamente eliminado antes da decisão do turno gaúcho, desta vez pelo Cruzeiro. O resultado? A implosão do chamado "time B", que vinha atuando no certame.
Será que os colorados imaginavam que, ao colocarem reservas e jovens promessas nos lugares dos seus principais e mais caros jogadores, venceriam seus adversários assim mesmo, de forma incontestável? Ora, havia um risco mais do que conhecido.
A decisão do Inter de mandar para o espaço a equipe secundária, que disputava o torneio menos importante, deverá sobrecarregar alguns atletas em determinados momentos. E aí aumenta o perigo na sonhada Libertadores. Qual é o plano, afinal?
É preciso coragem. Qual o dirigente capaz de, após eliminação em uma fase do Estadual, bancar a sua própria estratégia? Vejam o exemplo do Santos, outro que disputa a Libertadores e tem time para vencê-la. Perdeu no Pacaembu para o Corinthians, e...
Fica parecendo que os corintianos é que estão numa boa. Sim, os mesmos que protagonizaram o grande papelão do começo de temporada, sendo eliminados ainda na fase preliminar da Libertadores. Será que os santistas saberão lidar com isso?
Voltemos ao Rio de Janeiro. Depois da eliminação do Fluminense, foi a vez de o Flamengo superar o Botafogo, também nos pênaltis. O time rubro-negro tem grandes estrelas, mas ainda não se acertou. Falta muita coisa, ainda. Mas e se vencer a Taça Guanabara?
Bem, caso Ronaldinho e seus companheiros façam valer o óbvio favoritismo diante do minúsculo Boavista, muitos acreditarão que o Flamengo está em ótimo momento por garantir a vaga na decisão carioca. E aí virá a ilusão. Um risco. E o time tem a luta pela Copa do Brasil.
Campeonato Estadual é assim mesmo, especialmente quando se enfrenta um rival em crise ou um time pequeno. Quem está em competições mais importantes só tem a perder. É como brigar com bêbado. E neste fim de semana três times que estão na Libertadores apanharam.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Cenas do Mercado da Bola
1- Alecsandro será o novo centroavante do Palmeiras? É o que me disseram. Embora a informação não tenha vindo de fonte oficial e do conhecido interesse do Vasco pelo jogador, acredito que isso possa mesmo acabar acontecendo.
Seria uma boa? Bem, melhor do que os centroavantes que o Palmeiras tem- Dinei, machucado, e Tadeu, por exemplo- Alecsandro é. Aliás, viveu bons momentos no Inter e vivia em paz com a torcida. Depois do Mundial de Clubes, na incrível eliminação para o Mazembe, tudo mudou.
Não acho que seja um craque ou jogador de explosão. Mas chuta razoavelmente bem, cabeceia com precisão, tem um certo porte físico para enfrentar os zagueiros dentro da área.
Pelo menos, com ele, Kleber poderá ser o segundo atacante. Como quase sempre foi.
2- Roberto Carlos dará seu adeus ao Corinthians? Tudo indica que sim. Leio que Roberto se diz ameaçado até por telefone e que para viver sob o clima de insegurança, prefere retornar ao Exterior.
Acho estranho tudo isso, pois Roberto Carlos nem jogou a segunda partida diante do Tolima- a que de fato eliminou o Corinthians. De qualquer maneira, já não o vejo como indispensável ao time, pois raras são hoje as arrancadas que ele apresenta- necessárias depois do fim dos pontas-, o que seria pedir muito para um jogador que já não é nenhum menino.
Enfim, seja como for, que esse caso tenha um desfecho feliz.
Seria uma boa? Bem, melhor do que os centroavantes que o Palmeiras tem- Dinei, machucado, e Tadeu, por exemplo- Alecsandro é. Aliás, viveu bons momentos no Inter e vivia em paz com a torcida. Depois do Mundial de Clubes, na incrível eliminação para o Mazembe, tudo mudou.
Não acho que seja um craque ou jogador de explosão. Mas chuta razoavelmente bem, cabeceia com precisão, tem um certo porte físico para enfrentar os zagueiros dentro da área.
Pelo menos, com ele, Kleber poderá ser o segundo atacante. Como quase sempre foi.
2- Roberto Carlos dará seu adeus ao Corinthians? Tudo indica que sim. Leio que Roberto se diz ameaçado até por telefone e que para viver sob o clima de insegurança, prefere retornar ao Exterior.
Acho estranho tudo isso, pois Roberto Carlos nem jogou a segunda partida diante do Tolima- a que de fato eliminou o Corinthians. De qualquer maneira, já não o vejo como indispensável ao time, pois raras são hoje as arrancadas que ele apresenta- necessárias depois do fim dos pontas-, o que seria pedir muito para um jogador que já não é nenhum menino.
Enfim, seja como for, que esse caso tenha um desfecho feliz.
A ineficácia dos pontuais e da poluição das camisas
Fiz agora há pouco uma brincadeira pelo Twitter. Perguntei quem se lembrava, hoje, quinta-feira, de quantas marcas estiveram presentes nas camisas de Palmeiras e Corinthians no clássico do último domingo. Estipulei um prazo de um minuto para as respostas.
Simplesmente ninguém conseguiu acertar o número de marcas e logotipos envolvidos no clássico. E, claramente, todos estavam “chutando” seus resultados. Ampliei a enquete para quais eram as marcas que apareciam nas camisas. Em cerca de meia hora, foram mais de 20 palpites de pessoas diferentes. Mais uma vez, nenhum acerto.
O resultado não tem qualquer valor científico e está longe de ser encarado como definitivo, mas dá uma boa medida de quão ineficientes são os patrocínios pontuais e a poluição dos uniformes dos clubes.
O dérbi paulistano contou com 12 diferentes logomarcas estampadas nos uniformes dos dois times. Média de seis marcas para cada clube, mas que na proporção ficou com “vitória” do Palmeiras. Foram oito diferentes logotipos na camisa verde e seis na alvinegra. De todas elas, apenas duas eram iguais: a Tim, dentro do número dos times, e a logomarca do dérbi, criada em 2009 pelos dois times para simbolizar o clássico.
A pergunta que fica é simples. Será que as empresas sabem o retorno que estão tendo com esses patrocínios? No clássico, o Palmeiras teve ainda duas marcas que fizeram aportes pontuais (Seara, nas mangas, e Microlins, na parte da frente do calção). São, portanto, símbolos que não continuarão na camisa pelos próximos jogos.
Desde que o Corinthians loteou sua camisa para viabilizar a presença de Ronaldo no time, em 2009, o futebol tem achado que esse é o caminho para os clubes fazerem receita.
Até agora, a estratégia tem dado relativamente bom resultado. Para isso, os clubes usam números fabulosos de exposição em mídia das marcas que dão a entender que é mais barato pagar para patrocinar um time durante um jogo do que criar uma campanha publicitária e veiculá-la na mídia.
Mas qual é o impacto que o patrocínio pontual consegue ter? Ou, ainda, qual o impacto de patrocinar, por exemplo, o número da camisa do jogador?
O retorno de exposição da marca é um dos coeficientes que uma empresa deve levar em conta na hora em que vai patrocinar o esporte. Mas ela também tem de saber que não é só mídia que conta na hora de investir. É preciso ir além, buscar relacionamento com o torcedor, engajamento da marca com o clube e o público, ativar o patrocínio, ter boa exposição da marca, etc.
Enquanto o patrocínio no futebol for encarado só como exposição de marca, continuaremos a ter lindos relatórios de retorno de exposição da marca, mas quase nenhum retorno de lembrança de quem fez parte daquele jogo.
Ou o patrocinador abre os olhos para isso ou terá, em breve, problemas para defender dentro da empresa a manutenção de um patrocínio no esporte.
Simplesmente ninguém conseguiu acertar o número de marcas e logotipos envolvidos no clássico. E, claramente, todos estavam “chutando” seus resultados. Ampliei a enquete para quais eram as marcas que apareciam nas camisas. Em cerca de meia hora, foram mais de 20 palpites de pessoas diferentes. Mais uma vez, nenhum acerto.
O resultado não tem qualquer valor científico e está longe de ser encarado como definitivo, mas dá uma boa medida de quão ineficientes são os patrocínios pontuais e a poluição dos uniformes dos clubes.
O dérbi paulistano contou com 12 diferentes logomarcas estampadas nos uniformes dos dois times. Média de seis marcas para cada clube, mas que na proporção ficou com “vitória” do Palmeiras. Foram oito diferentes logotipos na camisa verde e seis na alvinegra. De todas elas, apenas duas eram iguais: a Tim, dentro do número dos times, e a logomarca do dérbi, criada em 2009 pelos dois times para simbolizar o clássico.
A pergunta que fica é simples. Será que as empresas sabem o retorno que estão tendo com esses patrocínios? No clássico, o Palmeiras teve ainda duas marcas que fizeram aportes pontuais (Seara, nas mangas, e Microlins, na parte da frente do calção). São, portanto, símbolos que não continuarão na camisa pelos próximos jogos.
Desde que o Corinthians loteou sua camisa para viabilizar a presença de Ronaldo no time, em 2009, o futebol tem achado que esse é o caminho para os clubes fazerem receita.
Até agora, a estratégia tem dado relativamente bom resultado. Para isso, os clubes usam números fabulosos de exposição em mídia das marcas que dão a entender que é mais barato pagar para patrocinar um time durante um jogo do que criar uma campanha publicitária e veiculá-la na mídia.
Mas qual é o impacto que o patrocínio pontual consegue ter? Ou, ainda, qual o impacto de patrocinar, por exemplo, o número da camisa do jogador?
O retorno de exposição da marca é um dos coeficientes que uma empresa deve levar em conta na hora em que vai patrocinar o esporte. Mas ela também tem de saber que não é só mídia que conta na hora de investir. É preciso ir além, buscar relacionamento com o torcedor, engajamento da marca com o clube e o público, ativar o patrocínio, ter boa exposição da marca, etc.
Enquanto o patrocínio no futebol for encarado só como exposição de marca, continuaremos a ter lindos relatórios de retorno de exposição da marca, mas quase nenhum retorno de lembrança de quem fez parte daquele jogo.
Ou o patrocinador abre os olhos para isso ou terá, em breve, problemas para defender dentro da empresa a manutenção de um patrocínio no esporte.
Roberto Carlos: ¨não quero sair mas¨
Um proposta tentadora do exterior, se confirmada oficialmente ao Corinthians, poderá levar o pentacampeão do mundo.
Eu conversei com Roberto Carlos por telefone e ele me garantiu que não deseja deixar o pq. São Jorge, embora tenha ficado preocupado com a reação da torcida após a eliminação do time na Libertadores. ¨Tenho família, quero tranquilidade¨, reclamou.
¨Já ando com muitos seguranças, não dá para ter mais¨, concluiu o lateral esquerdo.
Na conversa, Roberto Carlos me revelou que amanhã terá uma reunião com o presidente Andrés Sanchez e o procurador para definir o futuro.
Eu conversei com Roberto Carlos por telefone e ele me garantiu que não deseja deixar o pq. São Jorge, embora tenha ficado preocupado com a reação da torcida após a eliminação do time na Libertadores. ¨Tenho família, quero tranquilidade¨, reclamou.
¨Já ando com muitos seguranças, não dá para ter mais¨, concluiu o lateral esquerdo.
Na conversa, Roberto Carlos me revelou que amanhã terá uma reunião com o presidente Andrés Sanchez e o procurador para definir o futuro.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
No clássico, Júlio César foi o herói do alívio do Corinthians.
Autor de belas defesas, o goleiro Júlio César, do Corinthians, reconhece que essa atuação diante do Palmeiras (vitória corintiana por 1 a 0, gol de Alessandro) talvez tenha sido a melhor de sua carreira.
E digamos, providencial.
Pois não se sabe a extensão da crise do Corinthians em caso de derrota para o velho rival. Com méritos para Alessandro, é claro, pelo gol marcado aos 38 minutos do segundo tempo ao entrar pelo meio da defesa do Palmeiras, a atuação de Júlio César foi de impressionar: ele defendeu nem sei quantos chutes de Kleber e, no último minuto, ao rebater o arremate do Gladiador cara a cara, Júlio ainda foi acompanhado pela sorte. No rebote, a cabeçada na trave, desvio de um zagueiro e a bola voltando para as mãos do goleiro.
Era a sorte acompanhando a competência.
Não sei se essa vitória diante do Palmeiras servirá para acabar de vez com a dor corintiana pela desclassificação na Libertadores pela Tolima. Servirá, porém, acalmar muito os ânimos e mostrar que há vida além do sonho da Libertadores.
O resultado foi justo? Em termos. Foi um jogo corrido, brigado, suado, mas sem requinte técnico. E no segundo tempo, quando o Palmeiras parecia melhor e atacava mais (daí as defesas de Júlio César), o Corinthians apostou no contra- ataque- e aí surgiu o gol de Alessandro, entrando na área como um meia, de surpresa, fatal.
E o Palmeiras? Permanece líder do Campeonato Paulista, os números dizem, mas não superou o primeiro grande teste. Sente, ainda a falta de um grande centroavante para atuar ao lado de Kleber. E sente também a ausência de um jogador como Valdívia, driblador e criativo.
Aliás, quando é que Valdívia voltará a jogar?
E digamos, providencial.
Pois não se sabe a extensão da crise do Corinthians em caso de derrota para o velho rival. Com méritos para Alessandro, é claro, pelo gol marcado aos 38 minutos do segundo tempo ao entrar pelo meio da defesa do Palmeiras, a atuação de Júlio César foi de impressionar: ele defendeu nem sei quantos chutes de Kleber e, no último minuto, ao rebater o arremate do Gladiador cara a cara, Júlio ainda foi acompanhado pela sorte. No rebote, a cabeçada na trave, desvio de um zagueiro e a bola voltando para as mãos do goleiro.
Era a sorte acompanhando a competência.
Não sei se essa vitória diante do Palmeiras servirá para acabar de vez com a dor corintiana pela desclassificação na Libertadores pela Tolima. Servirá, porém, acalmar muito os ânimos e mostrar que há vida além do sonho da Libertadores.
O resultado foi justo? Em termos. Foi um jogo corrido, brigado, suado, mas sem requinte técnico. E no segundo tempo, quando o Palmeiras parecia melhor e atacava mais (daí as defesas de Júlio César), o Corinthians apostou no contra- ataque- e aí surgiu o gol de Alessandro, entrando na área como um meia, de surpresa, fatal.
E o Palmeiras? Permanece líder do Campeonato Paulista, os números dizem, mas não superou o primeiro grande teste. Sente, ainda a falta de um grande centroavante para atuar ao lado de Kleber. E sente também a ausência de um jogador como Valdívia, driblador e criativo.
Aliás, quando é que Valdívia voltará a jogar?
O rúgbi caminha para ser grande
O trocadilho com a campanha da Topper (que continuo achando genial, mas sem concordar com o posicionamento da marca em relação ao esporte que ela patrocina) é inevitável. Afinal, o rúgbi brasileiro parece que, aos poucos, realmente caminha para ser grande. Ou, pelo menos, para colocar o Brasil no mapa de um dos esportes mais populares do planeta e que movimenta muita grana em sua Copa do Mundo.
No final de semana esportivo balofo que acabamos de ter, o rúgbi brasileiro conseguiu a maior proeza da história do continente. Bateu a seleção da Argentina pela primeira vez num jogo de Sul-Americano (até então os Pumas nunca haviam sido derrotados por ninguém na América do Sul) e conseguiu o terceiro lugar inédito na competição.
O bronze no Sul-Americano assegurou a vaga do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no segundo semestre. Foi um feito e tanto de um país que, até pouco tempo atrás, era eterno freguês de Chile, Uruguai e Argentina. E qual a chave para o sucesso? Sem dúvida que a motivação não vem da campanha da Topper. Muito longe disso, apesar de que a presença de um patrocinador de peso é um sintoma de que a coisa vai bem.
Aqui mesmo nesse blog já tinha, há quase um ano e meio, cantado a bola de que o rúgbi parecia querer caminhar para o rumo da boa gestão, algo tão essencial para o desenvolvimento do esporte. Segue o link com a entrevista que fizemos, na Máquina do Esporte, com Eduardo Silveira Mufarrej.
Lá no cada vez mais distante 31 de julho de 2009 ele parecia um apaixonado falando do que esperava para o rúgbi brasileiro. Hoje, além de dar os parabéns a todos os envolvidos nesse feito do rúgbi brasileiro, já dá para falar que dá para acreditar que o rúgbi pode, sim, ainda ser grande no Brasil. Ou, pelo menos, mais respeitado. Clique aqui para ler a entrevista.
No final de semana esportivo balofo que acabamos de ter, o rúgbi brasileiro conseguiu a maior proeza da história do continente. Bateu a seleção da Argentina pela primeira vez num jogo de Sul-Americano (até então os Pumas nunca haviam sido derrotados por ninguém na América do Sul) e conseguiu o terceiro lugar inédito na competição.
O bronze no Sul-Americano assegurou a vaga do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no segundo semestre. Foi um feito e tanto de um país que, até pouco tempo atrás, era eterno freguês de Chile, Uruguai e Argentina. E qual a chave para o sucesso? Sem dúvida que a motivação não vem da campanha da Topper. Muito longe disso, apesar de que a presença de um patrocinador de peso é um sintoma de que a coisa vai bem.
Aqui mesmo nesse blog já tinha, há quase um ano e meio, cantado a bola de que o rúgbi parecia querer caminhar para o rumo da boa gestão, algo tão essencial para o desenvolvimento do esporte. Segue o link com a entrevista que fizemos, na Máquina do Esporte, com Eduardo Silveira Mufarrej.
Lá no cada vez mais distante 31 de julho de 2009 ele parecia um apaixonado falando do que esperava para o rúgbi brasileiro. Hoje, além de dar os parabéns a todos os envolvidos nesse feito do rúgbi brasileiro, já dá para falar que dá para acreditar que o rúgbi pode, sim, ainda ser grande no Brasil. Ou, pelo menos, mais respeitado. Clique aqui para ler a entrevista.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
O Fiasco do Corinthians, no Adeus à Libertadores.
Não há desculpa que resista à eliminação do Corinthians ainda na fase Pré- Libertadores. Nem o fato de o Tolima, que entrou na disputa como o número 3 da Colômbia, dificilmente perder em casa nesses últimos tempos. Nem as declarações de Ronaldo, depois da derrota por 2 a 0 (gols de Santoya e Medina), citando o campo ruim como razão importantíssima para a derrota que acabou com o sonho da Fiel torcida nesta competição que tanto deseja.
Não foi o campo que eliminou o Corinthians, pois já tinha jogado mal em casa, no Pacaembu, naquele empate sem gols. Foram muitos os erros:
1- O lado esquerdo, com Castán e Fábio Santos, foi um desastre: no primeiro tempo, durante pelo menos 20 minutos, era um verdadeiro convite às investidas do Tolima por aquele setor da defesa corintiana. Um sufoco. Culpa também do técnico Tite, a quem caberia organizar a cobertura necessária.
2- Nenhum poder de armação: Ronaldo, longe de sua melhor forma, servia como pivô. Mas pivô para quem se Dentinho caía para um lado, Jorge Henrique para o outro e ninguém do meio-campo chegava como homem- surpresa? Assim, mais ou menos como fazia Elias. Paulinho não tem esse estilo.
3- No segundo tempo, o Corinthians melhorou um pouquinho porque adiantou a marcação. Se ninguém criava, pelo menos eram cortadas as jogadas colombianas. Mas isso durou pouco. Faltava ao Corinthians aquela personalidade guerreira, que existiu até na Libertadores do ano passado, quando a equipe foi eliminada pelo Flamengo, mas saiu de campo aplaudida.
Agora, sei lá qual será a reação diante da eliminação precoce. Lá se foi o sonho da Libertadores. E com mau futebol. Sei que a dor das derrotas dura menos tempo do que pensa e que, de repente, uma série de vitórias ou um título, coisa assim, é bem capaz de fazer a Fiel vibrar como de costume.
Tudo bem. Mas que o Corinthians é uma incógnita neste ano, ah, isso é. E também o atualmente prestigiado técnico Tite, que teve só essa derrota- mas que derrota! - pode ter o comando ameaçado num insucesso importante.
E logo agora, o Corinthians já enfrenta o Palmeiras- que virou líder do Campeonato Paulista- já no domingo, em seguida à sua eliminação da Libertadores. É claro que a Libertadores era muito mais importante, mas a tradição de um clássico, com a ferida ainda aberta, pode significar muita coisa.
O GRÊMIO FEZ A LIÇÃO DE CASA
Como registro, mais do que justo: apesar do incrível gol perdido por André Lima, com o gol aberto e sem goleiro, o Grêmio fez mais do que o necessário para safar-se desta Pré-Libertadores, ao vencer o uruguaio Liverpool, por 3 a 1. Um empate de zero a zero ou 1 a 1 já lhe bastava, mas, de virada, o Grêmio teve a v vitória como credencial. Ah, para ser justo: André Lima com um belo gol de cabeça- o do empate gremista- redimiu- se da falha incrível de antes.
Melhor para ele.
Não foi o campo que eliminou o Corinthians, pois já tinha jogado mal em casa, no Pacaembu, naquele empate sem gols. Foram muitos os erros:
1- O lado esquerdo, com Castán e Fábio Santos, foi um desastre: no primeiro tempo, durante pelo menos 20 minutos, era um verdadeiro convite às investidas do Tolima por aquele setor da defesa corintiana. Um sufoco. Culpa também do técnico Tite, a quem caberia organizar a cobertura necessária.
2- Nenhum poder de armação: Ronaldo, longe de sua melhor forma, servia como pivô. Mas pivô para quem se Dentinho caía para um lado, Jorge Henrique para o outro e ninguém do meio-campo chegava como homem- surpresa? Assim, mais ou menos como fazia Elias. Paulinho não tem esse estilo.
3- No segundo tempo, o Corinthians melhorou um pouquinho porque adiantou a marcação. Se ninguém criava, pelo menos eram cortadas as jogadas colombianas. Mas isso durou pouco. Faltava ao Corinthians aquela personalidade guerreira, que existiu até na Libertadores do ano passado, quando a equipe foi eliminada pelo Flamengo, mas saiu de campo aplaudida.
Agora, sei lá qual será a reação diante da eliminação precoce. Lá se foi o sonho da Libertadores. E com mau futebol. Sei que a dor das derrotas dura menos tempo do que pensa e que, de repente, uma série de vitórias ou um título, coisa assim, é bem capaz de fazer a Fiel vibrar como de costume.
Tudo bem. Mas que o Corinthians é uma incógnita neste ano, ah, isso é. E também o atualmente prestigiado técnico Tite, que teve só essa derrota- mas que derrota! - pode ter o comando ameaçado num insucesso importante.
E logo agora, o Corinthians já enfrenta o Palmeiras- que virou líder do Campeonato Paulista- já no domingo, em seguida à sua eliminação da Libertadores. É claro que a Libertadores era muito mais importante, mas a tradição de um clássico, com a ferida ainda aberta, pode significar muita coisa.
O GRÊMIO FEZ A LIÇÃO DE CASA
Como registro, mais do que justo: apesar do incrível gol perdido por André Lima, com o gol aberto e sem goleiro, o Grêmio fez mais do que o necessário para safar-se desta Pré-Libertadores, ao vencer o uruguaio Liverpool, por 3 a 1. Um empate de zero a zero ou 1 a 1 já lhe bastava, mas, de virada, o Grêmio teve a v vitória como credencial. Ah, para ser justo: André Lima com um belo gol de cabeça- o do empate gremista- redimiu- se da falha incrível de antes.
Melhor para ele.
Planejar é preciso
Acredito que, nesses quase dois anos de blog, esse título já tenha sido usado mais de uma vez. E, agora, é ele que me vem à cabeça no que se refere a mais uma queda corintiana na Copa Santander Libertadores.
A derrota alvinegra está relacionada, diretamente, à falta de planejamento. O Corinthians da Libertadores de 2010 era, nitidamente, mais bem preparado que aquele derrotado na noite desta quarta-feira.
Em qualquer ramo de atividade profissional, planejamento e execução são muitas vezes a chave para o sucesso de uma empresa ou de um trabalho. No futebol, ainda mais atualmente, raras são as vezes em que um time consegue ter sucesso sem planejar a disputa de uma grande competição.
O ano ainda não está perdido para o Corinthians, mas o clube também precisa entender que 2011 já começou. E o que era mais valioso neste ano já virou história.
O problema, agora, será juntar os cacos da eliminação precoce na Libertadores. E, ao mesmo tempo, equilibrar as finanças. O Corinthians já perde em receita de bilheteria e por não jogar mais nenhuma competição internacional no ano. Precisa, também, encontrar um patrocinador para o lugar do Banco Pan-Americano, agora sem o apelo de disputar a Libertadores. Para piorar, é preciso esperar a poeira baixar e ver o que resta de relacionamento do torcedor com os jogadores. Do contrário, nem um bom planejamento salvará o ano alvinegro.
A derrota alvinegra está relacionada, diretamente, à falta de planejamento. O Corinthians da Libertadores de 2010 era, nitidamente, mais bem preparado que aquele derrotado na noite desta quarta-feira.
Em qualquer ramo de atividade profissional, planejamento e execução são muitas vezes a chave para o sucesso de uma empresa ou de um trabalho. No futebol, ainda mais atualmente, raras são as vezes em que um time consegue ter sucesso sem planejar a disputa de uma grande competição.
O ano ainda não está perdido para o Corinthians, mas o clube também precisa entender que 2011 já começou. E o que era mais valioso neste ano já virou história.
O problema, agora, será juntar os cacos da eliminação precoce na Libertadores. E, ao mesmo tempo, equilibrar as finanças. O Corinthians já perde em receita de bilheteria e por não jogar mais nenhuma competição internacional no ano. Precisa, também, encontrar um patrocinador para o lugar do Banco Pan-Americano, agora sem o apelo de disputar a Libertadores. Para piorar, é preciso esperar a poeira baixar e ver o que resta de relacionamento do torcedor com os jogadores. Do contrário, nem um bom planejamento salvará o ano alvinegro.
Fiasco inédito
ANDRES SANCHEZ faz história.
Depois de ter levado o Corinthians à segunda divisão nacional, eis que pela primeira vez, em seis participações brasileiras em pré-Libertadores, um time do país, exatamente o que ele comanda, é eliminado do torneio.
Que não se fale, aliás, amanhã, quando o Corinthians voltar a disputar uma Libertadores, que o clube participará pela décima vez da Taça.
Porque, de fato, a nona participação não se materializou, foi abortada, digamos assim, nas eliminatórias, do mesmo modo que na Copa do Mundo a participação que conta mesmo é a de quem chega à fase de grupos.
Palmeiras e Cruzeiro duas vezes; Goiás, Paraná Clube, Santos e Grêmio não passaram pelo vexame que o Corinthians passa neste momento, depois do desastre de Ibagué, que nem sequer tem a sonoridade do Maracanazo, ou do Sarriá e talvez só se compare à de Abu Dhabi, do Mazembe, quando o Inter também obteve o feito inédito de ser o primeiro clube sul-americano a ficar fora de uma final de Mundial de Clubes.
O Corinthians de Sanchez é um sucesso de marketing e um fracasso futebolístico, além de ter virado um clube de patricinhos mais chegados à cafajestagem do que aquele que se orgulhava, com motivos, de suas raízes populares.
Para não ser injusto, a grande marca da gestão Sanchez será um estatuto que proíbe a sua reeleição, o que denota, ao menos, uma certa autocrítica.
O pior é que o ambiente estelar contaminou até jogadores como Jucilei e Dentinho, que enfiaram uma máscara de embrulhar o estômago.
É óbvio que o Corinthians não tem obrigação de ganhar Libertadores e que até sua obsessão é meio sem sentido porque a vida não começa nem acaba na competição continental, embora até o peruano Ramírez já esteja contaminado.
Mas é mais óbvio ainda que o Tolima não poderia entrar para a história centenária do Corinthians como entrou ontem à noite na Colômbia.
E entrou porque mandou em quase todo o primeiro tempo, quando já fez por merecer os 2 a 0 do segundo tempo.
Verdade que o Corinthians começou os 45 minutos finais jogando bem melhor, quando perdeu três boas chances de marcar até tomar, aos 21min, o gol de Santoya.
Que de santo não tem nada, é apenas mais um diabo na descontrolada vida corintiana.
Depois de ter levado o Corinthians à segunda divisão nacional, eis que pela primeira vez, em seis participações brasileiras em pré-Libertadores, um time do país, exatamente o que ele comanda, é eliminado do torneio.
Que não se fale, aliás, amanhã, quando o Corinthians voltar a disputar uma Libertadores, que o clube participará pela décima vez da Taça.
Porque, de fato, a nona participação não se materializou, foi abortada, digamos assim, nas eliminatórias, do mesmo modo que na Copa do Mundo a participação que conta mesmo é a de quem chega à fase de grupos.
Palmeiras e Cruzeiro duas vezes; Goiás, Paraná Clube, Santos e Grêmio não passaram pelo vexame que o Corinthians passa neste momento, depois do desastre de Ibagué, que nem sequer tem a sonoridade do Maracanazo, ou do Sarriá e talvez só se compare à de Abu Dhabi, do Mazembe, quando o Inter também obteve o feito inédito de ser o primeiro clube sul-americano a ficar fora de uma final de Mundial de Clubes.
O Corinthians de Sanchez é um sucesso de marketing e um fracasso futebolístico, além de ter virado um clube de patricinhos mais chegados à cafajestagem do que aquele que se orgulhava, com motivos, de suas raízes populares.
Para não ser injusto, a grande marca da gestão Sanchez será um estatuto que proíbe a sua reeleição, o que denota, ao menos, uma certa autocrítica.
O pior é que o ambiente estelar contaminou até jogadores como Jucilei e Dentinho, que enfiaram uma máscara de embrulhar o estômago.
É óbvio que o Corinthians não tem obrigação de ganhar Libertadores e que até sua obsessão é meio sem sentido porque a vida não começa nem acaba na competição continental, embora até o peruano Ramírez já esteja contaminado.
Mas é mais óbvio ainda que o Tolima não poderia entrar para a história centenária do Corinthians como entrou ontem à noite na Colômbia.
E entrou porque mandou em quase todo o primeiro tempo, quando já fez por merecer os 2 a 0 do segundo tempo.
Verdade que o Corinthians começou os 45 minutos finais jogando bem melhor, quando perdeu três boas chances de marcar até tomar, aos 21min, o gol de Santoya.
Que de santo não tem nada, é apenas mais um diabo na descontrolada vida corintiana.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Rivaldo reabre a discussão da ética no futebol
Se tocarmos na ferida, e penso que seja necessário mesmo, Rivaldo não deve ser o único obrigado a adotar o símbolo da ética no futebol.
Na pele de jogador do São Paulo e presidente do Mogi Mirim, o pentacampeão fere o princípio básico das condutas profissionais regidas por algumas regras de moral e de direito. As ligações perigosas na área em que atua, nos leva a analisar o conflito de interesses.
Um olhar crítico em outra direções, no entanto, é obrigatório, na minha visão: jogadores donos de clubes ou empresas que agenciam outros atletas, dirigentes donos de direitos federativos de jogadores, empresas que atuam ao mesmo tempo nas áreas de comunicação, marketing e venda de publicidade estática, jornalistas que fazem assessorias públicas ou veladas nas áreas de atuação ou jornalistas que financiam outros colegas (blogueiros) na surdina para ataques pessoais.
Para pensar com a cabeça no travesseiro e não atirar a primeira pedra em Rivaldo…
Na pele de jogador do São Paulo e presidente do Mogi Mirim, o pentacampeão fere o princípio básico das condutas profissionais regidas por algumas regras de moral e de direito. As ligações perigosas na área em que atua, nos leva a analisar o conflito de interesses.
Um olhar crítico em outra direções, no entanto, é obrigatório, na minha visão: jogadores donos de clubes ou empresas que agenciam outros atletas, dirigentes donos de direitos federativos de jogadores, empresas que atuam ao mesmo tempo nas áreas de comunicação, marketing e venda de publicidade estática, jornalistas que fazem assessorias públicas ou veladas nas áreas de atuação ou jornalistas que financiam outros colegas (blogueiros) na surdina para ataques pessoais.
Para pensar com a cabeça no travesseiro e não atirar a primeira pedra em Rivaldo…
Acredite: o Corinthians não venceu o Tolima.
E poderia ter sido pior: aos 25 minutos do primeiro tempo, o veloz colombiano Murillo, lançado nas costas da zaga corintiana- que, em futebol, fazia a chamada linha burra, sem ninguém na sobra-, invadiu a área, driblou o goleiro Júlio César e empurrou a bola para as redes.
Gol do Tolima. Gol? Não, pois foi marcado impedimento. Impedimento que a tevê mostrou que não existia (o tira-teima da Globo apontou posição legal do atacante, 25 centímetros), embora a jogada não fosse tão fácil de ser detectada. Mas foi gol do Tolima, gol legal. Anulado.
É verdade que, no segundo tempo, Ronaldo teve boa chance e o lance também foi anulado por impedimento que não existiu. Mas a oportunidade não era tão clara quanto a de Murillo.
Esse começo foi para confirmar que o Corinthians nem deve lamentar esse empate de 0 a 0 diante do Tolima, num Pacaembu onde predominavam rostos tensos, aflitos e, depois, atônitos. O Corinthians deve é lamentar o seu mau futebol, sem criatividade, sem brilho, por vezes estático. Como jogou mal o Timão! Qual foi a grande defesa do goleiro colombiano?
E o Tolima nada tem de brilhante. É uma equipe que congestiona o meio- campo, que toca razoavelmente bem a bola e tem esse Murillo à frente. Nada que assuste. E não foi violento, nem manhoso e nem catimbeiro. Nada: futebolzinho feijão com arroz.
Péssimo foi o Corinthians, sem elemento surpresa (tipo Elias), sem velocidade pelas laterais, com Ronaldo na função do pivô que jamais foi (seu estilo é outro), sem ligação do meio-campo com o ataque, sem firmeza na defesa.
Nem tudo está perdido. “Não pode é desesperar”, como disse Roberto Carlos, pois apesar de tudo, um empate com gols na Colômbia classificaria o Corinthians. Ou então, como deveria rezar a lógica, uma vitória simples, com um golzinho apenas.
Mas não com o futebol que se viu nesta noite de quarta-feira.
GRÊMIO: UM EMPATE MELHOR
E por quê? Elementar: o Grêmio também empatou, sim, mas por 2 a 2 com o Liverpool, no Uruguai. E fora de casa. Agora para ultrapassar essa fase de Pré- Libertadores, basta empatar por zero a zero ou 1 a 1, em Porto Alegre. Uma situação, na teoria, bem mais cômoda do que do Corinthians.
Os gols foram se sucedendo, dando a impressão de um placar super-elástico no primeiro tempo. André Lima abriu a contagem, Franco empatou para o Liverpool, Douglas colocou o Grêmio na frente, Guevara empatou para os uruguaios.
E parou por aí.
Bom para o Grêmio, que não precisa de muito para seguir em frente.
Gol do Tolima. Gol? Não, pois foi marcado impedimento. Impedimento que a tevê mostrou que não existia (o tira-teima da Globo apontou posição legal do atacante, 25 centímetros), embora a jogada não fosse tão fácil de ser detectada. Mas foi gol do Tolima, gol legal. Anulado.
É verdade que, no segundo tempo, Ronaldo teve boa chance e o lance também foi anulado por impedimento que não existiu. Mas a oportunidade não era tão clara quanto a de Murillo.
Esse começo foi para confirmar que o Corinthians nem deve lamentar esse empate de 0 a 0 diante do Tolima, num Pacaembu onde predominavam rostos tensos, aflitos e, depois, atônitos. O Corinthians deve é lamentar o seu mau futebol, sem criatividade, sem brilho, por vezes estático. Como jogou mal o Timão! Qual foi a grande defesa do goleiro colombiano?
E o Tolima nada tem de brilhante. É uma equipe que congestiona o meio- campo, que toca razoavelmente bem a bola e tem esse Murillo à frente. Nada que assuste. E não foi violento, nem manhoso e nem catimbeiro. Nada: futebolzinho feijão com arroz.
Péssimo foi o Corinthians, sem elemento surpresa (tipo Elias), sem velocidade pelas laterais, com Ronaldo na função do pivô que jamais foi (seu estilo é outro), sem ligação do meio-campo com o ataque, sem firmeza na defesa.
Nem tudo está perdido. “Não pode é desesperar”, como disse Roberto Carlos, pois apesar de tudo, um empate com gols na Colômbia classificaria o Corinthians. Ou então, como deveria rezar a lógica, uma vitória simples, com um golzinho apenas.
Mas não com o futebol que se viu nesta noite de quarta-feira.
GRÊMIO: UM EMPATE MELHOR
E por quê? Elementar: o Grêmio também empatou, sim, mas por 2 a 2 com o Liverpool, no Uruguai. E fora de casa. Agora para ultrapassar essa fase de Pré- Libertadores, basta empatar por zero a zero ou 1 a 1, em Porto Alegre. Uma situação, na teoria, bem mais cômoda do que do Corinthians.
Os gols foram se sucedendo, dando a impressão de um placar super-elástico no primeiro tempo. André Lima abriu a contagem, Franco empatou para o Liverpool, Douglas colocou o Grêmio na frente, Guevara empatou para os uruguaios.
E parou por aí.
Bom para o Grêmio, que não precisa de muito para seguir em frente.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Gol é com o Santos. E o tropeço do Corinthians.
Qual é o mistério desse Santos que, mesmo desfalcado, está a fazer muitos gols em todos os jogos? Elementar, meu caro amigo: joga no ataque, a descobrir espaços e em função do gol, como se tivesse uma forma, um estilo bem definido, aliás, de acordo com sua histórica vocação de atuar.
Pois foi assim neste domingo, sob o forte calor de Presidente Prudente, desta vez sem Zé Eduardo (que está indo para o futebol italiano), mas com Elano já quase à vontade no reencontro com o antigo clube e Maikon Leite infernizando a defesa inimiga, caindo pela direita e pela esquerda, aos dribles.
E o Santos, pois que gol é com ele mesmo, foi indo 1, 2, 3, 4 (gols de Elano- dois- Keirrison e Maikon Leite), deixando sua marca, permitindo, no entanto que o Grêmio diminuísse com os gols de Rômulo e Douglas. Santos, 4 a 2, com 11 gols em três jogos, muito boa para um começo de temporada.
Fico a pensar como será com Neymar, Diogo e, mais à frente, Paulo Henrique Ganso...
O TROPEÇO DO CORINTHIANS
Ainda outro dia elogiei, neste espaço, a atuação de Roberto Carlos. Neste domingo, porém, no empate diante do Noroeste, no Pacaembu, no empate de 1 a 1, o veterano lateral não esteve bem: foi o maior responsável pelo c ontra-ataque- ao matar a bola de canela, embora longe do gol- que propiciou ao adversário o gol de empate. Gol de Thiago Marin.
Antes, no primeiro tempo, Dentinho abrira a contagem, insinuando que o Corinthians não teria muitas dificuldades para sair vencedor. No entanto, sem determinação ofensiva, não fez por merecer.
Agora, uma pergunta: será que a proximidade do jogo diante do Tolima (25 mil ingressos já vendidos), ainda que inconscientemente não mexeu com a cabeça e os nervos dos jogadores, que poderiam estar preocupados com uma eventual contusão? Afinal, agora é Pré- Libertadores, a obrigação da classificação, coisa e tal. Creio que isso nem os jogadores talvez possam responder.
Um palpitezinho: não creio que o Tolima seja capaz de assustar o Corinthians. Ah, não creio mesmo.
(OBSERVAÇÃO: ainda neste espaço, depois, o jogo do Palmeiras e uma reflexão da Seleção Sub-20, que empatou com a Bolívia em 1 a 1).
Pois foi assim neste domingo, sob o forte calor de Presidente Prudente, desta vez sem Zé Eduardo (que está indo para o futebol italiano), mas com Elano já quase à vontade no reencontro com o antigo clube e Maikon Leite infernizando a defesa inimiga, caindo pela direita e pela esquerda, aos dribles.
E o Santos, pois que gol é com ele mesmo, foi indo 1, 2, 3, 4 (gols de Elano- dois- Keirrison e Maikon Leite), deixando sua marca, permitindo, no entanto que o Grêmio diminuísse com os gols de Rômulo e Douglas. Santos, 4 a 2, com 11 gols em três jogos, muito boa para um começo de temporada.
Fico a pensar como será com Neymar, Diogo e, mais à frente, Paulo Henrique Ganso...
O TROPEÇO DO CORINTHIANS
Ainda outro dia elogiei, neste espaço, a atuação de Roberto Carlos. Neste domingo, porém, no empate diante do Noroeste, no Pacaembu, no empate de 1 a 1, o veterano lateral não esteve bem: foi o maior responsável pelo c ontra-ataque- ao matar a bola de canela, embora longe do gol- que propiciou ao adversário o gol de empate. Gol de Thiago Marin.
Antes, no primeiro tempo, Dentinho abrira a contagem, insinuando que o Corinthians não teria muitas dificuldades para sair vencedor. No entanto, sem determinação ofensiva, não fez por merecer.
Agora, uma pergunta: será que a proximidade do jogo diante do Tolima (25 mil ingressos já vendidos), ainda que inconscientemente não mexeu com a cabeça e os nervos dos jogadores, que poderiam estar preocupados com uma eventual contusão? Afinal, agora é Pré- Libertadores, a obrigação da classificação, coisa e tal. Creio que isso nem os jogadores talvez possam responder.
Um palpitezinho: não creio que o Tolima seja capaz de assustar o Corinthians. Ah, não creio mesmo.
(OBSERVAÇÃO: ainda neste espaço, depois, o jogo do Palmeiras e uma reflexão da Seleção Sub-20, que empatou com a Bolívia em 1 a 1).
Rivaldo e a falta de planejamento do São Paulo
A contratação de Rivaldo pelo São Paulo foi no susto. Certamente enquanto estourava o champanhe na virada do ano, Juvenal Juvêncio nem sonhava que ele seria o camisa dez renomado desejado pelo clube.
Aconteceu a visita do craque ao vestiário tricolor, começaram os comentários, a torcida gostou, a diretoria se empolgou e negócio vingou. Foi como uma bola de neve.
Rivaldo pode dar certo no Morumbi, e boas oportunidades têm que ser aproveitadas, mas sua chegada mostra que o São Paulo começa 2011 agindo por reflexo, dependendo mais dos impulsos de seu presidente do que de um planejamento. Foi assim por exemplo com a mal resolvida efetivação de Sérgio Baresi como treinador, depois abortada.
O episódio do pré-contrato de Miranda com o Atlético de Madrid foi outra demonstração de como às vezes o clube deixa de se programar em questões básicas. Poderia ter negociado antes com o beque e feito um novo contrato com ele. Na pior das hipóteses, ganharia um dinheiro com a sua saída.
Curiosamente, sobra planejamento em temas mais distantes do time principal, como a reforma do CT de Cotia, custeada com dinheiro da Lei de Incentivo ao Esporte.
Com Rivaldo, Carpegiani ganha um jogador de qualidade para ajudar na armação e no ataque. Mas é um veterano. Será necessário alguém habilidoso e com mais gás para se revezar com ele, principalmente no Brasileirão.
Contudo, antes mesmo de chegar, Rivaldo já desempenhou um papel importante no Morumbi. Ofuscou o pré-lançamento da candidatura de Juvenal, apoiada numa brecha estatutária. Um prato cheio para os críticos do presidente, mas que esfriou graças à negociação com Rivaldo. Mas nem isso parece ter sido planejado. Tem mais jeito de coincidência.
Aconteceu a visita do craque ao vestiário tricolor, começaram os comentários, a torcida gostou, a diretoria se empolgou e negócio vingou. Foi como uma bola de neve.
Rivaldo pode dar certo no Morumbi, e boas oportunidades têm que ser aproveitadas, mas sua chegada mostra que o São Paulo começa 2011 agindo por reflexo, dependendo mais dos impulsos de seu presidente do que de um planejamento. Foi assim por exemplo com a mal resolvida efetivação de Sérgio Baresi como treinador, depois abortada.
O episódio do pré-contrato de Miranda com o Atlético de Madrid foi outra demonstração de como às vezes o clube deixa de se programar em questões básicas. Poderia ter negociado antes com o beque e feito um novo contrato com ele. Na pior das hipóteses, ganharia um dinheiro com a sua saída.
Curiosamente, sobra planejamento em temas mais distantes do time principal, como a reforma do CT de Cotia, custeada com dinheiro da Lei de Incentivo ao Esporte.
Com Rivaldo, Carpegiani ganha um jogador de qualidade para ajudar na armação e no ataque. Mas é um veterano. Será necessário alguém habilidoso e com mais gás para se revezar com ele, principalmente no Brasileirão.
Contudo, antes mesmo de chegar, Rivaldo já desempenhou um papel importante no Morumbi. Ofuscou o pré-lançamento da candidatura de Juvenal, apoiada numa brecha estatutária. Um prato cheio para os críticos do presidente, mas que esfriou graças à negociação com Rivaldo. Mas nem isso parece ter sido planejado. Tem mais jeito de coincidência.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Com folga, Tirone é o novo presidente do Palmeiras. E a rodada.
Quem esperava uma eleição apertada, estava enganado: Arnaldo Tirone não só confirmou o seu favoritismo como venceu por larga margem de votos, além da imaginada. O novo presidente do Palmeiras teve 158 votos contra 96 de Paulo Nobre e 21 de Salvador Hugo Palaia- uma vitória, convenhamos, indiscutível.
Na verdade, foi uma goleada da Oposição que além do presidente, elegeu os quatro vices- Roberto Frizzo, Edvaldo Frasson Teixeira, Mário Gianini e Walter José Munhoz. Frizzo, provavelmente, estará mais voltado para o futebol. Pelo menos é o que se comentava antes das eleições.
Por falar em futebol, Arnaldo Tirone, o pai do novo presidente foi um competente diretor de futebol, chegando até a fazer dobradinha com o famoso Ferrúcio Sandoli, na época da primeira Academia, em meados dos anos 60. Só para relembrar a equipe: Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Carabina e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Gildo, Servílio, Tupãzinho e Rinaldo, entrando no segundo tempo Ademar Pantera e, mesmo assim, sendo o artilheiro do time.
Se o filho tiver a mesma vocação e a mesma sorte...
O palmeirense espera pela pacificação. Quem sabe?
Em tempo: não estive presente no local das eleições, mas valho-me da reportagem do UOL para lamentar o incidente com um fotógrafo, Thiago Vieira, que foi indelicado em suas brincadeiras, via Twitter, durante o pleito. Mas também não posso compactuar com reações exacerbadas.
A RODADA
Um breve resumo da rodada:
1- O líder Santos (por saldo de gols) voltou a ganhar- e bem- desta vez do Mirassol, por 3 a 0. Mesmo desfalcado. Curioso é que dois jogadores balançaram de novo as redes: Zé Eduardo, que se especula ainda possa ira para a Itália, por duas vezes, e Maikon Leite, que há pouco tempo assinou um pré-contrato com Palmeiras, a partir de junho, por 5 anos. Como é que vai ficar a situação de Maikon? Há uma multa rescisória...
2- O São Paulo ganhou fácil do São Bernardo, 3 a 0, com um gol sem- querer de Dagoberto, um normal de Marlos e um belíssimo gol de Fernandinho- este, depois de driblar o zagueiro e enfiar a bola entre as pernas do goleiro. O tricolor também já tem seis pontos ganhos.
3- Ao sair de campo, Roberto Carlos considerou justo o empate do Corinthians diante do Bragantino, 1 a 1, em Bragança: “É duro jogar neste campo e o time do Bragantino está correndo bem”- disse o lateral. O gol contra de Chicão deixou o Bragantino sair na frente, vindo o empate ainda no primeiro tempo, num gol de cabeça de Jorge Henrique. Gol de centroavante.
Mas o Corinthians precisa mesmo de um camisa 9, de ofício, quando o Fenômeno não puder jogar.
Na verdade, foi uma goleada da Oposição que além do presidente, elegeu os quatro vices- Roberto Frizzo, Edvaldo Frasson Teixeira, Mário Gianini e Walter José Munhoz. Frizzo, provavelmente, estará mais voltado para o futebol. Pelo menos é o que se comentava antes das eleições.
Por falar em futebol, Arnaldo Tirone, o pai do novo presidente foi um competente diretor de futebol, chegando até a fazer dobradinha com o famoso Ferrúcio Sandoli, na época da primeira Academia, em meados dos anos 60. Só para relembrar a equipe: Valdir, Djalma Santos, Djalma Dias, Carabina e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Gildo, Servílio, Tupãzinho e Rinaldo, entrando no segundo tempo Ademar Pantera e, mesmo assim, sendo o artilheiro do time.
Se o filho tiver a mesma vocação e a mesma sorte...
O palmeirense espera pela pacificação. Quem sabe?
Em tempo: não estive presente no local das eleições, mas valho-me da reportagem do UOL para lamentar o incidente com um fotógrafo, Thiago Vieira, que foi indelicado em suas brincadeiras, via Twitter, durante o pleito. Mas também não posso compactuar com reações exacerbadas.
A RODADA
Um breve resumo da rodada:
1- O líder Santos (por saldo de gols) voltou a ganhar- e bem- desta vez do Mirassol, por 3 a 0. Mesmo desfalcado. Curioso é que dois jogadores balançaram de novo as redes: Zé Eduardo, que se especula ainda possa ira para a Itália, por duas vezes, e Maikon Leite, que há pouco tempo assinou um pré-contrato com Palmeiras, a partir de junho, por 5 anos. Como é que vai ficar a situação de Maikon? Há uma multa rescisória...
2- O São Paulo ganhou fácil do São Bernardo, 3 a 0, com um gol sem- querer de Dagoberto, um normal de Marlos e um belíssimo gol de Fernandinho- este, depois de driblar o zagueiro e enfiar a bola entre as pernas do goleiro. O tricolor também já tem seis pontos ganhos.
3- Ao sair de campo, Roberto Carlos considerou justo o empate do Corinthians diante do Bragantino, 1 a 1, em Bragança: “É duro jogar neste campo e o time do Bragantino está correndo bem”- disse o lateral. O gol contra de Chicão deixou o Bragantino sair na frente, vindo o empate ainda no primeiro tempo, num gol de cabeça de Jorge Henrique. Gol de centroavante.
Mas o Corinthians precisa mesmo de um camisa 9, de ofício, quando o Fenômeno não puder jogar.
Marco Aurélio Cunha: “Não era mais ouvido no São Paulo, por isso saí”
Marco Aurélio Cunha assinou nesta quarta-feira sua rescisão contratual (sem multa) com o São Paulo. Confira a entrevista com o ex-superintendente de futebol do clube, que alterna declarações escancaradas e sutilezas escondidas nas entrelinhas.
O senhor vai formalizar sua demissão hoje?
Não. O pedido informal foi feito em dezembro. Assinei a rescisão ontem. É bom deixar claro que não recebi nenhuma multa, indenização. Saio sem receber nenhum valor do São Paulo. E não existe possibilidade de eu vir a cobrar o clube no futuro. Não fiz isso há 20 anos quando fui demitido porque o grupo do Juvenal Juvêncio perdeu a eleição, não farei agora.
Quais motivos o levaram a pedir demissão?
Senti que meu grau de influência estava sendo pequeno. A minha influência diminuiu a ponto de eu não ser mais ouvido. Na rua eu sou cobrado como se eu fosse o São Paulo, tenho a cara do clube, mas lá dentro eu não tinha mais aquele poder de persuasão, minhas opiniões não eram levadas mais em conta. Então, não era justo eu continuar a ser cobrado assim.
Quais opiniões não foram levadas em conta?
São assuntos internos, não vou expor as feridas. Mas as vitórias levam a alguns abusos, fazem as pessoas saírem da realidade, eu tentava corrigir isso. Aí eu era a pessoa desagradável.
Tem a ver com as saídas do Muricy Ramalho e do Ricardo Gomes?
Eu achava que o Muricy poderia ter saído de outra forma, com uma porta aberta para ele voltar no futuro. Mas isso é difícil no futebol, não entenderam assim. Ficou claro que eu não era mais ouvido na saída do Ricardo. Argumentei que ele tinha bons números, mas resolveram mudar tudo sem planejamento, apostar na base sem nenhum cuidado. Não me consultaram, não me ouviram quando falei dos riscos.
Como conselheiro, se o Juvenal for candidato, vai votar nele?
Como amigo, gostaria que ele não fosse candidato, porque sua administração foi brilhante e ele só vai ter desgaste. Não sou jurista para saber se é legal ou não a candidatura dele. Vou ouvir as pessoas. Não posso dizer se votaria nele ou na oposição, pois não pensei no meu voto ainda.
Pode ser candidato à presidência?
Agora não.
A demissão tem a ver com a carta distribuída pelo conselheiro Edson Lapolla afirmando não ser ético um conselheiro ser remunerado como funcionário ainda mais para quem é da Comissão de Ética da Câmara Municipal, como o senhor?
Zero. Você acha que vou ligar para o que o Lapolla fala? Saí porque achava injusto ser cobrado nas ruas como se eu fosse o São Paulo sem ter poder para mudar o que eu achava errado. Se não me ouviam, eu não era mais útil, não fazia mais sentido ficar lá. Abri mão da visibilidade e de um salário que era economicamente importante. Poderia enrolar o São Paulo, ficar lá mais uns três anos recebendo salário, depois ser demitido e pegar uma indenização. Saí e mostrei que quando sinalizei no ano passado que pediria demissão não estava fazendo ameaçazinhas, como alguns no clube disseram. Mais gente deveria fazer o que eu fiz: ir embora.
Quem?
Tá cheio de gente que vive lá no São Paulo apenas por conta do cargo, só para ter o cargo, cargo não remunerado. Deveriam sair também. Ao me recusar a continuar ganhando sem ser ouvido, mostrei que não sou um são-paulino que quer tirar proveito do clube. Outros deveriam mostrar isso também.
O senhor continuará trabalhando no futebol?
De alguma forma vou. Tenho muitos amigos que me pedem ajuda, tem o pessoal de Santa Catarina que sempre me procura. Vou continuar porque não sou como uns que estão aí, que são da iniciativa privada e caíram no futebol. Eu sempre fui do futebol.
O senhor vai formalizar sua demissão hoje?
Não. O pedido informal foi feito em dezembro. Assinei a rescisão ontem. É bom deixar claro que não recebi nenhuma multa, indenização. Saio sem receber nenhum valor do São Paulo. E não existe possibilidade de eu vir a cobrar o clube no futuro. Não fiz isso há 20 anos quando fui demitido porque o grupo do Juvenal Juvêncio perdeu a eleição, não farei agora.
Quais motivos o levaram a pedir demissão?
Senti que meu grau de influência estava sendo pequeno. A minha influência diminuiu a ponto de eu não ser mais ouvido. Na rua eu sou cobrado como se eu fosse o São Paulo, tenho a cara do clube, mas lá dentro eu não tinha mais aquele poder de persuasão, minhas opiniões não eram levadas mais em conta. Então, não era justo eu continuar a ser cobrado assim.
Quais opiniões não foram levadas em conta?
São assuntos internos, não vou expor as feridas. Mas as vitórias levam a alguns abusos, fazem as pessoas saírem da realidade, eu tentava corrigir isso. Aí eu era a pessoa desagradável.
Tem a ver com as saídas do Muricy Ramalho e do Ricardo Gomes?
Eu achava que o Muricy poderia ter saído de outra forma, com uma porta aberta para ele voltar no futuro. Mas isso é difícil no futebol, não entenderam assim. Ficou claro que eu não era mais ouvido na saída do Ricardo. Argumentei que ele tinha bons números, mas resolveram mudar tudo sem planejamento, apostar na base sem nenhum cuidado. Não me consultaram, não me ouviram quando falei dos riscos.
Como conselheiro, se o Juvenal for candidato, vai votar nele?
Como amigo, gostaria que ele não fosse candidato, porque sua administração foi brilhante e ele só vai ter desgaste. Não sou jurista para saber se é legal ou não a candidatura dele. Vou ouvir as pessoas. Não posso dizer se votaria nele ou na oposição, pois não pensei no meu voto ainda.
Pode ser candidato à presidência?
Agora não.
A demissão tem a ver com a carta distribuída pelo conselheiro Edson Lapolla afirmando não ser ético um conselheiro ser remunerado como funcionário ainda mais para quem é da Comissão de Ética da Câmara Municipal, como o senhor?
Zero. Você acha que vou ligar para o que o Lapolla fala? Saí porque achava injusto ser cobrado nas ruas como se eu fosse o São Paulo sem ter poder para mudar o que eu achava errado. Se não me ouviam, eu não era mais útil, não fazia mais sentido ficar lá. Abri mão da visibilidade e de um salário que era economicamente importante. Poderia enrolar o São Paulo, ficar lá mais uns três anos recebendo salário, depois ser demitido e pegar uma indenização. Saí e mostrei que quando sinalizei no ano passado que pediria demissão não estava fazendo ameaçazinhas, como alguns no clube disseram. Mais gente deveria fazer o que eu fiz: ir embora.
Quem?
Tá cheio de gente que vive lá no São Paulo apenas por conta do cargo, só para ter o cargo, cargo não remunerado. Deveriam sair também. Ao me recusar a continuar ganhando sem ser ouvido, mostrei que não sou um são-paulino que quer tirar proveito do clube. Outros deveriam mostrar isso também.
O senhor continuará trabalhando no futebol?
De alguma forma vou. Tenho muitos amigos que me pedem ajuda, tem o pessoal de Santa Catarina que sempre me procura. Vou continuar porque não sou como uns que estão aí, que são da iniciativa privada e caíram no futebol. Eu sempre fui do futebol.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Muita calma com o Fenômeno. E Moreno é o 9 ideal?
Ronaldo Fenômeno será poupado do próximo jogo do Corinthians. E pelo que vi diante da Portuguesa, embora ele tenha dado duas “canetas” geniais e honrado o cargo de capitão, é uma precaução correta: ele ainda não está em forma, tem um histórico de lesões musculares e não valeria a pena arriscar sua participação na Pré- Libertadores. Ronaldo é fundamental.
Aliás, apesar de todas as tentativas por um grande centroavante, por enquanto Ronaldo Fenômeno é o único, de ofício, no Corinthians. Um amigo corintiano, bem- informado quanto aos bastidores do clube, me diz que ainda há uma ponta de esperança sobrea vinda de Luís Fabiano. Acho difícil, no momento. O nome da vez, ao que parece, é o de Marcelo Moreno, jogador que, em seus tempos de Cruzeiro, fez muitos gols.
E agora? Bem, para começar, se o preço for mesmo o de 9 milhões de euro s(mais de 20 milhões de reais), nem pensar. Trata-se de um goleador, é verdade, mas está longe de ser craque e, na Ucrânia, desde 2008,vinculado ao Shakhtar Donetsk- já foi emprestado duas vezes- uma para o futebol alemão e a outra para o futebol inglês. Ao que consta, sem sucesso.
De qualquer maneira, já o vi atuar bem pelo Cruzeiro e pela Seleção da Bolívia. Pode ser uma questão de estilo de jogo. Quem sabe?
No entanto, não ouso afirmar que Moreno seria o centroavante ideal na ausência de Ronaldo.
Aliás, apesar de todas as tentativas por um grande centroavante, por enquanto Ronaldo Fenômeno é o único, de ofício, no Corinthians. Um amigo corintiano, bem- informado quanto aos bastidores do clube, me diz que ainda há uma ponta de esperança sobrea vinda de Luís Fabiano. Acho difícil, no momento. O nome da vez, ao que parece, é o de Marcelo Moreno, jogador que, em seus tempos de Cruzeiro, fez muitos gols.
E agora? Bem, para começar, se o preço for mesmo o de 9 milhões de euro s(mais de 20 milhões de reais), nem pensar. Trata-se de um goleador, é verdade, mas está longe de ser craque e, na Ucrânia, desde 2008,vinculado ao Shakhtar Donetsk- já foi emprestado duas vezes- uma para o futebol alemão e a outra para o futebol inglês. Ao que consta, sem sucesso.
De qualquer maneira, já o vi atuar bem pelo Cruzeiro e pela Seleção da Bolívia. Pode ser uma questão de estilo de jogo. Quem sabe?
No entanto, não ouso afirmar que Moreno seria o centroavante ideal na ausência de Ronaldo.
O esporte pelo social
No vôlei, a Unilever fará três partidas com renda destinada às vítimas das enchentes no Rio de Janeiro e com arrecadação de alimentos e demais materiais necessários para ajudar os desabrigados. No futebol, o Clube dos 13 fechou parceria com a Cruz Vermelha para tentar ajudar de alguma forma. No tênis, o Instituto Gustavo Kuerten recebe doações das mais diversas para colaborar. Na mídia, a TV Esporte Interativo abre espaço para que as pessoas também colaborem.
O esporte entendeu que tem uma função social importante. Infelizmente, como em quase tudo que acontece em nossa vida, percebemos a necessidade de mobilização quando a tragédia já está posta.
Nunca é tarde para poder ajudar. Só que seria interessante se houvesse uma preocupação constante do esporte com o lado social. Na Europa e nos Estados Unidos, já está enraizada na cultura esportiva a necessidade de usar sua força de mobilização social.
É só uma questão de responsabilidade de quem consegue, como poucos, mobilizar tanto as pessoas. Não é só o esporte quem agradece.
O esporte entendeu que tem uma função social importante. Infelizmente, como em quase tudo que acontece em nossa vida, percebemos a necessidade de mobilização quando a tragédia já está posta.
Nunca é tarde para poder ajudar. Só que seria interessante se houvesse uma preocupação constante do esporte com o lado social. Na Europa e nos Estados Unidos, já está enraizada na cultura esportiva a necessidade de usar sua força de mobilização social.
É só uma questão de responsabilidade de quem consegue, como poucos, mobilizar tanto as pessoas. Não é só o esporte quem agradece.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Ronaldinho vale a pena?
Você já conhece minha tese: “Contratação boa é aquela que dá certo”. Aliás, a tese não é minha, emprestei do Wanderley Nogueira. Comentarista esportivo deve apontar tendência, avaliar prós e contras, mas garantir o futuro é impossível. O mundo é assim também para os médicos, economistas, técnicos, jogadores…
Nas ciências exatas o acerto é comum. Não é o caso do futebol.
Saindo do muro e respondendo a questão, acredito que contratar Ronaldinho só vale a pena se não custar nada para o clube. Caso contrário sou contra. Ronaldo Fenômeno valeu a pena porque “paga” para jogar no Corinthians. Sua receita é maior que sua despesa. Hoje, Ronaldo é mais imagem que futebol. Tecnicamente jogou pouco. No ano passado foi uma decepção. Em 2009 foi bem. mas ganhou dois torneios de segundo nível: Paulista e Copa do Brasil. Faça as contas. É óbvio que não vale a pena pagar milhões para ganhar um regional e uma vaga para a Libertadores. O Sport Recife conseguiu isso pagando bem menos. Até o São Caetano chegou lá, sem quebrar o clube.
Hoje, futebol virou imagem, principalmente no Brasil.
Alguns jogadores que não têm mais espaço na Europa, tecnicamente falando, voltam para o Brasil. Aqui, ganham fortunas, mesmo sem jogar bem. Ganham porque tem alguém que paga, é óbvio. Estão corretos. Aproveitam a inversão de valores. Hoje, o garoto além de jogar bem precisa chamar atenção, como os nerds esfomeados do “Big Brother”. Vale tudo pela fama e dinheiro. Se o cara tem talento, não importa muito. O importante é que ele consiga vender camisas, patrocínios e criar escândalos. Se for pelo Twitter então, melhor ainda. O importante é aparecer.
Tecnicamente, Ronaldinho está devendo há anos. O craque leva uma vantagem: nunca teve lesões graves. Isso abre uma perspectiva boa para o futuro, pois ainda é jovem. Tem tudo para jogar na Copa de 2014. Porém, vai ter que provar que ainda pode voltar a ser um atleta profissional. Nos últimos anos, virou pipoqueiro. Não decidiu nada. Perdeu até para o Gabiru.
Não existe bola de crsital, mas neste momento vejo Ronaldinho como um jogador do passado.
Esta tendência pode mudar, é claro. Ronaldinho só depende dele. O desafio é com ele mesmo.
Nas ciências exatas o acerto é comum. Não é o caso do futebol.
Saindo do muro e respondendo a questão, acredito que contratar Ronaldinho só vale a pena se não custar nada para o clube. Caso contrário sou contra. Ronaldo Fenômeno valeu a pena porque “paga” para jogar no Corinthians. Sua receita é maior que sua despesa. Hoje, Ronaldo é mais imagem que futebol. Tecnicamente jogou pouco. No ano passado foi uma decepção. Em 2009 foi bem. mas ganhou dois torneios de segundo nível: Paulista e Copa do Brasil. Faça as contas. É óbvio que não vale a pena pagar milhões para ganhar um regional e uma vaga para a Libertadores. O Sport Recife conseguiu isso pagando bem menos. Até o São Caetano chegou lá, sem quebrar o clube.
Hoje, futebol virou imagem, principalmente no Brasil.
Alguns jogadores que não têm mais espaço na Europa, tecnicamente falando, voltam para o Brasil. Aqui, ganham fortunas, mesmo sem jogar bem. Ganham porque tem alguém que paga, é óbvio. Estão corretos. Aproveitam a inversão de valores. Hoje, o garoto além de jogar bem precisa chamar atenção, como os nerds esfomeados do “Big Brother”. Vale tudo pela fama e dinheiro. Se o cara tem talento, não importa muito. O importante é que ele consiga vender camisas, patrocínios e criar escândalos. Se for pelo Twitter então, melhor ainda. O importante é aparecer.
Tecnicamente, Ronaldinho está devendo há anos. O craque leva uma vantagem: nunca teve lesões graves. Isso abre uma perspectiva boa para o futuro, pois ainda é jovem. Tem tudo para jogar na Copa de 2014. Porém, vai ter que provar que ainda pode voltar a ser um atleta profissional. Nos últimos anos, virou pipoqueiro. Não decidiu nada. Perdeu até para o Gabiru.
Não existe bola de crsital, mas neste momento vejo Ronaldinho como um jogador do passado.
Esta tendência pode mudar, é claro. Ronaldinho só depende dele. O desafio é com ele mesmo.
Kaká cai na real
“Passei momentos muito ruins nestes meses, sem saber sequer se voltaria a jogar”, afirmou Kaká, em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal espanhol “As”.
“Quando ele saiu da mesa de operações, não sabíamos realmente quando ele iria voltar. “, disse o médico Marc Martens que operou Kaká.
Martens criou polêmica na ocasião da cirurgia, ao dizer que o meia disputou a Copa do Mundo com sérios problemas físicos, correndo risco de comprometer a carreira. “Ele não deveria ter atuado”, reiterou o médico na época.
Não é tudo muito estranho?
No dia 21 de junho do ano passado, durante a Copa do Mundo, dei a nota abaixo em minha coluna na “Folha de S.Paulo”.
“KAKÁ DESMENTIRÁ, assim como o médico da seleção brasileira. Mas o fato é que ele está sofrendo para jogar esta Copa do Mundo e pode, como Guga, até encerrar sua bela trajetória no futebol muito mais rapidamente do que gostaria”.
Kaká foi à loucura a tal ponto que atribuiu a notícia a perseguição religiosa…
“Quando ele saiu da mesa de operações, não sabíamos realmente quando ele iria voltar. “, disse o médico Marc Martens que operou Kaká.
Martens criou polêmica na ocasião da cirurgia, ao dizer que o meia disputou a Copa do Mundo com sérios problemas físicos, correndo risco de comprometer a carreira. “Ele não deveria ter atuado”, reiterou o médico na época.
Não é tudo muito estranho?
No dia 21 de junho do ano passado, durante a Copa do Mundo, dei a nota abaixo em minha coluna na “Folha de S.Paulo”.
“KAKÁ DESMENTIRÁ, assim como o médico da seleção brasileira. Mas o fato é que ele está sofrendo para jogar esta Copa do Mundo e pode, como Guga, até encerrar sua bela trajetória no futebol muito mais rapidamente do que gostaria”.
Kaká foi à loucura a tal ponto que atribuiu a notícia a perseguição religiosa…
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Ronaldinho, Mais um Sonho desfeito? E o Santos mais forte...
A quem pudesse interessar, só faltava essa exigência do Milan para liberar Ronaldinho Gaúcho: uma quantia em torno dos 17 milhões de reais pelos seis meses que ainda restam de seu contrato. Quem paga? Nem os investidores do Grêmio, creio, e nem outro clube brasileiro, pois essa quantia e mais os salários do jogador, ah, isso seria- caso o Milan insista em sua pretensão-, verdadeira bola de neve, praticamente sem chance de retorno.
Assim como no caso de Adriano, cuja novela terminou sem um final feliz para quem sonhava com seus gols, o sonho da volta de Ronaldinho (que o Grêmio já dava como quase certa) terá o mesmo desfecho. É uma história que, acredito, vá ficar para outra vez. Quem sabe no meio do ano que está chegando?
E o curioso é que nenhum dos dois navegam em maré boa em seus clubes. Adriano até agora, na Roma, não fez um gol sequer; por sua vez, embora idolatrado pelo dono do clube, Sílvio Berlusconi, Ronaldinho amarga um nada agradável banco de reservas.
O SANTOS, AINDA MAIS FORTE.
O porteiro aqui do prédio, seu Souza, santista de fé, anda esperançoso com o seu Santos. E não é para menos. A contratação de Jonathan, que já foi comentada neste espaço, insisto que foi excelente: trata-se de um lateral-direito ousado, driblador e ofensivo, capaz de alimentar bem o meio-campo e o ataque pelo seu lado.
Além disso, o Santos repatriou Elano, bom jogador, que atua mais para o time do que para a torcida e sempre faz seus golzinhos. Com volta do craque Ganso, mais a manutenção de Neymar e os outros bons jogadores que já tinha, eis o Santos com cara e jeito de bela equipe. Ah, claro, falta Keirrisson voltar a ser o que já foi no Coritiba e em seu começo de Palmeiras- o goleador que até agora, na Vila, não recuperou a arte de estufar as redes.
São boas as perspectivas desse Santos. O amigo há de concordar.
Assim como no caso de Adriano, cuja novela terminou sem um final feliz para quem sonhava com seus gols, o sonho da volta de Ronaldinho (que o Grêmio já dava como quase certa) terá o mesmo desfecho. É uma história que, acredito, vá ficar para outra vez. Quem sabe no meio do ano que está chegando?
E o curioso é que nenhum dos dois navegam em maré boa em seus clubes. Adriano até agora, na Roma, não fez um gol sequer; por sua vez, embora idolatrado pelo dono do clube, Sílvio Berlusconi, Ronaldinho amarga um nada agradável banco de reservas.
O SANTOS, AINDA MAIS FORTE.
O porteiro aqui do prédio, seu Souza, santista de fé, anda esperançoso com o seu Santos. E não é para menos. A contratação de Jonathan, que já foi comentada neste espaço, insisto que foi excelente: trata-se de um lateral-direito ousado, driblador e ofensivo, capaz de alimentar bem o meio-campo e o ataque pelo seu lado.
Além disso, o Santos repatriou Elano, bom jogador, que atua mais para o time do que para a torcida e sempre faz seus golzinhos. Com volta do craque Ganso, mais a manutenção de Neymar e os outros bons jogadores que já tinha, eis o Santos com cara e jeito de bela equipe. Ah, claro, falta Keirrisson voltar a ser o que já foi no Coritiba e em seu começo de Palmeiras- o goleador que até agora, na Vila, não recuperou a arte de estufar as redes.
São boas as perspectivas desse Santos. O amigo há de concordar.
O penta, o fim da virada de mesa e o promissor 2002
Se 2001 representou um ano turbulento para o esporte em todo o mundo, o ano seguinte foi de muito mais esperança, especialmente na gestão do futebol brasileiro. Foi o ano do pentacampeonato mundial, do fim das viradas de mesa na bola brasileira e, mais do que isso, do início de uma mudança de comportamento do dirigente esportivo com o torcedor.
A queda das Torres Gêmeas em setembro de 2001 deixou uma marca em toda a estrutura de vida do americano, que com isso fechou-se ainda mais na gestão de seus esportes. Nascar, NFL e as demais ligas do país viraram meios de o americano exercer seu patriotismo e relembrar o golpe sofrido com os atentados terroristas.
Na Europa, ainda sob efeito da quebra dos grandes grupos de marketing e mídia, os direitos de transmissão despencaram, as fontes de receita dos clubes diminuíram sensivelmente e, por fim, a importação de atletas sofreu uma queda significativa. Com isso, o mercado do futebol, especialmente, teve de se reajustar e reordenar a uma realidade financeira mais “pobre”, por assim dizer. Levando em conta o valor superdimensionado em que se encontrava o futebol europeu, a readequação foi mais do que necessária.
No Brasil, porém, 2002 marcou um ano de profundas mudanças que têm seus reflexos nos dias atuais. Por mais que as CPIs não tenham gerado uma punição direta aos grandes envolvidos nos escândalos levantados, os trabalhos sobre a elite dos dirigentes esportivos do país serviram para provocarem significativas alterações na estrutura do futebol o que, consequentemente, levou os outros esportes a reboque.
A conquista do pentacampeonato mundial pela seleção brasileira é emblemática nesse sentido. Afinal, a vitória no Japão e na Coreia devolveu a confiança no futebol nacional. Se, antes da Copa, nem mesmo a TV Globo tinha conseguido vender todas as cotas de publicidade para o evento, depois dela ficou claro para as empresas que investir no futebol nacional era uma necessidade.
O penta deu à CBF, também, a calma que a entidade precisava para tirar a pressão da opinião pública sobre seus dirigentes, especialmente Ricardo Teixeira. Numa manobra política, logo após o Mundial o chefão do futebol no Brasil fortaleceu-se ao colocar fim aos campeonatos regionais e devolver aos Estaduais sua importância. Isso freou a ordenação dos clubes, que gerenciavam as ligas regionais ao passo que abriu caminho para que a CBF fizesse o Campeonato Brasileiro por pontos corridos, o que significou um “cala-boca” para a mídia que tanto criticava a entidade (e Teixeira, principalmente) de abandonar o futebol no país.
Ao mesmo tempo, fora do futebol, o vôlei nacional retomava o caminho de vitórias com Bernardinho no comando da seleção masculina. O título mundial de 2002, o primeiro da história do país, abriu espaço para a retomada da soberania do Brasil na modalidade, ao passo que serviu para “substituir” o efeito Guga, que começava a cair em aproveitamento devido às lesões no quadril.
O segundo semestre do ano, porém, foi o mais significativo, especialmente para o futebol. A queda de Palmeiras e Botafogo para a Série B do Campeonato Brasileiro, sem a possibilidade de uma “virada de mesa” mudar o regulamento da competição, foi importante para dar mais credibilidade à competição.
No campo da política, o fim do ano representou o alicerce para a criação do Estatuto do Torcedor e da responsabilização de dirigentes por maus tratos na gestão dos clubes.
No apagar das luzes do governo Fernando Henrique Cardoso, o Grupo de Trabalho Especial (GTE) do Ministério do Esporte e Turismo conseguiu terminar o projeto de criação do Estatuto do Torcedor, que viria a ser sancionado no governo Lula. Ao mesmo tempo, FHC conseguiu aprovar Medida Provisória que responsabilizava os maus dirigentes com seus próprios bens em gestões temerárias dos clubes e entidades esportivas. A chamada Lei de Moralização foi fundamental para que os cartolas começassem a deixar de achar que eram “mágicos” e passasem a gerenciar os clubes de forma mais responsável.
O Estatuto do Torcedor foi fundamental para que o torcedor passasse a ser colocado em plano de destaque dentro dos projetos dos clubes. Algo que ainda engatinhava no Brasil, mas que já era óbvio para os gestores esportivos nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Quem paga a maior parte da conta do esporte é o seu torcedor. Se ele não for alçado à condição de estrela, não tem como sustentar uma entidade esportiva.
No final das contas, todas essas mudanças deram um sopro de esperança para o ano de 2003, o primeiro em que o Brasil teria a principal competição do futebol jogada em pontos corridos, possibilitando que o planejamento da temporada fosse facilitado. Tanto para os clubes quanto para as empresas.
A queda das Torres Gêmeas em setembro de 2001 deixou uma marca em toda a estrutura de vida do americano, que com isso fechou-se ainda mais na gestão de seus esportes. Nascar, NFL e as demais ligas do país viraram meios de o americano exercer seu patriotismo e relembrar o golpe sofrido com os atentados terroristas.
Na Europa, ainda sob efeito da quebra dos grandes grupos de marketing e mídia, os direitos de transmissão despencaram, as fontes de receita dos clubes diminuíram sensivelmente e, por fim, a importação de atletas sofreu uma queda significativa. Com isso, o mercado do futebol, especialmente, teve de se reajustar e reordenar a uma realidade financeira mais “pobre”, por assim dizer. Levando em conta o valor superdimensionado em que se encontrava o futebol europeu, a readequação foi mais do que necessária.
No Brasil, porém, 2002 marcou um ano de profundas mudanças que têm seus reflexos nos dias atuais. Por mais que as CPIs não tenham gerado uma punição direta aos grandes envolvidos nos escândalos levantados, os trabalhos sobre a elite dos dirigentes esportivos do país serviram para provocarem significativas alterações na estrutura do futebol o que, consequentemente, levou os outros esportes a reboque.
A conquista do pentacampeonato mundial pela seleção brasileira é emblemática nesse sentido. Afinal, a vitória no Japão e na Coreia devolveu a confiança no futebol nacional. Se, antes da Copa, nem mesmo a TV Globo tinha conseguido vender todas as cotas de publicidade para o evento, depois dela ficou claro para as empresas que investir no futebol nacional era uma necessidade.
O penta deu à CBF, também, a calma que a entidade precisava para tirar a pressão da opinião pública sobre seus dirigentes, especialmente Ricardo Teixeira. Numa manobra política, logo após o Mundial o chefão do futebol no Brasil fortaleceu-se ao colocar fim aos campeonatos regionais e devolver aos Estaduais sua importância. Isso freou a ordenação dos clubes, que gerenciavam as ligas regionais ao passo que abriu caminho para que a CBF fizesse o Campeonato Brasileiro por pontos corridos, o que significou um “cala-boca” para a mídia que tanto criticava a entidade (e Teixeira, principalmente) de abandonar o futebol no país.
Ao mesmo tempo, fora do futebol, o vôlei nacional retomava o caminho de vitórias com Bernardinho no comando da seleção masculina. O título mundial de 2002, o primeiro da história do país, abriu espaço para a retomada da soberania do Brasil na modalidade, ao passo que serviu para “substituir” o efeito Guga, que começava a cair em aproveitamento devido às lesões no quadril.
O segundo semestre do ano, porém, foi o mais significativo, especialmente para o futebol. A queda de Palmeiras e Botafogo para a Série B do Campeonato Brasileiro, sem a possibilidade de uma “virada de mesa” mudar o regulamento da competição, foi importante para dar mais credibilidade à competição.
No campo da política, o fim do ano representou o alicerce para a criação do Estatuto do Torcedor e da responsabilização de dirigentes por maus tratos na gestão dos clubes.
No apagar das luzes do governo Fernando Henrique Cardoso, o Grupo de Trabalho Especial (GTE) do Ministério do Esporte e Turismo conseguiu terminar o projeto de criação do Estatuto do Torcedor, que viria a ser sancionado no governo Lula. Ao mesmo tempo, FHC conseguiu aprovar Medida Provisória que responsabilizava os maus dirigentes com seus próprios bens em gestões temerárias dos clubes e entidades esportivas. A chamada Lei de Moralização foi fundamental para que os cartolas começassem a deixar de achar que eram “mágicos” e passasem a gerenciar os clubes de forma mais responsável.
O Estatuto do Torcedor foi fundamental para que o torcedor passasse a ser colocado em plano de destaque dentro dos projetos dos clubes. Algo que ainda engatinhava no Brasil, mas que já era óbvio para os gestores esportivos nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Quem paga a maior parte da conta do esporte é o seu torcedor. Se ele não for alçado à condição de estrela, não tem como sustentar uma entidade esportiva.
No final das contas, todas essas mudanças deram um sopro de esperança para o ano de 2003, o primeiro em que o Brasil teria a principal competição do futebol jogada em pontos corridos, possibilitando que o planejamento da temporada fosse facilitado. Tanto para os clubes quanto para as empresas.
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